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  • EU ACHO QUE ACHO DEMAIS, POR ISSO ACHO QUE É HORA DE PARAR DE ACHAR

    Aran2

    Sexta-feira, 26 de maio

    Encontro Irso, meu vizinho energúmeno, alegre e saltitante pelo corredor do edifício Aquarius.

    Tacamos fogo em três ministérios! Agora o golpista cai!“, grita ele, ainda vestido de vermelho depois de passar três dias num ônibus pra Brasília.

    Tento explicar ao imbecil que isso foi um tremendo tiro no pé.

    Isso foi um tremendo tiro no pé, imbecil“, digo, polidamente.

    Irso se emputece.

    Você é um defensor de vidraças! É uma violência simbólica contra as coisas e, além disso, não é você que vive falando que a arquitetura do Niemeyer é uma bosta?”

    Sim, é uma bosta mesmo. Acho que é uma arquitetura feita para burocratas corruptos. Acho que Brasília estimula a roubalheira. E acho que é feia pra cacete. Acho até que a cidade seria mais útil se virasse uma prisão de segurança máxima, igual em “Fuga de Nova York. Mas sem o Cobra Plissken pra salvar o presidente. Aliás, também acho que o Michel Temer é um horror e tem mais é que se ferrar.

    Por outro lado, também acho que tacar fogo em prédio construído com o MEU dinheiro não é assim tão bacana. E acho ainda que a dupla sertaneja Sueslley e Moeslley (acho que é isso) não merece nenhuma confiança. Acho até os que dois bucaneiros estão amando. Amando de alguém, não sei quem. E eu sei que achar esse tipo de coisa é bem complicado, porque você fica achando junto com gente que acha umas coisas que não quer achar

    E olha que eu também acho que, sim, o Ministério Público está passando dos limites e atropelando a democracia. Embora, também ache que não dá pra achar escritura de patrimônio oculto para “provar” roubo.

    Enfim, acho que eu acho demais e por isso acho que eu deveria achar menos do que acho.

    Por isso, decidi ficar meio longe do Twitter, que é minha rede social favorita, mas que quase sempre faz a gente se comportar feito idiota, escrevendo bobagens com o fígado, em vez de usar o cérebro.

    Sei que sou o maior intelectual progressista desse país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e do Thammy Gretchen, mas vou refletir um pouco antes de sair achando por aí. 

    Segunda-feira, se ainda existir país, o Diário está de volta.  Eu acho.

     

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    EU ACHO QUE ACHO DEMAIS, POR ISSO ACHO QUE É HORA DE PARAR DE ACHAR

    Sexta-feira, 26 de maio

    Encontro Irso, meu vizinho energúmeno, alegre e saltitante pelo corredor do edifício Aquarius.

    Tacamos fogo em três ministérios! Agora o golpista cai!“, grita ele, ainda vestido de vermelho depois de passar três dias num ônibus pra Brasília.

    Tento explicar ao imbecil que isso foi um tremendo tiro no pé.

    Isso foi um tremendo tiro no pé, imbecil“, digo, polidamente.

    Irso se emputece.

    Você é um defensor de vidraças! É uma violência simbólica contra as coisas e, além disso, não é você que vive falando que a arquitetura do Niemeyer é uma bosta?”

    Sim, é uma bosta mesmo. Acho que é uma arquitetura feita para burocratas corruptos. Acho que Brasília estimula a roubalheira. E acho que é feia pra cacete. Acho até que a cidade seria mais útil se virasse uma prisão de segurança máxima, igual em “Fuga de Nova York. Mas sem o Cobra Plissken pra salvar o presidente. Aliás, também acho que o Michel Temer é um horror e tem mais é que se ferrar.

    Por outro lado, também acho que tacar fogo em prédio construído com o MEU dinheiro não é assim tão bacana. E acho ainda que a dupla sertaneja Sueslley e Moeslley (acho que é isso) não merece nenhuma confiança. Acho até os que dois bucaneiros estão amando. Amando de alguém, não sei quem. E eu sei que achar esse tipo de coisa é bem complicado, porque você fica achando junto com gente que acha umas coisas que não quer achar

    E olha que eu também acho que, sim, o Ministério Público está passando dos limites e atropelando a democracia. Embora, também ache que não dá pra achar escritura de patrimônio oculto para “provar” roubo.

    Enfim, acho que eu acho demais e por isso acho que eu deveria achar menos do que acho.

    Por isso, decidi ficar meio longe do Twitter, que é minha rede social favorita, mas que quase sempre faz a gente se comportar feito idiota, escrevendo bobagens com o fígado, em vez de usar o cérebro.

    Sei que sou o maior intelectual progressista desse país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e do Thammy Gretchen, mas vou refletir um pouco antes de sair achando por aí. 

    Segunda-feira, se ainda existir país, o Diário está de volta.  Eu acho.

     

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    Sexta-feira, 26 de maio

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    Tento explicar ao imbecil que isso foi um tremendo tiro no pé.

    Isso foi um tremendo tiro no pé, imbecil“, digo, polidamente.

    Irso se emputece.

    Você é um defensor de vidraças! É uma violência simbólica contra as coisas e, além disso, não é você que vive falando que a arquitetura do Niemeyer é uma bosta?”

    Sim, é uma bosta mesmo. Acho que é uma arquitetura feita para burocratas corruptos. Acho que Brasília estimula a roubalheira. E acho que é feia pra cacete. Acho até que a cidade seria mais útil se virasse uma prisão de segurança máxima, igual em “Fuga de Nova York. Mas sem o Cobra Plissken pra salvar o presidente. Aliás, também acho que o Michel Temer é um horror e tem mais é que se ferrar.

    Por outro lado, também acho que tacar fogo em prédio construído com o MEU dinheiro não é assim tão bacana. E acho ainda que a dupla sertaneja Sueslley e Moeslley (acho que é isso) não merece nenhuma confiança. Acho até os que dois bucaneiros estão amando. Amando de alguém, não sei quem. E eu sei que achar esse tipo de coisa é bem complicado, porque você fica achando junto com gente que acha umas coisas que não quer achar

    E olha que eu também acho que, sim, o Ministério Público está passando dos limites e atropelando a democracia. Embora, também ache que não dá pra achar escritura de patrimônio oculto para “provar” roubo.

    Enfim, acho que eu acho demais e por isso acho que eu deveria achar menos do que acho.

    Por isso, decidi ficar meio longe do Twitter, que é minha rede social favorita, mas que quase sempre faz a gente se comportar feito idiota, escrevendo bobagens com o fígado, em vez de usar o cérebro.

    Sei que sou o maior intelectual progressista desse país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e do Thammy Gretchen, mas vou refletir um pouco antes de sair achando por aí. 

    Segunda-feira, se ainda existir país, o Diário está de volta.  Eu acho.

     

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    TODOS OS FASCISTAS QUE EXISTEM NO BRASIL

    Aran5

    Quinta-feira, 25 de maio

    Listando os vários tipos de fascistas que o Brasil tem.

    Fascista de direita, fascista de esquerda, fascista bolsomínion, fascista black bloc, fascista blogueiro, fascista tuiteiro, fascista faceiro, fascista açougueiro.

    Fascista sindicalista, fascista patronal, fascista progressista, fascista integralista, fascista populista, fascista colunista, fascista humorista, fascista jornalista.

    Fascista cracolândia, fascista Disneylândia, fascista do Leblon, fascista da Paulista, fascista de Brasília, fascista de mercedes, fascista de busão, fascista com revólver, fascista com rojão, fascista com capuz, fascista sem apoio, fascista que seduz.

    Fascista de PM, fascista SS, fascista Odebrecht, fascista OAS, fascista do Paulinho, fascista do Guilherme, fascista MPB, fascista rock’n’roll, fascista que diz “mano”, fascista que diz “brôu”.

    Fascista artista, fascista ator, fascista de novela, fascista de talk show, fascista global, fascista SBT, fascista Band, fascista Rede TV.

    Fascista feminista, fascista machista, fascista gay, fascista trans, fascista crente, fascista católico, fascista padre, fascista homofóbico, fascista com turbante, fascista com trancinha, fascista blonde ambition, fascista bacaninha.

    Fascista lulista, fascista temerista, fascista psolista, fascista tucano, fascista anta, fascista burro, fascista jumento, fascista porco, fascista cavalo, fascista paca.

     

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    Fascista sindicalista, fascista patronal, fascista progressista, fascista integralista, fascista populista, fascista colunista, fascista humorista, fascista jornalista.

    Fascista cracolândia, fascista Disneylândia, fascista do Leblon, fascista da Paulista, fascista de Brasília, fascista de mercedes, fascista de busão, fascista com revólver, fascista com rojão, fascista com capuz, fascista sem apoio, fascista que seduz.

    Fascista de PM, fascista SS, fascista Odebrecht, fascista OAS, fascista do Paulinho, fascista do Guilherme, fascista MPB, fascista rock’n’roll, fascista que diz “mano”, fascista que diz “brôu”.

    Fascista artista, fascista ator, fascista de novela, fascista de talk show, fascista global, fascista SBT, fascista Band, fascista Rede TV.

    Fascista feminista, fascista machista, fascista gay, fascista trans, fascista crente, fascista católico, fascista padre, fascista homofóbico, fascista com turbante, fascista com trancinha, fascista blonde ambition, fascista bacaninha.

    Fascista lulista, fascista temerista, fascista psolista, fascista tucano, fascista anta, fascista burro, fascista jumento, fascista porco, fascista cavalo, fascista paca.

     

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    Fascista sindicalista, fascista patronal, fascista progressista, fascista integralista, fascista populista, fascista colunista, fascista humorista, fascista jornalista.

    Fascista cracolândia, fascista Disneylândia, fascista do Leblon, fascista da Paulista, fascista de Brasília, fascista de mercedes, fascista de busão, fascista com revólver, fascista com rojão, fascista com capuz, fascista sem apoio, fascista que seduz.

    Fascista de PM, fascista SS, fascista Odebrecht, fascista OAS, fascista do Paulinho, fascista do Guilherme, fascista MPB, fascista rock’n’roll, fascista que diz “mano”, fascista que diz “brôu”.

    Fascista artista, fascista ator, fascista de novela, fascista de talk show, fascista global, fascista SBT, fascista Band, fascista Rede TV.

    Fascista feminista, fascista machista, fascista gay, fascista trans, fascista crente, fascista católico, fascista padre, fascista homofóbico, fascista com turbante, fascista com trancinha, fascista blonde ambition, fascista bacaninha.

    Fascista lulista, fascista temerista, fascista psolista, fascista tucano, fascista anta, fascista burro, fascista jumento, fascista porco, fascista cavalo, fascista paca.

     

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    JANOT GRAMPEOU MEU TELEFONE E ME OUVIU FALANDO COM TEMER E PAPA FRANCISCO

    Aran3

    Terça-feira, 23 de maio

    Ouço um click no telefone e uma voz ao fundo: “Na escuta. Meliante grampeado, prossigo?”.

    Temo que eu esteja sendo ouvido pelo duvidoso Rodrigo Janot. O Procurador da República está sempre procurando alguma coisa. Procurando encrenca, procurando tu ou procurando sarna pra se coçar.

    Como sou o intelectual progressista mais influente do país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e da Gretchen, recebo muitas ligações importantes e certamente alguma delas pode me comprometer.

    Ontem mesmo o telefone tocou e era o Michel Temer.

    “Sei-lo-ei que você é quem está oculto-lhe por trás dessas maquinações que mo-o atingem!”, disse o quase futuro ex-presidente. “Mas resis-ti-lo-ei, biltre, e Marcela, a espevitada Mamá, jamais ser-lhe-á sua, pérfido conspirador!”

    Assegurei a Semi Ex-Vossa Excelência que não tenho nada a ver com o peixe e o que o problema dele são os dois açougueiros sertanejos, Wesley e Elvospresley, em conluio com o Janota.

    Nem bem o Michel desliga e o telefone toca de novo. É o Papa Francisco.

    “Hola, querido, amén”, diz Sua Santidade no Santo Telefone do Vaticano. “Escucha, tengo un problema. El presidente estadounidense Donaldo Trumpo quiere hablar conmigo, pero no quiero recibirlo en mi casa! Qué hago, Aran?”

    Digo ao Chico (somos íntimos) pra ele ficar sussa e que El Trumpo é igualzinho aos populistas que ele tão bem conhece: Néstor Kirchner e Senhora, Nicolás Maduro, Lula, enfim, essas bostas todas.

    Papa Francisco desliga, aliviado, e eu peço a ele para dar por mim um beijo na Melania, a endiabrada Memé. O problema é que ele já tinha desligado o telefone, então fiquei falando sozinho. A construção de frases prega muitas peças na gente.

     

    Quarta-feira, 24 de maio

    Sim, estão me gravando! Agora tenho certeza! Peguei o telefone hoje de manhã e ouvi claramente uma voz dizendo.

    “Pô, esse café tá frio, cacete! Pede pro Joesley passar um novo!”

    Preocupado, eu falei “alô, alô, alô”. E a voz mudou imediatamente de tom.

    “Hã? Hein? Ah… Bom dia, seu Aran. É… hum… olha, aqui é da companhia telefônica. A senhor não não estaria interessado em estar adquirindo um kit-picanha entregue todo mês em sua residência? A garantia é Friboi!”

    Mandei o meganha enfiar a picanha no rabo, mas depois pedi as devidas desculpas pelo palavreado chulo, como se fosse um Aécio Neves.

    O maior inimigo de um homem é ele mesmo. É uma pena que Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Janot não conheçam essa verdade.

    Ou talvez não seja uma pena. Vamos ver.

     

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    JANOT GRAMPEOU MEU TELEFONE E ME OUVIU FALANDO COM TEMER E PAPA FRANCISCO

    Terça-feira, 23 de maio

    Ouço um click no telefone e uma voz ao fundo: “Na escuta. Meliante grampeado, prossigo?”.

    Temo que eu esteja sendo ouvido pelo duvidoso Rodrigo Janot. O Procurador da República está sempre procurando alguma coisa. Procurando encrenca, procurando tu ou procurando sarna pra se coçar.

    Como sou o intelectual progressista mais influente do país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e da Gretchen, recebo muitas ligações importantes e certamente alguma delas pode me comprometer.

    Ontem mesmo o telefone tocou e era o Michel Temer.

    “Sei-lo-ei que você é quem está oculto-lhe por trás dessas maquinações que mo-o atingem!”, disse o quase futuro ex-presidente. “Mas resis-ti-lo-ei, biltre, e Marcela, a espevitada Mamá, jamais ser-lhe-á sua, pérfido conspirador!”

    Assegurei a Semi Ex-Vossa Excelência que não tenho nada a ver com o peixe e o que o problema dele são os dois açougueiros sertanejos, Wesley e Elvospresley, em conluio com o Janota.

    Nem bem o Michel desliga e o telefone toca de novo. É o Papa Francisco.

    “Hola, querido, amén”, diz Sua Santidade no Santo Telefone do Vaticano. “Escucha, tengo un problema. El presidente estadounidense Donaldo Trumpo quiere hablar conmigo, pero no quiero recibirlo en mi casa! Qué hago, Aran?”

    Digo ao Chico (somos íntimos) pra ele ficar sussa e que El Trumpo é igualzinho aos populistas que ele tão bem conhece: Néstor Kirchner e Senhora, Nicolás Maduro, Lula, enfim, essas bostas todas.

    Papa Francisco desliga, aliviado, e eu peço a ele para dar por mim um beijo na Melania, a endiabrada Memé. O problema é que ele já tinha desligado o telefone, então fiquei falando sozinho. A construção de frases prega muitas peças na gente.

     

    Quarta-feira, 24 de maio

    Sim, estão me gravando! Agora tenho certeza! Peguei o telefone hoje de manhã e ouvi claramente uma voz dizendo.

    “Pô, esse café tá frio, cacete! Pede pro Joesley passar um novo!”

    Preocupado, eu falei “alô, alô, alô”. E a voz mudou imediatamente de tom.

    “Hã? Hein? Ah… Bom dia, seu Aran. É… hum… olha, aqui é da companhia telefônica. A senhor não não estaria interessado em estar adquirindo um kit-picanha entregue todo mês em sua residência? A garantia é Friboi!”

    Mandei o meganha enfiar a picanha no rabo, mas depois pedi as devidas desculpas pelo palavreado chulo, como se fosse um Aécio Neves.

    O maior inimigo de um homem é ele mesmo. É uma pena que Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Janot não conheçam essa verdade.

    Ou talvez não seja uma pena. Vamos ver.

     

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    JANOT GRAMPEOU MEU TELEFONE E ME OUVIU FALANDO COM TEMER E PAPA FRANCISCO

    Terça-feira, 23 de maio

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    Temo que eu esteja sendo ouvido pelo duvidoso Rodrigo Janot. O Procurador da República está sempre procurando alguma coisa. Procurando encrenca, procurando tu ou procurando sarna pra se coçar.

    Como sou o intelectual progressista mais influente do país, atrás apenas do Tico Santa Cruz e da Gretchen, recebo muitas ligações importantes e certamente alguma delas pode me comprometer.

    Ontem mesmo o telefone tocou e era o Michel Temer.

    “Sei-lo-ei que você é quem está oculto-lhe por trás dessas maquinações que mo-o atingem!”, disse o quase futuro ex-presidente. “Mas resis-ti-lo-ei, biltre, e Marcela, a espevitada Mamá, jamais ser-lhe-á sua, pérfido conspirador!”

    Assegurei a Semi Ex-Vossa Excelência que não tenho nada a ver com o peixe e o que o problema dele são os dois açougueiros sertanejos, Wesley e Elvospresley, em conluio com o Janota.

    Nem bem o Michel desliga e o telefone toca de novo. É o Papa Francisco.

    “Hola, querido, amén”, diz Sua Santidade no Santo Telefone do Vaticano. “Escucha, tengo un problema. El presidente estadounidense Donaldo Trumpo quiere hablar conmigo, pero no quiero recibirlo en mi casa! Qué hago, Aran?”

    Digo ao Chico (somos íntimos) pra ele ficar sussa e que El Trumpo é igualzinho aos populistas que ele tão bem conhece: Néstor Kirchner e Senhora, Nicolás Maduro, Lula, enfim, essas bostas todas.

    Papa Francisco desliga, aliviado, e eu peço a ele para dar por mim um beijo na Melania, a endiabrada Memé. O problema é que ele já tinha desligado o telefone, então fiquei falando sozinho. A construção de frases prega muitas peças na gente.

     

    Quarta-feira, 24 de maio

    Sim, estão me gravando! Agora tenho certeza! Peguei o telefone hoje de manhã e ouvi claramente uma voz dizendo.

    “Pô, esse café tá frio, cacete! Pede pro Joesley passar um novo!”

    Preocupado, eu falei “alô, alô, alô”. E a voz mudou imediatamente de tom.

    “Hã? Hein? Ah… Bom dia, seu Aran. É… hum… olha, aqui é da companhia telefônica. A senhor não não estaria interessado em estar adquirindo um kit-picanha entregue todo mês em sua residência? A garantia é Friboi!”

    Mandei o meganha enfiar a picanha no rabo, mas depois pedi as devidas desculpas pelo palavreado chulo, como se fosse um Aécio Neves.

    O maior inimigo de um homem é ele mesmo. É uma pena que Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Janot não conheçam essa verdade.

    Ou talvez não seja uma pena. Vamos ver.

     

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    DIVULGADA GRAVAÇÃO DE CONVERSA DE RENZO MORA COM PAPAGAIO PRIÁPICO DE DIREITA, E HUMORISTA PEDE DEMISSÃO DO REPÚBLICA DOS...

    RenzoFoto

    Em um trecho do inominável conteúdo da gravação, o papagaio priápico de direita diz a Renzo Mora: “Diz aí uma coisa bem nojenta”, ao que nosso ex-editor responde sem hesitar: ”Jair Bolsonaro!”.

    Há também inúmeros cortes e lapsos temporais na gravação. “Hein? Tá falando comigo? Tem que manter isso aí…”, diz o colunista do República em resposta à ave extremista.

    Procurado por nossa reportagem, o papagaio priápico de direita não pode responder pois estava correndo atrás de imigrantes da rodovia Imigrantes.

     

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    DIVULGADA GRAVAÇÃO DE CONVERSA DE RENZO MORA COM PAPAGAIO PRIÁPICO DE DIREITA, E HUMORISTA PEDE DEMISSÃO DO REPÚBLICA DOS...

    Em um trecho do inominável conteúdo da gravação, o papagaio priápico de direita diz a Renzo Mora: “Diz aí uma coisa bem nojenta”, ao que nosso ex-editor responde sem hesitar: ”Jair Bolsonaro!”.

    Há também inúmeros cortes e lapsos temporais na gravação. “Hein? Tá falando comigo? Tem que manter isso aí…”, diz o colunista do República em resposta à ave extremista.

    Procurado por nossa reportagem, o papagaio priápico de direita não pode responder pois estava correndo atrás de imigrantes da rodovia Imigrantes.

     

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    DIVULGADA GRAVAÇÃO DE CONVERSA DE RENZO MORA COM PAPAGAIO PRIÁPICO DE DIREITA, E HUMORISTA PEDE DEMISSÃO DO REPÚBLICA DOS...

    Em um trecho do inominável conteúdo da gravação, o papagaio priápico de direita diz a Renzo Mora: “Diz aí uma coisa bem nojenta”, ao que nosso ex-editor responde sem hesitar: ”Jair Bolsonaro!”.

    Há também inúmeros cortes e lapsos temporais na gravação. “Hein? Tá falando comigo? Tem que manter isso aí…”, diz o colunista do República em resposta à ave extremista.

    Procurado por nossa reportagem, o papagaio priápico de direita não pode responder pois estava correndo atrás de imigrantes da rodovia Imigrantes.

     

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    UM MUNDO COM TERRORISTAS EM MANCHESTER NÃO TEM LUGAR PARA ROGER MOORE

    Aran4

    Terça, 23 de maio

    Meu velho amigo, Sir Roger Moore, morreu. No final dos anos 70 fiz alguns serviços para os ingleses. Nada muito comprometedor, apenas ficar de olho em mega-criminosos internacionais que quisessem construir bases secretas na floresta amazônica. Essas coisas.

    Fui intérprete de Roger Moore, que na época ainda não era “sir”. Levei o cara para ver show de mulatas, indiquei a sede local do MI 6 e ofereci carona até o Pão de Açúcar. Ele tinha uma luta marcada em cima do bondinho.

    Na época, eu já era um intelectual comunista, mas Londres pagava em libras e Moscou sempre descontava os 10% de praxe para a burocracia do partido, o que era chato. Trocar rublos também não era fácil, já que estávamos sob a ditadura do general Epaminondas Vompla. Ou alguma merda dessas. Não me lembro direito, tinha muita maconha boa na época.

    Na Guerra Fria, era essencial que as potências hegemônicas tivessem certo equilíbrio, daí minha colaboração com Sir Roger Moore. Nacionalista, eu nunca fui. Sempre foi um exilado no meu próprio país. Gostava mesmo era do Clint Eastwood matando mexicanos, James Bond perseguindo super-vilões, gibis do Jack Kirby e “Star Trek“. Negão batendo tambor e cantor fanho mimizento nunca fui a minha.

    Hoje acordo, entro no Twitter, e descubro que Sir Roger Moore morreu. R.I.P., sir.

    O mundo não será o mesmo sem ele. Mas o mundo já não é o mesmo faz tempo. Ontem à noite, terroristas islâmicos botaram bomba num show em Manchester. Manchester! A cidade do New Order e dos Smiths. O mundo não tem mais espaço para cavalheiros como Sir Roger Moore. Isso morreu com a Guerra Fria.

    Hoje eu vou me despedir dele bebendo meu Laphroaig 18 anos. Ok, eu sei que o whisky é escocês. Mas é bom porque eu aproveito e sacaneio o Sean Connery, o SEGUNDO melhor James Bond da história.

     

     

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    UM MUNDO COM TERRORISTAS EM MANCHESTER NÃO TEM LUGAR PARA ROGER MOORE

    Terça, 23 de maio

    Meu velho amigo, Sir Roger Moore, morreu. No final dos anos 70 fiz alguns serviços para os ingleses. Nada muito comprometedor, apenas ficar de olho em mega-criminosos internacionais que quisessem construir bases secretas na floresta amazônica. Essas coisas.

    Fui intérprete de Roger Moore, que na época ainda não era “sir”. Levei o cara para ver show de mulatas, indiquei a sede local do MI 6 e ofereci carona até o Pão de Açúcar. Ele tinha uma luta marcada em cima do bondinho.

    Na época, eu já era um intelectual comunista, mas Londres pagava em libras e Moscou sempre descontava os 10% de praxe para a burocracia do partido, o que era chato. Trocar rublos também não era fácil, já que estávamos sob a ditadura do general Epaminondas Vompla. Ou alguma merda dessas. Não me lembro direito, tinha muita maconha boa na época.

    Na Guerra Fria, era essencial que as potências hegemônicas tivessem certo equilíbrio, daí minha colaboração com Sir Roger Moore. Nacionalista, eu nunca fui. Sempre foi um exilado no meu próprio país. Gostava mesmo era do Clint Eastwood matando mexicanos, James Bond perseguindo super-vilões, gibis do Jack Kirby e “Star Trek“. Negão batendo tambor e cantor fanho mimizento nunca fui a minha.

    Hoje acordo, entro no Twitter, e descubro que Sir Roger Moore morreu. R.I.P., sir.

    O mundo não será o mesmo sem ele. Mas o mundo já não é o mesmo faz tempo. Ontem à noite, terroristas islâmicos botaram bomba num show em Manchester. Manchester! A cidade do New Order e dos Smiths. O mundo não tem mais espaço para cavalheiros como Sir Roger Moore. Isso morreu com a Guerra Fria.

    Hoje eu vou me despedir dele bebendo meu Laphroaig 18 anos. Ok, eu sei que o whisky é escocês. Mas é bom porque eu aproveito e sacaneio o Sean Connery, o SEGUNDO melhor James Bond da história.

     

     

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    UM MUNDO COM TERRORISTAS EM MANCHESTER NÃO TEM LUGAR PARA ROGER MOORE

    Terça, 23 de maio

    Meu velho amigo, Sir Roger Moore, morreu. No final dos anos 70 fiz alguns serviços para os ingleses. Nada muito comprometedor, apenas ficar de olho em mega-criminosos internacionais que quisessem construir bases secretas na floresta amazônica. Essas coisas.

    Fui intérprete de Roger Moore, que na época ainda não era “sir”. Levei o cara para ver show de mulatas, indiquei a sede local do MI 6 e ofereci carona até o Pão de Açúcar. Ele tinha uma luta marcada em cima do bondinho.

    Na época, eu já era um intelectual comunista, mas Londres pagava em libras e Moscou sempre descontava os 10% de praxe para a burocracia do partido, o que era chato. Trocar rublos também não era fácil, já que estávamos sob a ditadura do general Epaminondas Vompla. Ou alguma merda dessas. Não me lembro direito, tinha muita maconha boa na época.

    Na Guerra Fria, era essencial que as potências hegemônicas tivessem certo equilíbrio, daí minha colaboração com Sir Roger Moore. Nacionalista, eu nunca fui. Sempre foi um exilado no meu próprio país. Gostava mesmo era do Clint Eastwood matando mexicanos, James Bond perseguindo super-vilões, gibis do Jack Kirby e “Star Trek“. Negão batendo tambor e cantor fanho mimizento nunca fui a minha.

    Hoje acordo, entro no Twitter, e descubro que Sir Roger Moore morreu. R.I.P., sir.

    O mundo não será o mesmo sem ele. Mas o mundo já não é o mesmo faz tempo. Ontem à noite, terroristas islâmicos botaram bomba num show em Manchester. Manchester! A cidade do New Order e dos Smiths. O mundo não tem mais espaço para cavalheiros como Sir Roger Moore. Isso morreu com a Guerra Fria.

    Hoje eu vou me despedir dele bebendo meu Laphroaig 18 anos. Ok, eu sei que o whisky é escocês. Mas é bom porque eu aproveito e sacaneio o Sean Connery, o SEGUNDO melhor James Bond da história.

     

     

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    O PROBLEMA DO JORNALISTA É QUE ELE QUER SEMPRE DAR O FURO

    Aran1

    Sábado, 20 de maio

    O jornalismo é a forma mais glamourosa de ser pobre, dizem. Alguns entraram nessa porque gostam de escrever e como ninguém compra livros, o jeito é batucar que o Caetano estacionou no Leblon. Outros descobrem que jornalismo é bom para conseguir jabás variados, almoço grátis, amostra de perfume e, quem sabe, até viagem internacional na faixa.

    Também vale a pena vender a pena para quem quer se livrar de alguma pena. Partidos políticos remuneram bem e é sempre em dinheiro vivo. Pelo menos é o que me contam. Ninguém nunca tentou me comprar, embora eu tenha uma incrível tabela de descontos progressivos.

    A Tribo do Facebook  – “Mim fazer textão contra homem branco de língua bifurcada!” –  acredita que os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquitas se reúnem em porões escuros e, depois de sacrificar um bode preto, tramam a destruição do Brasil.

    É claro que isso não faz o menor sentido! Dá muito trabalho achar bode preto hoje em dia.

    Na real, donos de jornais estão mais preocupados em capturar a audiência que fugiu pro Facebook pra ler textão. Ou pro  YouTube pra assistir mimimis. Já o infeliz do jornalista está mais preocupado em montar um pé-de-meia rapidinho, pois sabe que certamente perderá o emprego na semana que vem. Ou na outra. E nem todo mundo está disposto a se vender pro primeiro partido político que aparecer. É melhor fazer jogo duro e esperar pelo segundo.

    O que eu queria dizer é que não existe essa coisa de maquinação maquiavélica, conspiração canalha ou subversão sinistra. O que tem é cara trabalhando pesado, sem tempo pra apurar direito e louco pra dar o furo.

    De preferência pro Betão da editoria de Esportes que tem 1,95 e traça tudo o que pintar.

     

    Domingo, 21 de maio

    Ideia para um longo ensaio jornalístico que pretendo escrever:

    “É preciso acreditar no Brasil. E também é preciso acreditar em você.

    Acreditar que as duas coisas possam funcionar juntas é que é complicado… ”

     

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    O PROBLEMA DO JORNALISTA É QUE ELE QUER SEMPRE DAR O FURO

    Sábado, 20 de maio

    O jornalismo é a forma mais glamourosa de ser pobre, dizem. Alguns entraram nessa porque gostam de escrever e como ninguém compra livros, o jeito é batucar que o Caetano estacionou no Leblon. Outros descobrem que jornalismo é bom para conseguir jabás variados, almoço grátis, amostra de perfume e, quem sabe, até viagem internacional na faixa.

    Também vale a pena vender a pena para quem quer se livrar de alguma pena. Partidos políticos remuneram bem e é sempre em dinheiro vivo. Pelo menos é o que me contam. Ninguém nunca tentou me comprar, embora eu tenha uma incrível tabela de descontos progressivos.

    A Tribo do Facebook  – “Mim fazer textão contra homem branco de língua bifurcada!” –  acredita que os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquitas se reúnem em porões escuros e, depois de sacrificar um bode preto, tramam a destruição do Brasil.

    É claro que isso não faz o menor sentido! Dá muito trabalho achar bode preto hoje em dia.

    Na real, donos de jornais estão mais preocupados em capturar a audiência que fugiu pro Facebook pra ler textão. Ou pro  YouTube pra assistir mimimis. Já o infeliz do jornalista está mais preocupado em montar um pé-de-meia rapidinho, pois sabe que certamente perderá o emprego na semana que vem. Ou na outra. E nem todo mundo está disposto a se vender pro primeiro partido político que aparecer. É melhor fazer jogo duro e esperar pelo segundo.

    O que eu queria dizer é que não existe essa coisa de maquinação maquiavélica, conspiração canalha ou subversão sinistra. O que tem é cara trabalhando pesado, sem tempo pra apurar direito e louco pra dar o furo.

    De preferência pro Betão da editoria de Esportes que tem 1,95 e traça tudo o que pintar.

     

    Domingo, 21 de maio

    Ideia para um longo ensaio jornalístico que pretendo escrever:

    “É preciso acreditar no Brasil. E também é preciso acreditar em você.

    Acreditar que as duas coisas possam funcionar juntas é que é complicado… ”

     

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    Sábado, 20 de maio

    O jornalismo é a forma mais glamourosa de ser pobre, dizem. Alguns entraram nessa porque gostam de escrever e como ninguém compra livros, o jeito é batucar que o Caetano estacionou no Leblon. Outros descobrem que jornalismo é bom para conseguir jabás variados, almoço grátis, amostra de perfume e, quem sabe, até viagem internacional na faixa.

    Também vale a pena vender a pena para quem quer se livrar de alguma pena. Partidos políticos remuneram bem e é sempre em dinheiro vivo. Pelo menos é o que me contam. Ninguém nunca tentou me comprar, embora eu tenha uma incrível tabela de descontos progressivos.

    A Tribo do Facebook  – “Mim fazer textão contra homem branco de língua bifurcada!” –  acredita que os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquitas se reúnem em porões escuros e, depois de sacrificar um bode preto, tramam a destruição do Brasil.

    É claro que isso não faz o menor sentido! Dá muito trabalho achar bode preto hoje em dia.

    Na real, donos de jornais estão mais preocupados em capturar a audiência que fugiu pro Facebook pra ler textão. Ou pro  YouTube pra assistir mimimis. Já o infeliz do jornalista está mais preocupado em montar um pé-de-meia rapidinho, pois sabe que certamente perderá o emprego na semana que vem. Ou na outra. E nem todo mundo está disposto a se vender pro primeiro partido político que aparecer. É melhor fazer jogo duro e esperar pelo segundo.

    O que eu queria dizer é que não existe essa coisa de maquinação maquiavélica, conspiração canalha ou subversão sinistra. O que tem é cara trabalhando pesado, sem tempo pra apurar direito e louco pra dar o furo.

    De preferência pro Betão da editoria de Esportes que tem 1,95 e traça tudo o que pintar.

     

    Domingo, 21 de maio

    Ideia para um longo ensaio jornalístico que pretendo escrever:

    “É preciso acreditar no Brasil. E também é preciso acreditar em você.

    Acreditar que as duas coisas possam funcionar juntas é que é complicado… ”

     

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    CLINT EASTWOOD E SUA SEGUNDA ESPOSA, A FAMOSA ATRIZ CHITA DOS FILMES DO TARZAN

    Clint Eastwood e sua segunda esposa, a famosa macaca Chita dos filmes do Tarzan (1987)

    O mundo não se resume a uma montanha russa de emoções com delações e roubalheiras. Também tem um monte de coisa séria e relevante. O MARCHA DA HISTÓRIA também acompanha esse furdunço.

    (mais…)

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    DEPOIS DE DÉCADAS DE MAMINHA, AÇOUGUEIROS ENFIAM PICANHA NO PRESIDENTE

    DAIA8F_XcAAi3ha

    São os pecados da carne. Joesley e Elvospresley, os dois irmãos Friboi, contam que compravam políticos de porteira fechada e faturam um dinheirão em dólares por conta da delação. O MARCHA DA HISTÓRIA acompanhou mais esse momento lindo e edificante da nação brasileira.

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    EDITORIAL: CHEGA! BASTA! CHEGA DE “BASTA!” BASTA DE “CHEGA!”

    guttemberg

    Chega!

    Basta!

    O país não aguenta mais tanta gente dizendo “basta!” e tanta gente dizendo “chega!”

    Ninguém suporta mais esse clima beligerante que tomou conta do Brasil. É preciso acabar com as divergências e unir a nação!

    Vamos todos dizer “Chasta!”.

    Ou talvez “Bega!”

    Pensando bem, “Chasta!”.

    Quer dizer, “Bega!”

    Isto é, “Chasta!”

     

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    Chega!

    Basta!

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    Ninguém suporta mais esse clima beligerante que tomou conta do Brasil. É preciso acabar com as divergências e unir a nação!

    Vamos todos dizer “Chasta!”.

    Ou talvez “Bega!”

    Pensando bem, “Chasta!”.

    Quer dizer, “Bega!”

    Isto é, “Chasta!”

     

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    Chega!

    Basta!

    O país não aguenta mais tanta gente dizendo “basta!” e tanta gente dizendo “chega!”

    Ninguém suporta mais esse clima beligerante que tomou conta do Brasil. É preciso acabar com as divergências e unir a nação!

    Vamos todos dizer “Chasta!”.

    Ou talvez “Bega!”

    Pensando bem, “Chasta!”.

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    Isto é, “Chasta!”

     

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    A DUPLA SERTANEJA JOESLEY E WESLEY TACOU FOGO NO BRASIL E FOI PRA MANHATTAN

    Aran2

    Sexta, 19 de maio

    As duplas sertanejas são a pior desgraça que já aconteceu no Brasil – e eu não estou me esquecendo do “É o Tchan”.

    Cacique e Trambique, Wanderley e Vonderful, Rio Pardo e Coliforme, Chico Dengue e Zicavirus, Ordinelson e Cafajestson… Tudo chato. Tudo insuportável. Tudo péssimo. Agora, pra piorar, aparece mais uma dupla sertaneja devastadora,  Joesley e Wesley.

    Os dois donos da JBS  tacaram fogo no Brasil e foram pra Quinta Avenida. É claro que o presidente satanista Michel Temer e o abominável Aécio das Neves merecem que o céu lhes caia sobre a cabeça. Mas, pô, peraí, Joesley e Elvospresley passaram os últimos 10 anos sacando dinheiro no BNDES sem cartão! E agora eles ganham Manhattan de presente?

    Pode isso, Arnaldo?

    Se ainda fosse o Brooklyn, tudo bem. Mas… Manhattan? Não é muita coisa pro Joesley e Wesley Safadão não? E eles ainda foram com a mala cheia de dólar comprado na baixa.

    Pode isso, Janot?

    Marcela Temer, a espevitada Mamá, já está me mandando zap-zap #xatiada porque acha que ela e o marido satanista vão acabar ficando em Brasília mesmo.

    “Eu e meu mrd stnsta vamos caba fcnd en Bzl mesmo…”, ela escreve. 

    Estou aqui pensando no mimimi da Mamá quando a Odisséia, moça que trabalha aqui em casa, entra no escritório.

    “Escrevendo diário, né, seu Aran? Quer um suquinho?”

    Odisséia entrou numas de que é empregada de novela da Glória Perez, daí essa folga toda. Ainda bem que é a novela das nove e não “Os dias eram assim”, senão em vez de suco ela ia oferecer pau-de-arara e choque elétrico.

    Brasileiro gosta de ditadura pelo mesmo motivo que curte “Star Wars”. Tudo é preto ou é branco, sem tons de cinza pra complicar. A gente sabe exatamente pra quem torcer. Democracia é muito chato, a gente fica cheio de dúvidas. Os dias não são assim e nem assado.

    E, além de tudo, ainda tem um monte de dupla sertaneja tocando música suspeita e ganhando uma nota preta em cima.

     

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    A DUPLA SERTANEJA JOESLEY E WESLEY TACOU FOGO NO BRASIL E FOI PRA MANHATTAN

    Sexta, 19 de maio

    As duplas sertanejas são a pior desgraça que já aconteceu no Brasil – e eu não estou me esquecendo do “É o Tchan”.

    Cacique e Trambique, Wanderley e Vonderful, Rio Pardo e Coliforme, Chico Dengue e Zicavirus, Ordinelson e Cafajestson… Tudo chato. Tudo insuportável. Tudo péssimo. Agora, pra piorar, aparece mais uma dupla sertaneja devastadora,  Joesley e Wesley.

    Os dois donos da JBS  tacaram fogo no Brasil e foram pra Quinta Avenida. É claro que o presidente satanista Michel Temer e o abominável Aécio das Neves merecem que o céu lhes caia sobre a cabeça. Mas, pô, peraí, Joesley e Elvospresley passaram os últimos 10 anos sacando dinheiro no BNDES sem cartão! E agora eles ganham Manhattan de presente?

    Pode isso, Arnaldo?

    Se ainda fosse o Brooklyn, tudo bem. Mas… Manhattan? Não é muita coisa pro Joesley e Wesley Safadão não? E eles ainda foram com a mala cheia de dólar comprado na baixa.

    Pode isso, Janot?

    Marcela Temer, a espevitada Mamá, já está me mandando zap-zap #xatiada porque acha que ela e o marido satanista vão acabar ficando em Brasília mesmo.

    “Eu e meu mrd stnsta vamos caba fcnd en Bzl mesmo…”, ela escreve. 

    Estou aqui pensando no mimimi da Mamá quando a Odisséia, moça que trabalha aqui em casa, entra no escritório.

    “Escrevendo diário, né, seu Aran? Quer um suquinho?”

    Odisséia entrou numas de que é empregada de novela da Glória Perez, daí essa folga toda. Ainda bem que é a novela das nove e não “Os dias eram assim”, senão em vez de suco ela ia oferecer pau-de-arara e choque elétrico.

    Brasileiro gosta de ditadura pelo mesmo motivo que curte “Star Wars”. Tudo é preto ou é branco, sem tons de cinza pra complicar. A gente sabe exatamente pra quem torcer. Democracia é muito chato, a gente fica cheio de dúvidas. Os dias não são assim e nem assado.

    E, além de tudo, ainda tem um monte de dupla sertaneja tocando música suspeita e ganhando uma nota preta em cima.

     

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    Sexta, 19 de maio

    As duplas sertanejas são a pior desgraça que já aconteceu no Brasil – e eu não estou me esquecendo do “É o Tchan”.

    Cacique e Trambique, Wanderley e Vonderful, Rio Pardo e Coliforme, Chico Dengue e Zicavirus, Ordinelson e Cafajestson… Tudo chato. Tudo insuportável. Tudo péssimo. Agora, pra piorar, aparece mais uma dupla sertaneja devastadora,  Joesley e Wesley.

    Os dois donos da JBS  tacaram fogo no Brasil e foram pra Quinta Avenida. É claro que o presidente satanista Michel Temer e o abominável Aécio das Neves merecem que o céu lhes caia sobre a cabeça. Mas, pô, peraí, Joesley e Elvospresley passaram os últimos 10 anos sacando dinheiro no BNDES sem cartão! E agora eles ganham Manhattan de presente?

    Pode isso, Arnaldo?

    Se ainda fosse o Brooklyn, tudo bem. Mas… Manhattan? Não é muita coisa pro Joesley e Wesley Safadão não? E eles ainda foram com a mala cheia de dólar comprado na baixa.

    Pode isso, Janot?

    Marcela Temer, a espevitada Mamá, já está me mandando zap-zap #xatiada porque acha que ela e o marido satanista vão acabar ficando em Brasília mesmo.

    “Eu e meu mrd stnsta vamos caba fcnd en Bzl mesmo…”, ela escreve. 

    Estou aqui pensando no mimimi da Mamá quando a Odisséia, moça que trabalha aqui em casa, entra no escritório.

    “Escrevendo diário, né, seu Aran? Quer um suquinho?”

    Odisséia entrou numas de que é empregada de novela da Glória Perez, daí essa folga toda. Ainda bem que é a novela das nove e não “Os dias eram assim”, senão em vez de suco ela ia oferecer pau-de-arara e choque elétrico.

    Brasileiro gosta de ditadura pelo mesmo motivo que curte “Star Wars”. Tudo é preto ou é branco, sem tons de cinza pra complicar. A gente sabe exatamente pra quem torcer. Democracia é muito chato, a gente fica cheio de dúvidas. Os dias não são assim e nem assado.

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    O BRASIL PRECISA ZERAR A CONTINUIDADE COM UMA ‘CRISE NAS INIFINITAS TERRAS’

    Aran3

    Quarta, 17 de maio

    Zap-zap de Marcela Temer, a espevitada Mamá. Ele tem certeza que agora a casa cai.

    Ctz que agora a cz cai”, ela escreve.

    Marcela odeia Brasília, coisa que entendo perfeitamente. Ninguém gosta de viver num campus da USP vitaminado. Nem Oscar Niemeyer morou lá um único dia dos seus 257 anos.

    Digo pra Mamá sossegar o faixo (“sossg o fx, Mamá”) e afirmo que o Michel vai sair dessa.

    Não vai, claro. O que eu não quero é Mamá de volta a São Paulo me mandando zap-zap de cinco em cinco minutos. Tenho mais o que fazer.

    Michel murchou. Ninguém vai dizer que ele é um “satanistO inocentO” ou chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro“.

    Mamá sai do Whats #xatiada e o senador Aécio Neves me liga.

    Aí, mermão, preciso demais da conta de um trem docê, uai…“, diz dele naquele sotaque meio mineirês, meio carioquês. “Dá pra eu ficar uns dias naquele solar maneiro da família Aran em Minas?”

    Não, não dá, vou logo dizendo. O solar está tomado por devotos do Grande e Abominável Cthulhu, que tentam invocar a criatura pra ver se o Brasil melhora. Cthulhu quer apenas a destruição da raça humana, mas certamente é melhor que a cambada de políticos que infesta Brasília.

    Mas isso é mentira. Eu não quero é ver o Aécio no meu latifúndio improdutivo. O cara vai chegar de helicóptero e já viu, né, melhor não facilitar.

    Invocar um deus esquecido para destruir a humanidade é uma coisa, mas receber o Aécio Neves vai acabar com a minha reputação.

     

    Quinta, 18 de maio

    Dom Avelão Pedro Xavier Gonzaga Gastão Bourbon Veloso de Hollanda Bragança Duvivier d’ Orleans, o “imperador” do Brasil me liga eufórico logo de manhã. Esquisito. Dom Avelão etc etc prefere outros métodos de comunicação como carta, jogral ou menestrel. Mas ele estava tão excitado com as boas novas que teve de usar  um moderno telefone.

    “Meu caríssimo futuro barão”, ele diz. “A República ruiu! Nada mais resta a não ser a monarquia absolutista para reconstruir esse país!”

    Sou um intelectual engajè e progressista, mas tenho certo apreço pela monarquia. Afinal, meu primo Pelé já é Rei do Futebol e Dom Avelão me prometeu o título de Barão da Mídia.

    Mas, sei lá, acho que nem a monarquia dá mais jeito nessa pocilga. A gente tentou mas deu tudo errado. Acontece. O Brasil devia fazer igual à DC Comics e zerar a continuidade. Uma Crise nas Infinitas Terras que recomece a cronologia do zero.

    Cabral chega de novo, passa o rodo nas índias, reza uma missa etc etc . No mínimo a gente ganha 500 anos para foder tudo de novo.

     

     

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    Quarta, 17 de maio

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    Ctz que agora a cz cai”, ela escreve.

    Marcela odeia Brasília, coisa que entendo perfeitamente. Ninguém gosta de viver num campus da USP vitaminado. Nem Oscar Niemeyer morou lá um único dia dos seus 257 anos.

    Digo pra Mamá sossegar o faixo (“sossg o fx, Mamá”) e afirmo que o Michel vai sair dessa.

    Não vai, claro. O que eu não quero é Mamá de volta a São Paulo me mandando zap-zap de cinco em cinco minutos. Tenho mais o que fazer.

    Michel murchou. Ninguém vai dizer que ele é um “satanistO inocentO” ou chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro“.

    Mamá sai do Whats #xatiada e o senador Aécio Neves me liga.

    Aí, mermão, preciso demais da conta de um trem docê, uai…“, diz dele naquele sotaque meio mineirês, meio carioquês. “Dá pra eu ficar uns dias naquele solar maneiro da família Aran em Minas?”

    Não, não dá, vou logo dizendo. O solar está tomado por devotos do Grande e Abominável Cthulhu, que tentam invocar a criatura pra ver se o Brasil melhora. Cthulhu quer apenas a destruição da raça humana, mas certamente é melhor que a cambada de políticos que infesta Brasília.

    Mas isso é mentira. Eu não quero é ver o Aécio no meu latifúndio improdutivo. O cara vai chegar de helicóptero e já viu, né, melhor não facilitar.

    Invocar um deus esquecido para destruir a humanidade é uma coisa, mas receber o Aécio Neves vai acabar com a minha reputação.

     

    Quinta, 18 de maio

    Dom Avelão Pedro Xavier Gonzaga Gastão Bourbon Veloso de Hollanda Bragança Duvivier d’ Orleans, o “imperador” do Brasil me liga eufórico logo de manhã. Esquisito. Dom Avelão etc etc prefere outros métodos de comunicação como carta, jogral ou menestrel. Mas ele estava tão excitado com as boas novas que teve de usar  um moderno telefone.

    “Meu caríssimo futuro barão”, ele diz. “A República ruiu! Nada mais resta a não ser a monarquia absolutista para reconstruir esse país!”

    Sou um intelectual engajè e progressista, mas tenho certo apreço pela monarquia. Afinal, meu primo Pelé já é Rei do Futebol e Dom Avelão me prometeu o título de Barão da Mídia.

    Mas, sei lá, acho que nem a monarquia dá mais jeito nessa pocilga. A gente tentou mas deu tudo errado. Acontece. O Brasil devia fazer igual à DC Comics e zerar a continuidade. Uma Crise nas Infinitas Terras que recomece a cronologia do zero.

    Cabral chega de novo, passa o rodo nas índias, reza uma missa etc etc . No mínimo a gente ganha 500 anos para foder tudo de novo.

     

     

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    Quarta, 17 de maio

    Zap-zap de Marcela Temer, a espevitada Mamá. Ele tem certeza que agora a casa cai.

    Ctz que agora a cz cai”, ela escreve.

    Marcela odeia Brasília, coisa que entendo perfeitamente. Ninguém gosta de viver num campus da USP vitaminado. Nem Oscar Niemeyer morou lá um único dia dos seus 257 anos.

    Digo pra Mamá sossegar o faixo (“sossg o fx, Mamá”) e afirmo que o Michel vai sair dessa.

    Não vai, claro. O que eu não quero é Mamá de volta a São Paulo me mandando zap-zap de cinco em cinco minutos. Tenho mais o que fazer.

    Michel murchou. Ninguém vai dizer que ele é um “satanistO inocentO” ou chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro“.

    Mamá sai do Whats #xatiada e o senador Aécio Neves me liga.

    Aí, mermão, preciso demais da conta de um trem docê, uai…“, diz dele naquele sotaque meio mineirês, meio carioquês. “Dá pra eu ficar uns dias naquele solar maneiro da família Aran em Minas?”

    Não, não dá, vou logo dizendo. O solar está tomado por devotos do Grande e Abominável Cthulhu, que tentam invocar a criatura pra ver se o Brasil melhora. Cthulhu quer apenas a destruição da raça humana, mas certamente é melhor que a cambada de políticos que infesta Brasília.

    Mas isso é mentira. Eu não quero é ver o Aécio no meu latifúndio improdutivo. O cara vai chegar de helicóptero e já viu, né, melhor não facilitar.

    Invocar um deus esquecido para destruir a humanidade é uma coisa, mas receber o Aécio Neves vai acabar com a minha reputação.

     

    Quinta, 18 de maio

    Dom Avelão Pedro Xavier Gonzaga Gastão Bourbon Veloso de Hollanda Bragança Duvivier d’ Orleans, o “imperador” do Brasil me liga eufórico logo de manhã. Esquisito. Dom Avelão etc etc prefere outros métodos de comunicação como carta, jogral ou menestrel. Mas ele estava tão excitado com as boas novas que teve de usar  um moderno telefone.

    “Meu caríssimo futuro barão”, ele diz. “A República ruiu! Nada mais resta a não ser a monarquia absolutista para reconstruir esse país!”

    Sou um intelectual engajè e progressista, mas tenho certo apreço pela monarquia. Afinal, meu primo Pelé já é Rei do Futebol e Dom Avelão me prometeu o título de Barão da Mídia.

    Mas, sei lá, acho que nem a monarquia dá mais jeito nessa pocilga. A gente tentou mas deu tudo errado. Acontece. O Brasil devia fazer igual à DC Comics e zerar a continuidade. Uma Crise nas Infinitas Terras que recomece a cronologia do zero.

    Cabral chega de novo, passa o rodo nas índias, reza uma missa etc etc . No mínimo a gente ganha 500 anos para foder tudo de novo.

     

     

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    OS DISSABORES DA VELHICE E O ALENTO DA POESIA

    Aran5

    Segunda, 15 de maio

    Eu sou da época em que o Thammy Gretchen era mulher e a Laerte era homem. Mas a vida é uma louca cavalgada e o tempo passa para todos, exceto para a Bruna Lombardi.

    Era isso o que eu dizia para o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo, que vive um momento de angústia e abandono. Seus livros nunca venderam e ele sequer é lembrado entre os inventores da poesia concreta – Decio Piccinini, os Irmãos Galvão e aquele outro.

    É um sentimento de angústia e abandono, um angono”, me conta o poeta. “Na minha vida toda, eu só vendi três livros e um deles o leitor devolveu…”

    Grunhevaldo começou de baixo, com apenas 1,58, e apesar de todos os seus esforços nunca conseguiu passar de 1,65.

    Ele lamenta que os criadores culturais brasileiros pertençam todos a clãs que detém o poder desde a Europa Medieval. Avô historiador, pai sociólogo, mãe atriz, filho faz stand up etc. Ele, porém, veio de uma família pobre, sem marketing e sem money.

    Como não se entrega, Oraldo Grunhevaldo escreve atualmente uma série de “Cantos” vagamente inspirados em Ezra Pound, que publicará em breve pela editora Zora & Yonara. Ele me mandou o “Canto 171″

    Começa assim:

    “Muralhas mediterrâneas murcham 

    Ulisses iça as velas para a velha Ítaca

    Menelau sorri: “Thanks, Apollo, Tróia caiu!”

    “Ok, pega tua mulher galinha e vai pra puta que pariu!”

    Diz Ulisses, na proa da porra do  navio”

    Não vai vender, eu sei, mas não posso dizer isso ao desolado poeta. Falo que vai ser um best-seller, os “50 tons de cinza” da poesia.

    É preciso animar os velhos. A velhice é quase tão triste e patética quanto virar comunista depois dos 50.

     

    Terça, 16 de maio

    Ligação de Marcela Temer, a espevitada Mamá.

    Ela torce secretamente para que a chapa do marido seja cassada e ela possa voltar para o Alto de Pinheiros. Digo para ela ficar sussa que o Gilmar Mendes vai segurar as pontas.

    Espero que eu esteja certo. Tudo o que eu não preciso nesse momento da vida é da espevitada Mamá mandando zap-zap de cinco em cinco minutos.

     

     

     

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    OS DISSABORES DA VELHICE E O ALENTO DA POESIA

    Segunda, 15 de maio

    Eu sou da época em que o Thammy Gretchen era mulher e a Laerte era homem. Mas a vida é uma louca cavalgada e o tempo passa para todos, exceto para a Bruna Lombardi.

    Era isso o que eu dizia para o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo, que vive um momento de angústia e abandono. Seus livros nunca venderam e ele sequer é lembrado entre os inventores da poesia concreta – Decio Piccinini, os Irmãos Galvão e aquele outro.

    É um sentimento de angústia e abandono, um angono”, me conta o poeta. “Na minha vida toda, eu só vendi três livros e um deles o leitor devolveu…”

    Grunhevaldo começou de baixo, com apenas 1,58, e apesar de todos os seus esforços nunca conseguiu passar de 1,65.

    Ele lamenta que os criadores culturais brasileiros pertençam todos a clãs que detém o poder desde a Europa Medieval. Avô historiador, pai sociólogo, mãe atriz, filho faz stand up etc. Ele, porém, veio de uma família pobre, sem marketing e sem money.

    Como não se entrega, Oraldo Grunhevaldo escreve atualmente uma série de “Cantos” vagamente inspirados em Ezra Pound, que publicará em breve pela editora Zora & Yonara. Ele me mandou o “Canto 171″

    Começa assim:

    “Muralhas mediterrâneas murcham 

    Ulisses iça as velas para a velha Ítaca

    Menelau sorri: “Thanks, Apollo, Tróia caiu!”

    “Ok, pega tua mulher galinha e vai pra puta que pariu!”

    Diz Ulisses, na proa da porra do  navio”

    Não vai vender, eu sei, mas não posso dizer isso ao desolado poeta. Falo que vai ser um best-seller, os “50 tons de cinza” da poesia.

    É preciso animar os velhos. A velhice é quase tão triste e patética quanto virar comunista depois dos 50.

     

    Terça, 16 de maio

    Ligação de Marcela Temer, a espevitada Mamá.

    Ela torce secretamente para que a chapa do marido seja cassada e ela possa voltar para o Alto de Pinheiros. Digo para ela ficar sussa que o Gilmar Mendes vai segurar as pontas.

    Espero que eu esteja certo. Tudo o que eu não preciso nesse momento da vida é da espevitada Mamá mandando zap-zap de cinco em cinco minutos.

     

     

     

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    Segunda, 15 de maio

    Eu sou da época em que o Thammy Gretchen era mulher e a Laerte era homem. Mas a vida é uma louca cavalgada e o tempo passa para todos, exceto para a Bruna Lombardi.

    Era isso o que eu dizia para o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo, que vive um momento de angústia e abandono. Seus livros nunca venderam e ele sequer é lembrado entre os inventores da poesia concreta – Decio Piccinini, os Irmãos Galvão e aquele outro.

    É um sentimento de angústia e abandono, um angono”, me conta o poeta. “Na minha vida toda, eu só vendi três livros e um deles o leitor devolveu…”

    Grunhevaldo começou de baixo, com apenas 1,58, e apesar de todos os seus esforços nunca conseguiu passar de 1,65.

    Ele lamenta que os criadores culturais brasileiros pertençam todos a clãs que detém o poder desde a Europa Medieval. Avô historiador, pai sociólogo, mãe atriz, filho faz stand up etc. Ele, porém, veio de uma família pobre, sem marketing e sem money.

    Como não se entrega, Oraldo Grunhevaldo escreve atualmente uma série de “Cantos” vagamente inspirados em Ezra Pound, que publicará em breve pela editora Zora & Yonara. Ele me mandou o “Canto 171″

    Começa assim:

    “Muralhas mediterrâneas murcham 

    Ulisses iça as velas para a velha Ítaca

    Menelau sorri: “Thanks, Apollo, Tróia caiu!”

    “Ok, pega tua mulher galinha e vai pra puta que pariu!”

    Diz Ulisses, na proa da porra do  navio”

    Não vai vender, eu sei, mas não posso dizer isso ao desolado poeta. Falo que vai ser um best-seller, os “50 tons de cinza” da poesia.

    É preciso animar os velhos. A velhice é quase tão triste e patética quanto virar comunista depois dos 50.

     

    Terça, 16 de maio

    Ligação de Marcela Temer, a espevitada Mamá.

    Ela torce secretamente para que a chapa do marido seja cassada e ela possa voltar para o Alto de Pinheiros. Digo para ela ficar sussa que o Gilmar Mendes vai segurar as pontas.

    Espero que eu esteja certo. Tudo o que eu não preciso nesse momento da vida é da espevitada Mamá mandando zap-zap de cinco em cinco minutos.

     

     

     

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