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    HOJE RECEBENDO… JÂNIO QUADROS

    janio quadros 2

    Para comentar a renúncia de Eduardo Cunha, ninguém melhor que o mais famoso usuário do recurso na história do Brasil. Ele foi o homem do “Fi-lo porque qui-lo”, o andarilho dos pés cruzados, o teórico das “Forças Ocultas” e o dedetizador de cadeira de prefeito – ah, sim, ele também foi presidente da República por uns poucos meses antes de renunciar, mas disso ninguém lembra. Aliás, achamos que nem o espírito dele lembra. E ainda bem, porque ele está sendo recebido hoje por nosso médium para falar é da renúncia do Cunha. Com vocês, Jânio da Silva Quadros.

     

     

     

     

    (Infelizmente Nelson Moraes, aproveitando a vibe, acaba de renunciar à condição de médium do República dos Bananas, alegando condições indevidas de trabalho: horas de além-túmulo além do expediente, salário aquém do mínimo, ausência de depósito do FGTS – o Féretro de Garantia para o Túmulo de Serviço – etc etc etc. Pedimos desculpas a nossos leitores e vamos tentar passar a conv – quer dizer, convencer médium a retornar semana que vem. Obrigado)

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    HOJE RECEBENDO… JÂNIO QUADROS

    Para comentar a renúncia de Eduardo Cunha, ninguém melhor que o mais famoso usuário do recurso na história do Brasil. Ele foi o homem do “Fi-lo porque qui-lo”, o andarilho dos pés cruzados, o teórico das “Forças Ocultas” e o dedetizador de cadeira de prefeito – ah, sim, ele também foi presidente da República por uns poucos meses antes de renunciar, mas disso ninguém lembra. Aliás, achamos que nem o espírito dele lembra. E ainda bem, porque ele está sendo recebido hoje por nosso médium para falar é da renúncia do Cunha. Com vocês, Jânio da Silva Quadros.

     

     

     

     

    (Infelizmente Nelson Moraes, aproveitando a vibe, acaba de renunciar à condição de médium do República dos Bananas, alegando condições indevidas de trabalho: horas de além-túmulo além do expediente, salário aquém do mínimo, ausência de depósito do FGTS – o Féretro de Garantia para o Túmulo de Serviço – etc etc etc. Pedimos desculpas a nossos leitores e vamos tentar passar a conv – quer dizer, convencer médium a retornar semana que vem. Obrigado)

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    HOJE RECEBENDO… JÂNIO QUADROS

    Para comentar a renúncia de Eduardo Cunha, ninguém melhor que o mais famoso usuário do recurso na história do Brasil. Ele foi o homem do “Fi-lo porque qui-lo”, o andarilho dos pés cruzados, o teórico das “Forças Ocultas” e o dedetizador de cadeira de prefeito – ah, sim, ele também foi presidente da República por uns poucos meses antes de renunciar, mas disso ninguém lembra. Aliás, achamos que nem o espírito dele lembra. E ainda bem, porque ele está sendo recebido hoje por nosso médium para falar é da renúncia do Cunha. Com vocês, Jânio da Silva Quadros.

     

     

     

     

    (Infelizmente Nelson Moraes, aproveitando a vibe, acaba de renunciar à condição de médium do República dos Bananas, alegando condições indevidas de trabalho: horas de além-túmulo além do expediente, salário aquém do mínimo, ausência de depósito do FGTS – o Féretro de Garantia para o Túmulo de Serviço – etc etc etc. Pedimos desculpas a nossos leitores e vamos tentar passar a conv – quer dizer, convencer médium a retornar semana que vem. Obrigado)

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    HOJE RECEBENDO… CHACRINHA

    Chacrinha

    O grande Abelardo Barbosa, que morreu há exatos 28 anos e faria 100 neste ano, foi o mais criterioso e confiável distribuidor de troféus de todos os tempos na cultura brasileira. O que são o Troféu Imprensa, o Esso, o Jabuti ou o prêmio da APPCA, perto da Mandioca do Fábio Júnior, do Bacalhau da Elba Ramalho e dele, do famoso, do inenarrável, do primeiro, único e inigualável troféu Abacaxi? Pois o Velho Guerreiro hoje baixa no terreiro do República dos Bananas para distribuir mais troféus, balançar a pança, comandar a massa e buzinar na cara de nosso médium, para ver se o escroto acorda e trabalha, que já deu meio dia e meia.

     

     

    “Alô, atenção! Terezinhaaaaaa! (O coro faz “U-huuuuuu”). Vamos recebeeeer… Bom, na verdade não sou eu quem recebe, mas o médium do República dos Bananas, o maior site de humor da América Latina! Eu mesmo vou só distribuir os troféus de 2016! Então som na caixa, My Boy!” (Entra prefixo do programa: “Abelardo Barbosa / Está com tudo e não tá prosa” etc).

    Troféu Abacaxi pro feijão, que sumiu do prato do brasileiro pra fazer igual a todo candidato a prefeito esse ano: só vai dar as caras em outubro!

    Troféu Feijão pro abacaxi, só pra ficar elas por elas!

    Troféu Laranja Madura pro ministério do Temer: quem não cair agora cai até dezembro!

    Troféu Caroço de Abacate pra tese do impeachment: cada vez mais difícil de descer!

    Troféu Mandioca pras homenagens que a Dilma faz nos discursos dela!

    Troféu Beterraba pras contas públicas: primeiro ficam cozinhando, pra depois sair tudo vermelho!

    Troféu Batata Doce pra todas as tentativas de cassar o Cunha: muito peido pra pouca bosta!

    Troféu Açaí pro PT: sempre pagou de pureza mas no fim é aquela lama!

    Troféu Banana pro Temer: alô, Terezinhaaaaaa – precisa explicar esse?”

    (O Velho Guerreiro pede os comerciais, as chacretes fazem com o dedo o sinal de “roda” e, em alusão à precariedade da Saúde no país, o coro canta “Roda, roda, roda e Anvisa” e – tá certo, essa aqui foi por conta do médium. Troféu Abacaxi pra ele também)

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    HOJE RECEBENDO… CHACRINHA

    O grande Abelardo Barbosa, que morreu há exatos 28 anos e faria 100 neste ano, foi o mais criterioso e confiável distribuidor de troféus de todos os tempos na cultura brasileira. O que são o Troféu Imprensa, o Esso, o Jabuti ou o prêmio da APPCA, perto da Mandioca do Fábio Júnior, do Bacalhau da Elba Ramalho e dele, do famoso, do inenarrável, do primeiro, único e inigualável troféu Abacaxi? Pois o Velho Guerreiro hoje baixa no terreiro do República dos Bananas para distribuir mais troféus, balançar a pança, comandar a massa e buzinar na cara de nosso médium, para ver se o escroto acorda e trabalha, que já deu meio dia e meia.

     

     

    “Alô, atenção! Terezinhaaaaaa! (O coro faz “U-huuuuuu”). Vamos recebeeeer… Bom, na verdade não sou eu quem recebe, mas o médium do República dos Bananas, o maior site de humor da América Latina! Eu mesmo vou só distribuir os troféus de 2016! Então som na caixa, My Boy!” (Entra prefixo do programa: “Abelardo Barbosa / Está com tudo e não tá prosa” etc).

    Troféu Abacaxi pro feijão, que sumiu do prato do brasileiro pra fazer igual a todo candidato a prefeito esse ano: só vai dar as caras em outubro!

    Troféu Feijão pro abacaxi, só pra ficar elas por elas!

    Troféu Laranja Madura pro ministério do Temer: quem não cair agora cai até dezembro!

    Troféu Caroço de Abacate pra tese do impeachment: cada vez mais difícil de descer!

    Troféu Mandioca pras homenagens que a Dilma faz nos discursos dela!

    Troféu Beterraba pras contas públicas: primeiro ficam cozinhando, pra depois sair tudo vermelho!

    Troféu Batata Doce pra todas as tentativas de cassar o Cunha: muito peido pra pouca bosta!

    Troféu Açaí pro PT: sempre pagou de pureza mas no fim é aquela lama!

    Troféu Banana pro Temer: alô, Terezinhaaaaaa – precisa explicar esse?”

    (O Velho Guerreiro pede os comerciais, as chacretes fazem com o dedo o sinal de “roda” e, em alusão à precariedade da Saúde no país, o coro canta “Roda, roda, roda e Anvisa” e – tá certo, essa aqui foi por conta do médium. Troféu Abacaxi pra ele também)

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    O grande Abelardo Barbosa, que morreu há exatos 28 anos e faria 100 neste ano, foi o mais criterioso e confiável distribuidor de troféus de todos os tempos na cultura brasileira. O que são o Troféu Imprensa, o Esso, o Jabuti ou o prêmio da APPCA, perto da Mandioca do Fábio Júnior, do Bacalhau da Elba Ramalho e dele, do famoso, do inenarrável, do primeiro, único e inigualável troféu Abacaxi? Pois o Velho Guerreiro hoje baixa no terreiro do República dos Bananas para distribuir mais troféus, balançar a pança, comandar a massa e buzinar na cara de nosso médium, para ver se o escroto acorda e trabalha, que já deu meio dia e meia.

     

     

    “Alô, atenção! Terezinhaaaaaa! (O coro faz “U-huuuuuu”). Vamos recebeeeer… Bom, na verdade não sou eu quem recebe, mas o médium do República dos Bananas, o maior site de humor da América Latina! Eu mesmo vou só distribuir os troféus de 2016! Então som na caixa, My Boy!” (Entra prefixo do programa: “Abelardo Barbosa / Está com tudo e não tá prosa” etc).

    Troféu Abacaxi pro feijão, que sumiu do prato do brasileiro pra fazer igual a todo candidato a prefeito esse ano: só vai dar as caras em outubro!

    Troféu Feijão pro abacaxi, só pra ficar elas por elas!

    Troféu Laranja Madura pro ministério do Temer: quem não cair agora cai até dezembro!

    Troféu Caroço de Abacate pra tese do impeachment: cada vez mais difícil de descer!

    Troféu Mandioca pras homenagens que a Dilma faz nos discursos dela!

    Troféu Beterraba pras contas públicas: primeiro ficam cozinhando, pra depois sair tudo vermelho!

    Troféu Batata Doce pra todas as tentativas de cassar o Cunha: muito peido pra pouca bosta!

    Troféu Açaí pro PT: sempre pagou de pureza mas no fim é aquela lama!

    Troféu Banana pro Temer: alô, Terezinhaaaaaa – precisa explicar esse?”

    (O Velho Guerreiro pede os comerciais, as chacretes fazem com o dedo o sinal de “roda” e, em alusão à precariedade da Saúde no país, o coro canta “Roda, roda, roda e Anvisa” e – tá certo, essa aqui foi por conta do médium. Troféu Abacaxi pra ele também)

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    HOJE RECEBENDO… CARL BARKS

    Patinhas

    Carl Barks, um dos maiores cartunistas de todos os tempos, gostava mesmo é de uma pataria: criou Tio Patinhas, Donald, Margarida, Gastão e muitos outros patos para os estúdios Disney. Desenhista bom de bico, convenceu Walt Disney a construir uma cidade inteira para eles (Patópolis), apesar disso não tê-lo feito nadar em dinheiro – o que o levou a dizer “Caramba, vocês do República dos Bananas não tinham um trocadilhista melhor pra me apresentar, não?” Portanto, agora, para falar sobre nosso atual momento, Carl Barks baixa em nosso terreiro e dá seu recado desenhando o magnata, empreiteiro, latifundiário e dono de jornal Tio Patinhas.

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    Carl Barks, um dos maiores cartunistas de todos os tempos, gostava mesmo é de uma pataria: criou Tio Patinhas, Donald, Margarida, Gastão e muitos outros patos para os estúdios Disney. Desenhista bom de bico, convenceu Walt Disney a construir uma cidade inteira para eles (Patópolis), apesar disso não tê-lo feito nadar em dinheiro – o que o levou a dizer “Caramba, vocês do República dos Bananas não tinham um trocadilhista melhor pra me apresentar, não?” Portanto, agora, para falar sobre nosso atual momento, Carl Barks baixa em nosso terreiro e dá seu recado desenhando o magnata, empreiteiro, latifundiário e dono de jornal Tio Patinhas.

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    HOJE RECEBENDO… CARL BARKS

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    Carl Barks, um dos maiores cartunistas de todos os tempos, gostava mesmo é de uma pataria: criou Tio Patinhas, Donald, Margarida, Gastão e muitos outros patos para os estúdios Disney. Desenhista bom de bico, convenceu Walt Disney a construir uma cidade inteira para eles (Patópolis), apesar disso não tê-lo feito nadar em dinheiro – o que o levou a dizer “Caramba, vocês do República dos Bananas não tinham um trocadilhista melhor pra me apresentar, não?” Portanto, agora, para falar sobre nosso atual momento, Carl Barks baixa em nosso terreiro e dá seu recado desenhando o magnata, empreiteiro, latifundiário e dono de jornal Tio Patinhas.

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    HOJE RECEBENDO… JAMES JOYCE

    Joyce

    Em pleno Bloomsday, quando se comemora o dia em que se passa a ação de “Ulysses”, o espírito de James Joyce foi convidado ao nosso terreiro e resolveu radicalizar. Adaptando sua semiótica narrativa ao contexto brasileiro, aplicando ao seu stream of consciousness a ginga e malemolência tupiniquins, ele manda uma releitura de sua obra prima. Com vocês, “Ulysses” em ritmo de samba-enredo, e com tradução simultânea do dicionarista, carnavalesco e também falecido Antonio Houaiss. Nota dez em alegoria, enredo, fantasia e fluxo narrativo-metafórico.

     

    Puxador: Olha o Ulysses aí, geeeente! O G.R.E.S. Unidos da Mocidade Independente Joyceana saúda e pede passagem!

    (Entra a bateria e começa o samba)

    Foi num tempo glorioso
    Que eu mesmo escrevi de próprio punho
    Esse romance esplendoroso
    Que se passa todo em 16 de junho
    Com tanta ginga narrativa
    E muita manha no monólogo interior
    Construiu-se uma lenda viva
    Que aqui eu canto, esquindô, esquindô!
    Eis que então aparecem no cenário
    Os dois personagens principais
    Leopold Bloom, o herói do itinerário
    Stephen Dedalus, de birras filosofais
    De manhã se econtram na biblioteca
    Passando então a debater teologia
    E ainda sobra espaço (com a breca!)
    Pra reinterpretarem Shakespeare!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborréia
    Entro com meu tamborim!

    Abro a cortina da minha melodia
    Pra colocar no samba outros personagens
    Que aparecem no decorrer do dia
    Num ritmado exercício de linguagem:
    Molly Bloom, que vive chifrando o marido
    Com Blazes Boylan, Ricardão bem irlandês
    Buck Mulligan, poeta corrompido
    Que pra Stephen é um pequeno-burguês
    Gerty McDowell, a mocinha caliente
    Pra quem Leopold bate cinco contra um
    Martha Cardiff, a tal correspondente
    Que namora por correio com o Bloom
    E tantos outros, fazendo figuração
    Que na minha intenção (e sou sincero)
    Foram inseridos pra traçar comparação
    Com a outra Odisseia, a do Homero!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborréia
    Entro com meu tamborim!

    Antes que as lembranças me pifem
    Os lugares da história vou cantar
    A torre Martello, residência de Stephen
    E a Cervejaria Guinness (grande bar!)
    O Freeman’s Journal, onde Bloom bate o ponto
    E o endereço do herói, na Eccles Street
    O bordel de Bella Cohen, nem te conto,
    Pra machaiada da cidade é um convite
    Pois lá à noite Dedalus leva uma tunda
    Por proferir à Monarquia um desaforo
    De tanto apanhar o rapaz fica corcunda
    Por falar tanto quase lhe arrancam o couro
    Aí Leopold sai carregando o coitado
    E assim termina o grande dia 16
    E pra quem ficou boiando no babado
    Não tem problema: eu conto outra vez!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborreia
    Entro com meu tamborim!

    Salve, salve o calhamaço
    Que de ler todos têm medo
    Pois acerto o meu passo
    E jogo num samba-enredo!

    (Repique da bateria. O ritmo ferve na ala das baianas dublinenses. O puxador recomeça o samba)

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    Em pleno Bloomsday, quando se comemora o dia em que se passa a ação de “Ulysses”, o espírito de James Joyce foi convidado ao nosso terreiro e resolveu radicalizar. Adaptando sua semiótica narrativa ao contexto brasileiro, aplicando ao seu stream of consciousness a ginga e malemolência tupiniquins, ele manda uma releitura de sua obra prima. Com vocês, “Ulysses” em ritmo de samba-enredo, e com tradução simultânea do dicionarista, carnavalesco e também falecido Antonio Houaiss. Nota dez em alegoria, enredo, fantasia e fluxo narrativo-metafórico.

     

    Puxador: Olha o Ulysses aí, geeeente! O G.R.E.S. Unidos da Mocidade Independente Joyceana saúda e pede passagem!

    (Entra a bateria e começa o samba)

    Foi num tempo glorioso
    Que eu mesmo escrevi de próprio punho
    Esse romance esplendoroso
    Que se passa todo em 16 de junho
    Com tanta ginga narrativa
    E muita manha no monólogo interior
    Construiu-se uma lenda viva
    Que aqui eu canto, esquindô, esquindô!
    Eis que então aparecem no cenário
    Os dois personagens principais
    Leopold Bloom, o herói do itinerário
    Stephen Dedalus, de birras filosofais
    De manhã se econtram na biblioteca
    Passando então a debater teologia
    E ainda sobra espaço (com a breca!)
    Pra reinterpretarem Shakespeare!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborréia
    Entro com meu tamborim!

    Abro a cortina da minha melodia
    Pra colocar no samba outros personagens
    Que aparecem no decorrer do dia
    Num ritmado exercício de linguagem:
    Molly Bloom, que vive chifrando o marido
    Com Blazes Boylan, Ricardão bem irlandês
    Buck Mulligan, poeta corrompido
    Que pra Stephen é um pequeno-burguês
    Gerty McDowell, a mocinha caliente
    Pra quem Leopold bate cinco contra um
    Martha Cardiff, a tal correspondente
    Que namora por correio com o Bloom
    E tantos outros, fazendo figuração
    Que na minha intenção (e sou sincero)
    Foram inseridos pra traçar comparação
    Com a outra Odisseia, a do Homero!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborréia
    Entro com meu tamborim!

    Antes que as lembranças me pifem
    Os lugares da história vou cantar
    A torre Martello, residência de Stephen
    E a Cervejaria Guinness (grande bar!)
    O Freeman’s Journal, onde Bloom bate o ponto
    E o endereço do herói, na Eccles Street
    O bordel de Bella Cohen, nem te conto,
    Pra machaiada da cidade é um convite
    Pois lá à noite Dedalus leva uma tunda
    Por proferir à Monarquia um desaforo
    De tanto apanhar o rapaz fica corcunda
    Por falar tanto quase lhe arrancam o couro
    Aí Leopold sai carregando o coitado
    E assim termina o grande dia 16
    E pra quem ficou boiando no babado
    Não tem problema: eu conto outra vez!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborreia
    Entro com meu tamborim!

    Salve, salve o calhamaço
    Que de ler todos têm medo
    Pois acerto o meu passo
    E jogo num samba-enredo!

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    Em pleno Bloomsday, quando se comemora o dia em que se passa a ação de “Ulysses”, o espírito de James Joyce foi convidado ao nosso terreiro e resolveu radicalizar. Adaptando sua semiótica narrativa ao contexto brasileiro, aplicando ao seu stream of consciousness a ginga e malemolência tupiniquins, ele manda uma releitura de sua obra prima. Com vocês, “Ulysses” em ritmo de samba-enredo, e com tradução simultânea do dicionarista, carnavalesco e também falecido Antonio Houaiss. Nota dez em alegoria, enredo, fantasia e fluxo narrativo-metafórico.

     

    Puxador: Olha o Ulysses aí, geeeente! O G.R.E.S. Unidos da Mocidade Independente Joyceana saúda e pede passagem!

    (Entra a bateria e começa o samba)

    Foi num tempo glorioso
    Que eu mesmo escrevi de próprio punho
    Esse romance esplendoroso
    Que se passa todo em 16 de junho
    Com tanta ginga narrativa
    E muita manha no monólogo interior
    Construiu-se uma lenda viva
    Que aqui eu canto, esquindô, esquindô!
    Eis que então aparecem no cenário
    Os dois personagens principais
    Leopold Bloom, o herói do itinerário
    Stephen Dedalus, de birras filosofais
    De manhã se econtram na biblioteca
    Passando então a debater teologia
    E ainda sobra espaço (com a breca!)
    Pra reinterpretarem Shakespeare!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborréia
    Entro com meu tamborim!

    Abro a cortina da minha melodia
    Pra colocar no samba outros personagens
    Que aparecem no decorrer do dia
    Num ritmado exercício de linguagem:
    Molly Bloom, que vive chifrando o marido
    Com Blazes Boylan, Ricardão bem irlandês
    Buck Mulligan, poeta corrompido
    Que pra Stephen é um pequeno-burguês
    Gerty McDowell, a mocinha caliente
    Pra quem Leopold bate cinco contra um
    Martha Cardiff, a tal correspondente
    Que namora por correio com o Bloom
    E tantos outros, fazendo figuração
    Que na minha intenção (e sou sincero)
    Foram inseridos pra traçar comparação
    Com a outra Odisseia, a do Homero!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborréia
    Entro com meu tamborim!

    Antes que as lembranças me pifem
    Os lugares da história vou cantar
    A torre Martello, residência de Stephen
    E a Cervejaria Guinness (grande bar!)
    O Freeman’s Journal, onde Bloom bate o ponto
    E o endereço do herói, na Eccles Street
    O bordel de Bella Cohen, nem te conto,
    Pra machaiada da cidade é um convite
    Pois lá à noite Dedalus leva uma tunda
    Por proferir à Monarquia um desaforo
    De tanto apanhar o rapaz fica corcunda
    Por falar tanto quase lhe arrancam o couro
    Aí Leopold sai carregando o coitado
    E assim termina o grande dia 16
    E pra quem ficou boiando no babado
    Não tem problema: eu conto outra vez!

    (Estribilho)
    Salve, salve a epopeia
    Encenada em Dublin
    No meio da verborreia
    Entro com meu tamborim!

    Salve, salve o calhamaço
    Que de ler todos têm medo
    Pois acerto o meu passo
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    HOJE RECEBENDO… ELIOT NESS

    Ness

    O assunto envolvendo o encarceramento do japonês da Federal rendeu até no Além. Recebemos hoje o agente federal especialista em prisões mais famoso de todos os tempos (“Enfrentei o maior esquema de corrupção da história de Chicago. E olha que estou falando da polícia”). O homem que mandou Al Capone à cadeia durante a Lei Seca (“Ao contrário do que todos pensam, o nome da lei não se deveu à proibição de bebida, mas à falta de banho de meus agentes, tão ocupados que estavam com as prisões. Os mafiosos preferiam se render a suportar aquele cheiro”) baixou em nosso médium para dar seu testemunho do que é ter o agente federal mais famoso de um país atrás das grades. Com vocês, Ness. Eliot Ness.  

     

     

     

     

     

    (Infelizmente nosso convidado não pôde comparecer, por haver sido preso em flagrante facilitando o contrabando de bebidas para o Além. Pedimos desculpas a todos os nossos leitores)

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    O assunto envolvendo o encarceramento do japonês da Federal rendeu até no Além. Recebemos hoje o agente federal especialista em prisões mais famoso de todos os tempos (“Enfrentei o maior esquema de corrupção da história de Chicago. E olha que estou falando da polícia”). O homem que mandou Al Capone à cadeia durante a Lei Seca (“Ao contrário do que todos pensam, o nome da lei não se deveu à proibição de bebida, mas à falta de banho de meus agentes, tão ocupados que estavam com as prisões. Os mafiosos preferiam se render a suportar aquele cheiro”) baixou em nosso médium para dar seu testemunho do que é ter o agente federal mais famoso de um país atrás das grades. Com vocês, Ness. Eliot Ness.  

     

     

     

     

     

    (Infelizmente nosso convidado não pôde comparecer, por haver sido preso em flagrante facilitando o contrabando de bebidas para o Além. Pedimos desculpas a todos os nossos leitores)

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    HOJE RECEBENDO… ELIOT NESS

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    O assunto envolvendo o encarceramento do japonês da Federal rendeu até no Além. Recebemos hoje o agente federal especialista em prisões mais famoso de todos os tempos (“Enfrentei o maior esquema de corrupção da história de Chicago. E olha que estou falando da polícia”). O homem que mandou Al Capone à cadeia durante a Lei Seca (“Ao contrário do que todos pensam, o nome da lei não se deveu à proibição de bebida, mas à falta de banho de meus agentes, tão ocupados que estavam com as prisões. Os mafiosos preferiam se render a suportar aquele cheiro”) baixou em nosso médium para dar seu testemunho do que é ter o agente federal mais famoso de um país atrás das grades. Com vocês, Ness. Eliot Ness.  

     

     

     

     

     

    (Infelizmente nosso convidado não pôde comparecer, por haver sido preso em flagrante facilitando o contrabando de bebidas para o Além. Pedimos desculpas a todos os nossos leitores)

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    HOJE RECEBENDO… MARILYN MONROE

    Marylin

    Existe algo em comum entre os EUA do início dos anos 1960 e o Brasil de 2016: em ambos o presidente dorme com uma loira gostosa. Pois, na semana em que completaria 90 anos – e continuando incrivelmente gostosa –,  o maior símbolo sexual do planeta baixa no médium do RdB para enviar uns conselhos a Marcela Temer, a loira da vez. A descida de Marilyn se deu aos trancos e barrancos. Trancos, no caso, recebidos pelo médium oficial, já que toda a redação masculina do periódico se engalfinhou para tentar recebê-la. Com vocês, Norma Jean Baker, psicografada por um alquebrado Nelson Moraes.

     

    “Marcela, sweetie, ouça o que eu digo: o pecado mora ao lado. Quer dizer, ao lado de onde você dorme. Sim, é um pecado você dormir com seu avô, dear! Ou isso é complexo de Electra duplicado?

    Ok, vamos ser práticas. A questão é mandar no seu homem. Tudo bem que eu não era a primeira-dama oficial, mas se a Jackie falava com ele olho-no-olho, eu falava língua-no-ouvido – e, garanto, era bem mais eficiente. Então, darling, anote aí coisinhas que você pode falar no ouvidinho de seu av… marido, no calor da noite, e que de repente ele põe em prática no dia seguinte. Vai saber.

    Primeiramente, sugira a ele repaginar o style. Vampiro saiu de moda. A onda agora é zumbi. Já que seu marido só age feito um, que pelo menos assuma a physyque-du-rôle: fica mais autêntico.

    Em segundo lugar, que mania é essa que ele tem de se curvar a quem quer que seja, do partido dele ou das lideranças do Congresso? Sabe o que JFK alegava nesses casos? Que ele sofria de dores fortes de coluna, então era muito difícil curvar-se a alguém. Diga a Mike (posso ser íntima?) para alegar algo parecido. Se não dor de coluna, pelo menos dor de cabeça. Aí ele não precisa nem sair de casa para ir trabalhar, e te garanto que ninguém também vai perceber.

    Lembre-se, sweetie. Por trás de um grande homem existe sempre um grande bando de puxa-sacos. Ou você toma o lugar que é seu ou tudo está perdido (você me entendeu: assuma o lugar do grande homem, porque aí os puxa-sacos serão todos seus). Sabedoria de bastidores, dear.

    Um beijo,

    Marylin”

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    HOJE RECEBENDO… MARILYN MONROE

    Existe algo em comum entre os EUA do início dos anos 1960 e o Brasil de 2016: em ambos o presidente dorme com uma loira gostosa. Pois, na semana em que completaria 90 anos – e continuando incrivelmente gostosa –,  o maior símbolo sexual do planeta baixa no médium do RdB para enviar uns conselhos a Marcela Temer, a loira da vez. A descida de Marilyn se deu aos trancos e barrancos. Trancos, no caso, recebidos pelo médium oficial, já que toda a redação masculina do periódico se engalfinhou para tentar recebê-la. Com vocês, Norma Jean Baker, psicografada por um alquebrado Nelson Moraes.

     

    “Marcela, sweetie, ouça o que eu digo: o pecado mora ao lado. Quer dizer, ao lado de onde você dorme. Sim, é um pecado você dormir com seu avô, dear! Ou isso é complexo de Electra duplicado?

    Ok, vamos ser práticas. A questão é mandar no seu homem. Tudo bem que eu não era a primeira-dama oficial, mas se a Jackie falava com ele olho-no-olho, eu falava língua-no-ouvido – e, garanto, era bem mais eficiente. Então, darling, anote aí coisinhas que você pode falar no ouvidinho de seu av… marido, no calor da noite, e que de repente ele põe em prática no dia seguinte. Vai saber.

    Primeiramente, sugira a ele repaginar o style. Vampiro saiu de moda. A onda agora é zumbi. Já que seu marido só age feito um, que pelo menos assuma a physyque-du-rôle: fica mais autêntico.

    Em segundo lugar, que mania é essa que ele tem de se curvar a quem quer que seja, do partido dele ou das lideranças do Congresso? Sabe o que JFK alegava nesses casos? Que ele sofria de dores fortes de coluna, então era muito difícil curvar-se a alguém. Diga a Mike (posso ser íntima?) para alegar algo parecido. Se não dor de coluna, pelo menos dor de cabeça. Aí ele não precisa nem sair de casa para ir trabalhar, e te garanto que ninguém também vai perceber.

    Lembre-se, sweetie. Por trás de um grande homem existe sempre um grande bando de puxa-sacos. Ou você toma o lugar que é seu ou tudo está perdido (você me entendeu: assuma o lugar do grande homem, porque aí os puxa-sacos serão todos seus). Sabedoria de bastidores, dear.

    Um beijo,

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    HOJE RECEBENDO… MARILYN MONROE

    Existe algo em comum entre os EUA do início dos anos 1960 e o Brasil de 2016: em ambos o presidente dorme com uma loira gostosa. Pois, na semana em que completaria 90 anos – e continuando incrivelmente gostosa –,  o maior símbolo sexual do planeta baixa no médium do RdB para enviar uns conselhos a Marcela Temer, a loira da vez. A descida de Marilyn se deu aos trancos e barrancos. Trancos, no caso, recebidos pelo médium oficial, já que toda a redação masculina do periódico se engalfinhou para tentar recebê-la. Com vocês, Norma Jean Baker, psicografada por um alquebrado Nelson Moraes.

     

    “Marcela, sweetie, ouça o que eu digo: o pecado mora ao lado. Quer dizer, ao lado de onde você dorme. Sim, é um pecado você dormir com seu avô, dear! Ou isso é complexo de Electra duplicado?

    Ok, vamos ser práticas. A questão é mandar no seu homem. Tudo bem que eu não era a primeira-dama oficial, mas se a Jackie falava com ele olho-no-olho, eu falava língua-no-ouvido – e, garanto, era bem mais eficiente. Então, darling, anote aí coisinhas que você pode falar no ouvidinho de seu av… marido, no calor da noite, e que de repente ele põe em prática no dia seguinte. Vai saber.

    Primeiramente, sugira a ele repaginar o style. Vampiro saiu de moda. A onda agora é zumbi. Já que seu marido só age feito um, que pelo menos assuma a physyque-du-rôle: fica mais autêntico.

    Em segundo lugar, que mania é essa que ele tem de se curvar a quem quer que seja, do partido dele ou das lideranças do Congresso? Sabe o que JFK alegava nesses casos? Que ele sofria de dores fortes de coluna, então era muito difícil curvar-se a alguém. Diga a Mike (posso ser íntima?) para alegar algo parecido. Se não dor de coluna, pelo menos dor de cabeça. Aí ele não precisa nem sair de casa para ir trabalhar, e te garanto que ninguém também vai perceber.

    Lembre-se, sweetie. Por trás de um grande homem existe sempre um grande bando de puxa-sacos. Ou você toma o lugar que é seu ou tudo está perdido (você me entendeu: assuma o lugar do grande homem, porque aí os puxa-sacos serão todos seus). Sabedoria de bastidores, dear.

    Um beijo,

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    HOJE RECEBENDO… ALEXANDRE, O GRANDE

    Alex

    Ao saber que seu xará Alexandre Frota, igualmente grande, agora cuida da pauta do Ministério da Educação, o macedônio que helenizou metade do mundo conhecido baixou em nosso terreiro para manifestar-se. “Levei a cultura helênica ao Oriente Médio em cima do cavalo Bucéfalo, e ele quer levar a cultura de pitboy ao Ensino Médio em cima de um plano acéfalo. Que evolução”. Para receber Alexandre, nosso Bucéfalo de plantão, Nelson Moraes, bem que resistiu. Mas os demais editores o seguraram e Alexandre veio com tudo.

     

    “Quer dizer que vocês acabaram com a Cultura e querem deixar a Educação na mão de quem não entende de Educação? Na minha época tinha um povo que fazia isso: os bárbaros. Mas tergiverso.

    Já que meu xará agora é mentor do Ministério da Educação, sinto que preciso então passar para ele algumas coordenadas estratégicas. Por exemplo, quando for escolher a metodologia de ensino a ser utilizada nas escolas, utilize o método pagou passou: pague bem os professores que eles passam a ir todos os dias. Na caso dos alunos, o que vale é a palmatória – no caso, o governo dar mão à palmatória e reconhecer que quem passa por um ensino de merda desses nunca vai querer ser ninguém na vida. E, finalmente, no caso dos livros, o negócio é queimar. Queimar fosfato pra concluir que livro chato, sobre qualquer assunto, só tira a vontade dos pestinhas de aprender alguma coisa.

    Lembro que meu professor, Aristóteles, foi um homem tão, mas tão sábio que depois que eu me tornei general ele deu um jeito de se escafeder, porque fatalmente eu me vingaria das centenas de reguadas que ele me deu na mão quando eu não aprendia as matérias. Mas eu sinto daquele tempo uma saudade febril. Febril mesmo – eu fingia que tinha febre para não ter que ir às aulas.

    Bom, para terminar, imagino que meu xará vá ler isso aqui e achar que eu estou falando grego. Se formos tomar por o português que ele deve falar, eu acho melhor nem gastar o latim. Então paremos por aqui.”

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    HOJE RECEBENDO… ALEXANDRE, O GRANDE

    Ao saber que seu xará Alexandre Frota, igualmente grande, agora cuida da pauta do Ministério da Educação, o macedônio que helenizou metade do mundo conhecido baixou em nosso terreiro para manifestar-se. “Levei a cultura helênica ao Oriente Médio em cima do cavalo Bucéfalo, e ele quer levar a cultura de pitboy ao Ensino Médio em cima de um plano acéfalo. Que evolução”. Para receber Alexandre, nosso Bucéfalo de plantão, Nelson Moraes, bem que resistiu. Mas os demais editores o seguraram e Alexandre veio com tudo.

     

    “Quer dizer que vocês acabaram com a Cultura e querem deixar a Educação na mão de quem não entende de Educação? Na minha época tinha um povo que fazia isso: os bárbaros. Mas tergiverso.

    Já que meu xará agora é mentor do Ministério da Educação, sinto que preciso então passar para ele algumas coordenadas estratégicas. Por exemplo, quando for escolher a metodologia de ensino a ser utilizada nas escolas, utilize o método pagou passou: pague bem os professores que eles passam a ir todos os dias. Na caso dos alunos, o que vale é a palmatória – no caso, o governo dar mão à palmatória e reconhecer que quem passa por um ensino de merda desses nunca vai querer ser ninguém na vida. E, finalmente, no caso dos livros, o negócio é queimar. Queimar fosfato pra concluir que livro chato, sobre qualquer assunto, só tira a vontade dos pestinhas de aprender alguma coisa.

    Lembro que meu professor, Aristóteles, foi um homem tão, mas tão sábio que depois que eu me tornei general ele deu um jeito de se escafeder, porque fatalmente eu me vingaria das centenas de reguadas que ele me deu na mão quando eu não aprendia as matérias. Mas eu sinto daquele tempo uma saudade febril. Febril mesmo – eu fingia que tinha febre para não ter que ir às aulas.

    Bom, para terminar, imagino que meu xará vá ler isso aqui e achar que eu estou falando grego. Se formos tomar por o português que ele deve falar, eu acho melhor nem gastar o latim. Então paremos por aqui.”

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    Ao saber que seu xará Alexandre Frota, igualmente grande, agora cuida da pauta do Ministério da Educação, o macedônio que helenizou metade do mundo conhecido baixou em nosso terreiro para manifestar-se. “Levei a cultura helênica ao Oriente Médio em cima do cavalo Bucéfalo, e ele quer levar a cultura de pitboy ao Ensino Médio em cima de um plano acéfalo. Que evolução”. Para receber Alexandre, nosso Bucéfalo de plantão, Nelson Moraes, bem que resistiu. Mas os demais editores o seguraram e Alexandre veio com tudo.

     

    “Quer dizer que vocês acabaram com a Cultura e querem deixar a Educação na mão de quem não entende de Educação? Na minha época tinha um povo que fazia isso: os bárbaros. Mas tergiverso.

    Já que meu xará agora é mentor do Ministério da Educação, sinto que preciso então passar para ele algumas coordenadas estratégicas. Por exemplo, quando for escolher a metodologia de ensino a ser utilizada nas escolas, utilize o método pagou passou: pague bem os professores que eles passam a ir todos os dias. Na caso dos alunos, o que vale é a palmatória – no caso, o governo dar mão à palmatória e reconhecer que quem passa por um ensino de merda desses nunca vai querer ser ninguém na vida. E, finalmente, no caso dos livros, o negócio é queimar. Queimar fosfato pra concluir que livro chato, sobre qualquer assunto, só tira a vontade dos pestinhas de aprender alguma coisa.

    Lembro que meu professor, Aristóteles, foi um homem tão, mas tão sábio que depois que eu me tornei general ele deu um jeito de se escafeder, porque fatalmente eu me vingaria das centenas de reguadas que ele me deu na mão quando eu não aprendia as matérias. Mas eu sinto daquele tempo uma saudade febril. Febril mesmo – eu fingia que tinha febre para não ter que ir às aulas.

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    HOJE RECEBENDO… NINGUÉM, ATÉ AGORA

    interroga

    Para falar sobre a Secretaria da Cultura do Governo Temer, nosso médium convidou várias famosas falecidas da área (Clarice Lispector, Elis Regina, Marília Pêra e, claro, a eterna musa Dercy Gonçalves), mas todas disseram não. Clarice fez sua delicada recusa através de um poema de Facebook, cuja autoria periga não ser sua; Elis cantou “Já conheço os passos dessa estrada / Sei que não vai dar em nada”; Marília avisou que o sobrenome dela é Pêra, não Abacaxi, e Dercy, bom, Dercy mandou a gente ir tomar no cu. Desta forma, continuamos enviando os convites ao além pra ver se alguma outra desencarnada dá o ar da graça para dissertar sobre o assunto. Se bem que graça é o que elas mais estão achando do convite.

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    HOJE RECEBENDO… NINGUÉM, ATÉ AGORA

    Para falar sobre a Secretaria da Cultura do Governo Temer, nosso médium convidou várias famosas falecidas da área (Clarice Lispector, Elis Regina, Marília Pêra e, claro, a eterna musa Dercy Gonçalves), mas todas disseram não. Clarice fez sua delicada recusa através de um poema de Facebook, cuja autoria periga não ser sua; Elis cantou “Já conheço os passos dessa estrada / Sei que não vai dar em nada”; Marília avisou que o sobrenome dela é Pêra, não Abacaxi, e Dercy, bom, Dercy mandou a gente ir tomar no cu. Desta forma, continuamos enviando os convites ao além pra ver se alguma outra desencarnada dá o ar da graça para dissertar sobre o assunto. Se bem que graça é o que elas mais estão achando do convite.

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    HOJE RECEBENDO… NINGUÉM, ATÉ AGORA

    Para falar sobre a Secretaria da Cultura do Governo Temer, nosso médium convidou várias famosas falecidas da área (Clarice Lispector, Elis Regina, Marília Pêra e, claro, a eterna musa Dercy Gonçalves), mas todas disseram não. Clarice fez sua delicada recusa através de um poema de Facebook, cuja autoria periga não ser sua; Elis cantou “Já conheço os passos dessa estrada / Sei que não vai dar em nada”; Marília avisou que o sobrenome dela é Pêra, não Abacaxi, e Dercy, bom, Dercy mandou a gente ir tomar no cu. Desta forma, continuamos enviando os convites ao além pra ver se alguma outra desencarnada dá o ar da graça para dissertar sobre o assunto. Se bem que graça é o que elas mais estão achando do convite.

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    HOJE RECEBENDO… ITAMAR FRANCO

    Itamar

    O presidente do topete, e que se saiu bem na foto (no caso, a foto onde aparece ao lado da Lílian Ramos sem calcinha), não poderia deixar de baixar em nosso terreiro justo hoje, quando um vice do PMDB assume o poder no lugar de um presidente em vias de impeachment. O gosto de dejà vu se confunde com o sabor de pão de queijo saindo do forno, que ele mineiramente pediu que fosse servido, pra assim poder descer (“Eu só queria pedir que seu médium estivesse de cueca. Sabe como é, Lílian Ramos só teve uma”) e falar sobre o que é pegar um rabo de foguete desses (“Eu preferia o rabo da Lílian, sabe como é”…). Com vocês, Itamar Franco.

     

    “Vejam vocês. A metade jovem da população não sabe muito bem quem eu sou, e a metade velha nem sabia que eu tinha morrido. Pois morri, sim, há cinco anos – pelo menos foi o que a imprensa noticiou. Ando tão distraído que de repente ainda sou senador e não compareci à sessão ontem porque me deu preguiça de ver tudo acontecendo de novo. Vai saber.

    O que eu posso dizer ao Temer? Mexer na economia? Isso eu já fiz, lançando o Plano Real, que consertou o país. Implantar o parlamentarismo? Bom, eu lancei o plebiscito sobre o parlamentarismo e ele foi derrotado. Reinventar alguma coisa, então? Olha, eu reinventei o fusca. Então, sinceramente, eu acho que ele devia me copiar e tirar uma foto no Sambódromo com a Marcela do mesmo jeito que eu fiz com a Lílian. Garanto que a popularidade dele iria às alturas, os investidores internacionais reapareceriam e ele se reelegeria com facilidade.

    Tudo bem, meu governo também foi vitrine pro FHC, que depois de eleito comprou a adesão do Congresso pra reeleição. Tolinho. Ele deveria ter comprado o apoio dos parlamentares assinando cheques pra todos eles, e depois de reeleito sustar os cheques, dizendo ‘Esqueçam o que eu escrevi’.

    Tem também o fato de meu governo ter sido chamado de República do Pão de Queijo, mas, ao contrário do que todo mundo fala, não era porque o ministério era formado praticamente por mineiros. Era porque eu já previa que o debate político ia se polarizar entre coxinhas e mortadelas e eu preferia o prato da conciliação, de preferência acompanhado de um cafezinho.

    Mas enfim. Dizem que mineiro só é solidário na doença terminal. Deixa então eu aproveitar pra expressar minha solidariedade ao Governo Dilma. Se é que vocês me entendem.”

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    HOJE RECEBENDO… ITAMAR FRANCO

    O presidente do topete, e que se saiu bem na foto (no caso, a foto onde aparece ao lado da Lílian Ramos sem calcinha), não poderia deixar de baixar em nosso terreiro justo hoje, quando um vice do PMDB assume o poder no lugar de um presidente em vias de impeachment. O gosto de dejà vu se confunde com o sabor de pão de queijo saindo do forno, que ele mineiramente pediu que fosse servido, pra assim poder descer (“Eu só queria pedir que seu médium estivesse de cueca. Sabe como é, Lílian Ramos só teve uma”) e falar sobre o que é pegar um rabo de foguete desses (“Eu preferia o rabo da Lílian, sabe como é”…). Com vocês, Itamar Franco.

     

    “Vejam vocês. A metade jovem da população não sabe muito bem quem eu sou, e a metade velha nem sabia que eu tinha morrido. Pois morri, sim, há cinco anos – pelo menos foi o que a imprensa noticiou. Ando tão distraído que de repente ainda sou senador e não compareci à sessão ontem porque me deu preguiça de ver tudo acontecendo de novo. Vai saber.

    O que eu posso dizer ao Temer? Mexer na economia? Isso eu já fiz, lançando o Plano Real, que consertou o país. Implantar o parlamentarismo? Bom, eu lancei o plebiscito sobre o parlamentarismo e ele foi derrotado. Reinventar alguma coisa, então? Olha, eu reinventei o fusca. Então, sinceramente, eu acho que ele devia me copiar e tirar uma foto no Sambódromo com a Marcela do mesmo jeito que eu fiz com a Lílian. Garanto que a popularidade dele iria às alturas, os investidores internacionais reapareceriam e ele se reelegeria com facilidade.

    Tudo bem, meu governo também foi vitrine pro FHC, que depois de eleito comprou a adesão do Congresso pra reeleição. Tolinho. Ele deveria ter comprado o apoio dos parlamentares assinando cheques pra todos eles, e depois de reeleito sustar os cheques, dizendo ‘Esqueçam o que eu escrevi’.

    Tem também o fato de meu governo ter sido chamado de República do Pão de Queijo, mas, ao contrário do que todo mundo fala, não era porque o ministério era formado praticamente por mineiros. Era porque eu já previa que o debate político ia se polarizar entre coxinhas e mortadelas e eu preferia o prato da conciliação, de preferência acompanhado de um cafezinho.

    Mas enfim. Dizem que mineiro só é solidário na doença terminal. Deixa então eu aproveitar pra expressar minha solidariedade ao Governo Dilma. Se é que vocês me entendem.”

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    “Vejam vocês. A metade jovem da população não sabe muito bem quem eu sou, e a metade velha nem sabia que eu tinha morrido. Pois morri, sim, há cinco anos – pelo menos foi o que a imprensa noticiou. Ando tão distraído que de repente ainda sou senador e não compareci à sessão ontem porque me deu preguiça de ver tudo acontecendo de novo. Vai saber.

    O que eu posso dizer ao Temer? Mexer na economia? Isso eu já fiz, lançando o Plano Real, que consertou o país. Implantar o parlamentarismo? Bom, eu lancei o plebiscito sobre o parlamentarismo e ele foi derrotado. Reinventar alguma coisa, então? Olha, eu reinventei o fusca. Então, sinceramente, eu acho que ele devia me copiar e tirar uma foto no Sambódromo com a Marcela do mesmo jeito que eu fiz com a Lílian. Garanto que a popularidade dele iria às alturas, os investidores internacionais reapareceriam e ele se reelegeria com facilidade.

    Tudo bem, meu governo também foi vitrine pro FHC, que depois de eleito comprou a adesão do Congresso pra reeleição. Tolinho. Ele deveria ter comprado o apoio dos parlamentares assinando cheques pra todos eles, e depois de reeleito sustar os cheques, dizendo ‘Esqueçam o que eu escrevi’.

    Tem também o fato de meu governo ter sido chamado de República do Pão de Queijo, mas, ao contrário do que todo mundo fala, não era porque o ministério era formado praticamente por mineiros. Era porque eu já previa que o debate político ia se polarizar entre coxinhas e mortadelas e eu preferia o prato da conciliação, de preferência acompanhado de um cafezinho.

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    HOJE RECEBENDO… SIR ISAAC NEWTON

    isaac_newton

    O descobridor da Lei da Gravidade, assistindo com circunspecção catedrática ao festival de quedas na política brasileira, não poderia deixar de manifestar-se sobre a Física que rege a dinâmica de nosso noticiário. A princípio resistente à piada óbvia de ver-se – na qualidade de descobridor da Gravidade – baixando em nosso médium, Sir Isaac logo se descontraiu e emendou com outra piada (“O que é que cai em pé e corre deitado? O presidente de sua Câmara dos Deputados, que depois da queda vai correr para deitar na sopa e aproveitar o dinheiro de suas contas secretas!”), demonstrando todo o seu humor britânico (“Ei, ei, outra piada: se soltarmos sua presidente e seu presidente da Câmara dos Deputados de uma torre, qual cai mais rápido? Ela, que não subornou os magistrados certos!”). Com vocês, as fórmulas da Física Newtoniana para explicar nossa política.

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE ROUSSEFIANA

    Q = IIA x PdF  /594 PDVCPG

    (A queda de Dilma é diretamente proporcional à inacreditável incompetência administrativa multiplicada pelas pedaladas fiscais e dividida por 594 parlamentares doidos para ver o circo pegar fogo)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE CUNHAL

    Q = (MP + CpA) x ICPL  /11 MTFA

    (A queda de Cunha é diretamente proporcional aos milhões em propinas mais uma cara de pau absurda, multiplicadas por um incrível controle do protocolo legislativo, divididas pelos 11 motivos para o Teori finalmente agir)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE DA AUTONOMIA TEMERIANA

    Q = AEmID x APG / 1BPSDBSVP

    (A queda da autonomia de Temer será diretamente proporcional aos acordos espúrios mais inacreditáveis que os de Dilma multiplicada pela ausência de plano de governo dividida por 1 PSDB salivando para voltar ao poder)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE DA GRAVIDADE

    Q = Ø

    (A queda da gravidade da situação política do país é nula. Ela nunca cai, sempre está subindo)

     

    (Receando que sua planilha de fórmulas caísse numa fórmula, Sir Isaac parou por aqui)

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    O descobridor da Lei da Gravidade, assistindo com circunspecção catedrática ao festival de quedas na política brasileira, não poderia deixar de manifestar-se sobre a Física que rege a dinâmica de nosso noticiário. A princípio resistente à piada óbvia de ver-se – na qualidade de descobridor da Gravidade – baixando em nosso médium, Sir Isaac logo se descontraiu e emendou com outra piada (“O que é que cai em pé e corre deitado? O presidente de sua Câmara dos Deputados, que depois da queda vai correr para deitar na sopa e aproveitar o dinheiro de suas contas secretas!”), demonstrando todo o seu humor britânico (“Ei, ei, outra piada: se soltarmos sua presidente e seu presidente da Câmara dos Deputados de uma torre, qual cai mais rápido? Ela, que não subornou os magistrados certos!”). Com vocês, as fórmulas da Física Newtoniana para explicar nossa política.

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE ROUSSEFIANA

    Q = IIA x PdF  /594 PDVCPG

    (A queda de Dilma é diretamente proporcional à inacreditável incompetência administrativa multiplicada pelas pedaladas fiscais e dividida por 594 parlamentares doidos para ver o circo pegar fogo)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE CUNHAL

    Q = (MP + CpA) x ICPL  /11 MTFA

    (A queda de Cunha é diretamente proporcional aos milhões em propinas mais uma cara de pau absurda, multiplicadas por um incrível controle do protocolo legislativo, divididas pelos 11 motivos para o Teori finalmente agir)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE DA AUTONOMIA TEMERIANA

    Q = AEmID x APG / 1BPSDBSVP

    (A queda da autonomia de Temer será diretamente proporcional aos acordos espúrios mais inacreditáveis que os de Dilma multiplicada pela ausência de plano de governo dividida por 1 PSDB salivando para voltar ao poder)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE DA GRAVIDADE

    Q = Ø

    (A queda da gravidade da situação política do país é nula. Ela nunca cai, sempre está subindo)

     

    (Receando que sua planilha de fórmulas caísse numa fórmula, Sir Isaac parou por aqui)

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    HOJE RECEBENDO… SIR ISAAC NEWTON

    O descobridor da Lei da Gravidade, assistindo com circunspecção catedrática ao festival de quedas na política brasileira, não poderia deixar de manifestar-se sobre a Física que rege a dinâmica de nosso noticiário. A princípio resistente à piada óbvia de ver-se – na qualidade de descobridor da Gravidade – baixando em nosso médium, Sir Isaac logo se descontraiu e emendou com outra piada (“O que é que cai em pé e corre deitado? O presidente de sua Câmara dos Deputados, que depois da queda vai correr para deitar na sopa e aproveitar o dinheiro de suas contas secretas!”), demonstrando todo o seu humor britânico (“Ei, ei, outra piada: se soltarmos sua presidente e seu presidente da Câmara dos Deputados de uma torre, qual cai mais rápido? Ela, que não subornou os magistrados certos!”). Com vocês, as fórmulas da Física Newtoniana para explicar nossa política.

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE ROUSSEFIANA

    Q = IIA x PdF  /594 PDVCPG

    (A queda de Dilma é diretamente proporcional à inacreditável incompetência administrativa multiplicada pelas pedaladas fiscais e dividida por 594 parlamentares doidos para ver o circo pegar fogo)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE CUNHAL

    Q = (MP + CpA) x ICPL  /11 MTFA

    (A queda de Cunha é diretamente proporcional aos milhões em propinas mais uma cara de pau absurda, multiplicadas por um incrível controle do protocolo legislativo, divididas pelos 11 motivos para o Teori finalmente agir)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE DA AUTONOMIA TEMERIANA

    Q = AEmID x APG / 1BPSDBSVP

    (A queda da autonomia de Temer será diretamente proporcional aos acordos espúrios mais inacreditáveis que os de Dilma multiplicada pela ausência de plano de governo dividida por 1 PSDB salivando para voltar ao poder)

     

    FÓRMULA DA GRAVIDADE DA GRAVIDADE

    Q = Ø

    (A queda da gravidade da situação política do país é nula. Ela nunca cai, sempre está subindo)

     

    (Receando que sua planilha de fórmulas caísse numa fórmula, Sir Isaac parou por aqui)

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    HOJE RECEBENDO… WILLIAM SHAKESPEARE

    William

    O bardo, que descansou há exatos 400 anos (“Descansei o cacete”, interrompe ele. “Todo dia me reviro no túmulo, de tanto que me citam errado”), bem que tentou fingir que não assistia ao atual imbróglio da política brasileira (“Se eu imaginasse reviravoltas desse nível, a crítica teatral elisabetana me rebaixava a encerador de coxia”) mas, ao perceber que o médium do RdB não sairia do seu pé pelo próximos 400 anos (“Eu faleço e os vivos é que viram meu encosto”), resolveu dar tratos à pena. Com vocês, o indiscutivelmente maior stratforuponavoniano da História (“Para ostentar um palavrão desses na biografia poucos mesmo devem ter se candidatado”) falando sobre a comédia política brasileira, à luz de algumas de suas próprias comédias.

     

    “Sonho de uma Noite de Verão”- É como eu chamo sua torcida pelo afastamento do presidente de sua Câmara dos Deputados. Vão sonhando, viu?

    “Comédia dos Erros” – A votação pelo processo de impeachment de sua presidente, em sua Câmara dos Deputados: parlamentares pactuados com o Diabo citando Deus e parlamentares com genitoras que trabalham em estabelecimentos pouco familiares citando família.

    “Muito Barulho por Nada” – A balbúrdia em torno do discurso de sua presidente na ONU.

    “Medida por Medida” – Seu Congresso toma as medidas regulamentares para afastar sua presidente e só aí ela passa a tomar todas as medidas governamentais que deveria ter tomado nos últimos seis anos.

    “Conto do Inverno” – Na verdade seria conta. A que o presidente de sua Câmara dos Deputados deixa descansando lá no inverno suíço.

    “A Tempestade” – De cuspes.

    “Trabalhos de Amor Perdidos” – Todas as juras que sua presidente fez a seu vice, jurando que com isso ele não a apunhalaria pelas costas.

    “Tudo Bem quando Termina Bem” – Em seu país é que não vai ser.

    “A Megera Domada” – Melhor deixar quieto. Depois vira treta.

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    HOJE RECEBENDO… WILLIAM SHAKESPEARE

    O bardo, que descansou há exatos 400 anos (“Descansei o cacete”, interrompe ele. “Todo dia me reviro no túmulo, de tanto que me citam errado”), bem que tentou fingir que não assistia ao atual imbróglio da política brasileira (“Se eu imaginasse reviravoltas desse nível, a crítica teatral elisabetana me rebaixava a encerador de coxia”) mas, ao perceber que o médium do RdB não sairia do seu pé pelo próximos 400 anos (“Eu faleço e os vivos é que viram meu encosto”), resolveu dar tratos à pena. Com vocês, o indiscutivelmente maior stratforuponavoniano da História (“Para ostentar um palavrão desses na biografia poucos mesmo devem ter se candidatado”) falando sobre a comédia política brasileira, à luz de algumas de suas próprias comédias.

     

    “Sonho de uma Noite de Verão”- É como eu chamo sua torcida pelo afastamento do presidente de sua Câmara dos Deputados. Vão sonhando, viu?

    “Comédia dos Erros” – A votação pelo processo de impeachment de sua presidente, em sua Câmara dos Deputados: parlamentares pactuados com o Diabo citando Deus e parlamentares com genitoras que trabalham em estabelecimentos pouco familiares citando família.

    “Muito Barulho por Nada” – A balbúrdia em torno do discurso de sua presidente na ONU.

    “Medida por Medida” – Seu Congresso toma as medidas regulamentares para afastar sua presidente e só aí ela passa a tomar todas as medidas governamentais que deveria ter tomado nos últimos seis anos.

    “Conto do Inverno” – Na verdade seria conta. A que o presidente de sua Câmara dos Deputados deixa descansando lá no inverno suíço.

    “A Tempestade” – De cuspes.

    “Trabalhos de Amor Perdidos” – Todas as juras que sua presidente fez a seu vice, jurando que com isso ele não a apunhalaria pelas costas.

    “Tudo Bem quando Termina Bem” – Em seu país é que não vai ser.

    “A Megera Domada” – Melhor deixar quieto. Depois vira treta.

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    O bardo, que descansou há exatos 400 anos (“Descansei o cacete”, interrompe ele. “Todo dia me reviro no túmulo, de tanto que me citam errado”), bem que tentou fingir que não assistia ao atual imbróglio da política brasileira (“Se eu imaginasse reviravoltas desse nível, a crítica teatral elisabetana me rebaixava a encerador de coxia”) mas, ao perceber que o médium do RdB não sairia do seu pé pelo próximos 400 anos (“Eu faleço e os vivos é que viram meu encosto”), resolveu dar tratos à pena. Com vocês, o indiscutivelmente maior stratforuponavoniano da História (“Para ostentar um palavrão desses na biografia poucos mesmo devem ter se candidatado”) falando sobre a comédia política brasileira, à luz de algumas de suas próprias comédias.

     

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    “Comédia dos Erros” – A votação pelo processo de impeachment de sua presidente, em sua Câmara dos Deputados: parlamentares pactuados com o Diabo citando Deus e parlamentares com genitoras que trabalham em estabelecimentos pouco familiares citando família.

    “Muito Barulho por Nada” – A balbúrdia em torno do discurso de sua presidente na ONU.

    “Medida por Medida” – Seu Congresso toma as medidas regulamentares para afastar sua presidente e só aí ela passa a tomar todas as medidas governamentais que deveria ter tomado nos últimos seis anos.

    “Conto do Inverno” – Na verdade seria conta. A que o presidente de sua Câmara dos Deputados deixa descansando lá no inverno suíço.

    “A Tempestade” – De cuspes.

    “Trabalhos de Amor Perdidos” – Todas as juras que sua presidente fez a seu vice, jurando que com isso ele não a apunhalaria pelas costas.

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    HOJE RECEBENDO… TIRADENTES

    tiradentes

    Joaquim José da Silva Xavier anda bem puto. Foi ele quem pagou o pato na Inconfidência Mineira (séculos antes dos humoristas da FIESP) e, conhecido pela afobação e agilidade com que providenciava os arranjos clandestinos para o movimento, era constantemente zoado pelos companheiros inconfidentes: “Que pressa é essa? Parece que vai tirar o pai da forca!” Pois Joaquim José vem ao República dos Bananas destilar toda a sua ira contra esse Brasil, hoje atolado numa crise sem precedentes, e que não honrou seu sacrifício, não soube reconhecer seu legado e se dedica levianamente a chistes e trocadilhos com forca, corda e nó na garganta sempre que chega o 21 de abril. Com vocês, e por intermédio de nosso médium, as palavras revoltadas de um mártir.

     

     

     

     

     

     

    (Joaquim José checou o calendário, pensou melhor e resolveu enforcar o feriado em Ubatuba, pra ficar até domingo de pernas pro ar. Pedimos desculpas a nossos leitores)

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    (Joaquim José checou o calendário, pensou melhor e resolveu enforcar o feriado em Ubatuba, pra ficar até domingo de pernas pro ar. Pedimos desculpas a nossos leitores)

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    (Joaquim José checou o calendário, pensou melhor e resolveu enforcar o feriado em Ubatuba, pra ficar até domingo de pernas pro ar. Pedimos desculpas a nossos leitores)

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