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    Denise Rossi

    EU ACHO QUE ACHO DEMAIS, POR ISSO ACHO QUE É HORA DE PARAR DE ACHAR

    Aran2

    Sexta-feira, 26 de maio

    Encontro Irso, meu vizinho energúmeno, alegre e saltitante pelo corredor do edifício Aquarius.

    Tacamos fogo em três ministérios! Agora o golpista cai!“, grita ele, ainda vestido de vermelho depois de passar três dias num ônibus pra Brasília.

    Tento explicar ao imbecil que isso foi um tremendo tiro no pé.

    Isso foi um tremendo tiro no pé, imbecil“, digo, polidamente.

    Irso se emputece.

    Você é um defensor de vidraças! É uma violência simbólica contra as coisas e, além disso, não é você que vive falando que a arquitetura do Niemeyer é uma bosta?”

    Sim, é uma bosta mesmo. Acho que é uma arquitetura feita para burocratas corruptos. Acho que Brasília estimula a roubalheira. E acho que é feia pra cacete. Acho até que a cidade seria mais útil se virasse uma prisão de segurança máxima, igual em “Fuga de Nova York. Mas sem o Cobra Plissken pra salvar o presidente. Aliás, também acho que o Michel Temer é um horror e tem mais é que se ferrar.

    Por outro lado, também acho que tacar fogo em prédio construído com o MEU dinheiro não é assim tão bacana. E acho ainda que a dupla sertaneja Sueslley e Moeslley (acho que é isso) não merece nenhuma confiança. Acho até os que dois bucaneiros estão amando. Amando de alguém, não sei quem. E eu sei que achar esse tipo de coisa é bem complicado, porque você fica achando junto com gente que acha umas coisas que não quer achar

    E olha que eu também acho que, sim, o Ministério Público está passando dos limites e atropelando a democracia. Embora, também ache que não dá pra achar escritura de patrimônio oculto para “provar” roubo.

    Enfim, acho que eu acho demais e por isso acho que eu deveria achar menos do que acho.

    Por isso, decidi ficar meio longe do Twitter, que é minha rede social favorita, mas que quase sempre faz a gente se comportar feito idiota, escrevendo bobagens com o fígado, em vez de usar o cérebro.

    Sei que sou o maior intelectual progressista desse país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e do Thammy Gretchen, mas vou refletir um pouco antes de sair achando por aí. 

    Segunda-feira, se ainda existir país, o Diário está de volta.  Eu acho.

     

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    EU ACHO QUE ACHO DEMAIS, POR ISSO ACHO QUE É HORA DE PARAR DE ACHAR

    Sexta-feira, 26 de maio

    Encontro Irso, meu vizinho energúmeno, alegre e saltitante pelo corredor do edifício Aquarius.

    Tacamos fogo em três ministérios! Agora o golpista cai!“, grita ele, ainda vestido de vermelho depois de passar três dias num ônibus pra Brasília.

    Tento explicar ao imbecil que isso foi um tremendo tiro no pé.

    Isso foi um tremendo tiro no pé, imbecil“, digo, polidamente.

    Irso se emputece.

    Você é um defensor de vidraças! É uma violência simbólica contra as coisas e, além disso, não é você que vive falando que a arquitetura do Niemeyer é uma bosta?”

    Sim, é uma bosta mesmo. Acho que é uma arquitetura feita para burocratas corruptos. Acho que Brasília estimula a roubalheira. E acho que é feia pra cacete. Acho até que a cidade seria mais útil se virasse uma prisão de segurança máxima, igual em “Fuga de Nova York. Mas sem o Cobra Plissken pra salvar o presidente. Aliás, também acho que o Michel Temer é um horror e tem mais é que se ferrar.

    Por outro lado, também acho que tacar fogo em prédio construído com o MEU dinheiro não é assim tão bacana. E acho ainda que a dupla sertaneja Sueslley e Moeslley (acho que é isso) não merece nenhuma confiança. Acho até os que dois bucaneiros estão amando. Amando de alguém, não sei quem. E eu sei que achar esse tipo de coisa é bem complicado, porque você fica achando junto com gente que acha umas coisas que não quer achar

    E olha que eu também acho que, sim, o Ministério Público está passando dos limites e atropelando a democracia. Embora, também ache que não dá pra achar escritura de patrimônio oculto para “provar” roubo.

    Enfim, acho que eu acho demais e por isso acho que eu deveria achar menos do que acho.

    Por isso, decidi ficar meio longe do Twitter, que é minha rede social favorita, mas que quase sempre faz a gente se comportar feito idiota, escrevendo bobagens com o fígado, em vez de usar o cérebro.

    Sei que sou o maior intelectual progressista desse país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e do Thammy Gretchen, mas vou refletir um pouco antes de sair achando por aí. 

    Segunda-feira, se ainda existir país, o Diário está de volta.  Eu acho.

     

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    EU ACHO QUE ACHO DEMAIS, POR ISSO ACHO QUE É HORA DE PARAR DE ACHAR

    Sexta-feira, 26 de maio

    Encontro Irso, meu vizinho energúmeno, alegre e saltitante pelo corredor do edifício Aquarius.

    Tacamos fogo em três ministérios! Agora o golpista cai!“, grita ele, ainda vestido de vermelho depois de passar três dias num ônibus pra Brasília.

    Tento explicar ao imbecil que isso foi um tremendo tiro no pé.

    Isso foi um tremendo tiro no pé, imbecil“, digo, polidamente.

    Irso se emputece.

    Você é um defensor de vidraças! É uma violência simbólica contra as coisas e, além disso, não é você que vive falando que a arquitetura do Niemeyer é uma bosta?”

    Sim, é uma bosta mesmo. Acho que é uma arquitetura feita para burocratas corruptos. Acho que Brasília estimula a roubalheira. E acho que é feia pra cacete. Acho até que a cidade seria mais útil se virasse uma prisão de segurança máxima, igual em “Fuga de Nova York. Mas sem o Cobra Plissken pra salvar o presidente. Aliás, também acho que o Michel Temer é um horror e tem mais é que se ferrar.

    Por outro lado, também acho que tacar fogo em prédio construído com o MEU dinheiro não é assim tão bacana. E acho ainda que a dupla sertaneja Sueslley e Moeslley (acho que é isso) não merece nenhuma confiança. Acho até os que dois bucaneiros estão amando. Amando de alguém, não sei quem. E eu sei que achar esse tipo de coisa é bem complicado, porque você fica achando junto com gente que acha umas coisas que não quer achar

    E olha que eu também acho que, sim, o Ministério Público está passando dos limites e atropelando a democracia. Embora, também ache que não dá pra achar escritura de patrimônio oculto para “provar” roubo.

    Enfim, acho que eu acho demais e por isso acho que eu deveria achar menos do que acho.

    Por isso, decidi ficar meio longe do Twitter, que é minha rede social favorita, mas que quase sempre faz a gente se comportar feito idiota, escrevendo bobagens com o fígado, em vez de usar o cérebro.

    Sei que sou o maior intelectual progressista desse país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e do Thammy Gretchen, mas vou refletir um pouco antes de sair achando por aí. 

    Segunda-feira, se ainda existir país, o Diário está de volta.  Eu acho.

     

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    TODOS OS FASCISTAS QUE EXISTEM NO BRASIL

    Aran5

    Quinta-feira, 25 de maio

    Listando os vários tipos de fascistas que o Brasil tem.

    Fascista de direita, fascista de esquerda, fascista bolsomínion, fascista black bloc, fascista blogueiro, fascista tuiteiro, fascista faceiro, fascista açougueiro.

    Fascista sindicalista, fascista patronal, fascista progressista, fascista integralista, fascista populista, fascista colunista, fascista humorista, fascista jornalista.

    Fascista cracolândia, fascista Disneylândia, fascista do Leblon, fascista da Paulista, fascista de Brasília, fascista de mercedes, fascista de busão, fascista com revólver, fascista com rojão, fascista com capuz, fascista sem apoio, fascista que seduz.

    Fascista de PM, fascista SS, fascista Odebrecht, fascista OAS, fascista do Paulinho, fascista do Guilherme, fascista MPB, fascista rock’n’roll, fascista que diz “mano”, fascista que diz “brôu”.

    Fascista artista, fascista ator, fascista de novela, fascista de talk show, fascista global, fascista SBT, fascista Band, fascista Rede TV.

    Fascista feminista, fascista machista, fascista gay, fascista trans, fascista crente, fascista católico, fascista padre, fascista homofóbico, fascista com turbante, fascista com trancinha, fascista blonde ambition, fascista bacaninha.

    Fascista lulista, fascista temerista, fascista psolista, fascista tucano, fascista anta, fascista burro, fascista jumento, fascista porco, fascista cavalo, fascista paca.

     

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    Fascista de direita, fascista de esquerda, fascista bolsomínion, fascista black bloc, fascista blogueiro, fascista tuiteiro, fascista faceiro, fascista açougueiro.

    Fascista sindicalista, fascista patronal, fascista progressista, fascista integralista, fascista populista, fascista colunista, fascista humorista, fascista jornalista.

    Fascista cracolândia, fascista Disneylândia, fascista do Leblon, fascista da Paulista, fascista de Brasília, fascista de mercedes, fascista de busão, fascista com revólver, fascista com rojão, fascista com capuz, fascista sem apoio, fascista que seduz.

    Fascista de PM, fascista SS, fascista Odebrecht, fascista OAS, fascista do Paulinho, fascista do Guilherme, fascista MPB, fascista rock’n’roll, fascista que diz “mano”, fascista que diz “brôu”.

    Fascista artista, fascista ator, fascista de novela, fascista de talk show, fascista global, fascista SBT, fascista Band, fascista Rede TV.

    Fascista feminista, fascista machista, fascista gay, fascista trans, fascista crente, fascista católico, fascista padre, fascista homofóbico, fascista com turbante, fascista com trancinha, fascista blonde ambition, fascista bacaninha.

    Fascista lulista, fascista temerista, fascista psolista, fascista tucano, fascista anta, fascista burro, fascista jumento, fascista porco, fascista cavalo, fascista paca.

     

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    Fascista sindicalista, fascista patronal, fascista progressista, fascista integralista, fascista populista, fascista colunista, fascista humorista, fascista jornalista.

    Fascista cracolândia, fascista Disneylândia, fascista do Leblon, fascista da Paulista, fascista de Brasília, fascista de mercedes, fascista de busão, fascista com revólver, fascista com rojão, fascista com capuz, fascista sem apoio, fascista que seduz.

    Fascista de PM, fascista SS, fascista Odebrecht, fascista OAS, fascista do Paulinho, fascista do Guilherme, fascista MPB, fascista rock’n’roll, fascista que diz “mano”, fascista que diz “brôu”.

    Fascista artista, fascista ator, fascista de novela, fascista de talk show, fascista global, fascista SBT, fascista Band, fascista Rede TV.

    Fascista feminista, fascista machista, fascista gay, fascista trans, fascista crente, fascista católico, fascista padre, fascista homofóbico, fascista com turbante, fascista com trancinha, fascista blonde ambition, fascista bacaninha.

    Fascista lulista, fascista temerista, fascista psolista, fascista tucano, fascista anta, fascista burro, fascista jumento, fascista porco, fascista cavalo, fascista paca.

     

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    JANOT GRAMPEOU MEU TELEFONE E ME OUVIU FALANDO COM TEMER E PAPA FRANCISCO

    Aran3

    Terça-feira, 23 de maio

    Ouço um click no telefone e uma voz ao fundo: “Na escuta. Meliante grampeado, prossigo?”.

    Temo que eu esteja sendo ouvido pelo duvidoso Rodrigo Janot. O Procurador da República está sempre procurando alguma coisa. Procurando encrenca, procurando tu ou procurando sarna pra se coçar.

    Como sou o intelectual progressista mais influente do país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e da Gretchen, recebo muitas ligações importantes e certamente alguma delas pode me comprometer.

    Ontem mesmo o telefone tocou e era o Michel Temer.

    “Sei-lo-ei que você é quem está oculto-lhe por trás dessas maquinações que mo-o atingem!”, disse o quase futuro ex-presidente. “Mas resis-ti-lo-ei, biltre, e Marcela, a espevitada Mamá, jamais ser-lhe-á sua, pérfido conspirador!”

    Assegurei a Semi Ex-Vossa Excelência que não tenho nada a ver com o peixe e o que o problema dele são os dois açougueiros sertanejos, Wesley e Elvospresley, em conluio com o Janota.

    Nem bem o Michel desliga e o telefone toca de novo. É o Papa Francisco.

    “Hola, querido, amén”, diz Sua Santidade no Santo Telefone do Vaticano. “Escucha, tengo un problema. El presidente estadounidense Donaldo Trumpo quiere hablar conmigo, pero no quiero recibirlo en mi casa! Qué hago, Aran?”

    Digo ao Chico (somos íntimos) pra ele ficar sussa e que El Trumpo é igualzinho aos populistas que ele tão bem conhece: Néstor Kirchner e Senhora, Nicolás Maduro, Lula, enfim, essas bostas todas.

    Papa Francisco desliga, aliviado, e eu peço a ele para dar por mim um beijo na Melania, a endiabrada Memé. O problema é que ele já tinha desligado o telefone, então fiquei falando sozinho. A construção de frases prega muitas peças na gente.

     

    Quarta-feira, 24 de maio

    Sim, estão me gravando! Agora tenho certeza! Peguei o telefone hoje de manhã e ouvi claramente uma voz dizendo.

    “Pô, esse café tá frio, cacete! Pede pro Joesley passar um novo!”

    Preocupado, eu falei “alô, alô, alô”. E a voz mudou imediatamente de tom.

    “Hã? Hein? Ah… Bom dia, seu Aran. É… hum… olha, aqui é da companhia telefônica. A senhor não não estaria interessado em estar adquirindo um kit-picanha entregue todo mês em sua residência? A garantia é Friboi!”

    Mandei o meganha enfiar a picanha no rabo, mas depois pedi as devidas desculpas pelo palavreado chulo, como se fosse um Aécio Neves.

    O maior inimigo de um homem é ele mesmo. É uma pena que Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Janot não conheçam essa verdade.

    Ou talvez não seja uma pena. Vamos ver.

     

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    JANOT GRAMPEOU MEU TELEFONE E ME OUVIU FALANDO COM TEMER E PAPA FRANCISCO

    Terça-feira, 23 de maio

    Ouço um click no telefone e uma voz ao fundo: “Na escuta. Meliante grampeado, prossigo?”.

    Temo que eu esteja sendo ouvido pelo duvidoso Rodrigo Janot. O Procurador da República está sempre procurando alguma coisa. Procurando encrenca, procurando tu ou procurando sarna pra se coçar.

    Como sou o intelectual progressista mais influente do país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e da Gretchen, recebo muitas ligações importantes e certamente alguma delas pode me comprometer.

    Ontem mesmo o telefone tocou e era o Michel Temer.

    “Sei-lo-ei que você é quem está oculto-lhe por trás dessas maquinações que mo-o atingem!”, disse o quase futuro ex-presidente. “Mas resis-ti-lo-ei, biltre, e Marcela, a espevitada Mamá, jamais ser-lhe-á sua, pérfido conspirador!”

    Assegurei a Semi Ex-Vossa Excelência que não tenho nada a ver com o peixe e o que o problema dele são os dois açougueiros sertanejos, Wesley e Elvospresley, em conluio com o Janota.

    Nem bem o Michel desliga e o telefone toca de novo. É o Papa Francisco.

    “Hola, querido, amén”, diz Sua Santidade no Santo Telefone do Vaticano. “Escucha, tengo un problema. El presidente estadounidense Donaldo Trumpo quiere hablar conmigo, pero no quiero recibirlo en mi casa! Qué hago, Aran?”

    Digo ao Chico (somos íntimos) pra ele ficar sussa e que El Trumpo é igualzinho aos populistas que ele tão bem conhece: Néstor Kirchner e Senhora, Nicolás Maduro, Lula, enfim, essas bostas todas.

    Papa Francisco desliga, aliviado, e eu peço a ele para dar por mim um beijo na Melania, a endiabrada Memé. O problema é que ele já tinha desligado o telefone, então fiquei falando sozinho. A construção de frases prega muitas peças na gente.

     

    Quarta-feira, 24 de maio

    Sim, estão me gravando! Agora tenho certeza! Peguei o telefone hoje de manhã e ouvi claramente uma voz dizendo.

    “Pô, esse café tá frio, cacete! Pede pro Joesley passar um novo!”

    Preocupado, eu falei “alô, alô, alô”. E a voz mudou imediatamente de tom.

    “Hã? Hein? Ah… Bom dia, seu Aran. É… hum… olha, aqui é da companhia telefônica. A senhor não não estaria interessado em estar adquirindo um kit-picanha entregue todo mês em sua residência? A garantia é Friboi!”

    Mandei o meganha enfiar a picanha no rabo, mas depois pedi as devidas desculpas pelo palavreado chulo, como se fosse um Aécio Neves.

    O maior inimigo de um homem é ele mesmo. É uma pena que Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Janot não conheçam essa verdade.

    Ou talvez não seja uma pena. Vamos ver.

     

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    JANOT GRAMPEOU MEU TELEFONE E ME OUVIU FALANDO COM TEMER E PAPA FRANCISCO

    Terça-feira, 23 de maio

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    Temo que eu esteja sendo ouvido pelo duvidoso Rodrigo Janot. O Procurador da República está sempre procurando alguma coisa. Procurando encrenca, procurando tu ou procurando sarna pra se coçar.

    Como sou o intelectual progressista mais influente do país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e da Gretchen, recebo muitas ligações importantes e certamente alguma delas pode me comprometer.

    Ontem mesmo o telefone tocou e era o Michel Temer.

    “Sei-lo-ei que você é quem está oculto-lhe por trás dessas maquinações que mo-o atingem!”, disse o quase futuro ex-presidente. “Mas resis-ti-lo-ei, biltre, e Marcela, a espevitada Mamá, jamais ser-lhe-á sua, pérfido conspirador!”

    Assegurei a Semi Ex-Vossa Excelência que não tenho nada a ver com o peixe e o que o problema dele são os dois açougueiros sertanejos, Wesley e Elvospresley, em conluio com o Janota.

    Nem bem o Michel desliga e o telefone toca de novo. É o Papa Francisco.

    “Hola, querido, amén”, diz Sua Santidade no Santo Telefone do Vaticano. “Escucha, tengo un problema. El presidente estadounidense Donaldo Trumpo quiere hablar conmigo, pero no quiero recibirlo en mi casa! Qué hago, Aran?”

    Digo ao Chico (somos íntimos) pra ele ficar sussa e que El Trumpo é igualzinho aos populistas que ele tão bem conhece: Néstor Kirchner e Senhora, Nicolás Maduro, Lula, enfim, essas bostas todas.

    Papa Francisco desliga, aliviado, e eu peço a ele para dar por mim um beijo na Melania, a endiabrada Memé. O problema é que ele já tinha desligado o telefone, então fiquei falando sozinho. A construção de frases prega muitas peças na gente.

     

    Quarta-feira, 24 de maio

    Sim, estão me gravando! Agora tenho certeza! Peguei o telefone hoje de manhã e ouvi claramente uma voz dizendo.

    “Pô, esse café tá frio, cacete! Pede pro Joesley passar um novo!”

    Preocupado, eu falei “alô, alô, alô”. E a voz mudou imediatamente de tom.

    “Hã? Hein? Ah… Bom dia, seu Aran. É… hum… olha, aqui é da companhia telefônica. A senhor não não estaria interessado em estar adquirindo um kit-picanha entregue todo mês em sua residência? A garantia é Friboi!”

    Mandei o meganha enfiar a picanha no rabo, mas depois pedi as devidas desculpas pelo palavreado chulo, como se fosse um Aécio Neves.

    O maior inimigo de um homem é ele mesmo. É uma pena que Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Janot não conheçam essa verdade.

    Ou talvez não seja uma pena. Vamos ver.

     

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    UM MUNDO COM TERRORISTAS EM MANCHESTER NÃO TEM LUGAR PARA ROGER MOORE

    Aran4

    Terça, 23 de maio

    Meu velho amigo, Sir Roger Moore, morreu. No final dos anos 70 fiz alguns serviços para os ingleses. Nada muito comprometedor, apenas ficar de olho em mega-criminosos internacionais que quisessem construir bases secretas na floresta amazônica. Essas coisas.

    Fui intérprete de Roger Moore, que na época ainda não era “sir”. Levei o cara para ver show de mulatas, indiquei a sede local do MI 6 e ofereci carona até o Pão de Açúcar. Ele tinha uma luta marcada em cima do bondinho.

    Na época, eu já era um intelectual comunista, mas Londres pagava em libras e Moscou sempre descontava os 10% de praxe para a burocracia do partido, o que era chato. Trocar rublos também não era fácil, já que estávamos sob a ditadura do general Epaminondas Vompla. Ou alguma merda dessas. Não me lembro direito, tinha muita maconha boa na época.

    Na Guerra Fria, era essencial que as potências hegemônicas tivessem certo equilíbrio, daí minha colaboração com Sir Roger Moore. Nacionalista, eu nunca fui. Sempre foi um exilado no meu próprio país. Gostava mesmo era do Clint Eastwood matando mexicanos, James Bond perseguindo super-vilões, gibis do Jack Kirby e “Star Trek“. Negão batendo tambor e cantor fanho mimizento nunca fui a minha.

    Hoje acordo, entro no Twitter, e descubro que Sir Roger Moore morreu. R.I.P., sir.

    O mundo não será o mesmo sem ele. Mas o mundo já não é o mesmo faz tempo. Ontem à noite, terroristas islâmicos botaram bomba num show em Manchester. Manchester! A cidade do New Order e dos Smiths. O mundo não tem mais espaço para cavalheiros como Sir Roger Moore. Isso morreu com a Guerra Fria.

    Hoje eu vou me despedir dele bebendo meu Laphroaig 18 anos. Ok, eu sei que o whisky é escocês. Mas é bom porque eu aproveito e sacaneio o Sean Connery, o SEGUNDO melhor James Bond da história.

     

     

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    UM MUNDO COM TERRORISTAS EM MANCHESTER NÃO TEM LUGAR PARA ROGER MOORE

    Terça, 23 de maio

    Meu velho amigo, Sir Roger Moore, morreu. No final dos anos 70 fiz alguns serviços para os ingleses. Nada muito comprometedor, apenas ficar de olho em mega-criminosos internacionais que quisessem construir bases secretas na floresta amazônica. Essas coisas.

    Fui intérprete de Roger Moore, que na época ainda não era “sir”. Levei o cara para ver show de mulatas, indiquei a sede local do MI 6 e ofereci carona até o Pão de Açúcar. Ele tinha uma luta marcada em cima do bondinho.

    Na época, eu já era um intelectual comunista, mas Londres pagava em libras e Moscou sempre descontava os 10% de praxe para a burocracia do partido, o que era chato. Trocar rublos também não era fácil, já que estávamos sob a ditadura do general Epaminondas Vompla. Ou alguma merda dessas. Não me lembro direito, tinha muita maconha boa na época.

    Na Guerra Fria, era essencial que as potências hegemônicas tivessem certo equilíbrio, daí minha colaboração com Sir Roger Moore. Nacionalista, eu nunca fui. Sempre foi um exilado no meu próprio país. Gostava mesmo era do Clint Eastwood matando mexicanos, James Bond perseguindo super-vilões, gibis do Jack Kirby e “Star Trek“. Negão batendo tambor e cantor fanho mimizento nunca fui a minha.

    Hoje acordo, entro no Twitter, e descubro que Sir Roger Moore morreu. R.I.P., sir.

    O mundo não será o mesmo sem ele. Mas o mundo já não é o mesmo faz tempo. Ontem à noite, terroristas islâmicos botaram bomba num show em Manchester. Manchester! A cidade do New Order e dos Smiths. O mundo não tem mais espaço para cavalheiros como Sir Roger Moore. Isso morreu com a Guerra Fria.

    Hoje eu vou me despedir dele bebendo meu Laphroaig 18 anos. Ok, eu sei que o whisky é escocês. Mas é bom porque eu aproveito e sacaneio o Sean Connery, o SEGUNDO melhor James Bond da história.

     

     

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    UM MUNDO COM TERRORISTAS EM MANCHESTER NÃO TEM LUGAR PARA ROGER MOORE

    Terça, 23 de maio

    Meu velho amigo, Sir Roger Moore, morreu. No final dos anos 70 fiz alguns serviços para os ingleses. Nada muito comprometedor, apenas ficar de olho em mega-criminosos internacionais que quisessem construir bases secretas na floresta amazônica. Essas coisas.

    Fui intérprete de Roger Moore, que na época ainda não era “sir”. Levei o cara para ver show de mulatas, indiquei a sede local do MI 6 e ofereci carona até o Pão de Açúcar. Ele tinha uma luta marcada em cima do bondinho.

    Na época, eu já era um intelectual comunista, mas Londres pagava em libras e Moscou sempre descontava os 10% de praxe para a burocracia do partido, o que era chato. Trocar rublos também não era fácil, já que estávamos sob a ditadura do general Epaminondas Vompla. Ou alguma merda dessas. Não me lembro direito, tinha muita maconha boa na época.

    Na Guerra Fria, era essencial que as potências hegemônicas tivessem certo equilíbrio, daí minha colaboração com Sir Roger Moore. Nacionalista, eu nunca fui. Sempre foi um exilado no meu próprio país. Gostava mesmo era do Clint Eastwood matando mexicanos, James Bond perseguindo super-vilões, gibis do Jack Kirby e “Star Trek“. Negão batendo tambor e cantor fanho mimizento nunca fui a minha.

    Hoje acordo, entro no Twitter, e descubro que Sir Roger Moore morreu. R.I.P., sir.

    O mundo não será o mesmo sem ele. Mas o mundo já não é o mesmo faz tempo. Ontem à noite, terroristas islâmicos botaram bomba num show em Manchester. Manchester! A cidade do New Order e dos Smiths. O mundo não tem mais espaço para cavalheiros como Sir Roger Moore. Isso morreu com a Guerra Fria.

    Hoje eu vou me despedir dele bebendo meu Laphroaig 18 anos. Ok, eu sei que o whisky é escocês. Mas é bom porque eu aproveito e sacaneio o Sean Connery, o SEGUNDO melhor James Bond da história.

     

     

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    O PROBLEMA DO JORNALISTA É QUE ELE QUER SEMPRE DAR O FURO

    Aran1

    Sábado, 20 de maio

    O jornalismo é a forma mais glamourosa de ser pobre, dizem. Alguns entraram nessa porque gostam de escrever e como ninguém compra livros, o jeito é batucar que o Caetano estacionou no Leblon. Outros descobrem que jornalismo é bom para conseguir jabás variados, almoço grátis, amostra de perfume e, quem sabe, até viagem internacional na faixa.

    Também vale a pena vender a pena para quem quer se livrar de alguma pena. Partidos políticos remuneram bem e é sempre em dinheiro vivo. Pelo menos é o que me contam. Ninguém nunca tentou me comprar, embora eu tenha uma incrível tabela de descontos progressivos.

    A Tribo do Facebook  – “Mim fazer textão contra homem branco de língua bifurcada!” –  acredita que os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquitas se reúnem em porões escuros e, depois de sacrificar um bode preto, tramam a destruição do Brasil.

    É claro que isso não faz o menor sentido! Dá muito trabalho achar bode preto hoje em dia.

    Na real, donos de jornais estão mais preocupados em capturar a audiência que fugiu pro Facebook pra ler textão. Ou pro  YouTube pra assistir mimimis. Já o infeliz do jornalista está mais preocupado em montar um pé-de-meia rapidinho, pois sabe que certamente perderá o emprego na semana que vem. Ou na outra. E nem todo mundo está disposto a se vender pro primeiro partido político que aparecer. É melhor fazer jogo duro e esperar pelo segundo.

    O que eu queria dizer é que não existe essa coisa de maquinação maquiavélica, conspiração canalha ou subversão sinistra. O que tem é cara trabalhando pesado, sem tempo pra apurar direito e louco pra dar o furo.

    De preferência pro Betão da editoria de Esportes que tem 1,95 e traça tudo o que pintar.

     

    Domingo, 21 de maio

    Ideia para um longo ensaio jornalístico que pretendo escrever:

    “É preciso acreditar no Brasil. E também é preciso acreditar em você.

    Acreditar que as duas coisas possam funcionar juntas é que é complicado… ”

     

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    O PROBLEMA DO JORNALISTA É QUE ELE QUER SEMPRE DAR O FURO

    Sábado, 20 de maio

    O jornalismo é a forma mais glamourosa de ser pobre, dizem. Alguns entraram nessa porque gostam de escrever e como ninguém compra livros, o jeito é batucar que o Caetano estacionou no Leblon. Outros descobrem que jornalismo é bom para conseguir jabás variados, almoço grátis, amostra de perfume e, quem sabe, até viagem internacional na faixa.

    Também vale a pena vender a pena para quem quer se livrar de alguma pena. Partidos políticos remuneram bem e é sempre em dinheiro vivo. Pelo menos é o que me contam. Ninguém nunca tentou me comprar, embora eu tenha uma incrível tabela de descontos progressivos.

    A Tribo do Facebook  – “Mim fazer textão contra homem branco de língua bifurcada!” –  acredita que os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquitas se reúnem em porões escuros e, depois de sacrificar um bode preto, tramam a destruição do Brasil.

    É claro que isso não faz o menor sentido! Dá muito trabalho achar bode preto hoje em dia.

    Na real, donos de jornais estão mais preocupados em capturar a audiência que fugiu pro Facebook pra ler textão. Ou pro  YouTube pra assistir mimimis. Já o infeliz do jornalista está mais preocupado em montar um pé-de-meia rapidinho, pois sabe que certamente perderá o emprego na semana que vem. Ou na outra. E nem todo mundo está disposto a se vender pro primeiro partido político que aparecer. É melhor fazer jogo duro e esperar pelo segundo.

    O que eu queria dizer é que não existe essa coisa de maquinação maquiavélica, conspiração canalha ou subversão sinistra. O que tem é cara trabalhando pesado, sem tempo pra apurar direito e louco pra dar o furo.

    De preferência pro Betão da editoria de Esportes que tem 1,95 e traça tudo o que pintar.

     

    Domingo, 21 de maio

    Ideia para um longo ensaio jornalístico que pretendo escrever:

    “É preciso acreditar no Brasil. E também é preciso acreditar em você.

    Acreditar que as duas coisas possam funcionar juntas é que é complicado… ”

     

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    O PROBLEMA DO JORNALISTA É QUE ELE QUER SEMPRE DAR O FURO

    Sábado, 20 de maio

    O jornalismo é a forma mais glamourosa de ser pobre, dizem. Alguns entraram nessa porque gostam de escrever e como ninguém compra livros, o jeito é batucar que o Caetano estacionou no Leblon. Outros descobrem que jornalismo é bom para conseguir jabás variados, almoço grátis, amostra de perfume e, quem sabe, até viagem internacional na faixa.

    Também vale a pena vender a pena para quem quer se livrar de alguma pena. Partidos políticos remuneram bem e é sempre em dinheiro vivo. Pelo menos é o que me contam. Ninguém nunca tentou me comprar, embora eu tenha uma incrível tabela de descontos progressivos.

    A Tribo do Facebook  – “Mim fazer textão contra homem branco de língua bifurcada!” –  acredita que os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquitas se reúnem em porões escuros e, depois de sacrificar um bode preto, tramam a destruição do Brasil.

    É claro que isso não faz o menor sentido! Dá muito trabalho achar bode preto hoje em dia.

    Na real, donos de jornais estão mais preocupados em capturar a audiência que fugiu pro Facebook pra ler textão. Ou pro  YouTube pra assistir mimimis. Já o infeliz do jornalista está mais preocupado em montar um pé-de-meia rapidinho, pois sabe que certamente perderá o emprego na semana que vem. Ou na outra. E nem todo mundo está disposto a se vender pro primeiro partido político que aparecer. É melhor fazer jogo duro e esperar pelo segundo.

    O que eu queria dizer é que não existe essa coisa de maquinação maquiavélica, conspiração canalha ou subversão sinistra. O que tem é cara trabalhando pesado, sem tempo pra apurar direito e louco pra dar o furo.

    De preferência pro Betão da editoria de Esportes que tem 1,95 e traça tudo o que pintar.

     

    Domingo, 21 de maio

    Ideia para um longo ensaio jornalístico que pretendo escrever:

    “É preciso acreditar no Brasil. E também é preciso acreditar em você.

    Acreditar que as duas coisas possam funcionar juntas é que é complicado… ”

     

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    A DUPLA SERTANEJA JOESLEY E WESLEY TACOU FOGO NO BRASIL E FOI PRA MANHATTAN

    Aran2

    Sexta, 19 de maio

    As duplas sertanejas são a pior desgraça que já aconteceu no Brasil – e eu não estou me esquecendo do “É o Tchan”.

    Cacique e Trambique, Wanderley e Vonderful, Rio Pardo e Coliforme, Chico Dengue e Zicavirus, Ordinelson e Cafajestson… Tudo chato. Tudo insuportável. Tudo péssimo. Agora, pra piorar, aparece mais uma dupla sertaneja devastadora,  Joesley e Wesley.

    Os dois donos da JBS  tacaram fogo no Brasil e foram pra Quinta Avenida. É claro que o presidente satanista Michel Temer e o abominável Aécio das Neves merecem que o céu lhes caia sobre a cabeça. Mas, pô, peraí, Joesley e Elvospresley passaram os últimos 10 anos sacando dinheiro no BNDES sem cartão! E agora eles ganham Manhattan de presente?

    Pode isso, Arnaldo?

    Se ainda fosse o Brooklyn, tudo bem. Mas… Manhattan? Não é muita coisa pro Joesley e Wesley Safadão não? E eles ainda foram com a mala cheia de dólar comprado na baixa.

    Pode isso, Janot?

    Marcela Temer, a espevitada Mamá, já está me mandando zap-zap #xatiada porque acha que ela e o marido satanista vão acabar ficando em Brasília mesmo.

    “Eu e meu mrd stnsta vamos caba fcnd en Bzl mesmo…”, ela escreve. 

    Estou aqui pensando no mimimi da Mamá quando a Odisséia, moça que trabalha aqui em casa, entra no escritório.

    “Escrevendo diário, né, seu Aran? Quer um suquinho?”

    Odisséia entrou numas de que é empregada de novela da Glória Perez, daí essa folga toda. Ainda bem que é a novela das nove e não “Os dias eram assim”, senão em vez de suco ela ia oferecer pau-de-arara e choque elétrico.

    Brasileiro gosta de ditadura pelo mesmo motivo que curte “Star Wars”. Tudo é preto ou é branco, sem tons de cinza pra complicar. A gente sabe exatamente pra quem torcer. Democracia é muito chato, a gente fica cheio de dúvidas. Os dias não são assim e nem assado.

    E, além de tudo, ainda tem um monte de dupla sertaneja tocando música suspeita e ganhando uma nota preta em cima.

     

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    A DUPLA SERTANEJA JOESLEY E WESLEY TACOU FOGO NO BRASIL E FOI PRA MANHATTAN

    Sexta, 19 de maio

    As duplas sertanejas são a pior desgraça que já aconteceu no Brasil – e eu não estou me esquecendo do “É o Tchan”.

    Cacique e Trambique, Wanderley e Vonderful, Rio Pardo e Coliforme, Chico Dengue e Zicavirus, Ordinelson e Cafajestson… Tudo chato. Tudo insuportável. Tudo péssimo. Agora, pra piorar, aparece mais uma dupla sertaneja devastadora,  Joesley e Wesley.

    Os dois donos da JBS  tacaram fogo no Brasil e foram pra Quinta Avenida. É claro que o presidente satanista Michel Temer e o abominável Aécio das Neves merecem que o céu lhes caia sobre a cabeça. Mas, pô, peraí, Joesley e Elvospresley passaram os últimos 10 anos sacando dinheiro no BNDES sem cartão! E agora eles ganham Manhattan de presente?

    Pode isso, Arnaldo?

    Se ainda fosse o Brooklyn, tudo bem. Mas… Manhattan? Não é muita coisa pro Joesley e Wesley Safadão não? E eles ainda foram com a mala cheia de dólar comprado na baixa.

    Pode isso, Janot?

    Marcela Temer, a espevitada Mamá, já está me mandando zap-zap #xatiada porque acha que ela e o marido satanista vão acabar ficando em Brasília mesmo.

    “Eu e meu mrd stnsta vamos caba fcnd en Bzl mesmo…”, ela escreve. 

    Estou aqui pensando no mimimi da Mamá quando a Odisséia, moça que trabalha aqui em casa, entra no escritório.

    “Escrevendo diário, né, seu Aran? Quer um suquinho?”

    Odisséia entrou numas de que é empregada de novela da Glória Perez, daí essa folga toda. Ainda bem que é a novela das nove e não “Os dias eram assim”, senão em vez de suco ela ia oferecer pau-de-arara e choque elétrico.

    Brasileiro gosta de ditadura pelo mesmo motivo que curte “Star Wars”. Tudo é preto ou é branco, sem tons de cinza pra complicar. A gente sabe exatamente pra quem torcer. Democracia é muito chato, a gente fica cheio de dúvidas. Os dias não são assim e nem assado.

    E, além de tudo, ainda tem um monte de dupla sertaneja tocando música suspeita e ganhando uma nota preta em cima.

     

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    A DUPLA SERTANEJA JOESLEY E WESLEY TACOU FOGO NO BRASIL E FOI PRA MANHATTAN

    Sexta, 19 de maio

    As duplas sertanejas são a pior desgraça que já aconteceu no Brasil – e eu não estou me esquecendo do “É o Tchan”.

    Cacique e Trambique, Wanderley e Vonderful, Rio Pardo e Coliforme, Chico Dengue e Zicavirus, Ordinelson e Cafajestson… Tudo chato. Tudo insuportável. Tudo péssimo. Agora, pra piorar, aparece mais uma dupla sertaneja devastadora,  Joesley e Wesley.

    Os dois donos da JBS  tacaram fogo no Brasil e foram pra Quinta Avenida. É claro que o presidente satanista Michel Temer e o abominável Aécio das Neves merecem que o céu lhes caia sobre a cabeça. Mas, pô, peraí, Joesley e Elvospresley passaram os últimos 10 anos sacando dinheiro no BNDES sem cartão! E agora eles ganham Manhattan de presente?

    Pode isso, Arnaldo?

    Se ainda fosse o Brooklyn, tudo bem. Mas… Manhattan? Não é muita coisa pro Joesley e Wesley Safadão não? E eles ainda foram com a mala cheia de dólar comprado na baixa.

    Pode isso, Janot?

    Marcela Temer, a espevitada Mamá, já está me mandando zap-zap #xatiada porque acha que ela e o marido satanista vão acabar ficando em Brasília mesmo.

    “Eu e meu mrd stnsta vamos caba fcnd en Bzl mesmo…”, ela escreve. 

    Estou aqui pensando no mimimi da Mamá quando a Odisséia, moça que trabalha aqui em casa, entra no escritório.

    “Escrevendo diário, né, seu Aran? Quer um suquinho?”

    Odisséia entrou numas de que é empregada de novela da Glória Perez, daí essa folga toda. Ainda bem que é a novela das nove e não “Os dias eram assim”, senão em vez de suco ela ia oferecer pau-de-arara e choque elétrico.

    Brasileiro gosta de ditadura pelo mesmo motivo que curte “Star Wars”. Tudo é preto ou é branco, sem tons de cinza pra complicar. A gente sabe exatamente pra quem torcer. Democracia é muito chato, a gente fica cheio de dúvidas. Os dias não são assim e nem assado.

    E, além de tudo, ainda tem um monte de dupla sertaneja tocando música suspeita e ganhando uma nota preta em cima.

     

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    O BRASIL PRECISA ZERAR A CONTINUIDADE COM UMA ‘CRISE NAS INIFINITAS TERRAS’

    Aran3

    Quarta, 17 de maio

    Zap-zap de Marcela Temer, a espevitada Mamá. Ele tem certeza que agora a casa cai.

    Ctz que agora a cz cai”, ela escreve.

    Marcela odeia Brasília, coisa que entendo perfeitamente. Ninguém gosta de viver num campus da USP vitaminado. Nem Oscar Niemeyer morou lá um único dia dos seus 257 anos.

    Digo pra Mamá sossegar o faixo (“sossg o fx, Mamá”) e afirmo que o Michel vai sair dessa.

    Não vai, claro. O que eu não quero é Mamá de volta a São Paulo me mandando zap-zap de cinco em cinco minutos. Tenho mais o que fazer.

    Michel murchou. Ninguém vai dizer que ele é um “satanistO inocentO” ou chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro“.

    Mamá sai do Whats #xatiada e o senador Aécio Neves me liga.

    Aí, mermão, preciso demais da conta de um trem docê, uai…“, diz dele naquele sotaque meio mineirês, meio carioquês. “Dá pra eu ficar uns dias naquele solar maneiro da família Aran em Minas?”

    Não, não dá, vou logo dizendo. O solar está tomado por devotos do Grande e Abominável Cthulhu, que tentam invocar a criatura pra ver se o Brasil melhora. Cthulhu quer apenas a destruição da raça humana, mas certamente é melhor que a cambada de políticos que infesta Brasília.

    Mas isso é mentira. Eu não quero é ver o Aécio no meu latifúndio improdutivo. O cara vai chegar de helicóptero e já viu, né, melhor não facilitar.

    Invocar um deus esquecido para destruir a humanidade é uma coisa, mas receber o Aécio Neves vai acabar com a minha reputação.

     

    Quinta, 18 de maio

    Dom Avelão Pedro Xavier Gonzaga Gastão Bourbon Veloso de Hollanda Bragança Duvivier d’ Orleans, o “imperador” do Brasil me liga eufórico logo de manhã. Esquisito. Dom Avelão etc etc prefere outros métodos de comunicação como carta, jogral ou menestrel. Mas ele estava tão excitado com as boas novas que teve de usar  um moderno telefone.

    “Meu caríssimo futuro barão”, ele diz. “A República ruiu! Nada mais resta a não ser a monarquia absolutista para reconstruir esse país!”

    Sou um intelectual engajè e progressista, mas tenho certo apreço pela monarquia. Afinal, meu primo Pelé já é Rei do Futebol e Dom Avelão me prometeu o título de Barão da Mídia.

    Mas, sei lá, acho que nem a monarquia dá mais jeito nessa pocilga. A gente tentou mas deu tudo errado. Acontece. O Brasil devia fazer igual à DC Comics e zerar a continuidade. Uma Crise nas Infinitas Terras que recomece a cronologia do zero.

    Cabral chega de novo, passa o rodo nas índias, reza uma missa etc etc . No mínimo a gente ganha 500 anos para foder tudo de novo.

     

     

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    O BRASIL PRECISA ZERAR A CONTINUIDADE COM UMA ‘CRISE NAS INIFINITAS TERRAS’

    Quarta, 17 de maio

    Zap-zap de Marcela Temer, a espevitada Mamá. Ele tem certeza que agora a casa cai.

    Ctz que agora a cz cai”, ela escreve.

    Marcela odeia Brasília, coisa que entendo perfeitamente. Ninguém gosta de viver num campus da USP vitaminado. Nem Oscar Niemeyer morou lá um único dia dos seus 257 anos.

    Digo pra Mamá sossegar o faixo (“sossg o fx, Mamá”) e afirmo que o Michel vai sair dessa.

    Não vai, claro. O que eu não quero é Mamá de volta a São Paulo me mandando zap-zap de cinco em cinco minutos. Tenho mais o que fazer.

    Michel murchou. Ninguém vai dizer que ele é um “satanistO inocentO” ou chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro“.

    Mamá sai do Whats #xatiada e o senador Aécio Neves me liga.

    Aí, mermão, preciso demais da conta de um trem docê, uai…“, diz dele naquele sotaque meio mineirês, meio carioquês. “Dá pra eu ficar uns dias naquele solar maneiro da família Aran em Minas?”

    Não, não dá, vou logo dizendo. O solar está tomado por devotos do Grande e Abominável Cthulhu, que tentam invocar a criatura pra ver se o Brasil melhora. Cthulhu quer apenas a destruição da raça humana, mas certamente é melhor que a cambada de políticos que infesta Brasília.

    Mas isso é mentira. Eu não quero é ver o Aécio no meu latifúndio improdutivo. O cara vai chegar de helicóptero e já viu, né, melhor não facilitar.

    Invocar um deus esquecido para destruir a humanidade é uma coisa, mas receber o Aécio Neves vai acabar com a minha reputação.

     

    Quinta, 18 de maio

    Dom Avelão Pedro Xavier Gonzaga Gastão Bourbon Veloso de Hollanda Bragança Duvivier d’ Orleans, o “imperador” do Brasil me liga eufórico logo de manhã. Esquisito. Dom Avelão etc etc prefere outros métodos de comunicação como carta, jogral ou menestrel. Mas ele estava tão excitado com as boas novas que teve de usar  um moderno telefone.

    “Meu caríssimo futuro barão”, ele diz. “A República ruiu! Nada mais resta a não ser a monarquia absolutista para reconstruir esse país!”

    Sou um intelectual engajè e progressista, mas tenho certo apreço pela monarquia. Afinal, meu primo Pelé já é Rei do Futebol e Dom Avelão me prometeu o título de Barão da Mídia.

    Mas, sei lá, acho que nem a monarquia dá mais jeito nessa pocilga. A gente tentou mas deu tudo errado. Acontece. O Brasil devia fazer igual à DC Comics e zerar a continuidade. Uma Crise nas Infinitas Terras que recomece a cronologia do zero.

    Cabral chega de novo, passa o rodo nas índias, reza uma missa etc etc . No mínimo a gente ganha 500 anos para foder tudo de novo.

     

     

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    O BRASIL PRECISA ZERAR A CONTINUIDADE COM UMA ‘CRISE NAS INIFINITAS TERRAS’

    Quarta, 17 de maio

    Zap-zap de Marcela Temer, a espevitada Mamá. Ele tem certeza que agora a casa cai.

    Ctz que agora a cz cai”, ela escreve.

    Marcela odeia Brasília, coisa que entendo perfeitamente. Ninguém gosta de viver num campus da USP vitaminado. Nem Oscar Niemeyer morou lá um único dia dos seus 257 anos.

    Digo pra Mamá sossegar o faixo (“sossg o fx, Mamá”) e afirmo que o Michel vai sair dessa.

    Não vai, claro. O que eu não quero é Mamá de volta a São Paulo me mandando zap-zap de cinco em cinco minutos. Tenho mais o que fazer.

    Michel murchou. Ninguém vai dizer que ele é um “satanistO inocentO” ou chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro“.

    Mamá sai do Whats #xatiada e o senador Aécio Neves me liga.

    Aí, mermão, preciso demais da conta de um trem docê, uai…“, diz dele naquele sotaque meio mineirês, meio carioquês. “Dá pra eu ficar uns dias naquele solar maneiro da família Aran em Minas?”

    Não, não dá, vou logo dizendo. O solar está tomado por devotos do Grande e Abominável Cthulhu, que tentam invocar a criatura pra ver se o Brasil melhora. Cthulhu quer apenas a destruição da raça humana, mas certamente é melhor que a cambada de políticos que infesta Brasília.

    Mas isso é mentira. Eu não quero é ver o Aécio no meu latifúndio improdutivo. O cara vai chegar de helicóptero e já viu, né, melhor não facilitar.

    Invocar um deus esquecido para destruir a humanidade é uma coisa, mas receber o Aécio Neves vai acabar com a minha reputação.

     

    Quinta, 18 de maio

    Dom Avelão Pedro Xavier Gonzaga Gastão Bourbon Veloso de Hollanda Bragança Duvivier d’ Orleans, o “imperador” do Brasil me liga eufórico logo de manhã. Esquisito. Dom Avelão etc etc prefere outros métodos de comunicação como carta, jogral ou menestrel. Mas ele estava tão excitado com as boas novas que teve de usar  um moderno telefone.

    “Meu caríssimo futuro barão”, ele diz. “A República ruiu! Nada mais resta a não ser a monarquia absolutista para reconstruir esse país!”

    Sou um intelectual engajè e progressista, mas tenho certo apreço pela monarquia. Afinal, meu primo Pelé já é Rei do Futebol e Dom Avelão me prometeu o título de Barão da Mídia.

    Mas, sei lá, acho que nem a monarquia dá mais jeito nessa pocilga. A gente tentou mas deu tudo errado. Acontece. O Brasil devia fazer igual à DC Comics e zerar a continuidade. Uma Crise nas Infinitas Terras que recomece a cronologia do zero.

    Cabral chega de novo, passa o rodo nas índias, reza uma missa etc etc . No mínimo a gente ganha 500 anos para foder tudo de novo.

     

     

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    OS DISSABORES DA VELHICE E O ALENTO DA POESIA

    Aran5

    Segunda, 15 de maio

    Eu sou da época em que o Thammy Gretchen era mulher e a Laerte era homem. Mas a vida é uma louca cavalgada e o tempo passa para todos, exceto para a Bruna Lombardi.

    Era isso o que eu dizia para o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo, que vive um momento de angústia e abandono. Seus livros nunca venderam e ele sequer é lembrado entre os inventores da poesia concreta – Decio Piccinini, os Irmãos Galvão e aquele outro.

    É um sentimento de angústia e abandono, um angono”, me conta o poeta. “Na minha vida toda, eu só vendi três livros e um deles o leitor devolveu…”

    Grunhevaldo começou de baixo, com apenas 1,58, e apesar de todos os seus esforços nunca conseguiu passar de 1,65.

    Ele lamenta que os criadores culturais brasileiros pertençam todos a clãs que detém o poder desde a Europa Medieval. Avô historiador, pai sociólogo, mãe atriz, filho faz stand up etc. Ele, porém, veio de uma família pobre, sem marketing e sem money.

    Como não se entrega, Oraldo Grunhevaldo escreve atualmente uma série de “Cantos” vagamente inspirados em Ezra Pound, que publicará em breve pela editora Zora & Yonara. Ele me mandou o “Canto 171″

    Começa assim:

    “Muralhas mediterrâneas murcham 

    Ulisses iça as velas para a velha Ítaca

    Menelau sorri: “Thanks, Apollo, Tróia caiu!”

    “Ok, pega tua mulher galinha e vai pra puta que pariu!”

    Diz Ulisses, na proa da porra do  navio”

    Não vai vender, eu sei, mas não posso dizer isso ao desolado poeta. Falo que vai ser um best-seller, os “50 tons de cinza” da poesia.

    É preciso animar os velhos. A velhice é quase tão triste e patética quanto virar comunista depois dos 50.

     

    Terça, 16 de maio

    Ligação de Marcela Temer, a espevitada Mamá.

    Ela torce secretamente para que a chapa do marido seja cassada e ela possa voltar para o Alto de Pinheiros. Digo para ela ficar sussa que o Gilmar Mendes vai segurar as pontas.

    Espero que eu esteja certo. Tudo o que eu não preciso nesse momento da vida é da espevitada Mamá mandando zap-zap de cinco em cinco minutos.

     

     

     

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    OS DISSABORES DA VELHICE E O ALENTO DA POESIA

    Segunda, 15 de maio

    Eu sou da época em que o Thammy Gretchen era mulher e a Laerte era homem. Mas a vida é uma louca cavalgada e o tempo passa para todos, exceto para a Bruna Lombardi.

    Era isso o que eu dizia para o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo, que vive um momento de angústia e abandono. Seus livros nunca venderam e ele sequer é lembrado entre os inventores da poesia concreta – Decio Piccinini, os Irmãos Galvão e aquele outro.

    É um sentimento de angústia e abandono, um angono”, me conta o poeta. “Na minha vida toda, eu só vendi três livros e um deles o leitor devolveu…”

    Grunhevaldo começou de baixo, com apenas 1,58, e apesar de todos os seus esforços nunca conseguiu passar de 1,65.

    Ele lamenta que os criadores culturais brasileiros pertençam todos a clãs que detém o poder desde a Europa Medieval. Avô historiador, pai sociólogo, mãe atriz, filho faz stand up etc. Ele, porém, veio de uma família pobre, sem marketing e sem money.

    Como não se entrega, Oraldo Grunhevaldo escreve atualmente uma série de “Cantos” vagamente inspirados em Ezra Pound, que publicará em breve pela editora Zora & Yonara. Ele me mandou o “Canto 171″

    Começa assim:

    “Muralhas mediterrâneas murcham 

    Ulisses iça as velas para a velha Ítaca

    Menelau sorri: “Thanks, Apollo, Tróia caiu!”

    “Ok, pega tua mulher galinha e vai pra puta que pariu!”

    Diz Ulisses, na proa da porra do  navio”

    Não vai vender, eu sei, mas não posso dizer isso ao desolado poeta. Falo que vai ser um best-seller, os “50 tons de cinza” da poesia.

    É preciso animar os velhos. A velhice é quase tão triste e patética quanto virar comunista depois dos 50.

     

    Terça, 16 de maio

    Ligação de Marcela Temer, a espevitada Mamá.

    Ela torce secretamente para que a chapa do marido seja cassada e ela possa voltar para o Alto de Pinheiros. Digo para ela ficar sussa que o Gilmar Mendes vai segurar as pontas.

    Espero que eu esteja certo. Tudo o que eu não preciso nesse momento da vida é da espevitada Mamá mandando zap-zap de cinco em cinco minutos.

     

     

     

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    OS DISSABORES DA VELHICE E O ALENTO DA POESIA

    Segunda, 15 de maio

    Eu sou da época em que o Thammy Gretchen era mulher e a Laerte era homem. Mas a vida é uma louca cavalgada e o tempo passa para todos, exceto para a Bruna Lombardi.

    Era isso o que eu dizia para o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo, que vive um momento de angústia e abandono. Seus livros nunca venderam e ele sequer é lembrado entre os inventores da poesia concreta – Decio Piccinini, os Irmãos Galvão e aquele outro.

    É um sentimento de angústia e abandono, um angono”, me conta o poeta. “Na minha vida toda, eu só vendi três livros e um deles o leitor devolveu…”

    Grunhevaldo começou de baixo, com apenas 1,58, e apesar de todos os seus esforços nunca conseguiu passar de 1,65.

    Ele lamenta que os criadores culturais brasileiros pertençam todos a clãs que detém o poder desde a Europa Medieval. Avô historiador, pai sociólogo, mãe atriz, filho faz stand up etc. Ele, porém, veio de uma família pobre, sem marketing e sem money.

    Como não se entrega, Oraldo Grunhevaldo escreve atualmente uma série de “Cantos” vagamente inspirados em Ezra Pound, que publicará em breve pela editora Zora & Yonara. Ele me mandou o “Canto 171″

    Começa assim:

    “Muralhas mediterrâneas murcham 

    Ulisses iça as velas para a velha Ítaca

    Menelau sorri: “Thanks, Apollo, Tróia caiu!”

    “Ok, pega tua mulher galinha e vai pra puta que pariu!”

    Diz Ulisses, na proa da porra do  navio”

    Não vai vender, eu sei, mas não posso dizer isso ao desolado poeta. Falo que vai ser um best-seller, os “50 tons de cinza” da poesia.

    É preciso animar os velhos. A velhice é quase tão triste e patética quanto virar comunista depois dos 50.

     

    Terça, 16 de maio

    Ligação de Marcela Temer, a espevitada Mamá.

    Ela torce secretamente para que a chapa do marido seja cassada e ela possa voltar para o Alto de Pinheiros. Digo para ela ficar sussa que o Gilmar Mendes vai segurar as pontas.

    Espero que eu esteja certo. Tudo o que eu não preciso nesse momento da vida é da espevitada Mamá mandando zap-zap de cinco em cinco minutos.

     

     

     

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    NINGUÉM COMEMORA O “13 DE MAIO” E NEM RIMA “PRINCESA ISABEL” COM “KAL-EL”

    Aran1

    Sábado, 13 de maio

    Ninguém mais comemora o 13 de maio. Nem mesmo escola de samba, que costumava ter toda uma coleção de rimas para abordar o tema: sarapatel, carretel, pastel, Leonel, Embratel, Anatel e Princesa Isabel.

    Ainda me lembro, como se fosse ontem, do maravilhoso samba-enredo da Unidos do Mastruço de 1987, “O sarapatel da Princesa Isabel libertou o filho iluminado de Kal-El”. A composição era assinada por Nego Fubá, Toninho Telecoteco, Chico Maquinado, Marcelinho do Mastruço e Wellington Jorge e fez muito sucesso naquele ano graças, principalmente, ao refrão pegador.

    “Olha a Unidos do Mastruço aí, gente!

    Reeeeeeeeeeich!

    Foi na inesquecível Torre de Babel

    Que a gloriosa Princesa Isabel

    Assinou um  fantasioso papel

    Liberando o escravo e o anel!”

    O “anel” naturalmente não é isso que você está pensando, mas sim uma referência à Associação Nacional do Estudo da Lapidação, importante instituição do Brasil Império para o comércio de diamantes. Para de pensar merda.

    Mas o Brasil era outro. Naquele tempo, a única preocupação do sambista era encaixar “Maurício de Nassau” para rimar com “Carnaval” e “tupi-guarani” para combinar com “Sapucaí“.

    Hoje a coisa está mais complicada. Como é que arruma rima pra “Luciano Huck”?

    Eu só consigo pensar em duas coisas:

    “Hoje é dia de batuque

    Viva o fabuloso Luciano Huck…”

    Ou ainda:

    “Bom mesmo é  fuque-fuque

    Saudemos o glorioso Luciano Huck…”

    Precisa justificar o “fuque-fuque” no samba, claro, mas, tirando isso, até que rola.

    Escolas e presidenciáveis interessados é favor mandar e-mail.

     

    Domingo, 14 de maio

    Escrever livros no Brasil é uma afronta à ordem natural das coisas e um desafio a deus todo-poderoso.

    Mas como não me emendo, penso em escrever finalmente o romance da minha geração.

    Não que a minha geração mereça, veja bem. Mas eu também não vou escrever pra “millennial” retardado.

    “Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central AMIGX aqui do bairro, que eu conheço de vista e chapéu”.  

    De qualquer forma, antes de começar a batucar teclas, preciso aprender umas mandingas com o Paulo Coelho.

    Como é que desenha pentagrama, qual o melhor dia do ano para sacrificar o bode, essas coisas.

    O satanismo dá uma fama péssima pra pessoa, mas resolve bastante a vida. Tá aí o Michel Temer que não me deixa mentir.

     

     

     

     

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    NINGUÉM COMEMORA O “13 DE MAIO” E NEM RIMA “PRINCESA ISABEL” COM “KAL-EL”

    Sábado, 13 de maio

    Ninguém mais comemora o 13 de maio. Nem mesmo escola de samba, que costumava ter toda uma coleção de rimas para abordar o tema: sarapatel, carretel, pastel, Leonel, Embratel, Anatel e Princesa Isabel.

    Ainda me lembro, como se fosse ontem, do maravilhoso samba-enredo da Unidos do Mastruço de 1987, “O sarapatel da Princesa Isabel libertou o filho iluminado de Kal-El”. A composição era assinada por Nego Fubá, Toninho Telecoteco, Chico Maquinado, Marcelinho do Mastruço e Wellington Jorge e fez muito sucesso naquele ano graças, principalmente, ao refrão pegador.

    “Olha a Unidos do Mastruço aí, gente!

    Reeeeeeeeeeich!

    Foi na inesquecível Torre de Babel

    Que a gloriosa Princesa Isabel

    Assinou um  fantasioso papel

    Liberando o escravo e o anel!”

    O “anel” naturalmente não é isso que você está pensando, mas sim uma referência à Associação Nacional do Estudo da Lapidação, importante instituição do Brasil Império para o comércio de diamantes. Para de pensar merda.

    Mas o Brasil era outro. Naquele tempo, a única preocupação do sambista era encaixar “Maurício de Nassau” para rimar com “Carnaval” e “tupi-guarani” para combinar com “Sapucaí“.

    Hoje a coisa está mais complicada. Como é que arruma rima pra “Luciano Huck”?

    Eu só consigo pensar em duas coisas:

    “Hoje é dia de batuque

    Viva o fabuloso Luciano Huck…”

    Ou ainda:

    “Bom mesmo é  fuque-fuque

    Saudemos o glorioso Luciano Huck…”

    Precisa justificar o “fuque-fuque” no samba, claro, mas, tirando isso, até que rola.

    Escolas e presidenciáveis interessados é favor mandar e-mail.

     

    Domingo, 14 de maio

    Escrever livros no Brasil é uma afronta à ordem natural das coisas e um desafio a deus todo-poderoso.

    Mas como não me emendo, penso em escrever finalmente o romance da minha geração.

    Não que a minha geração mereça, veja bem. Mas eu também não vou escrever pra “millennial” retardado.

    “Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central AMIGX aqui do bairro, que eu conheço de vista e chapéu”.  

    De qualquer forma, antes de começar a batucar teclas, preciso aprender umas mandingas com o Paulo Coelho.

    Como é que desenha pentagrama, qual o melhor dia do ano para sacrificar o bode, essas coisas.

    O satanismo dá uma fama péssima pra pessoa, mas resolve bastante a vida. Tá aí o Michel Temer que não me deixa mentir.

     

     

     

     

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    NINGUÉM COMEMORA O “13 DE MAIO” E NEM RIMA “PRINCESA ISABEL” COM “KAL-EL”

    Sábado, 13 de maio

    Ninguém mais comemora o 13 de maio. Nem mesmo escola de samba, que costumava ter toda uma coleção de rimas para abordar o tema: sarapatel, carretel, pastel, Leonel, Embratel, Anatel e Princesa Isabel.

    Ainda me lembro, como se fosse ontem, do maravilhoso samba-enredo da Unidos do Mastruço de 1987, “O sarapatel da Princesa Isabel libertou o filho iluminado de Kal-El”. A composição era assinada por Nego Fubá, Toninho Telecoteco, Chico Maquinado, Marcelinho do Mastruço e Wellington Jorge e fez muito sucesso naquele ano graças, principalmente, ao refrão pegador.

    “Olha a Unidos do Mastruço aí, gente!

    Reeeeeeeeeeich!

    Foi na inesquecível Torre de Babel

    Que a gloriosa Princesa Isabel

    Assinou um  fantasioso papel

    Liberando o escravo e o anel!”

    O “anel” naturalmente não é isso que você está pensando, mas sim uma referência à Associação Nacional do Estudo da Lapidação, importante instituição do Brasil Império para o comércio de diamantes. Para de pensar merda.

    Mas o Brasil era outro. Naquele tempo, a única preocupação do sambista era encaixar “Maurício de Nassau” para rimar com “Carnaval” e “tupi-guarani” para combinar com “Sapucaí“.

    Hoje a coisa está mais complicada. Como é que arruma rima pra “Luciano Huck”?

    Eu só consigo pensar em duas coisas:

    “Hoje é dia de batuque

    Viva o fabuloso Luciano Huck…”

    Ou ainda:

    “Bom mesmo é  fuque-fuque

    Saudemos o glorioso Luciano Huck…”

    Precisa justificar o “fuque-fuque” no samba, claro, mas, tirando isso, até que rola.

    Escolas e presidenciáveis interessados é favor mandar e-mail.

     

    Domingo, 14 de maio

    Escrever livros no Brasil é uma afronta à ordem natural das coisas e um desafio a deus todo-poderoso.

    Mas como não me emendo, penso em escrever finalmente o romance da minha geração.

    Não que a minha geração mereça, veja bem. Mas eu também não vou escrever pra “millennial” retardado.

    “Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central AMIGX aqui do bairro, que eu conheço de vista e chapéu”.  

    De qualquer forma, antes de começar a batucar teclas, preciso aprender umas mandingas com o Paulo Coelho.

    Como é que desenha pentagrama, qual o melhor dia do ano para sacrificar o bode, essas coisas.

    O satanismo dá uma fama péssima pra pessoa, mas resolve bastante a vida. Tá aí o Michel Temer que não me deixa mentir.

     

     

     

     

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    CRIADOR DE “DILMA RETARDADA” É REFERÊNCIA NO HUMOR NACIONAL. REFERÊNCIA DO QUE NÃO FAZER

    Aran2

    Sexta, 12 de maio

    Bate-papo com meu amigo humorista Obvioaldo Jabaculier, o DilmaRetardada.

    Ele criou o perfil no Twitter pra tirar sarro da então presidentA da RepúblicO, mas uma dia apareceu o João Santana com uma mala de dinheiro e falou:

    “Se fizer humor pro nosso lado, eu trago outra, topas?”

    Jabaculier topou. Toda manhã, ele recebia uma pauta preparada pelo Santana e #lacrava geral. Só não podia fazer piada com

    1) feminista,

    2) preto,

    3) vermelho,

    4) amarelo,

    5) índio,

    6) macumbeiro,

    7) gay,

    8) travesti,

    9) transex,

    10) bi,

    11) sertanejo,

    12) cantora de axé

    13) intelectual da MPB,

    14) samba,

    15) rock,

    16) mulheres em geral,

    17) homens em geral,

    18) pessoas com problema na Justiça,

    19) pessoas procuradas pela Justiça,

    20) pessoas que um dia terão problemas com a Justiça

    21) gente da base de apoio do governo,

    22) gente que poderia entrar na base de apoio do governo,

    23) gente que fica magoada com piada,

    24) gente que não entende piada e, finalmente,

    25) gente que não aceita piada.

    Fora isso, Obiovaldo Jabaculier podia tirar sarro de tudo com sua DilmaRetardada. Ele fez fama e fortuna, ganhou mais grana que o Millôr,e virou referência no humor nacional.

    “Você sabe onde eu pego o ônibus pro Leblon?”

    “É logo ali, depois do humorista do João Santana…”

    Referência, entende?

    Mas agora o cara está preocupado. João Santana está falando pelos cotovelos na delação premiada. Já contou até que o bigode do Nicolás Maduro é aparado pelo cabeleireiro da Dilma Rousseff e que  o Marcelo Odebrecht nem precisava de cartão e senha pra sacar dinheiro no BNDES.

    “O que que eu faço?! O que que eu faço? O que que eu faço?”, pergunta Obvioaldo Jabaculier roendo as unhas e correndo em volta da mesa, o que o faz tropeçar três vezes.

    No entanto, como sou um intelectual experimentado nessa coisa de “infowar”, “fake news”, “narrativa” e “fatos alternativos”, explico pro cara qual é o caminho das pedras.

    “Diz que quem fez tudo foi aquela mina que tu pegava, a Crotilde…”

    O homem por trás da DilmaRetardada  sorri de orelha a orelha. Mas de repente para e pergunta:

    “Mas não vai pegar mal com as feministas?”

    “Claro que não, sua anta”, explico com minha habitual paciência. “É só você falar que a Crotilde era tão empoderada, mas tão empoderada, que fazia tudo sem você saber, inclusive negociar com João Santana…”

    Obviovaldo Jacabulier foi embora alegre e saltitante. Tão alegre que está até fazendo planos para o futuro. Um perfil chamado DóriaDebochado para ser vendido por módica quantia em ocasião propícia. Interessados podem falar comigo que eu passo o recado.

     

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    CRIADOR DE “DILMA RETARDADA” É REFERÊNCIA NO HUMOR NACIONAL. REFERÊNCIA DO QUE NÃO FAZER

    Sexta, 12 de maio

    Bate-papo com meu amigo humorista Obvioaldo Jabaculier, o DilmaRetardada.

    Ele criou o perfil no Twitter pra tirar sarro da então presidentA da RepúblicO, mas uma dia apareceu o João Santana com uma mala de dinheiro e falou:

    “Se fizer humor pro nosso lado, eu trago outra, topas?”

    Jabaculier topou. Toda manhã, ele recebia uma pauta preparada pelo Santana e #lacrava geral. Só não podia fazer piada com

    1) feminista,

    2) preto,

    3) vermelho,

    4) amarelo,

    5) índio,

    6) macumbeiro,

    7) gay,

    8) travesti,

    9) transex,

    10) bi,

    11) sertanejo,

    12) cantora de axé

    13) intelectual da MPB,

    14) samba,

    15) rock,

    16) mulheres em geral,

    17) homens em geral,

    18) pessoas com problema na Justiça,

    19) pessoas procuradas pela Justiça,

    20) pessoas que um dia terão problemas com a Justiça

    21) gente da base de apoio do governo,

    22) gente que poderia entrar na base de apoio do governo,

    23) gente que fica magoada com piada,

    24) gente que não entende piada e, finalmente,

    25) gente que não aceita piada.

    Fora isso, Obiovaldo Jabaculier podia tirar sarro de tudo com sua DilmaRetardada. Ele fez fama e fortuna, ganhou mais grana que o Millôr,e virou referência no humor nacional.

    “Você sabe onde eu pego o ônibus pro Leblon?”

    “É logo ali, depois do humorista do João Santana…”

    Referência, entende?

    Mas agora o cara está preocupado. João Santana está falando pelos cotovelos na delação premiada. Já contou até que o bigode do Nicolás Maduro é aparado pelo cabeleireiro da Dilma Rousseff e que  o Marcelo Odebrecht nem precisava de cartão e senha pra sacar dinheiro no BNDES.

    “O que que eu faço?! O que que eu faço? O que que eu faço?”, pergunta Obvioaldo Jabaculier roendo as unhas e correndo em volta da mesa, o que o faz tropeçar três vezes.

    No entanto, como sou um intelectual experimentado nessa coisa de “infowar”, “fake news”, “narrativa” e “fatos alternativos”, explico pro cara qual é o caminho das pedras.

    “Diz que quem fez tudo foi aquela mina que tu pegava, a Crotilde…”

    O homem por trás da DilmaRetardada  sorri de orelha a orelha. Mas de repente para e pergunta:

    “Mas não vai pegar mal com as feministas?”

    “Claro que não, sua anta”, explico com minha habitual paciência. “É só você falar que a Crotilde era tão empoderada, mas tão empoderada, que fazia tudo sem você saber, inclusive negociar com João Santana…”

    Obviovaldo Jacabulier foi embora alegre e saltitante. Tão alegre que está até fazendo planos para o futuro. Um perfil chamado DóriaDebochado para ser vendido por módica quantia em ocasião propícia. Interessados podem falar comigo que eu passo o recado.

     

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    CRIADOR DE “DILMA RETARDADA” É REFERÊNCIA NO HUMOR NACIONAL. REFERÊNCIA DO QUE NÃO FAZER

    Sexta, 12 de maio

    Bate-papo com meu amigo humorista Obvioaldo Jabaculier, o DilmaRetardada.

    Ele criou o perfil no Twitter pra tirar sarro da então presidentA da RepúblicO, mas uma dia apareceu o João Santana com uma mala de dinheiro e falou:

    “Se fizer humor pro nosso lado, eu trago outra, topas?”

    Jabaculier topou. Toda manhã, ele recebia uma pauta preparada pelo Santana e #lacrava geral. Só não podia fazer piada com

    1) feminista,

    2) preto,

    3) vermelho,

    4) amarelo,

    5) índio,

    6) macumbeiro,

    7) gay,

    8) travesti,

    9) transex,

    10) bi,

    11) sertanejo,

    12) cantora de axé

    13) intelectual da MPB,

    14) samba,

    15) rock,

    16) mulheres em geral,

    17) homens em geral,

    18) pessoas com problema na Justiça,

    19) pessoas procuradas pela Justiça,

    20) pessoas que um dia terão problemas com a Justiça

    21) gente da base de apoio do governo,

    22) gente que poderia entrar na base de apoio do governo,

    23) gente que fica magoada com piada,

    24) gente que não entende piada e, finalmente,

    25) gente que não aceita piada.

    Fora isso, Obiovaldo Jabaculier podia tirar sarro de tudo com sua DilmaRetardada. Ele fez fama e fortuna, ganhou mais grana que o Millôr,e virou referência no humor nacional.

    “Você sabe onde eu pego o ônibus pro Leblon?”

    “É logo ali, depois do humorista do João Santana…”

    Referência, entende?

    Mas agora o cara está preocupado. João Santana está falando pelos cotovelos na delação premiada. Já contou até que o bigode do Nicolás Maduro é aparado pelo cabeleireiro da Dilma Rousseff e que  o Marcelo Odebrecht nem precisava de cartão e senha pra sacar dinheiro no BNDES.

    “O que que eu faço?! O que que eu faço? O que que eu faço?”, pergunta Obvioaldo Jabaculier roendo as unhas e correndo em volta da mesa, o que o faz tropeçar três vezes.

    No entanto, como sou um intelectual experimentado nessa coisa de “infowar”, “fake news”, “narrativa” e “fatos alternativos”, explico pro cara qual é o caminho das pedras.

    “Diz que quem fez tudo foi aquela mina que tu pegava, a Crotilde…”

    O homem por trás da DilmaRetardada  sorri de orelha a orelha. Mas de repente para e pergunta:

    “Mas não vai pegar mal com as feministas?”

    “Claro que não, sua anta”, explico com minha habitual paciência. “É só você falar que a Crotilde era tão empoderada, mas tão empoderada, que fazia tudo sem você saber, inclusive negociar com João Santana…”

    Obviovaldo Jacabulier foi embora alegre e saltitante. Tão alegre que está até fazendo planos para o futuro. Um perfil chamado DóriaDebochado para ser vendido por módica quantia em ocasião propícia. Interessados podem falar comigo que eu passo o recado.

     

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    MEU ENCONTRO COM O ‘TARADO DE CURITIBA’, MAIOR ESCRITOR DO PARANÁ

    Aran4

    Quarta, 10 de maio (noite)

    Curitiba, Urgente! Encontrei o glorioso Lula ao final do comício.

    “Iluminado companheiro”, eu falei. “Tem lugar no seu portentoso jatinho para um combativo intelectual que está sem dinheiro para pagar avião? Hein?”

    “O Chico Buarque tá aí? Claro que tem!”

    Não, ô Guia Iluminado dos Povos, sou eu, pô…”

    “Ah, vai se f(*)r, car(*)lho!”, respondeu o Lula e se mandou.

    Saco. O Lula só sabe negar. Custava dar um caroninha? Custava? Mas tudo o que ele sabe dizer é “não, não, não, não”.  Nunca vi cara mais negativo.

    De qualquer forma, como estava na bosta de Curitiba, telefonei para o grande poeta Jorge Lukacs, o famoso “Tarado de Curitiba”, autor do maravilhoso livro de contos “O desprezo que a tua mãe me deu” (Zora & Yonara, 1982).  Fomos comer um “barreado” no restaurante “Pinhão Priápico”, que só atende contistas.

    Os textos minimalistas e desconcertantes de Jorge Lukacs levaram a crítica especializada a apelida-lo de “O Tarado de Curitiba”. Isso e o fato de ele andar com um casacão mostrando o bráulio pra todo mundo. Durante nosso jantar, ele pôs pra correr dois garçons, uma garçonete e dois ou três contistas. Quando o brilhante intelectual começou a se engraçar pro meu lado, eu caí fora e fui procurar um hotel.

    Amanhã eu tento carona num ônibus de sem-teto.

     

    Quinta, 11 de maio

    A caminho de São Paulo no ônibus do Guilherme Boulos, o sensacional líder dos sem-teto. Ambos estamos convencidos de que Lula convenceu.

    A frase lapidar dele,  “Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”, mostrou ao Sérgio Moro quem é manda nessa pocilga que chamamos de país.

    Aproveitei a ocasião para tirar umas dúvidas com o Boulos:

    1) quem usa carro-conversível pode ser considerado sem-teto?

    2) será que ele tem o telefone daquela moça da UNE que agarrou o Zé Serra?

     

    SERVIÇO: Restaurante  Pinhão Priápico, avenida Dalton Trevisan, 1872, fundos. 

     

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    MEU ENCONTRO COM O ‘TARADO DE CURITIBA’, MAIOR ESCRITOR DO PARANÁ

    Quarta, 10 de maio (noite)

    Curitiba, Urgente! Encontrei o glorioso Lula ao final do comício.

    “Iluminado companheiro”, eu falei. “Tem lugar no seu portentoso jatinho para um combativo intelectual que está sem dinheiro para pagar avião? Hein?”

    “O Chico Buarque tá aí? Claro que tem!”

    Não, ô Guia Iluminado dos Povos, sou eu, pô…”

    “Ah, vai se f(*)r, car(*)lho!”, respondeu o Lula e se mandou.

    Saco. O Lula só sabe negar. Custava dar um caroninha? Custava? Mas tudo o que ele sabe dizer é “não, não, não, não”.  Nunca vi cara mais negativo.

    De qualquer forma, como estava na bosta de Curitiba, telefonei para o grande poeta Jorge Lukacs, o famoso “Tarado de Curitiba”, autor do maravilhoso livro de contos “O desprezo que a tua mãe me deu” (Zora & Yonara, 1982).  Fomos comer um “barreado” no restaurante “Pinhão Priápico”, que só atende contistas.

    Os textos minimalistas e desconcertantes de Jorge Lukacs levaram a crítica especializada a apelida-lo de “O Tarado de Curitiba”. Isso e o fato de ele andar com um casacão mostrando o bráulio pra todo mundo. Durante nosso jantar, ele pôs pra correr dois garçons, uma garçonete e dois ou três contistas. Quando o brilhante intelectual começou a se engraçar pro meu lado, eu caí fora e fui procurar um hotel.

    Amanhã eu tento carona num ônibus de sem-teto.

     

    Quinta, 11 de maio

    A caminho de São Paulo no ônibus do Guilherme Boulos, o sensacional líder dos sem-teto. Ambos estamos convencidos de que Lula convenceu.

    A frase lapidar dele,  “Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”, mostrou ao Sérgio Moro quem é manda nessa pocilga que chamamos de país.

    Aproveitei a ocasião para tirar umas dúvidas com o Boulos:

    1) quem usa carro-conversível pode ser considerado sem-teto?

    2) será que ele tem o telefone daquela moça da UNE que agarrou o Zé Serra?

     

    SERVIÇO: Restaurante  Pinhão Priápico, avenida Dalton Trevisan, 1872, fundos. 

     

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    MEU ENCONTRO COM O ‘TARADO DE CURITIBA’, MAIOR ESCRITOR DO PARANÁ

    Quarta, 10 de maio (noite)

    Curitiba, Urgente! Encontrei o glorioso Lula ao final do comício.

    “Iluminado companheiro”, eu falei. “Tem lugar no seu portentoso jatinho para um combativo intelectual que está sem dinheiro para pagar avião? Hein?”

    “O Chico Buarque tá aí? Claro que tem!”

    Não, ô Guia Iluminado dos Povos, sou eu, pô…”

    “Ah, vai se f(*)r, car(*)lho!”, respondeu o Lula e se mandou.

    Saco. O Lula só sabe negar. Custava dar um caroninha? Custava? Mas tudo o que ele sabe dizer é “não, não, não, não”.  Nunca vi cara mais negativo.

    De qualquer forma, como estava na bosta de Curitiba, telefonei para o grande poeta Jorge Lukacs, o famoso “Tarado de Curitiba”, autor do maravilhoso livro de contos “O desprezo que a tua mãe me deu” (Zora & Yonara, 1982).  Fomos comer um “barreado” no restaurante “Pinhão Priápico”, que só atende contistas.

    Os textos minimalistas e desconcertantes de Jorge Lukacs levaram a crítica especializada a apelida-lo de “O Tarado de Curitiba”. Isso e o fato de ele andar com um casacão mostrando o bráulio pra todo mundo. Durante nosso jantar, ele pôs pra correr dois garçons, uma garçonete e dois ou três contistas. Quando o brilhante intelectual começou a se engraçar pro meu lado, eu caí fora e fui procurar um hotel.

    Amanhã eu tento carona num ônibus de sem-teto.

     

    Quinta, 11 de maio

    A caminho de São Paulo no ônibus do Guilherme Boulos, o sensacional líder dos sem-teto. Ambos estamos convencidos de que Lula convenceu.

    A frase lapidar dele,  “Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”, mostrou ao Sérgio Moro quem é manda nessa pocilga que chamamos de país.

    Aproveitei a ocasião para tirar umas dúvidas com o Boulos:

    1) quem usa carro-conversível pode ser considerado sem-teto?

    2) será que ele tem o telefone daquela moça da UNE que agarrou o Zé Serra?

     

    SERVIÇO: Restaurante  Pinhão Priápico, avenida Dalton Trevisan, 1872, fundos. 

     

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    CURITIBA, URGENTE! STÉDILE E EMIR SABER ME ROUBARAM NO JOGO DE PALITINHO

    Aran3

    Quarta, 10 de maio

    Curitiba, PR. Jogo de palitinho com o eminente sociólogo Emir Sader e o fulgurante sem-terra João Pedro Stédile no acampamento pró-Lula. Como o depoimento do Glorioso Predestinado só é à tarde, precisamos matar o tempo com alguma coisa.

    Eu digo “seis”, Sader vai de “13” e Stédile pede “7”. Abrimos as mãos. O  Emir Saber tem dois palitos, o Stédile tem três e eu tenho um.

    Ganhei!“, eu digo, pode passar a grana.

    Mas o economista Stédile fica empombado.

    Como assim, companheiro? Um e três dá 13! Eu ganhei!

    Um e três são quatro, anta sem-terra“, eu respondo, educadamente.”E, além disso, a besta do Emir Saber aqui mostrou dois, então dá seis…”

    “O Emir Sader não mostrou nada! Você tem a escritura? Tem nota promissória? Tem comprovante bancário? Tem prova?”

    “Como assim, ô João Pedro Stálin?! Tu tá maluco?! “, eu digo, já invocado. “Todo mundo viu! E o Emir Sader sabe o que fez, não sabe, Emir?”

    “Eu?! Como assim?!”, responde o brilhante intelectual. “Eu não estava jogando e, pra falar a verdade eu nem mesmo estou aqui!”

    “Tá vendo, companheiro?!”, berra o sem-terra fazendo chover perdigotos numa circunferência de três metros. “Eu ganhei! E como você tem óbvia motivação política, agora vai ter que pagar o dobro!”

    Indignado, eu fico puto e grito:

    “Mas isso é um roubo!”

    Imediatamente sou cercado por centenas de militantes entusiasmados.

    “Onde?”

    “Cadê?

    “Também quero!”

    “E os meus 10%!”

    “Opa, tô nessa!”

    “Metade é meu!”

    “Ninguém me chamou pra essa festa, pô?!”

    Saco! Essa é a última vez que acompanho Irso, o energúmeno do meu vizinho, nessas vigílias cívicas pela democracia!

     

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    CURITIBA, URGENTE! STÉDILE E EMIR SABER ME ROUBARAM NO JOGO DE PALITINHO

    Quarta, 10 de maio

    Curitiba, PR. Jogo de palitinho com o eminente sociólogo Emir Sader e o fulgurante sem-terra João Pedro Stédile no acampamento pró-Lula. Como o depoimento do Glorioso Predestinado só é à tarde, precisamos matar o tempo com alguma coisa.

    Eu digo “seis”, Sader vai de “13” e Stédile pede “7”. Abrimos as mãos. O  Emir Saber tem dois palitos, o Stédile tem três e eu tenho um.

    Ganhei!“, eu digo, pode passar a grana.

    Mas o economista Stédile fica empombado.

    Como assim, companheiro? Um e três dá 13! Eu ganhei!

    Um e três são quatro, anta sem-terra“, eu respondo, educadamente.”E, além disso, a besta do Emir Saber aqui mostrou dois, então dá seis…”

    “O Emir Sader não mostrou nada! Você tem a escritura? Tem nota promissória? Tem comprovante bancário? Tem prova?”

    “Como assim, ô João Pedro Stálin?! Tu tá maluco?! “, eu digo, já invocado. “Todo mundo viu! E o Emir Sader sabe o que fez, não sabe, Emir?”

    “Eu?! Como assim?!”, responde o brilhante intelectual. “Eu não estava jogando e, pra falar a verdade eu nem mesmo estou aqui!”

    “Tá vendo, companheiro?!”, berra o sem-terra fazendo chover perdigotos numa circunferência de três metros. “Eu ganhei! E como você tem óbvia motivação política, agora vai ter que pagar o dobro!”

    Indignado, eu fico puto e grito:

    “Mas isso é um roubo!”

    Imediatamente sou cercado por centenas de militantes entusiasmados.

    “Onde?”

    “Cadê?

    “Também quero!”

    “E os meus 10%!”

    “Opa, tô nessa!”

    “Metade é meu!”

    “Ninguém me chamou pra essa festa, pô?!”

    Saco! Essa é a última vez que acompanho Irso, o energúmeno do meu vizinho, nessas vigílias cívicas pela democracia!

     

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    CURITIBA, URGENTE! STÉDILE E EMIR SABER ME ROUBARAM NO JOGO DE PALITINHO

    Quarta, 10 de maio

    Curitiba, PR. Jogo de palitinho com o eminente sociólogo Emir Sader e o fulgurante sem-terra João Pedro Stédile no acampamento pró-Lula. Como o depoimento do Glorioso Predestinado só é à tarde, precisamos matar o tempo com alguma coisa.

    Eu digo “seis”, Sader vai de “13” e Stédile pede “7”. Abrimos as mãos. O  Emir Saber tem dois palitos, o Stédile tem três e eu tenho um.

    Ganhei!“, eu digo, pode passar a grana.

    Mas o economista Stédile fica empombado.

    Como assim, companheiro? Um e três dá 13! Eu ganhei!

    Um e três são quatro, anta sem-terra“, eu respondo, educadamente.”E, além disso, a besta do Emir Saber aqui mostrou dois, então dá seis…”

    “O Emir Sader não mostrou nada! Você tem a escritura? Tem nota promissória? Tem comprovante bancário? Tem prova?”

    “Como assim, ô João Pedro Stálin?! Tu tá maluco?! “, eu digo, já invocado. “Todo mundo viu! E o Emir Sader sabe o que fez, não sabe, Emir?”

    “Eu?! Como assim?!”, responde o brilhante intelectual. “Eu não estava jogando e, pra falar a verdade eu nem mesmo estou aqui!”

    “Tá vendo, companheiro?!”, berra o sem-terra fazendo chover perdigotos numa circunferência de três metros. “Eu ganhei! E como você tem óbvia motivação política, agora vai ter que pagar o dobro!”

    Indignado, eu fico puto e grito:

    “Mas isso é um roubo!”

    Imediatamente sou cercado por centenas de militantes entusiasmados.

    “Onde?”

    “Cadê?

    “Também quero!”

    “E os meus 10%!”

    “Opa, tô nessa!”

    “Metade é meu!”

    “Ninguém me chamou pra essa festa, pô?!”

    Saco! Essa é a última vez que acompanho Irso, o energúmeno do meu vizinho, nessas vigílias cívicas pela democracia!

     

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