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    Denise Rossi

    Vergonhas Alhures: Adhemar e o Cofre do Dr. Rui

    untitled

    A história sexual dos Presidentes do Brasil é muito mais animada do que vaza na imprensa.
    Só para ficar nos mais recentes: O Presidente Juscelino Kubitschek teve um romance com Maria Lúcia Pedroso, mulher de seu assessor, José Pedroso. João Goulart, casado com a lindíssima Maria Teresa Fontella Goulart, apaixonou-se por Angelita Martinez, a “Rainha das Vedetes” do teatro rebolado e depois pela jovem uruguaia Eva Deleón Gimenez. Jânio Quadros pode ou não ter tido um affair com Hebe Camargo – se não teve, não foi por falta de vontade e iniciativa de Jânio. João Batista Figueiredo tinha um casamento de fachada com Dulce Maria de Guimarães Castro Figueiredo – mas sua verdadeira paixão era uma digitadora do SNI, Edine Souza Correia (depois trocada pela empresária carioca Myrian Abicair).
    Collor levou uma filha ilegítima de Lula para a TV – enquanto seus assessores escondiam seu próprio filho bastardo em Pernambuco. Aliás, ficou famoso o papo entre o ministro-chefe da Secretaria de Articulação Política, Jorge Bornahusenn, e o pessoal da Veja depois das denúncias de Pedro Collor sobre o irmão: “Vocês têm corrupção? ” “Temos” respondeu a Veja. “Vocês têm drogas? ” “Temos”. “Vocês têm sedução? ” “Temos” “Vocês têm rabo? ” Perguntou Bornahusenn “Como, ministro? ” “É rabo… homossexualismo, têm? ” Explicou ele, para ouvir aliviado dos jornalistas: “Não, não temos”.
    Não se discutiu de quem era o rabo em questão.
    Aliás, filhos ilegítimos são assunto recorrente em Brasília: pegam FHC (que adotou um filho da jornalista Miriam Dutra – que, por sinal, não era seu) e há rumores fortes sobre Temer, que teria um filho com a jornalista Erica Ferraz.
    O ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Franklin Paixão Araújo, foi amante da atriz Bete Mendes.
    Pelo menos um dos citados anteriormente era chegado em trampling com uma sub-sub-celebridade associada a um conhecido playboy e  parente de um importante homem de TV.
    Mas a melhor história com amantes envolve não um Presidente, mas sim o ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, lançador do slogan não oficial “rouba, mas faz”. Adhemar era amante de Ana Guimol Benchimol Capriglione, conhecida como “Doutor Rui”. Os telefonemas de Ana eram respondidos na hora, independentemente de quem estivesse diante da autoridade máxima do Estado – bispos, dignitários, opositores, secretários, jornalistas. E sempre com a mesma despedida padrão: “Um beijinho, Doutor Rui”. Um dia um assessor, tomado de súbita coragem, confrontou o governador e pediu que ele maneirasse nas demonstrações de afeto com o Doutor Rui, que já era o segredo menos secreto de São Paulo.
    “Pega mal com o povo, Doutor Adhemar” disse o assessor, para ouvir um argumento indiscutível: “É, mas o povo não ch*p@ o meu p@*”.
    Foi na casa do cardiologista Aarão Burlamaqui Benchimol, irmão de Ana, que Adhemar escondeu seu cofre contendo desvios da ordem de US$ 2,5 milhões. O grupo terrorista do capitão Carlos Lamarca roubou o cofre no dia 18 de julho de 1969, com Dilma Rousseff ajudando no planejamento.
    O dinheiro não ajudou muita a causa.
    Cerca de US$ 1 milhão foi enviado para a Argélia, onde a organização tinha contatos. Os argelinos sumiram rapidamente com a grana, fruto/furto cuidadosamente acumulado por Adhemar. Parte foi apreendida pela repressão nas invasões aos aparelhos e evaporou. Um valor significativo foi enterrado no ABC paulista.
    E continua por lá.
    Nunca mais foi encontrado.

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    Vergonhas Alhures: Adhemar e o Cofre do Dr. Rui

    A história sexual dos Presidentes do Brasil é muito mais animada do que vaza na imprensa.
    Só para ficar nos mais recentes: O Presidente Juscelino Kubitschek teve um romance com Maria Lúcia Pedroso, mulher de seu assessor, José Pedroso. João Goulart, casado com a lindíssima Maria Teresa Fontella Goulart, apaixonou-se por Angelita Martinez, a “Rainha das Vedetes” do teatro rebolado e depois pela jovem uruguaia Eva Deleón Gimenez. Jânio Quadros pode ou não ter tido um affair com Hebe Camargo – se não teve, não foi por falta de vontade e iniciativa de Jânio. João Batista Figueiredo tinha um casamento de fachada com Dulce Maria de Guimarães Castro Figueiredo – mas sua verdadeira paixão era uma digitadora do SNI, Edine Souza Correia (depois trocada pela empresária carioca Myrian Abicair).
    Collor levou uma filha ilegítima de Lula para a TV – enquanto seus assessores escondiam seu próprio filho bastardo em Pernambuco. Aliás, ficou famoso o papo entre o ministro-chefe da Secretaria de Articulação Política, Jorge Bornahusenn, e o pessoal da Veja depois das denúncias de Pedro Collor sobre o irmão: “Vocês têm corrupção? ” “Temos” respondeu a Veja. “Vocês têm drogas? ” “Temos”. “Vocês têm sedução? ” “Temos” “Vocês têm rabo? ” Perguntou Bornahusenn “Como, ministro? ” “É rabo… homossexualismo, têm? ” Explicou ele, para ouvir aliviado dos jornalistas: “Não, não temos”.
    Não se discutiu de quem era o rabo em questão.
    Aliás, filhos ilegítimos são assunto recorrente em Brasília: pegam FHC (que adotou um filho da jornalista Miriam Dutra – que, por sinal, não era seu) e há rumores fortes sobre Temer, que teria um filho com a jornalista Erica Ferraz.
    O ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Franklin Paixão Araújo, foi amante da atriz Bete Mendes.
    Pelo menos um dos citados anteriormente era chegado em trampling com uma sub-sub-celebridade associada a um conhecido playboy e  parente de um importante homem de TV.
    Mas a melhor história com amantes envolve não um Presidente, mas sim o ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, lançador do slogan não oficial “rouba, mas faz”. Adhemar era amante de Ana Guimol Benchimol Capriglione, conhecida como “Doutor Rui”. Os telefonemas de Ana eram respondidos na hora, independentemente de quem estivesse diante da autoridade máxima do Estado – bispos, dignitários, opositores, secretários, jornalistas. E sempre com a mesma despedida padrão: “Um beijinho, Doutor Rui”. Um dia um assessor, tomado de súbita coragem, confrontou o governador e pediu que ele maneirasse nas demonstrações de afeto com o Doutor Rui, que já era o segredo menos secreto de São Paulo.
    “Pega mal com o povo, Doutor Adhemar” disse o assessor, para ouvir um argumento indiscutível: “É, mas o povo não ch*p@ o meu p@*”.
    Foi na casa do cardiologista Aarão Burlamaqui Benchimol, irmão de Ana, que Adhemar escondeu seu cofre contendo desvios da ordem de US$ 2,5 milhões. O grupo terrorista do capitão Carlos Lamarca roubou o cofre no dia 18 de julho de 1969, com Dilma Rousseff ajudando no planejamento.
    O dinheiro não ajudou muita a causa.
    Cerca de US$ 1 milhão foi enviado para a Argélia, onde a organização tinha contatos. Os argelinos sumiram rapidamente com a grana, fruto/furto cuidadosamente acumulado por Adhemar. Parte foi apreendida pela repressão nas invasões aos aparelhos e evaporou. Um valor significativo foi enterrado no ABC paulista.
    E continua por lá.
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    A história sexual dos Presidentes do Brasil é muito mais animada do que vaza na imprensa.
    Só para ficar nos mais recentes: O Presidente Juscelino Kubitschek teve um romance com Maria Lúcia Pedroso, mulher de seu assessor, José Pedroso. João Goulart, casado com a lindíssima Maria Teresa Fontella Goulart, apaixonou-se por Angelita Martinez, a “Rainha das Vedetes” do teatro rebolado e depois pela jovem uruguaia Eva Deleón Gimenez. Jânio Quadros pode ou não ter tido um affair com Hebe Camargo – se não teve, não foi por falta de vontade e iniciativa de Jânio. João Batista Figueiredo tinha um casamento de fachada com Dulce Maria de Guimarães Castro Figueiredo – mas sua verdadeira paixão era uma digitadora do SNI, Edine Souza Correia (depois trocada pela empresária carioca Myrian Abicair).
    Collor levou uma filha ilegítima de Lula para a TV – enquanto seus assessores escondiam seu próprio filho bastardo em Pernambuco. Aliás, ficou famoso o papo entre o ministro-chefe da Secretaria de Articulação Política, Jorge Bornahusenn, e o pessoal da Veja depois das denúncias de Pedro Collor sobre o irmão: “Vocês têm corrupção? ” “Temos” respondeu a Veja. “Vocês têm drogas? ” “Temos”. “Vocês têm sedução? ” “Temos” “Vocês têm rabo? ” Perguntou Bornahusenn “Como, ministro? ” “É rabo… homossexualismo, têm? ” Explicou ele, para ouvir aliviado dos jornalistas: “Não, não temos”.
    Não se discutiu de quem era o rabo em questão.
    Aliás, filhos ilegítimos são assunto recorrente em Brasília: pegam FHC (que adotou um filho da jornalista Miriam Dutra – que, por sinal, não era seu) e há rumores fortes sobre Temer, que teria um filho com a jornalista Erica Ferraz.
    O ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Franklin Paixão Araújo, foi amante da atriz Bete Mendes.
    Pelo menos um dos citados anteriormente era chegado em trampling com uma sub-sub-celebridade associada a um conhecido playboy e  parente de um importante homem de TV.
    Mas a melhor história com amantes envolve não um Presidente, mas sim o ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, lançador do slogan não oficial “rouba, mas faz”. Adhemar era amante de Ana Guimol Benchimol Capriglione, conhecida como “Doutor Rui”. Os telefonemas de Ana eram respondidos na hora, independentemente de quem estivesse diante da autoridade máxima do Estado – bispos, dignitários, opositores, secretários, jornalistas. E sempre com a mesma despedida padrão: “Um beijinho, Doutor Rui”. Um dia um assessor, tomado de súbita coragem, confrontou o governador e pediu que ele maneirasse nas demonstrações de afeto com o Doutor Rui, que já era o segredo menos secreto de São Paulo.
    “Pega mal com o povo, Doutor Adhemar” disse o assessor, para ouvir um argumento indiscutível: “É, mas o povo não ch*p@ o meu p@*”.
    Foi na casa do cardiologista Aarão Burlamaqui Benchimol, irmão de Ana, que Adhemar escondeu seu cofre contendo desvios da ordem de US$ 2,5 milhões. O grupo terrorista do capitão Carlos Lamarca roubou o cofre no dia 18 de julho de 1969, com Dilma Rousseff ajudando no planejamento.
    O dinheiro não ajudou muita a causa.
    Cerca de US$ 1 milhão foi enviado para a Argélia, onde a organização tinha contatos. Os argelinos sumiram rapidamente com a grana, fruto/furto cuidadosamente acumulado por Adhemar. Parte foi apreendida pela repressão nas invasões aos aparelhos e evaporou. Um valor significativo foi enterrado no ABC paulista.
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    Vergonhas Alhures: O Homem Que Não Queria Ser Rei e o Frentista

    Full_Service_hardcover_first_edition

    Parece uma das histórias de amor mais bonitas de todos os tempos. O antigo Eduardo VIII abriu mão da coroa britânica em 11 de dezembro de 1936 para que ele pudesse casar com a americana divorciada Wallis Simpson, que se tornou duquesa de Windsor – sem nunca obter o cobiçado direito de usar o tratamento de Sua Alteza Real.

    O homem que trocou um reino pelo amor de uma mulher.

    Mas quem tem uma versão mais apimentada e menos romântica para a história é um frentista de um posto de gasolina que operava nos anos dourados do cinema, logo depois da Segunda Guerra Mundial, localizado na Hollywood Boulevard.

    Seu nome é Scotty Bowers.

    Sobre ele, Gore Vidal escreveu: “Scotty não mente. As estrelas às vezes fazem isso – e Scotty conhece todas”. Boa pinta, Scotty estava fazendo seu mal remunerado trabalho de encher tanques quando foi cantado e levado para uma noitada de sexo com o ator Walter Pidgeon.

    Sua fama foi se espalhando e ele começou a atender estrelas de todos os sexos (os ingênuos pensam que só existem dois). Incapaz de suprir sozinho a crescente (e exigente) demanda, ele tornou o posto um disputado ponto de comércio sexual.

    Ele transou com o diretor George Cukor. Mandava soldados para a casa de Cole Porter. Se tornou íntimo do casal Cary Grant e Randolph Scott, com quem participava de trios. Mandava moças para Katherine Hepburn (desfazendo o mito de que seu grande amor tivesse sido o ator Spencer Tracy). Transou com Edith Piaf. Frequentou festas gays com o diretor do FBI, John Edgar Hoover.

    Testemunhou o que havia em comum entre Jacqueline Kennedy e a Princesa Grace De Mônaco: Um enorme tesão pelo ator William Holden (no caso de Grace, devidamente consumado. No caso de Jackie, provavelmente também, mas ele não afirma isso com 100% de certeza). Mas, mais que as mulheres, Bill Holden tinha um único amor: as garrafas. Foi o alcoolismo que acabou com sua vida.

    Ele arrumou para que a lenda do cinema pornô John Holmes se prostituísse para George Cukor (avaliação de Cukor: “ele tem um belo instrumento, mas não sabe o que fazer com ele”).

    Um dia o fotógrafo e modista Cecil Beaton apareceu para Scotty com uma encomenda muito importante: Ele teria o privilégio de arrumar amantes para um casal britânico muito poderoso. Eram nada menos que os próprios Eduardo VIII e Wallis Simpson, o Duque e a Duquesa de Windsor. Foi quando ele descobriu que Eduardo VIII era bissexual, mantendo relações com mulheres e homens. E que o tal “romance do século” que o uniu à Wallis era uma grande farsa encenada pelo Governo Britânico.

    E mais: Wallis também era bissexual.

    Convidado a conhecê-los na casa que ocupavam em Palisades, o Duque em pessoa se aproximou e apertou a mão do frentista. “Por favor, me chame de Edward” disse ele.

    A resposta nada diplomática ou protocolar de Scotty: “E aí, Eddy? ”

    Nos dias seguintes, Scotty providenciou a entrega regular de garotos para o homem que desistiu de ser Rei e garotas (morenas, por sinal)  para Wally. Os prostitutos – não exatamente muito bem informados – nunca souberam quem eles estavam atendendo. O próprio Scotty, quando tinha problemas em seu estoque, atendia pessoalmente o Duque.

    Ou Eddy, como só ele e muito poucos o chamavam.

    O livro de memórias de Scotty Bowers – endossado, como já disse, por Gore Vidal – chama-se, apropriadamente, “Full Service”.

    Nele descobrimos que Los Angeles é bem menos romântica do que faz supor o filme “La La Land”…

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    Vergonhas Alhures: O Homem Que Não Queria Ser Rei e o Frentista

    Parece uma das histórias de amor mais bonitas de todos os tempos. O antigo Eduardo VIII abriu mão da coroa britânica em 11 de dezembro de 1936 para que ele pudesse casar com a americana divorciada Wallis Simpson, que se tornou duquesa de Windsor – sem nunca obter o cobiçado direito de usar o tratamento de Sua Alteza Real.

    O homem que trocou um reino pelo amor de uma mulher.

    Mas quem tem uma versão mais apimentada e menos romântica para a história é um frentista de um posto de gasolina que operava nos anos dourados do cinema, logo depois da Segunda Guerra Mundial, localizado na Hollywood Boulevard.

    Seu nome é Scotty Bowers.

    Sobre ele, Gore Vidal escreveu: “Scotty não mente. As estrelas às vezes fazem isso – e Scotty conhece todas”. Boa pinta, Scotty estava fazendo seu mal remunerado trabalho de encher tanques quando foi cantado e levado para uma noitada de sexo com o ator Walter Pidgeon.

    Sua fama foi se espalhando e ele começou a atender estrelas de todos os sexos (os ingênuos pensam que só existem dois). Incapaz de suprir sozinho a crescente (e exigente) demanda, ele tornou o posto um disputado ponto de comércio sexual.

    Ele transou com o diretor George Cukor. Mandava soldados para a casa de Cole Porter. Se tornou íntimo do casal Cary Grant e Randolph Scott, com quem participava de trios. Mandava moças para Katherine Hepburn (desfazendo o mito de que seu grande amor tivesse sido o ator Spencer Tracy). Transou com Edith Piaf. Frequentou festas gays com o diretor do FBI, John Edgar Hoover.

    Testemunhou o que havia em comum entre Jacqueline Kennedy e a Princesa Grace De Mônaco: Um enorme tesão pelo ator William Holden (no caso de Grace, devidamente consumado. No caso de Jackie, provavelmente também, mas ele não afirma isso com 100% de certeza). Mas, mais que as mulheres, Bill Holden tinha um único amor: as garrafas. Foi o alcoolismo que acabou com sua vida.

    Ele arrumou para que a lenda do cinema pornô John Holmes se prostituísse para George Cukor (avaliação de Cukor: “ele tem um belo instrumento, mas não sabe o que fazer com ele”).

    Um dia o fotógrafo e modista Cecil Beaton apareceu para Scotty com uma encomenda muito importante: Ele teria o privilégio de arrumar amantes para um casal britânico muito poderoso. Eram nada menos que os próprios Eduardo VIII e Wallis Simpson, o Duque e a Duquesa de Windsor. Foi quando ele descobriu que Eduardo VIII era bissexual, mantendo relações com mulheres e homens. E que o tal “romance do século” que o uniu à Wallis era uma grande farsa encenada pelo Governo Britânico.

    E mais: Wallis também era bissexual.

    Convidado a conhecê-los na casa que ocupavam em Palisades, o Duque em pessoa se aproximou e apertou a mão do frentista. “Por favor, me chame de Edward” disse ele.

    A resposta nada diplomática ou protocolar de Scotty: “E aí, Eddy? ”

    Nos dias seguintes, Scotty providenciou a entrega regular de garotos para o homem que desistiu de ser Rei e garotas (morenas, por sinal)  para Wally. Os prostitutos – não exatamente muito bem informados – nunca souberam quem eles estavam atendendo. O próprio Scotty, quando tinha problemas em seu estoque, atendia pessoalmente o Duque.

    Ou Eddy, como só ele e muito poucos o chamavam.

    O livro de memórias de Scotty Bowers – endossado, como já disse, por Gore Vidal – chama-se, apropriadamente, “Full Service”.

    Nele descobrimos que Los Angeles é bem menos romântica do que faz supor o filme “La La Land”…

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    Parece uma das histórias de amor mais bonitas de todos os tempos. O antigo Eduardo VIII abriu mão da coroa britânica em 11 de dezembro de 1936 para que ele pudesse casar com a americana divorciada Wallis Simpson, que se tornou duquesa de Windsor – sem nunca obter o cobiçado direito de usar o tratamento de Sua Alteza Real.

    O homem que trocou um reino pelo amor de uma mulher.

    Mas quem tem uma versão mais apimentada e menos romântica para a história é um frentista de um posto de gasolina que operava nos anos dourados do cinema, logo depois da Segunda Guerra Mundial, localizado na Hollywood Boulevard.

    Seu nome é Scotty Bowers.

    Sobre ele, Gore Vidal escreveu: “Scotty não mente. As estrelas às vezes fazem isso – e Scotty conhece todas”. Boa pinta, Scotty estava fazendo seu mal remunerado trabalho de encher tanques quando foi cantado e levado para uma noitada de sexo com o ator Walter Pidgeon.

    Sua fama foi se espalhando e ele começou a atender estrelas de todos os sexos (os ingênuos pensam que só existem dois). Incapaz de suprir sozinho a crescente (e exigente) demanda, ele tornou o posto um disputado ponto de comércio sexual.

    Ele transou com o diretor George Cukor. Mandava soldados para a casa de Cole Porter. Se tornou íntimo do casal Cary Grant e Randolph Scott, com quem participava de trios. Mandava moças para Katherine Hepburn (desfazendo o mito de que seu grande amor tivesse sido o ator Spencer Tracy). Transou com Edith Piaf. Frequentou festas gays com o diretor do FBI, John Edgar Hoover.

    Testemunhou o que havia em comum entre Jacqueline Kennedy e a Princesa Grace De Mônaco: Um enorme tesão pelo ator William Holden (no caso de Grace, devidamente consumado. No caso de Jackie, provavelmente também, mas ele não afirma isso com 100% de certeza). Mas, mais que as mulheres, Bill Holden tinha um único amor: as garrafas. Foi o alcoolismo que acabou com sua vida.

    Ele arrumou para que a lenda do cinema pornô John Holmes se prostituísse para George Cukor (avaliação de Cukor: “ele tem um belo instrumento, mas não sabe o que fazer com ele”).

    Um dia o fotógrafo e modista Cecil Beaton apareceu para Scotty com uma encomenda muito importante: Ele teria o privilégio de arrumar amantes para um casal britânico muito poderoso. Eram nada menos que os próprios Eduardo VIII e Wallis Simpson, o Duque e a Duquesa de Windsor. Foi quando ele descobriu que Eduardo VIII era bissexual, mantendo relações com mulheres e homens. E que o tal “romance do século” que o uniu à Wallis era uma grande farsa encenada pelo Governo Britânico.

    E mais: Wallis também era bissexual.

    Convidado a conhecê-los na casa que ocupavam em Palisades, o Duque em pessoa se aproximou e apertou a mão do frentista. “Por favor, me chame de Edward” disse ele.

    A resposta nada diplomática ou protocolar de Scotty: “E aí, Eddy? ”

    Nos dias seguintes, Scotty providenciou a entrega regular de garotos para o homem que desistiu de ser Rei e garotas (morenas, por sinal)  para Wally. Os prostitutos – não exatamente muito bem informados – nunca souberam quem eles estavam atendendo. O próprio Scotty, quando tinha problemas em seu estoque, atendia pessoalmente o Duque.

    Ou Eddy, como só ele e muito poucos o chamavam.

    O livro de memórias de Scotty Bowers – endossado, como já disse, por Gore Vidal – chama-se, apropriadamente, “Full Service”.

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    Vergonhas Alhures: Os pais de Las Vegas – Bugsy e Virginia Hill

    bugsy021012_722x406_2195123934

    Seu nome era Benjamin Siegel.
    Mas quem quisesse podia chama-lo pelo seu apelido de “Bugsy” (o Inseto).
    Isso é, quem quisesse tomar porradas até desmaiar, já que ele odiava o apelido.
    Bugsy era bonito, carismático, querido nas altas rodas do crime e do cinema – com amigos como Gary Cooper e George Raft.
    Ele foi um dos principais contrabandistas de bebidas durante a Lei Seca, atividade que requeria que ele matasse algum rival ou desafeto de vez em quando.

    Ah, as penas do ofício…

    Mas, até aí, Joe Kennedy, pai de um certo presidente dos EUA, também foi.

    Quando a Lei Seca foi revogada em 1933, ele começou a olhar para o jogo e encontrou uma cidade decrépita no meio do deserto chamada Las Vegas.

    Em 1936, por ordem do chefão Charlie Luciano, ele deixou Nova York e mudou-se para a Califórnia, mais exatamente para dirigir as atividades da Máfia em Hollywood.
    Visionário, ele inaugurou a Las Vegas Strip com o “Flamingo”, hotel cuja construção ele iniciou.

    O Flamingo lembra um pouco a Brasília de Juscelino Kubitschek.

    Não pela estética, já que nossa capital é um horror arquitetônico totalitário concebido por Oscar Niemeyer.

    Las Vegas é brega, claro, foi desenhada por gângsteres iletrados sem grande conexão com a arte, mas pelo menos tem um irresistível charme cafona.

    Mas a semelhança com Brasília vem do volume de dinheiro desviado.
    Siegel pediu 5 milhões de dólares ao sindicato do crime para construir seu primeiro super casino/hotel em Las Vegas, mas a roubalheira nas obras e a má administração fizeram do empreendimento um desastre financeiro e os 5 milhões acabaram rapidamente.
    Um empreiteiro, vendo o volume de dinheiro e material desviado (a grana, em especial, para a conta na Suíça de Virginia Hill, atriz e namorada de Bugsy), quis desistir de participar da obra.

    Bugsy o tranquilizou: “Não se preocupe. A gente só se mata uns aos outros”.
    Palavras proféticas.

    Em 20 de junho de 1947 um mafioso, a mando de Charlie “Lucky” Luciano, entrou por uma janela aberta do apartamento da namorada de Bugsy e o matou com sete tiros de uma pistola calibre .30, além de uma rajada de metralhadora (A Máfia não era do tipo que deixava trabalhos pela metade, como se sabe).
    Morto Bugsy, restava a questão fortuna acumulada por Virginia.

    Uma comissão do Senado, em 1951, decidiu perguntar como ela recebia tanto dinheiro.

    Indiferente ao fato de estar ao vivo na TV, ela respondeu ao Senador: “É que faço o melhor boquete dos Estados Unidos”.

    Las Vegas é a Sin City original, a capital do pecado.

    Mas, com pais como Bugsy e Virginia, não era de se esperar que ela fosse lá muito comportadinha…

    Vai aí o trailer do filme da vida do homem (protagonizado com um reverente charme por Warren Beatty)

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    Vergonhas Alhures: Os pais de Las Vegas – Bugsy e Virginia Hill

    Seu nome era Benjamin Siegel.
    Mas quem quisesse podia chama-lo pelo seu apelido de “Bugsy” (o Inseto).
    Isso é, quem quisesse tomar porradas até desmaiar, já que ele odiava o apelido.
    Bugsy era bonito, carismático, querido nas altas rodas do crime e do cinema – com amigos como Gary Cooper e George Raft.
    Ele foi um dos principais contrabandistas de bebidas durante a Lei Seca, atividade que requeria que ele matasse algum rival ou desafeto de vez em quando.

    Ah, as penas do ofício…

    Mas, até aí, Joe Kennedy, pai de um certo presidente dos EUA, também foi.

    Quando a Lei Seca foi revogada em 1933, ele começou a olhar para o jogo e encontrou uma cidade decrépita no meio do deserto chamada Las Vegas.

    Em 1936, por ordem do chefão Charlie Luciano, ele deixou Nova York e mudou-se para a Califórnia, mais exatamente para dirigir as atividades da Máfia em Hollywood.
    Visionário, ele inaugurou a Las Vegas Strip com o “Flamingo”, hotel cuja construção ele iniciou.

    O Flamingo lembra um pouco a Brasília de Juscelino Kubitschek.

    Não pela estética, já que nossa capital é um horror arquitetônico totalitário concebido por Oscar Niemeyer.

    Las Vegas é brega, claro, foi desenhada por gângsteres iletrados sem grande conexão com a arte, mas pelo menos tem um irresistível charme cafona.

    Mas a semelhança com Brasília vem do volume de dinheiro desviado.
    Siegel pediu 5 milhões de dólares ao sindicato do crime para construir seu primeiro super casino/hotel em Las Vegas, mas a roubalheira nas obras e a má administração fizeram do empreendimento um desastre financeiro e os 5 milhões acabaram rapidamente.
    Um empreiteiro, vendo o volume de dinheiro e material desviado (a grana, em especial, para a conta na Suíça de Virginia Hill, atriz e namorada de Bugsy), quis desistir de participar da obra.

    Bugsy o tranquilizou: “Não se preocupe. A gente só se mata uns aos outros”.
    Palavras proféticas.

    Em 20 de junho de 1947 um mafioso, a mando de Charlie “Lucky” Luciano, entrou por uma janela aberta do apartamento da namorada de Bugsy e o matou com sete tiros de uma pistola calibre .30, além de uma rajada de metralhadora (A Máfia não era do tipo que deixava trabalhos pela metade, como se sabe).
    Morto Bugsy, restava a questão fortuna acumulada por Virginia.

    Uma comissão do Senado, em 1951, decidiu perguntar como ela recebia tanto dinheiro.

    Indiferente ao fato de estar ao vivo na TV, ela respondeu ao Senador: “É que faço o melhor boquete dos Estados Unidos”.

    Las Vegas é a Sin City original, a capital do pecado.

    Mas, com pais como Bugsy e Virginia, não era de se esperar que ela fosse lá muito comportadinha…

    Vai aí o trailer do filme da vida do homem (protagonizado com um reverente charme por Warren Beatty)

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    Vergonhas Alhures: Os pais de Las Vegas – Bugsy e Virginia Hill

    Seu nome era Benjamin Siegel.
    Mas quem quisesse podia chama-lo pelo seu apelido de “Bugsy” (o Inseto).
    Isso é, quem quisesse tomar porradas até desmaiar, já que ele odiava o apelido.
    Bugsy era bonito, carismático, querido nas altas rodas do crime e do cinema – com amigos como Gary Cooper e George Raft.
    Ele foi um dos principais contrabandistas de bebidas durante a Lei Seca, atividade que requeria que ele matasse algum rival ou desafeto de vez em quando.

    Ah, as penas do ofício…

    Mas, até aí, Joe Kennedy, pai de um certo presidente dos EUA, também foi.

    Quando a Lei Seca foi revogada em 1933, ele começou a olhar para o jogo e encontrou uma cidade decrépita no meio do deserto chamada Las Vegas.

    Em 1936, por ordem do chefão Charlie Luciano, ele deixou Nova York e mudou-se para a Califórnia, mais exatamente para dirigir as atividades da Máfia em Hollywood.
    Visionário, ele inaugurou a Las Vegas Strip com o “Flamingo”, hotel cuja construção ele iniciou.

    O Flamingo lembra um pouco a Brasília de Juscelino Kubitschek.

    Não pela estética, já que nossa capital é um horror arquitetônico totalitário concebido por Oscar Niemeyer.

    Las Vegas é brega, claro, foi desenhada por gângsteres iletrados sem grande conexão com a arte, mas pelo menos tem um irresistível charme cafona.

    Mas a semelhança com Brasília vem do volume de dinheiro desviado.
    Siegel pediu 5 milhões de dólares ao sindicato do crime para construir seu primeiro super casino/hotel em Las Vegas, mas a roubalheira nas obras e a má administração fizeram do empreendimento um desastre financeiro e os 5 milhões acabaram rapidamente.
    Um empreiteiro, vendo o volume de dinheiro e material desviado (a grana, em especial, para a conta na Suíça de Virginia Hill, atriz e namorada de Bugsy), quis desistir de participar da obra.

    Bugsy o tranquilizou: “Não se preocupe. A gente só se mata uns aos outros”.
    Palavras proféticas.

    Em 20 de junho de 1947 um mafioso, a mando de Charlie “Lucky” Luciano, entrou por uma janela aberta do apartamento da namorada de Bugsy e o matou com sete tiros de uma pistola calibre .30, além de uma rajada de metralhadora (A Máfia não era do tipo que deixava trabalhos pela metade, como se sabe).
    Morto Bugsy, restava a questão fortuna acumulada por Virginia.

    Uma comissão do Senado, em 1951, decidiu perguntar como ela recebia tanto dinheiro.

    Indiferente ao fato de estar ao vivo na TV, ela respondeu ao Senador: “É que faço o melhor boquete dos Estados Unidos”.

    Las Vegas é a Sin City original, a capital do pecado.

    Mas, com pais como Bugsy e Virginia, não era de se esperar que ela fosse lá muito comportadinha…

    Vai aí o trailer do filme da vida do homem (protagonizado com um reverente charme por Warren Beatty)

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    Vergonhas Alhures: David Niven e o Homem Nu

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    Vazar um vídeo fazendo sexo é quase obrigatório para ser uma celebridade hoje em dia.

    Desde o Mini Me Vernon Troyer (não, não veja), passando por Pamela Anderson e Tommy Lee, Paris Hilton, Collin Farrell, o Rapper Ray J com Kim Kardashian (este, o único claim to fame da moça, que lançou sua – vá lá – “carreira”), o infame tape de Rob Lowe rodado na Convenção Democrata de 1988 (ainda mais infame porque rodado com duas meninas – uma das quais com 16 anos) – até a cantora/dançarina/performer Inês Brasil (Não, não veja. De jeito nenhum. Se forçado a  escolher, veja o do Verne Troyer).
    Enfim, se ninguém quer ver você fazendo sexo, você não é uma estrela.
    Ainda não era assim em 1974, quando Robert Opel se lançou para os olhos do planeta.
    E em plena noite do Oscar, transmitida para todo o mundo.
    O produtor Michael Phillips tinha uma boa visão do palco durante a 46ª cerimônia de premiação da Academia. Ele foi indicado para Melhor Filme, e ele estava ansiosamente esperando Elizabeth Taylor aparecer e anunciar o vencedor. De repente, um homem magro, de cabelos escuros apareceu saindo do palco, fazendo o sinal de paz de dois dedos.
    Até aí, uma rápida quebra de protocolo – até que aceitável na milimetricamente planejada coreografia da Premiação da Academia.
    O detalhe é que ele estava completamente nu.
    O streaking – como ficou conhecida a prática de correr nu em locais públicos – estava nascendo e agora ganhava a cobertura (involuntária) de uma das mais veneráveis instituições de Hollywood. A prática foi desenvolvida na década de 1970 como um passatempo. Acabou caracterizando aqueles anos, particularmente nos EUA. Alguns streakers se tornaram famosos, outros nunca foram identificados.
    O evento em pleno Oscar – transmitido ao vivo – provocou algumas risadas do público e muito mal-estar.

    Coube ao imperturbável britânico David Niven retomar o controle.

    Ele olha para a plateia e diz: “Isn’t it fascinating to think that probably the only laugh that man will ever get in life is by stripping off and showing his shortcomings?”
    Em tradução aproximada: “Não é fascinante pensar que a única risada que esse homem vai conseguir na vida é tirando a roupa e exibindo suas insuficiências/falhas” (o duplo sentido – como a poesia – é perdido na tradução).
    A notoriedade do incidente iluminou a vida do até então desconhecido Opel.
    A exibição do Oscar não foi a primeira da Opel. Ele já tinha aparecido pelado em algumas reuniões do Conselho de cidade de Los Angeles para protestar a proibição na nudez nas praias. Ele era ativo (ou passivo – a história não documenta com detalhes suficientes) no movimento gay da libertação e nos círculos da arte.

    E ainda trabalhava part time como fotógrafo para o jornal gay The Advocate.
    Opel fundou a Fey-Way Studios, em São Francisco, a primeira galeria de arte abertamente gay do país em 1978. Ele foi um dos primeiros a apoiar o fotógrafo Robert Maplethorpe. Mas a fama atraiu mais do que fãs. No ano seguinte, quando Opel tinha apenas 40 anos, o estúdio foi invadido por dois homens exigindo dinheiro e drogas.
    No incidente, Opel foi assassinado com um tiro na cabeça.
    Um pequeno consolo: Na triste solenidade de seu momento final, pelo menos ele estava completamente vestido.

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    Vergonhas Alhures: David Niven e o Homem Nu

    Vazar um vídeo fazendo sexo é quase obrigatório para ser uma celebridade hoje em dia.

    Desde o Mini Me Vernon Troyer (não, não veja), passando por Pamela Anderson e Tommy Lee, Paris Hilton, Collin Farrell, o Rapper Ray J com Kim Kardashian (este, o único claim to fame da moça, que lançou sua – vá lá – “carreira”), o infame tape de Rob Lowe rodado na Convenção Democrata de 1988 (ainda mais infame porque rodado com duas meninas – uma das quais com 16 anos) – até a cantora/dançarina/performer Inês Brasil (Não, não veja. De jeito nenhum. Se forçado a  escolher, veja o do Verne Troyer).
    Enfim, se ninguém quer ver você fazendo sexo, você não é uma estrela.
    Ainda não era assim em 1974, quando Robert Opel se lançou para os olhos do planeta.
    E em plena noite do Oscar, transmitida para todo o mundo.
    O produtor Michael Phillips tinha uma boa visão do palco durante a 46ª cerimônia de premiação da Academia. Ele foi indicado para Melhor Filme, e ele estava ansiosamente esperando Elizabeth Taylor aparecer e anunciar o vencedor. De repente, um homem magro, de cabelos escuros apareceu saindo do palco, fazendo o sinal de paz de dois dedos.
    Até aí, uma rápida quebra de protocolo – até que aceitável na milimetricamente planejada coreografia da Premiação da Academia.
    O detalhe é que ele estava completamente nu.
    O streaking – como ficou conhecida a prática de correr nu em locais públicos – estava nascendo e agora ganhava a cobertura (involuntária) de uma das mais veneráveis instituições de Hollywood. A prática foi desenvolvida na década de 1970 como um passatempo. Acabou caracterizando aqueles anos, particularmente nos EUA. Alguns streakers se tornaram famosos, outros nunca foram identificados.
    O evento em pleno Oscar – transmitido ao vivo – provocou algumas risadas do público e muito mal-estar.

    Coube ao imperturbável britânico David Niven retomar o controle.

    Ele olha para a plateia e diz: “Isn’t it fascinating to think that probably the only laugh that man will ever get in life is by stripping off and showing his shortcomings?”
    Em tradução aproximada: “Não é fascinante pensar que a única risada que esse homem vai conseguir na vida é tirando a roupa e exibindo suas insuficiências/falhas” (o duplo sentido – como a poesia – é perdido na tradução).
    A notoriedade do incidente iluminou a vida do até então desconhecido Opel.
    A exibição do Oscar não foi a primeira da Opel. Ele já tinha aparecido pelado em algumas reuniões do Conselho de cidade de Los Angeles para protestar a proibição na nudez nas praias. Ele era ativo (ou passivo – a história não documenta com detalhes suficientes) no movimento gay da libertação e nos círculos da arte.

    E ainda trabalhava part time como fotógrafo para o jornal gay The Advocate.
    Opel fundou a Fey-Way Studios, em São Francisco, a primeira galeria de arte abertamente gay do país em 1978. Ele foi um dos primeiros a apoiar o fotógrafo Robert Maplethorpe. Mas a fama atraiu mais do que fãs. No ano seguinte, quando Opel tinha apenas 40 anos, o estúdio foi invadido por dois homens exigindo dinheiro e drogas.
    No incidente, Opel foi assassinado com um tiro na cabeça.
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    Desde o Mini Me Vernon Troyer (não, não veja), passando por Pamela Anderson e Tommy Lee, Paris Hilton, Collin Farrell, o Rapper Ray J com Kim Kardashian (este, o único claim to fame da moça, que lançou sua – vá lá – “carreira”), o infame tape de Rob Lowe rodado na Convenção Democrata de 1988 (ainda mais infame porque rodado com duas meninas – uma das quais com 16 anos) – até a cantora/dançarina/performer Inês Brasil (Não, não veja. De jeito nenhum. Se forçado a  escolher, veja o do Verne Troyer).
    Enfim, se ninguém quer ver você fazendo sexo, você não é uma estrela.
    Ainda não era assim em 1974, quando Robert Opel se lançou para os olhos do planeta.
    E em plena noite do Oscar, transmitida para todo o mundo.
    O produtor Michael Phillips tinha uma boa visão do palco durante a 46ª cerimônia de premiação da Academia. Ele foi indicado para Melhor Filme, e ele estava ansiosamente esperando Elizabeth Taylor aparecer e anunciar o vencedor. De repente, um homem magro, de cabelos escuros apareceu saindo do palco, fazendo o sinal de paz de dois dedos.
    Até aí, uma rápida quebra de protocolo – até que aceitável na milimetricamente planejada coreografia da Premiação da Academia.
    O detalhe é que ele estava completamente nu.
    O streaking – como ficou conhecida a prática de correr nu em locais públicos – estava nascendo e agora ganhava a cobertura (involuntária) de uma das mais veneráveis instituições de Hollywood. A prática foi desenvolvida na década de 1970 como um passatempo. Acabou caracterizando aqueles anos, particularmente nos EUA. Alguns streakers se tornaram famosos, outros nunca foram identificados.
    O evento em pleno Oscar – transmitido ao vivo – provocou algumas risadas do público e muito mal-estar.

    Coube ao imperturbável britânico David Niven retomar o controle.

    Ele olha para a plateia e diz: “Isn’t it fascinating to think that probably the only laugh that man will ever get in life is by stripping off and showing his shortcomings?”
    Em tradução aproximada: “Não é fascinante pensar que a única risada que esse homem vai conseguir na vida é tirando a roupa e exibindo suas insuficiências/falhas” (o duplo sentido – como a poesia – é perdido na tradução).
    A notoriedade do incidente iluminou a vida do até então desconhecido Opel.
    A exibição do Oscar não foi a primeira da Opel. Ele já tinha aparecido pelado em algumas reuniões do Conselho de cidade de Los Angeles para protestar a proibição na nudez nas praias. Ele era ativo (ou passivo – a história não documenta com detalhes suficientes) no movimento gay da libertação e nos círculos da arte.

    E ainda trabalhava part time como fotógrafo para o jornal gay The Advocate.
    Opel fundou a Fey-Way Studios, em São Francisco, a primeira galeria de arte abertamente gay do país em 1978. Ele foi um dos primeiros a apoiar o fotógrafo Robert Maplethorpe. Mas a fama atraiu mais do que fãs. No ano seguinte, quando Opel tinha apenas 40 anos, o estúdio foi invadido por dois homens exigindo dinheiro e drogas.
    No incidente, Opel foi assassinado com um tiro na cabeça.
    Um pequeno consolo: Na triste solenidade de seu momento final, pelo menos ele estava completamente vestido.

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    Vergonhas Alhures – O Avô de Drew Barrymore faz um passeio. Morto.

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    John Barrymore (Filadélfia, 14 de fevereiro de 1882 — Los Angeles, 29 de maio de 1942) hoje é mais conhecido como avô da atriz Drew Barrymore, a gracinha que interpreta a morta-viva na série Santa Clarita Diet, da Netflix.

    Os mais antigos podem ainda lembrar dela como a encantadora garotinha de E.T. the Extra-Terrestrial (1982), dirigido por Steven Spielberg.
    Na vida real, a menininha que era o retrato da inocência aprontava… bem, digamos, um pouquinho mais que o recomendável.
    Com onze anos – e a fama adquirida com o enorme sucesso do filme com o monstrinho interplanetário que liga para casa – ela ganhou acesso a um mundo geralmente interditado para menores. Tornou-se presença frequente no Studio 54 de NYC. Fumava cigarros aos nove anos, bebia álcool aos onze anos, usava maconha aos doze anos e cheirava cocaína aos treze anos.

    Precocidade é isso aí.
    E, mesmo com tudo isso junto, estava longe de ser a mais problemática da venerável dinastia de atores.
    Voltando ao pioneiro John, irmão de Lionel Barrymore e Ethel Barrymore, ele começou a carreira fazendo comédias ligeiras e tornou-se um respeitado ator shakespeariano.
    John Barrymore entrou em colapso ao aparecer no programa de rádio de Rudy Vallee e morreu alguns dias depois em seu quarto de hospital.
    De acordo com as memórias do ator Errol Flynn, o diretor de cinema Raoul Walsh não ia deixar que seu colega John partisse sem uma última aventura.

    Foi assim que ele sequestrou o corpo de Barrymore antes do enterro – e deixou seu cadáver para receber Flynn em sua casa, onde o ator chegava  invariavelmente bêbado.
    Barrymore era um companheiro constante de copo de Flynn e este ficou devastado com a morte do amigo.

    Flynn estava bebendo (ainda) mais que o normal – enlutado com a perda de seu parceiro de bebedeiras, orgias e loucuras diversas que fariam Drew corar.

    Ao lado dele estava Walsh, quando este se desculpou e saiu do bar.

    Walsh pulou no carro e fez uma rápida visita ao necrotério dos Pierce Brothers, que era onde Barrymore repousava.

    Depois de um suborno substancial, Walsh recuperou o falecido, jogou-o no carro e voltou para a mansão de Flynn.

    Walsh acordou o mordomo grogue de Flynn para ajudar a trazer o corpo – já em rigor mortis – para dentro.
    “O Sr. Barrymore está bêbado – então me dá uma ajuda”, ele disse ao mordomo ainda sonolento.
    – Acho que ele está morto – disse o mordomo.
    “Você já o viu assim antes”, Walsh insistiu, “Então me ajuda”
    “Tudo bem – mas ele parece morto para mim!”

    Bem, aparecer parecendo morto não era novidade entre os ébrios convidados da mansão de Flynn e o mordomo, ainda que desconfiado, ajudou como pôde.
    Walsh e o mordomo arrastaram Barrymore para dentro, posicionando cuidadosamente o cadáver no sofá de Flynn.
    Depois de tomar todas, um Flynn ainda mais bêbado que o normal voltou para casa.

    No início, o entorpecido Flynn não notou nada incomum quando entrou.
    “Ele sentou-se em sua cadeira favorita e estava falando sobre alguma coisa, quando o mordomo voltou dizendo ‘Aqui está o café do Sr. Barrymore'”, lembrou Walsh.
    “E, com isso, Flynn viu Jack e saiu correndo da casa gritando. Ele se escondeu atrás de um arbusto no quintal, gritando, “Tire ele daqui! Você vai colocar todos nós no presídio de San Quentin!”
    “Bem, eu levei Jack de volta para a funerária e o responsável pelos funerais me perguntou onde eu o havia levado”, lembrou Walsh. “Eu disse que fomos visitar Errol Flynn.
    “Você foi?!” Ele disse. “Ora, se eu soubesse que você ia levá-lo até lá, eu teria colocado um terno melhor para ele!”.
    Aparentemente, em Hollywood nada é chocante o suficiente – a não ser se vestir inadequadamente.

    Barrymore, ao que consta,  não ligou muito para o passeio algo intempestivo e foi enterrado com as merecidas honras.
    Drew pode ter aprontado muito – e desde muito cedo.

    Mas – somos obrigados a reconhecer – teve a quem puxar.
    E superar o avô, que visitava amigos depois de morto, parece ser uma barreira impossível de ser quebrada – até mesmo para uma moça precoce como ela.

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    Vergonhas Alhures – O Avô de Drew Barrymore faz um passeio. Morto.

    John Barrymore (Filadélfia, 14 de fevereiro de 1882 — Los Angeles, 29 de maio de 1942) hoje é mais conhecido como avô da atriz Drew Barrymore, a gracinha que interpreta a morta-viva na série Santa Clarita Diet, da Netflix.

    Os mais antigos podem ainda lembrar dela como a encantadora garotinha de E.T. the Extra-Terrestrial (1982), dirigido por Steven Spielberg.
    Na vida real, a menininha que era o retrato da inocência aprontava… bem, digamos, um pouquinho mais que o recomendável.
    Com onze anos – e a fama adquirida com o enorme sucesso do filme com o monstrinho interplanetário que liga para casa – ela ganhou acesso a um mundo geralmente interditado para menores. Tornou-se presença frequente no Studio 54 de NYC. Fumava cigarros aos nove anos, bebia álcool aos onze anos, usava maconha aos doze anos e cheirava cocaína aos treze anos.

    Precocidade é isso aí.
    E, mesmo com tudo isso junto, estava longe de ser a mais problemática da venerável dinastia de atores.
    Voltando ao pioneiro John, irmão de Lionel Barrymore e Ethel Barrymore, ele começou a carreira fazendo comédias ligeiras e tornou-se um respeitado ator shakespeariano.
    John Barrymore entrou em colapso ao aparecer no programa de rádio de Rudy Vallee e morreu alguns dias depois em seu quarto de hospital.
    De acordo com as memórias do ator Errol Flynn, o diretor de cinema Raoul Walsh não ia deixar que seu colega John partisse sem uma última aventura.

    Foi assim que ele sequestrou o corpo de Barrymore antes do enterro – e deixou seu cadáver para receber Flynn em sua casa, onde o ator chegava  invariavelmente bêbado.
    Barrymore era um companheiro constante de copo de Flynn e este ficou devastado com a morte do amigo.

    Flynn estava bebendo (ainda) mais que o normal – enlutado com a perda de seu parceiro de bebedeiras, orgias e loucuras diversas que fariam Drew corar.

    Ao lado dele estava Walsh, quando este se desculpou e saiu do bar.

    Walsh pulou no carro e fez uma rápida visita ao necrotério dos Pierce Brothers, que era onde Barrymore repousava.

    Depois de um suborno substancial, Walsh recuperou o falecido, jogou-o no carro e voltou para a mansão de Flynn.

    Walsh acordou o mordomo grogue de Flynn para ajudar a trazer o corpo – já em rigor mortis – para dentro.
    “O Sr. Barrymore está bêbado – então me dá uma ajuda”, ele disse ao mordomo ainda sonolento.
    – Acho que ele está morto – disse o mordomo.
    “Você já o viu assim antes”, Walsh insistiu, “Então me ajuda”
    “Tudo bem – mas ele parece morto para mim!”

    Bem, aparecer parecendo morto não era novidade entre os ébrios convidados da mansão de Flynn e o mordomo, ainda que desconfiado, ajudou como pôde.
    Walsh e o mordomo arrastaram Barrymore para dentro, posicionando cuidadosamente o cadáver no sofá de Flynn.
    Depois de tomar todas, um Flynn ainda mais bêbado que o normal voltou para casa.

    No início, o entorpecido Flynn não notou nada incomum quando entrou.
    “Ele sentou-se em sua cadeira favorita e estava falando sobre alguma coisa, quando o mordomo voltou dizendo ‘Aqui está o café do Sr. Barrymore'”, lembrou Walsh.
    “E, com isso, Flynn viu Jack e saiu correndo da casa gritando. Ele se escondeu atrás de um arbusto no quintal, gritando, “Tire ele daqui! Você vai colocar todos nós no presídio de San Quentin!”
    “Bem, eu levei Jack de volta para a funerária e o responsável pelos funerais me perguntou onde eu o havia levado”, lembrou Walsh. “Eu disse que fomos visitar Errol Flynn.
    “Você foi?!” Ele disse. “Ora, se eu soubesse que você ia levá-lo até lá, eu teria colocado um terno melhor para ele!”.
    Aparentemente, em Hollywood nada é chocante o suficiente – a não ser se vestir inadequadamente.

    Barrymore, ao que consta,  não ligou muito para o passeio algo intempestivo e foi enterrado com as merecidas honras.
    Drew pode ter aprontado muito – e desde muito cedo.

    Mas – somos obrigados a reconhecer – teve a quem puxar.
    E superar o avô, que visitava amigos depois de morto, parece ser uma barreira impossível de ser quebrada – até mesmo para uma moça precoce como ela.

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    Vergonhas Alhures – O Avô de Drew Barrymore faz um passeio. Morto.

    John Barrymore (Filadélfia, 14 de fevereiro de 1882 — Los Angeles, 29 de maio de 1942) hoje é mais conhecido como avô da atriz Drew Barrymore, a gracinha que interpreta a morta-viva na série Santa Clarita Diet, da Netflix.

    Os mais antigos podem ainda lembrar dela como a encantadora garotinha de E.T. the Extra-Terrestrial (1982), dirigido por Steven Spielberg.
    Na vida real, a menininha que era o retrato da inocência aprontava… bem, digamos, um pouquinho mais que o recomendável.
    Com onze anos – e a fama adquirida com o enorme sucesso do filme com o monstrinho interplanetário que liga para casa – ela ganhou acesso a um mundo geralmente interditado para menores. Tornou-se presença frequente no Studio 54 de NYC. Fumava cigarros aos nove anos, bebia álcool aos onze anos, usava maconha aos doze anos e cheirava cocaína aos treze anos.

    Precocidade é isso aí.
    E, mesmo com tudo isso junto, estava longe de ser a mais problemática da venerável dinastia de atores.
    Voltando ao pioneiro John, irmão de Lionel Barrymore e Ethel Barrymore, ele começou a carreira fazendo comédias ligeiras e tornou-se um respeitado ator shakespeariano.
    John Barrymore entrou em colapso ao aparecer no programa de rádio de Rudy Vallee e morreu alguns dias depois em seu quarto de hospital.
    De acordo com as memórias do ator Errol Flynn, o diretor de cinema Raoul Walsh não ia deixar que seu colega John partisse sem uma última aventura.

    Foi assim que ele sequestrou o corpo de Barrymore antes do enterro – e deixou seu cadáver para receber Flynn em sua casa, onde o ator chegava  invariavelmente bêbado.
    Barrymore era um companheiro constante de copo de Flynn e este ficou devastado com a morte do amigo.

    Flynn estava bebendo (ainda) mais que o normal – enlutado com a perda de seu parceiro de bebedeiras, orgias e loucuras diversas que fariam Drew corar.

    Ao lado dele estava Walsh, quando este se desculpou e saiu do bar.

    Walsh pulou no carro e fez uma rápida visita ao necrotério dos Pierce Brothers, que era onde Barrymore repousava.

    Depois de um suborno substancial, Walsh recuperou o falecido, jogou-o no carro e voltou para a mansão de Flynn.

    Walsh acordou o mordomo grogue de Flynn para ajudar a trazer o corpo – já em rigor mortis – para dentro.
    “O Sr. Barrymore está bêbado – então me dá uma ajuda”, ele disse ao mordomo ainda sonolento.
    – Acho que ele está morto – disse o mordomo.
    “Você já o viu assim antes”, Walsh insistiu, “Então me ajuda”
    “Tudo bem – mas ele parece morto para mim!”

    Bem, aparecer parecendo morto não era novidade entre os ébrios convidados da mansão de Flynn e o mordomo, ainda que desconfiado, ajudou como pôde.
    Walsh e o mordomo arrastaram Barrymore para dentro, posicionando cuidadosamente o cadáver no sofá de Flynn.
    Depois de tomar todas, um Flynn ainda mais bêbado que o normal voltou para casa.

    No início, o entorpecido Flynn não notou nada incomum quando entrou.
    “Ele sentou-se em sua cadeira favorita e estava falando sobre alguma coisa, quando o mordomo voltou dizendo ‘Aqui está o café do Sr. Barrymore'”, lembrou Walsh.
    “E, com isso, Flynn viu Jack e saiu correndo da casa gritando. Ele se escondeu atrás de um arbusto no quintal, gritando, “Tire ele daqui! Você vai colocar todos nós no presídio de San Quentin!”
    “Bem, eu levei Jack de volta para a funerária e o responsável pelos funerais me perguntou onde eu o havia levado”, lembrou Walsh. “Eu disse que fomos visitar Errol Flynn.
    “Você foi?!” Ele disse. “Ora, se eu soubesse que você ia levá-lo até lá, eu teria colocado um terno melhor para ele!”.
    Aparentemente, em Hollywood nada é chocante o suficiente – a não ser se vestir inadequadamente.

    Barrymore, ao que consta,  não ligou muito para o passeio algo intempestivo e foi enterrado com as merecidas honras.
    Drew pode ter aprontado muito – e desde muito cedo.

    Mas – somos obrigados a reconhecer – teve a quem puxar.
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    Vergonhas Alhures: Candice Bergen e o pau falante de Tarso de Castro

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    Existem mulheres lindas.
    E existem deusas, esse pequeno panteão habitado pelas escassas Letícias Spillers que Deus coloca no mundo quando quer provar que continua em forma.
    Nesse segundo pelotão está a atriz norte-americana Candice Patricia Bergen.
    É de se esperar que divindades como essas estejam reservadas para os Brad Pitts e George Clooneys da vida.
    Nem sempre, crianças.
    Tom Jobim, lindo e talentoso, escreveu a canção “Bonita” para a atriz.
    Não conseguiu nem um obrigado protocolar – quanto mais um namorico.
    Em compensação um dos namoros de Candice foi com um jornalista brasileiro pobre, alcoólatra, feio – problemas que ele compensava com  charme e inteligência invejáveis. – Tarso de Castro.
    Os depoimentos de como ocorreu a conquista variam.
    Tom Cardoso e Ruy Castro se dedicaram a dissecar o episódio, ambos em livros imperdíveis.
    Alguns juram ter visto o jornalista entrar correndo no restaurante Antonio’s, ajoelhar-se aos pés da atriz e beijá-la dos pés à cabeça sem a menor cerimônia. Outros dizem que a abordagem foi um pouco mais sutil: com um buquê na mão esquerda e um urso de pelúcia na direita (doado na última hora pela mãe da promoter Ana Maria Tornaghi), o jornalista disse meia dúzia de palavras em inglês e conquistou a moça.
    Pesou a aura heroica de Tarso.
    Candice se encantou quando descobriu que ele tinha sido um valente guerrilheiro que lutou ao lado de Che Guevara.
    O fato, claro, nunca aconteceu – mas ninguém teve coragem de contar para Candice.
    Apoiando a lorota havia uma foto de Tarso e Che juntos, tirada na bem menos perigosa Conferência Econômica e Social da OEA, em Punta Del Este, em 1961.
    Terminaram – surpreendentemente foi Tarso que entrou com pé e Candice com a divina bunda.
    Mas o romance deixou histórias maravilhosas.
    Na Bahia, acompanhado da deusa, Tarso liga para o escritor João Ubaldo Ribeiro, que o convida para ir à sua casa. Tarso diz que não pode porque está com a Candice Bergen. Sem levar muito a sério, Ubaldo devolve (com justificado ceticismo): “Olha, Tarso, quem está aqui comigo aqui é a Sophia Loren, é só um tempinho para a gente tomar um banho e chego aí para a gente fazer uma surubinha”.
    Mas a melhor história foi contada pelo Mário Prata. Decidido a colocar a história em pratos limpos, Prata pergunta “Como é que você, sem falar uma palavra de inglês, foi conquistar logo a Candice Bergen? ”
    “Eu não falo inglês. Mas meu pau fala” disparou Tarso, liquidando o assunto.
    Cansada de ser esnobado pelo guerrilheiro cubano de araque, Candice casou com o diretor baixinho francês Louis Malle, com pouco impressionantes 1,68 metro de talento.
    O comentário de Tarso, sem perder a verve: “Dos Malles, o menor”.

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    Vergonhas Alhures: Candice Bergen e o pau falante de Tarso de Castro

    Existem mulheres lindas.
    E existem deusas, esse pequeno panteão habitado pelas escassas Letícias Spillers que Deus coloca no mundo quando quer provar que continua em forma.
    Nesse segundo pelotão está a atriz norte-americana Candice Patricia Bergen.
    É de se esperar que divindades como essas estejam reservadas para os Brad Pitts e George Clooneys da vida.
    Nem sempre, crianças.
    Tom Jobim, lindo e talentoso, escreveu a canção “Bonita” para a atriz.
    Não conseguiu nem um obrigado protocolar – quanto mais um namorico.
    Em compensação um dos namoros de Candice foi com um jornalista brasileiro pobre, alcoólatra, feio – problemas que ele compensava com  charme e inteligência invejáveis. – Tarso de Castro.
    Os depoimentos de como ocorreu a conquista variam.
    Tom Cardoso e Ruy Castro se dedicaram a dissecar o episódio, ambos em livros imperdíveis.
    Alguns juram ter visto o jornalista entrar correndo no restaurante Antonio’s, ajoelhar-se aos pés da atriz e beijá-la dos pés à cabeça sem a menor cerimônia. Outros dizem que a abordagem foi um pouco mais sutil: com um buquê na mão esquerda e um urso de pelúcia na direita (doado na última hora pela mãe da promoter Ana Maria Tornaghi), o jornalista disse meia dúzia de palavras em inglês e conquistou a moça.
    Pesou a aura heroica de Tarso.
    Candice se encantou quando descobriu que ele tinha sido um valente guerrilheiro que lutou ao lado de Che Guevara.
    O fato, claro, nunca aconteceu – mas ninguém teve coragem de contar para Candice.
    Apoiando a lorota havia uma foto de Tarso e Che juntos, tirada na bem menos perigosa Conferência Econômica e Social da OEA, em Punta Del Este, em 1961.
    Terminaram – surpreendentemente foi Tarso que entrou com pé e Candice com a divina bunda.
    Mas o romance deixou histórias maravilhosas.
    Na Bahia, acompanhado da deusa, Tarso liga para o escritor João Ubaldo Ribeiro, que o convida para ir à sua casa. Tarso diz que não pode porque está com a Candice Bergen. Sem levar muito a sério, Ubaldo devolve (com justificado ceticismo): “Olha, Tarso, quem está aqui comigo aqui é a Sophia Loren, é só um tempinho para a gente tomar um banho e chego aí para a gente fazer uma surubinha”.
    Mas a melhor história foi contada pelo Mário Prata. Decidido a colocar a história em pratos limpos, Prata pergunta “Como é que você, sem falar uma palavra de inglês, foi conquistar logo a Candice Bergen? ”
    “Eu não falo inglês. Mas meu pau fala” disparou Tarso, liquidando o assunto.
    Cansada de ser esnobado pelo guerrilheiro cubano de araque, Candice casou com o diretor baixinho francês Louis Malle, com pouco impressionantes 1,68 metro de talento.
    O comentário de Tarso, sem perder a verve: “Dos Malles, o menor”.

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    Vergonhas Alhures: Candice Bergen e o pau falante de Tarso de Castro

    Existem mulheres lindas.
    E existem deusas, esse pequeno panteão habitado pelas escassas Letícias Spillers que Deus coloca no mundo quando quer provar que continua em forma.
    Nesse segundo pelotão está a atriz norte-americana Candice Patricia Bergen.
    É de se esperar que divindades como essas estejam reservadas para os Brad Pitts e George Clooneys da vida.
    Nem sempre, crianças.
    Tom Jobim, lindo e talentoso, escreveu a canção “Bonita” para a atriz.
    Não conseguiu nem um obrigado protocolar – quanto mais um namorico.
    Em compensação um dos namoros de Candice foi com um jornalista brasileiro pobre, alcoólatra, feio – problemas que ele compensava com  charme e inteligência invejáveis. – Tarso de Castro.
    Os depoimentos de como ocorreu a conquista variam.
    Tom Cardoso e Ruy Castro se dedicaram a dissecar o episódio, ambos em livros imperdíveis.
    Alguns juram ter visto o jornalista entrar correndo no restaurante Antonio’s, ajoelhar-se aos pés da atriz e beijá-la dos pés à cabeça sem a menor cerimônia. Outros dizem que a abordagem foi um pouco mais sutil: com um buquê na mão esquerda e um urso de pelúcia na direita (doado na última hora pela mãe da promoter Ana Maria Tornaghi), o jornalista disse meia dúzia de palavras em inglês e conquistou a moça.
    Pesou a aura heroica de Tarso.
    Candice se encantou quando descobriu que ele tinha sido um valente guerrilheiro que lutou ao lado de Che Guevara.
    O fato, claro, nunca aconteceu – mas ninguém teve coragem de contar para Candice.
    Apoiando a lorota havia uma foto de Tarso e Che juntos, tirada na bem menos perigosa Conferência Econômica e Social da OEA, em Punta Del Este, em 1961.
    Terminaram – surpreendentemente foi Tarso que entrou com pé e Candice com a divina bunda.
    Mas o romance deixou histórias maravilhosas.
    Na Bahia, acompanhado da deusa, Tarso liga para o escritor João Ubaldo Ribeiro, que o convida para ir à sua casa. Tarso diz que não pode porque está com a Candice Bergen. Sem levar muito a sério, Ubaldo devolve (com justificado ceticismo): “Olha, Tarso, quem está aqui comigo aqui é a Sophia Loren, é só um tempinho para a gente tomar um banho e chego aí para a gente fazer uma surubinha”.
    Mas a melhor história foi contada pelo Mário Prata. Decidido a colocar a história em pratos limpos, Prata pergunta “Como é que você, sem falar uma palavra de inglês, foi conquistar logo a Candice Bergen? ”
    “Eu não falo inglês. Mas meu pau fala” disparou Tarso, liquidando o assunto.
    Cansada de ser esnobado pelo guerrilheiro cubano de araque, Candice casou com o diretor baixinho francês Louis Malle, com pouco impressionantes 1,68 metro de talento.
    O comentário de Tarso, sem perder a verve: “Dos Malles, o menor”.

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    Vergonhas Alhures – Em alto mar com Ron Jeremy

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    Em um mercado majoritariamente dominado por mulheres, apenas um homem se estabeleceu como uma marca, um imã de bilheteria, sendo (naturalmente) o herói de todos nós.

    Nosso role model, como diz o pessoal adepto do amor que não ousa dizer seu nome, para citar Oscar Wilde.
    Ron Jeremy, a lenda do cinema pornô.
    O que torna Jeremy lendário – além de sua óbvia adequação para o gênero no que tange ao principal membro envolvido nos papéis – é o fato dele não estar de acordo com os rigorosos e injustos parâmetros de beleza que a mídia impõe.
    Ou, simplificando, Jeremy é terrivelmente feio.
    Gordo, peludo, cabelo permanentemente em busca de um corte decente e eternamente seboso, aparentemente pouco afeito a banhos diários – ele é a antítese de tudo o que poderíamos imaginar de alguém que ganha a vida fazendo sexo diante das câmeras.
    Mesmo assim, transou com algumas das mulheres mais lindas do mundo.
    Algumas.
    Outras atrizes do gênero deixam claro em seus contratos que não fazem sexo com animais.
    Ou com Ron Jeremy.
    Ainda assim, ele fez fama e fortuna – hoje empresta sua assinatura para uma marca de rum.
    Com uma vida dessas, era inevitável que um dia ele lançasse uma autobiografia – “Ron Jeremy: The Hardest (Working) Man in Showbiz”
    É nela que ele conta sobre uma filmagem em Palma de Majorca, na Espanha, que ele descreve “mais como férias remuneradas do que trabalho”.
    Uma cena estava marcada para ser rodada em um barco.
    Jeremy, que além de narcoléptico (Para você não ter que procurar no Google: Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono – o que já provocou cenas embaraçosas para o performer no trânsito e em especial durante filmagens) tem a tendência de enjoar em alto mar, tomou um remédio para se prevenir.
    O resto do elenco, predominantemente europeu, não teve o mesmo cuidado.
    Resultado: em pouco tempo, todos estavam vomitando abundantemente, em qualquer coisa parecida com um balde. Jeremy lembra do ambiente como “pouco propício para ereções”, para dizer o mínimo.
    Caroline, a atriz heroica escalada para contracenar com Jeremy se recusou a cancelar a filmagem.
    Claro que qualquer posição envolvendo olhos nos olhos seria inviável com a epidemia de vômitos a bordo – que o mar agitado só piorava.
    Ela e Jeremy escolheram filmar na posição cachorrinho. Isso permitia que ela continuasse colocando todo o conteúdo estomacal para fora do barco, poluindo as águas azuis do oceano, enquanto Jeremy fazia o que fora pago para fazer.
    Ele não estava confortável.
    “Eu sou um cavalheiro. Enquanto uma moça vomita, meus instintos são de segurar o cabelo dela, não transar com ela. Podem me chamar de antiquado, mas é assim que fui criado” escreveu ele, acrescentando “Se você nunca fez sexo com uma moça vomitando, deixe eu avisar que é a coisa menos erótica que pode existir”.
    De volta à terra firme, a moça se recuperou e o diretor conseguiu gravar algumas cenas de seu rosto com reações orgásticas contra o céu azul – que foram devidamente editadas.

    Os espectadores nunca notaram a dificuldade em que o filme foi feito.

    Ah, a mágica do cinema…
    Além disso, Jeremy apareceu em um filme (outro – claro – não o do barco)  fazendo sexo oral em si mesmo. “Transei com milhares de mulheres e essa é a única cena de que falam comigo” diz o veterano ator.

    Ninguém se torna uma lenda mundial sem pagar um preço.

    E por isso há tão poucas lendas no mundo…

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    Vergonhas Alhures – Em alto mar com Ron Jeremy

    Em um mercado majoritariamente dominado por mulheres, apenas um homem se estabeleceu como uma marca, um imã de bilheteria, sendo (naturalmente) o herói de todos nós.

    Nosso role model, como diz o pessoal adepto do amor que não ousa dizer seu nome, para citar Oscar Wilde.
    Ron Jeremy, a lenda do cinema pornô.
    O que torna Jeremy lendário – além de sua óbvia adequação para o gênero no que tange ao principal membro envolvido nos papéis – é o fato dele não estar de acordo com os rigorosos e injustos parâmetros de beleza que a mídia impõe.
    Ou, simplificando, Jeremy é terrivelmente feio.
    Gordo, peludo, cabelo permanentemente em busca de um corte decente e eternamente seboso, aparentemente pouco afeito a banhos diários – ele é a antítese de tudo o que poderíamos imaginar de alguém que ganha a vida fazendo sexo diante das câmeras.
    Mesmo assim, transou com algumas das mulheres mais lindas do mundo.
    Algumas.
    Outras atrizes do gênero deixam claro em seus contratos que não fazem sexo com animais.
    Ou com Ron Jeremy.
    Ainda assim, ele fez fama e fortuna – hoje empresta sua assinatura para uma marca de rum.
    Com uma vida dessas, era inevitável que um dia ele lançasse uma autobiografia – “Ron Jeremy: The Hardest (Working) Man in Showbiz”
    É nela que ele conta sobre uma filmagem em Palma de Majorca, na Espanha, que ele descreve “mais como férias remuneradas do que trabalho”.
    Uma cena estava marcada para ser rodada em um barco.
    Jeremy, que além de narcoléptico (Para você não ter que procurar no Google: Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono – o que já provocou cenas embaraçosas para o performer no trânsito e em especial durante filmagens) tem a tendência de enjoar em alto mar, tomou um remédio para se prevenir.
    O resto do elenco, predominantemente europeu, não teve o mesmo cuidado.
    Resultado: em pouco tempo, todos estavam vomitando abundantemente, em qualquer coisa parecida com um balde. Jeremy lembra do ambiente como “pouco propício para ereções”, para dizer o mínimo.
    Caroline, a atriz heroica escalada para contracenar com Jeremy se recusou a cancelar a filmagem.
    Claro que qualquer posição envolvendo olhos nos olhos seria inviável com a epidemia de vômitos a bordo – que o mar agitado só piorava.
    Ela e Jeremy escolheram filmar na posição cachorrinho. Isso permitia que ela continuasse colocando todo o conteúdo estomacal para fora do barco, poluindo as águas azuis do oceano, enquanto Jeremy fazia o que fora pago para fazer.
    Ele não estava confortável.
    “Eu sou um cavalheiro. Enquanto uma moça vomita, meus instintos são de segurar o cabelo dela, não transar com ela. Podem me chamar de antiquado, mas é assim que fui criado” escreveu ele, acrescentando “Se você nunca fez sexo com uma moça vomitando, deixe eu avisar que é a coisa menos erótica que pode existir”.
    De volta à terra firme, a moça se recuperou e o diretor conseguiu gravar algumas cenas de seu rosto com reações orgásticas contra o céu azul – que foram devidamente editadas.

    Os espectadores nunca notaram a dificuldade em que o filme foi feito.

    Ah, a mágica do cinema…
    Além disso, Jeremy apareceu em um filme (outro – claro – não o do barco)  fazendo sexo oral em si mesmo. “Transei com milhares de mulheres e essa é a única cena de que falam comigo” diz o veterano ator.

    Ninguém se torna uma lenda mundial sem pagar um preço.

    E por isso há tão poucas lendas no mundo…

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    Em um mercado majoritariamente dominado por mulheres, apenas um homem se estabeleceu como uma marca, um imã de bilheteria, sendo (naturalmente) o herói de todos nós.

    Nosso role model, como diz o pessoal adepto do amor que não ousa dizer seu nome, para citar Oscar Wilde.
    Ron Jeremy, a lenda do cinema pornô.
    O que torna Jeremy lendário – além de sua óbvia adequação para o gênero no que tange ao principal membro envolvido nos papéis – é o fato dele não estar de acordo com os rigorosos e injustos parâmetros de beleza que a mídia impõe.
    Ou, simplificando, Jeremy é terrivelmente feio.
    Gordo, peludo, cabelo permanentemente em busca de um corte decente e eternamente seboso, aparentemente pouco afeito a banhos diários – ele é a antítese de tudo o que poderíamos imaginar de alguém que ganha a vida fazendo sexo diante das câmeras.
    Mesmo assim, transou com algumas das mulheres mais lindas do mundo.
    Algumas.
    Outras atrizes do gênero deixam claro em seus contratos que não fazem sexo com animais.
    Ou com Ron Jeremy.
    Ainda assim, ele fez fama e fortuna – hoje empresta sua assinatura para uma marca de rum.
    Com uma vida dessas, era inevitável que um dia ele lançasse uma autobiografia – “Ron Jeremy: The Hardest (Working) Man in Showbiz”
    É nela que ele conta sobre uma filmagem em Palma de Majorca, na Espanha, que ele descreve “mais como férias remuneradas do que trabalho”.
    Uma cena estava marcada para ser rodada em um barco.
    Jeremy, que além de narcoléptico (Para você não ter que procurar no Google: Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono – o que já provocou cenas embaraçosas para o performer no trânsito e em especial durante filmagens) tem a tendência de enjoar em alto mar, tomou um remédio para se prevenir.
    O resto do elenco, predominantemente europeu, não teve o mesmo cuidado.
    Resultado: em pouco tempo, todos estavam vomitando abundantemente, em qualquer coisa parecida com um balde. Jeremy lembra do ambiente como “pouco propício para ereções”, para dizer o mínimo.
    Caroline, a atriz heroica escalada para contracenar com Jeremy se recusou a cancelar a filmagem.
    Claro que qualquer posição envolvendo olhos nos olhos seria inviável com a epidemia de vômitos a bordo – que o mar agitado só piorava.
    Ela e Jeremy escolheram filmar na posição cachorrinho. Isso permitia que ela continuasse colocando todo o conteúdo estomacal para fora do barco, poluindo as águas azuis do oceano, enquanto Jeremy fazia o que fora pago para fazer.
    Ele não estava confortável.
    “Eu sou um cavalheiro. Enquanto uma moça vomita, meus instintos são de segurar o cabelo dela, não transar com ela. Podem me chamar de antiquado, mas é assim que fui criado” escreveu ele, acrescentando “Se você nunca fez sexo com uma moça vomitando, deixe eu avisar que é a coisa menos erótica que pode existir”.
    De volta à terra firme, a moça se recuperou e o diretor conseguiu gravar algumas cenas de seu rosto com reações orgásticas contra o céu azul – que foram devidamente editadas.

    Os espectadores nunca notaram a dificuldade em que o filme foi feito.

    Ah, a mágica do cinema…
    Além disso, Jeremy apareceu em um filme (outro – claro – não o do barco)  fazendo sexo oral em si mesmo. “Transei com milhares de mulheres e essa é a única cena de que falam comigo” diz o veterano ator.

    Ninguém se torna uma lenda mundial sem pagar um preço.

    E por isso há tão poucas lendas no mundo…

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    Vergonhas Alhures e a Arte Perdida da Diplomacia

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    Em tempos de Trump, vale falar sobre a esquecida arte da diplomacia.

    No Brasil, o desprestígio da diplomacia começou há tempos.

    Em uma diplomação no Instituto Rio Branco, Dilmão, que não era chegada na turma, perguntou grosseiramente “cadê a diplomação de médicos e engenheiros?”
    Pois bem, essa história foi roubada na íntegra do livro “300 Histórias do Brasil”, de Marcos de Vasconcellos, Santo Padroeiro desta coluna “Vergonhas Alhures”
    Estamos em Nova York. Mais precisamente, no venerável elevador do venerável Waldorf Astoria (tudo lá é venerável, como o leitor já notou).
    Nele, Francisco de Assis Correa de Mello, o Brigadeiro Mello, que na juventude ganhou o apelido de Mello Maluco, dadas suas loucuras acrobáticas no monomotor (Flashback rápido: corta para uma festa chique no Rio. Uma dama se aproxima e pergunta “O Senhor é que é o famoso Mello Maluco? ”. O Brigadeiro, com invejável elegância, beija a mão da Senhora e responde “Brigadeiro Francisco Mello, às suas ordens. Maluco é a puta que te pariu”).
    Voltamos para o elevador do consagrado hotel nova-iorquino. Em um dado andar entre um senhor todo empolado, com 1,40m de altura, chapéu coco, bigodinho quadrado, bengalinha de bambu, polainas – enfim, todo o aparato.
    O Brigadeiro pergunta ao seu ajudante de ordens, em alto e bom português:
    – Quem será esse bostinha?
    Chegados ao hall, o bizarro cavalheiro dá 3 passos, gira, bate os tacos e se apresenta:
    “Antônio do Passo, Consul português em Nova York, esse bostinha, às ordens. ”

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    Vergonhas Alhures e a Arte Perdida da Diplomacia

    Em tempos de Trump, vale falar sobre a esquecida arte da diplomacia.

    No Brasil, o desprestígio da diplomacia começou há tempos.

    Em uma diplomação no Instituto Rio Branco, Dilmão, que não era chegada na turma, perguntou grosseiramente “cadê a diplomação de médicos e engenheiros?”
    Pois bem, essa história foi roubada na íntegra do livro “300 Histórias do Brasil”, de Marcos de Vasconcellos, Santo Padroeiro desta coluna “Vergonhas Alhures”
    Estamos em Nova York. Mais precisamente, no venerável elevador do venerável Waldorf Astoria (tudo lá é venerável, como o leitor já notou).
    Nele, Francisco de Assis Correa de Mello, o Brigadeiro Mello, que na juventude ganhou o apelido de Mello Maluco, dadas suas loucuras acrobáticas no monomotor (Flashback rápido: corta para uma festa chique no Rio. Uma dama se aproxima e pergunta “O Senhor é que é o famoso Mello Maluco? ”. O Brigadeiro, com invejável elegância, beija a mão da Senhora e responde “Brigadeiro Francisco Mello, às suas ordens. Maluco é a puta que te pariu”).
    Voltamos para o elevador do consagrado hotel nova-iorquino. Em um dado andar entre um senhor todo empolado, com 1,40m de altura, chapéu coco, bigodinho quadrado, bengalinha de bambu, polainas – enfim, todo o aparato.
    O Brigadeiro pergunta ao seu ajudante de ordens, em alto e bom português:
    – Quem será esse bostinha?
    Chegados ao hall, o bizarro cavalheiro dá 3 passos, gira, bate os tacos e se apresenta:
    “Antônio do Passo, Consul português em Nova York, esse bostinha, às ordens. ”

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    Vergonhas Alhures e a Arte Perdida da Diplomacia

    Em tempos de Trump, vale falar sobre a esquecida arte da diplomacia.

    No Brasil, o desprestígio da diplomacia começou há tempos.

    Em uma diplomação no Instituto Rio Branco, Dilmão, que não era chegada na turma, perguntou grosseiramente “cadê a diplomação de médicos e engenheiros?”
    Pois bem, essa história foi roubada na íntegra do livro “300 Histórias do Brasil”, de Marcos de Vasconcellos, Santo Padroeiro desta coluna “Vergonhas Alhures”
    Estamos em Nova York. Mais precisamente, no venerável elevador do venerável Waldorf Astoria (tudo lá é venerável, como o leitor já notou).
    Nele, Francisco de Assis Correa de Mello, o Brigadeiro Mello, que na juventude ganhou o apelido de Mello Maluco, dadas suas loucuras acrobáticas no monomotor (Flashback rápido: corta para uma festa chique no Rio. Uma dama se aproxima e pergunta “O Senhor é que é o famoso Mello Maluco? ”. O Brigadeiro, com invejável elegância, beija a mão da Senhora e responde “Brigadeiro Francisco Mello, às suas ordens. Maluco é a puta que te pariu”).
    Voltamos para o elevador do consagrado hotel nova-iorquino. Em um dado andar entre um senhor todo empolado, com 1,40m de altura, chapéu coco, bigodinho quadrado, bengalinha de bambu, polainas – enfim, todo o aparato.
    O Brigadeiro pergunta ao seu ajudante de ordens, em alto e bom português:
    – Quem será esse bostinha?
    Chegados ao hall, o bizarro cavalheiro dá 3 passos, gira, bate os tacos e se apresenta:
    “Antônio do Passo, Consul português em Nova York, esse bostinha, às ordens. ”

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    Vergonhas Alhures – Humphrey Bogart e o Milagre da Páscoa

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    Essa eu contei no meu livro “Casablanca – A Criação de Uma Obra-Prima Involuntária do Cinema”, da Editora Estronho – que, por sinal, você já deveria ter comprado há tempos.

    Um publicista do estúdio Warner Bros. chamado Arthur Wilde recebeu um pedido simples: acompanhar o ator Humphrey Bogart até uma missa pública de Páscoa em que ele leria um trecho da Bíblia – mais especificamente “O Pai Nosso”.

     

    A missão se tornou um pouco mais complicada quando ele descobriu que o ator de “Casablanca” e “O Falcão Maltês” (e autor da frase “o problema da humanidade é que ela está três drinques atrasada”)  estava desaparecido.

    Pior: Eram 4 da manhã e ele deveria estar no ofício religioso às 7 da manhã.

    A missa ocorreria no Hollywood Bowl, o famoso estádio de Los Angeles, e havia milhares de pessoas esperando por ele.

    Wilde foi avisado pela então esposa de Bogart, Mayo Methot – que, por sinal, mais tarde enfiaria uma faca de açougueiro nas costas do marido (mas isso é outra história) – que ele não estava em nenhum ponto conhecido e Wilde  iniciou uma peregrinação às cegas  por bares, becos, botecos, bordéis – e que só  terminou na casa de um amigo do ator, onde ele jogava pôquer.

    Bogart não estava nas melhores condições de participar de uma missa pública. Ou de nenhuma outra atividade social, para dizer o mínimo.

    Estava completamente bêbado, sujo, cheirando mal e com a barba por fazer. Wilde o colocou no carro e viu ele se recompor minimamente antes de aparecer diante do público.

    O bêbado saiu do carro cambaleante, mas quem subiu ao palco – convertido em altar – para ler as palavras do Senhor era o astro. Obviamente, todos os padres e ministros presentes ao culto já tinham ouvido aquela passagem da Bíblia milhares de vezes.

    Mas Bogart emprestou tamanha força e emotividade à cada linha que, ao encerrar, não havia um olho que não estivesse banhado em lágrimas em todo o estádio.

    Quando ele saiu da vista do público, os religiosos – ainda comovidos – o cercaram para cumprimentá-lo. Mas o profissional já não estava lá. O bêbado estava de volta.

    Cercado pela maior congregação de religiosos já reunida em um mesmo backstage, Bogart só disse uma coisa aos homens emocionados vestindo seus hábitos: “Onde é que eu posso vomitar? ”.

    Enquanto milhares de fiéis comemoravam a ressureição de Cristo, ainda se sentindo tocados pela palavra do Senhor levada até eles pela mesma voz do Rick, o dono do bar no Marrocos, todos de joelhos em seus genuflexórios; Bogart também estava ajoelhado.

    Só que ele estava diante da privada colocando para fora metade da produção anual de Jack Daniels daquele ano.

    Os padres devem ter se entreolhado e considerado o fato dele ter subido ao palco inteiro e desempenhado sua função com perfeição mais um pequeno milagre da Páscoa cristã.

     

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    Vergonhas Alhures – Humphrey Bogart e o Milagre da Páscoa

    Essa eu contei no meu livro “Casablanca – A Criação de Uma Obra-Prima Involuntária do Cinema”, da Editora Estronho – que, por sinal, você já deveria ter comprado há tempos.

    Um publicista do estúdio Warner Bros. chamado Arthur Wilde recebeu um pedido simples: acompanhar o ator Humphrey Bogart até uma missa pública de Páscoa em que ele leria um trecho da Bíblia – mais especificamente “O Pai Nosso”.

     

    A missão se tornou um pouco mais complicada quando ele descobriu que o ator de “Casablanca” e “O Falcão Maltês” (e autor da frase “o problema da humanidade é que ela está três drinques atrasada”)  estava desaparecido.

    Pior: Eram 4 da manhã e ele deveria estar no ofício religioso às 7 da manhã.

    A missa ocorreria no Hollywood Bowl, o famoso estádio de Los Angeles, e havia milhares de pessoas esperando por ele.

    Wilde foi avisado pela então esposa de Bogart, Mayo Methot – que, por sinal, mais tarde enfiaria uma faca de açougueiro nas costas do marido (mas isso é outra história) – que ele não estava em nenhum ponto conhecido e Wilde  iniciou uma peregrinação às cegas  por bares, becos, botecos, bordéis – e que só  terminou na casa de um amigo do ator, onde ele jogava pôquer.

    Bogart não estava nas melhores condições de participar de uma missa pública. Ou de nenhuma outra atividade social, para dizer o mínimo.

    Estava completamente bêbado, sujo, cheirando mal e com a barba por fazer. Wilde o colocou no carro e viu ele se recompor minimamente antes de aparecer diante do público.

    O bêbado saiu do carro cambaleante, mas quem subiu ao palco – convertido em altar – para ler as palavras do Senhor era o astro. Obviamente, todos os padres e ministros presentes ao culto já tinham ouvido aquela passagem da Bíblia milhares de vezes.

    Mas Bogart emprestou tamanha força e emotividade à cada linha que, ao encerrar, não havia um olho que não estivesse banhado em lágrimas em todo o estádio.

    Quando ele saiu da vista do público, os religiosos – ainda comovidos – o cercaram para cumprimentá-lo. Mas o profissional já não estava lá. O bêbado estava de volta.

    Cercado pela maior congregação de religiosos já reunida em um mesmo backstage, Bogart só disse uma coisa aos homens emocionados vestindo seus hábitos: “Onde é que eu posso vomitar? ”.

    Enquanto milhares de fiéis comemoravam a ressureição de Cristo, ainda se sentindo tocados pela palavra do Senhor levada até eles pela mesma voz do Rick, o dono do bar no Marrocos, todos de joelhos em seus genuflexórios; Bogart também estava ajoelhado.

    Só que ele estava diante da privada colocando para fora metade da produção anual de Jack Daniels daquele ano.

    Os padres devem ter se entreolhado e considerado o fato dele ter subido ao palco inteiro e desempenhado sua função com perfeição mais um pequeno milagre da Páscoa cristã.

     

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    Vergonhas Alhures – Humphrey Bogart e o Milagre da Páscoa

    Essa eu contei no meu livro “Casablanca – A Criação de Uma Obra-Prima Involuntária do Cinema”, da Editora Estronho – que, por sinal, você já deveria ter comprado há tempos.

    Um publicista do estúdio Warner Bros. chamado Arthur Wilde recebeu um pedido simples: acompanhar o ator Humphrey Bogart até uma missa pública de Páscoa em que ele leria um trecho da Bíblia – mais especificamente “O Pai Nosso”.

     

    A missão se tornou um pouco mais complicada quando ele descobriu que o ator de “Casablanca” e “O Falcão Maltês” (e autor da frase “o problema da humanidade é que ela está três drinques atrasada”)  estava desaparecido.

    Pior: Eram 4 da manhã e ele deveria estar no ofício religioso às 7 da manhã.

    A missa ocorreria no Hollywood Bowl, o famoso estádio de Los Angeles, e havia milhares de pessoas esperando por ele.

    Wilde foi avisado pela então esposa de Bogart, Mayo Methot – que, por sinal, mais tarde enfiaria uma faca de açougueiro nas costas do marido (mas isso é outra história) – que ele não estava em nenhum ponto conhecido e Wilde  iniciou uma peregrinação às cegas  por bares, becos, botecos, bordéis – e que só  terminou na casa de um amigo do ator, onde ele jogava pôquer.

    Bogart não estava nas melhores condições de participar de uma missa pública. Ou de nenhuma outra atividade social, para dizer o mínimo.

    Estava completamente bêbado, sujo, cheirando mal e com a barba por fazer. Wilde o colocou no carro e viu ele se recompor minimamente antes de aparecer diante do público.

    O bêbado saiu do carro cambaleante, mas quem subiu ao palco – convertido em altar – para ler as palavras do Senhor era o astro. Obviamente, todos os padres e ministros presentes ao culto já tinham ouvido aquela passagem da Bíblia milhares de vezes.

    Mas Bogart emprestou tamanha força e emotividade à cada linha que, ao encerrar, não havia um olho que não estivesse banhado em lágrimas em todo o estádio.

    Quando ele saiu da vista do público, os religiosos – ainda comovidos – o cercaram para cumprimentá-lo. Mas o profissional já não estava lá. O bêbado estava de volta.

    Cercado pela maior congregação de religiosos já reunida em um mesmo backstage, Bogart só disse uma coisa aos homens emocionados vestindo seus hábitos: “Onde é que eu posso vomitar? ”.

    Enquanto milhares de fiéis comemoravam a ressureição de Cristo, ainda se sentindo tocados pela palavra do Senhor levada até eles pela mesma voz do Rick, o dono do bar no Marrocos, todos de joelhos em seus genuflexórios; Bogart também estava ajoelhado.

    Só que ele estava diante da privada colocando para fora metade da produção anual de Jack Daniels daquele ano.

    Os padres devem ter se entreolhado e considerado o fato dele ter subido ao palco inteiro e desempenhado sua função com perfeição mais um pequeno milagre da Páscoa cristã.

     

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    Vergonhas Alhures: Tom Jobim e Brigitte Bardot

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    Essa história me foi contada por uma insuspeita testemunha ocular: Roberto Quartin – Genial produtor musical, grande contador de histórias, ex-namorado de Claudia Cardinale, uma das mãos invisíveis sobre o primeiro e clássico álbum que reuniu Sinatra e Jobim, o homem a quem Frank Sinatra confiou cópias de toda a sua produção musical (o que fazia a caçula do cantor, Tina Sinatra, recorrer a ele quando precisava de alguma canção ou concerto perdidos) e – modestamente – prefaciador do meu livro sobre Sinatra.
    A história já apareceu em um livro do Ruy Castro – “A Onda Que Se Ergueu No Mar” – mas devidamente editada e higienizada. A versão que Bob me confidenciou aparece aqui na íntegra pela primeira vez.
    Serve como homenagem aos 90 anos do Maestro, que se completam esta semana.
    Brigitte Bardot visita Tom Jobim em sua casa na rua Barão da Torre em Ipanema. Tom a recebe como se recebe uma deusa: fazendo charme, caprichando no biquinho ao falar francês, tocando canções para ela olhos nos olhos.
    A então esposa de Tom, Teresa, reagiu como age a esposa de alguém que vê o marido assediado por uma estrela: ficou p da vida e sumiu no segundo andar da casa. As visitas, sentindo o clima entre os dois, foram sumindo. Bob se preparava para desaparecer também, mas Tom o interrompeu “Fica aí que vou levar a Brigitte em Copacabana e volto em quinze minutos”. Bob não acreditou, mas achou grosseiro abandonar a casa vazia.
    Em quinze minutos, para sua surpresa, Tom estava de volta.
    E ainda explicou: “Sabe, Bob, essas coisas são complicadas. Você tem que tirar a roupa, ficar todo suado, fazer a mulher gozar, suja o pau, volta pra casa e ainda tem que ficar inventando mentira para a mulher. Não tenho mais idade para isso não”.
    Seguiram a noite como se fosse a coisa mais normal do mundo dizer não a Brigitte Bardot.

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    Vergonhas Alhures: Tom Jobim e Brigitte Bardot

    Essa história me foi contada por uma insuspeita testemunha ocular: Roberto Quartin – Genial produtor musical, grande contador de histórias, ex-namorado de Claudia Cardinale, uma das mãos invisíveis sobre o primeiro e clássico álbum que reuniu Sinatra e Jobim, o homem a quem Frank Sinatra confiou cópias de toda a sua produção musical (o que fazia a caçula do cantor, Tina Sinatra, recorrer a ele quando precisava de alguma canção ou concerto perdidos) e – modestamente – prefaciador do meu livro sobre Sinatra.
    A história já apareceu em um livro do Ruy Castro – “A Onda Que Se Ergueu No Mar” – mas devidamente editada e higienizada. A versão que Bob me confidenciou aparece aqui na íntegra pela primeira vez.
    Serve como homenagem aos 90 anos do Maestro, que se completam esta semana.
    Brigitte Bardot visita Tom Jobim em sua casa na rua Barão da Torre em Ipanema. Tom a recebe como se recebe uma deusa: fazendo charme, caprichando no biquinho ao falar francês, tocando canções para ela olhos nos olhos.
    A então esposa de Tom, Teresa, reagiu como age a esposa de alguém que vê o marido assediado por uma estrela: ficou p da vida e sumiu no segundo andar da casa. As visitas, sentindo o clima entre os dois, foram sumindo. Bob se preparava para desaparecer também, mas Tom o interrompeu “Fica aí que vou levar a Brigitte em Copacabana e volto em quinze minutos”. Bob não acreditou, mas achou grosseiro abandonar a casa vazia.
    Em quinze minutos, para sua surpresa, Tom estava de volta.
    E ainda explicou: “Sabe, Bob, essas coisas são complicadas. Você tem que tirar a roupa, ficar todo suado, fazer a mulher gozar, suja o pau, volta pra casa e ainda tem que ficar inventando mentira para a mulher. Não tenho mais idade para isso não”.
    Seguiram a noite como se fosse a coisa mais normal do mundo dizer não a Brigitte Bardot.

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    A história já apareceu em um livro do Ruy Castro – “A Onda Que Se Ergueu No Mar” – mas devidamente editada e higienizada. A versão que Bob me confidenciou aparece aqui na íntegra pela primeira vez.
    Serve como homenagem aos 90 anos do Maestro, que se completam esta semana.
    Brigitte Bardot visita Tom Jobim em sua casa na rua Barão da Torre em Ipanema. Tom a recebe como se recebe uma deusa: fazendo charme, caprichando no biquinho ao falar francês, tocando canções para ela olhos nos olhos.
    A então esposa de Tom, Teresa, reagiu como age a esposa de alguém que vê o marido assediado por uma estrela: ficou p da vida e sumiu no segundo andar da casa. As visitas, sentindo o clima entre os dois, foram sumindo. Bob se preparava para desaparecer também, mas Tom o interrompeu “Fica aí que vou levar a Brigitte em Copacabana e volto em quinze minutos”. Bob não acreditou, mas achou grosseiro abandonar a casa vazia.
    Em quinze minutos, para sua surpresa, Tom estava de volta.
    E ainda explicou: “Sabe, Bob, essas coisas são complicadas. Você tem que tirar a roupa, ficar todo suado, fazer a mulher gozar, suja o pau, volta pra casa e ainda tem que ficar inventando mentira para a mulher. Não tenho mais idade para isso não”.
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    Vergonhas Alhures – Hoje estrelando Charles Bronson

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    O Filme é “Amigos, Sempre Amigos”, de 1991 (City Slickers, no original).
    Nele, um grupo de três amigos, em plena crise de meia-idade, decide fazer um passeio pelo Novo México no estilo de vida dos vaqueiros. É lá que encontram um velho cowboy durão, Curly, que os ensina uma coisa ou duas sobre a vida.

    A única opção dos produtores para o papel é Jack Palance.

    Palance é um dos mais terríveis vilões dos filmes dos anos 1950. Deus, ele é o pesadelo encarnado de Shane – Alan Ladd em “Os Brutos Também Amam”!!!

    Quem melhor para encarnar um pistoleiro típico de matinê de bang-bang?

    No primeiro encontro para discutir City Slickers, o vilão das telas mostra-se um homem culto e classudo. Mas recusa o papel. Diz que amou o roteiro, mas o período de filmagem conflita com outro compromisso já assumido.

    O grupo por trás da produção – o diretor Ron Underwood e o ator Billy Crystal – recorre ao plano B. Alguém tão intimidador quanto Palance: Ninguém menos que Charles Bronson.

    O roteiro é enviado para o agente do ator e, no dia seguinte, Crystal é informado de que receberá um telefonema de Bronson em pessoa. O telefone toca na hora marcada e Crystal atende. – Foda-se – diz a voz inconfundível do implacável matador de centenas de filmes. Billy não sabe se ele está brincando, se é uma ameaça – quem diabos responde a uma oferta de trabalho com um “Foda-se”? Antes que Crystal possa se refazer, Bronson ataca novamente: – Foda-se. Eu morro na página 64!! Como é que você me manda um troço destes? Você é muito atrevido! Eu não morro nos meus filmes!
    – Sr. Bronson – diz Crystal, tentando acalmar alguém que naquele momento mais parece o justiceiro de Desejo de Matar do que um ator convidado para um trabalho – eu lamento que o senhor pense desta forma. É um grande papel.

    – Não. Não é. Eu morro na página 64 – diz Bronson e desliga na cara de Crystal.
    O resto é história.
    Palance gostou tanto do roteiro que saiu do outro projeto para entrar no filme. Jack Palance levou o Oscar de melhor ator coadjuvante. Ao subir no palco para receber a estatueta, fez o que nenhum ator tinha feito antes: comemorou fazendo flexões – usando apenas um dos braços – e isso aos 73 anos!

    Billy Cristal contou em suas memórias: “Eu só conseguia imaginar no que Charles Bronson estava pensando quando foi dormir naquela noite”.
    No roteiro da vida real, Bronson morreu no capítulo em que completava 81 anos, em 30 de agosto de 2003.
    Sem nunca mais ter falado com Billy Cristal.
    Sem nunca ganhar um  Oscar.
    Possivelmente sem mandar outro produtor se fuder (se bem que aqui estou apenas especulando)
    Mas, em compensação, geralmente chegando vivo ao The End das telas.

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    O Filme é “Amigos, Sempre Amigos”, de 1991 (City Slickers, no original).
    Nele, um grupo de três amigos, em plena crise de meia-idade, decide fazer um passeio pelo Novo México no estilo de vida dos vaqueiros. É lá que encontram um velho cowboy durão, Curly, que os ensina uma coisa ou duas sobre a vida.

    A única opção dos produtores para o papel é Jack Palance.

    Palance é um dos mais terríveis vilões dos filmes dos anos 1950. Deus, ele é o pesadelo encarnado de Shane – Alan Ladd em “Os Brutos Também Amam”!!!

    Quem melhor para encarnar um pistoleiro típico de matinê de bang-bang?

    No primeiro encontro para discutir City Slickers, o vilão das telas mostra-se um homem culto e classudo. Mas recusa o papel. Diz que amou o roteiro, mas o período de filmagem conflita com outro compromisso já assumido.

    O grupo por trás da produção – o diretor Ron Underwood e o ator Billy Crystal – recorre ao plano B. Alguém tão intimidador quanto Palance: Ninguém menos que Charles Bronson.

    O roteiro é enviado para o agente do ator e, no dia seguinte, Crystal é informado de que receberá um telefonema de Bronson em pessoa. O telefone toca na hora marcada e Crystal atende. – Foda-se – diz a voz inconfundível do implacável matador de centenas de filmes. Billy não sabe se ele está brincando, se é uma ameaça – quem diabos responde a uma oferta de trabalho com um “Foda-se”? Antes que Crystal possa se refazer, Bronson ataca novamente: – Foda-se. Eu morro na página 64!! Como é que você me manda um troço destes? Você é muito atrevido! Eu não morro nos meus filmes!
    – Sr. Bronson – diz Crystal, tentando acalmar alguém que naquele momento mais parece o justiceiro de Desejo de Matar do que um ator convidado para um trabalho – eu lamento que o senhor pense desta forma. É um grande papel.

    – Não. Não é. Eu morro na página 64 – diz Bronson e desliga na cara de Crystal.
    O resto é história.
    Palance gostou tanto do roteiro que saiu do outro projeto para entrar no filme. Jack Palance levou o Oscar de melhor ator coadjuvante. Ao subir no palco para receber a estatueta, fez o que nenhum ator tinha feito antes: comemorou fazendo flexões – usando apenas um dos braços – e isso aos 73 anos!

    Billy Cristal contou em suas memórias: “Eu só conseguia imaginar no que Charles Bronson estava pensando quando foi dormir naquela noite”.
    No roteiro da vida real, Bronson morreu no capítulo em que completava 81 anos, em 30 de agosto de 2003.
    Sem nunca mais ter falado com Billy Cristal.
    Sem nunca ganhar um  Oscar.
    Possivelmente sem mandar outro produtor se fuder (se bem que aqui estou apenas especulando)
    Mas, em compensação, geralmente chegando vivo ao The End das telas.

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    O Filme é “Amigos, Sempre Amigos”, de 1991 (City Slickers, no original).
    Nele, um grupo de três amigos, em plena crise de meia-idade, decide fazer um passeio pelo Novo México no estilo de vida dos vaqueiros. É lá que encontram um velho cowboy durão, Curly, que os ensina uma coisa ou duas sobre a vida.

    A única opção dos produtores para o papel é Jack Palance.

    Palance é um dos mais terríveis vilões dos filmes dos anos 1950. Deus, ele é o pesadelo encarnado de Shane – Alan Ladd em “Os Brutos Também Amam”!!!

    Quem melhor para encarnar um pistoleiro típico de matinê de bang-bang?

    No primeiro encontro para discutir City Slickers, o vilão das telas mostra-se um homem culto e classudo. Mas recusa o papel. Diz que amou o roteiro, mas o período de filmagem conflita com outro compromisso já assumido.

    O grupo por trás da produção – o diretor Ron Underwood e o ator Billy Crystal – recorre ao plano B. Alguém tão intimidador quanto Palance: Ninguém menos que Charles Bronson.

    O roteiro é enviado para o agente do ator e, no dia seguinte, Crystal é informado de que receberá um telefonema de Bronson em pessoa. O telefone toca na hora marcada e Crystal atende. – Foda-se – diz a voz inconfundível do implacável matador de centenas de filmes. Billy não sabe se ele está brincando, se é uma ameaça – quem diabos responde a uma oferta de trabalho com um “Foda-se”? Antes que Crystal possa se refazer, Bronson ataca novamente: – Foda-se. Eu morro na página 64!! Como é que você me manda um troço destes? Você é muito atrevido! Eu não morro nos meus filmes!
    – Sr. Bronson – diz Crystal, tentando acalmar alguém que naquele momento mais parece o justiceiro de Desejo de Matar do que um ator convidado para um trabalho – eu lamento que o senhor pense desta forma. É um grande papel.

    – Não. Não é. Eu morro na página 64 – diz Bronson e desliga na cara de Crystal.
    O resto é história.
    Palance gostou tanto do roteiro que saiu do outro projeto para entrar no filme. Jack Palance levou o Oscar de melhor ator coadjuvante. Ao subir no palco para receber a estatueta, fez o que nenhum ator tinha feito antes: comemorou fazendo flexões – usando apenas um dos braços – e isso aos 73 anos!

    Billy Cristal contou em suas memórias: “Eu só conseguia imaginar no que Charles Bronson estava pensando quando foi dormir naquela noite”.
    No roteiro da vida real, Bronson morreu no capítulo em que completava 81 anos, em 30 de agosto de 2003.
    Sem nunca mais ter falado com Billy Cristal.
    Sem nunca ganhar um  Oscar.
    Possivelmente sem mandar outro produtor se fuder (se bem que aqui estou apenas especulando)
    Mas, em compensação, geralmente chegando vivo ao The End das telas.

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    Vergonhas Alhures – com Vinicius de Moraes

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    Em 1983, Marcos de Vasconcellos – jornalista, arquiteto e insuperável contador de causos – publicou o livro “300 Histórias do Brasil – Pequenas Vergonhas”. Com ele, o mineiro radicado no Rio antecipava em décadas a expressão hoje arraigada indelevelmente no vocabulário nacional, a tal “vergonha alheia”.
    Esta seção, que chamaremos provisoriamente de “Vergonhas Alhures”, resgata o espírito do livro.
    São Marcos, reze por nós, que lá vou eu.
    Vai a primeira, contada por José Castello na biografia de Vinicius de Moraes.
    Estamos em 1975. Uma repórter de Salvador, que o biógrafo define como “esforçada, mas perdida” consegue uma entrevista com o poeta.
    A entrevista está enchendo o saco do poeta.
    Dado momento, ela saca a clássica “Como o Senhor, que é um poeta romântico, define a liberdade?”.
    Vinicius para. Olha para o vazio, como quem busca uma resposta definitiva para a questão que já intrigou poetas e filósofos. Reflete. A repórter aguarda ansiosa. Finalmente, vai conseguir arrancar do poeta uma frase definitiva, uma declaração que fará sua carreira, que estampará a primeira página do jornal. A frase que será citada para sempre, associada eternamente àquele momento.
    Vinicius olha nos olhos da repórter. Ela prende a respiração e prepara a caneta que registrará aquele momento de sabedoria.
    Vinicius então responde: “Liberdade é poder cagar de porta aberta”.
    A moça, emputecida, encerra a entrevista e provavelmente a carreira.

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    Vergonhas Alhures – com Vinicius de Moraes

    Em 1983, Marcos de Vasconcellos – jornalista, arquiteto e insuperável contador de causos – publicou o livro “300 Histórias do Brasil – Pequenas Vergonhas”. Com ele, o mineiro radicado no Rio antecipava em décadas a expressão hoje arraigada indelevelmente no vocabulário nacional, a tal “vergonha alheia”.
    Esta seção, que chamaremos provisoriamente de “Vergonhas Alhures”, resgata o espírito do livro.
    São Marcos, reze por nós, que lá vou eu.
    Vai a primeira, contada por José Castello na biografia de Vinicius de Moraes.
    Estamos em 1975. Uma repórter de Salvador, que o biógrafo define como “esforçada, mas perdida” consegue uma entrevista com o poeta.
    A entrevista está enchendo o saco do poeta.
    Dado momento, ela saca a clássica “Como o Senhor, que é um poeta romântico, define a liberdade?”.
    Vinicius para. Olha para o vazio, como quem busca uma resposta definitiva para a questão que já intrigou poetas e filósofos. Reflete. A repórter aguarda ansiosa. Finalmente, vai conseguir arrancar do poeta uma frase definitiva, uma declaração que fará sua carreira, que estampará a primeira página do jornal. A frase que será citada para sempre, associada eternamente àquele momento.
    Vinicius olha nos olhos da repórter. Ela prende a respiração e prepara a caneta que registrará aquele momento de sabedoria.
    Vinicius então responde: “Liberdade é poder cagar de porta aberta”.
    A moça, emputecida, encerra a entrevista e provavelmente a carreira.

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    Em 1983, Marcos de Vasconcellos – jornalista, arquiteto e insuperável contador de causos – publicou o livro “300 Histórias do Brasil – Pequenas Vergonhas”. Com ele, o mineiro radicado no Rio antecipava em décadas a expressão hoje arraigada indelevelmente no vocabulário nacional, a tal “vergonha alheia”.
    Esta seção, que chamaremos provisoriamente de “Vergonhas Alhures”, resgata o espírito do livro.
    São Marcos, reze por nós, que lá vou eu.
    Vai a primeira, contada por José Castello na biografia de Vinicius de Moraes.
    Estamos em 1975. Uma repórter de Salvador, que o biógrafo define como “esforçada, mas perdida” consegue uma entrevista com o poeta.
    A entrevista está enchendo o saco do poeta.
    Dado momento, ela saca a clássica “Como o Senhor, que é um poeta romântico, define a liberdade?”.
    Vinicius para. Olha para o vazio, como quem busca uma resposta definitiva para a questão que já intrigou poetas e filósofos. Reflete. A repórter aguarda ansiosa. Finalmente, vai conseguir arrancar do poeta uma frase definitiva, uma declaração que fará sua carreira, que estampará a primeira página do jornal. A frase que será citada para sempre, associada eternamente àquele momento.
    Vinicius olha nos olhos da repórter. Ela prende a respiração e prepara a caneta que registrará aquele momento de sabedoria.
    Vinicius então responde: “Liberdade é poder cagar de porta aberta”.
    A moça, emputecida, encerra a entrevista e provavelmente a carreira.

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