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  • ILUMINAÇÃO COM BABA

    Iluminação com Baba (11)

    Por Baba Nabaatha

    Paveopacumê. O tiozão da piada sem graça que em mim habita, saúda o tiozão da piada sem graça que habita em você.

     

    Fim de ano é um período de fausto. E eu nem sei quem é esse cara. Abandonei minha dieta de luz e, literalmente, enfiei o pé na jaca. Comi de tudo e muito. Minha namorada mezzo eslava, mezzo teutônica, mezzo quatro queijos Pravda Burana até ameaçou me largar se eu não largasse a coxa de peru. Me aprofundei muito nos estudos da filosofia de Buda, e acabei tendo que comprar uma bata nova. Mais larga. Na Varca.

    Mas ano novo, vida nova. Ou antiga, sei lá. Voltei pra minha dieta de luz. Estou seguindo a risca todos os ensinamentos do Dr. Drauzio Varella e em breve estarei com aquela aparência saudável que só ele tem. Tá certo que tenho uns desmaios de vez em quando. Encaro isso como lições de vida e entoo o mantra dos famintos: “Bigméquicocacola. Bigméquicocacola.” Nunca deu certo.

    Aos trancos, eu já emagreci 7 quilos. Pravda me disse que, depois que eu perder 15 quilos, ela volta a dar pra mim. Isso é que é motivação! Outra motivação é voltar a enxergar meu pinto por baixo da pança. Meu banheiro tá todo mijado…

     

    Prontos para a nossa primeira iluminação do ano? Estendam o tapetinho e deitem de costas. Relaxem. Respirem calmamente. Entoem o mantra “MAROMBA!” e façam uma série de 50 abdominais. Mais rápido! Vamos tirar essa gordurinha porque lá vem o carnaval.

     

    Uma raposa, morta de fome, avistou penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras maduras. Não pensou duas vezes e resolveu colher seu alimento. Para isso não poupou esforços. E usando os seus dotes, conhecimentos e artifícios resolveu pegá-las. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu alcançar o cacho.

    Uma gralha que a tudo assistia, pousou na videira e, com seu bico afiado, cortou um cacho de uva. A raposa, animada gritou: “Gralha, jogue um cacho para mim. Estou faminta”. Ao que gralha respondeu: “Vá se fuder, raposa!”

    A Raposa desolada, cansada, faminta e frustrada, suspirando, deu de ombros, e finalmente disse: “Enfia no cu essa merda! Eu nem queria mesmo…”

     

    Iluminação do dia: gralhas são seres filhos da puta!

    Iluminação com Baba (11)

    Por Baba Nabaatha

    Paveopacumê. O tiozão da piada sem graça que em mim habita, saúda o tiozão da piada sem graça que habita em você.

     

    Fim de ano é um período de fausto. E eu nem sei quem é esse cara. Abandonei minha dieta de luz e, literalmente, enfiei o pé na jaca. Comi de tudo e muito. Minha namorada mezzo eslava, mezzo teutônica, mezzo quatro queijos Pravda Burana até ameaçou me largar se eu não largasse a coxa de peru. Me aprofundei muito nos estudos da filosofia de Buda, e acabei tendo que comprar uma bata nova. Mais larga. Na Varca.

    Mas ano novo, vida nova. Ou antiga, sei lá. Voltei pra minha dieta de luz. Estou seguindo a risca todos os ensinamentos do Dr. Drauzio Varella e em breve estarei com aquela aparência saudável que só ele tem. Tá certo que tenho uns desmaios de vez em quando. Encaro isso como lições de vida e entoo o mantra dos famintos: “Bigméquicocacola. Bigméquicocacola.” Nunca deu certo.

    Aos trancos, eu já emagreci 7 quilos. Pravda me disse que, depois que eu perder 15 quilos, ela volta a dar pra mim. Isso é que é motivação! Outra motivação é voltar a enxergar meu pinto por baixo da pança. Meu banheiro tá todo mijado…

     

    Prontos para a nossa primeira iluminação do ano? Estendam o tapetinho e deitem de costas. Relaxem. Respirem calmamente. Entoem o mantra “MAROMBA!” e façam uma série de 50 abdominais. Mais rápido! Vamos tirar essa gordurinha porque lá vem o carnaval.

     

    Uma raposa, morta de fome, avistou penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras maduras. Não pensou duas vezes e resolveu colher seu alimento. Para isso não poupou esforços. E usando os seus dotes, conhecimentos e artifícios resolveu pegá-las. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu alcançar o cacho.

    Uma gralha que a tudo assistia, pousou na videira e, com seu bico afiado, cortou um cacho de uva. A raposa, animada gritou: “Gralha, jogue um cacho para mim. Estou faminta”. Ao que gralha respondeu: “Vá se fuder, raposa!”

    A Raposa desolada, cansada, faminta e frustrada, suspirando, deu de ombros, e finalmente disse: “Enfia no cu essa merda! Eu nem queria mesmo…”

     

    Iluminação do dia: gralhas são seres filhos da puta!

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    Iluminação com Baba (11)

    Iluminação com Baba (11)

    Por Baba Nabaatha

    Paveopacumê. O tiozão da piada sem graça que em mim habita, saúda o tiozão da piada sem graça que habita em você.

     

    Fim de ano é um período de fausto. E eu nem sei quem é esse cara. Abandonei minha dieta de luz e, literalmente, enfiei o pé na jaca. Comi de tudo e muito. Minha namorada mezzo eslava, mezzo teutônica, mezzo quatro queijos Pravda Burana até ameaçou me largar se eu não largasse a coxa de peru. Me aprofundei muito nos estudos da filosofia de Buda, e acabei tendo que comprar uma bata nova. Mais larga. Na Varca.

    Mas ano novo, vida nova. Ou antiga, sei lá. Voltei pra minha dieta de luz. Estou seguindo a risca todos os ensinamentos do Dr. Drauzio Varella e em breve estarei com aquela aparência saudável que só ele tem. Tá certo que tenho uns desmaios de vez em quando. Encaro isso como lições de vida e entoo o mantra dos famintos: “Bigméquicocacola. Bigméquicocacola.” Nunca deu certo.

    Aos trancos, eu já emagreci 7 quilos. Pravda me disse que, depois que eu perder 15 quilos, ela volta a dar pra mim. Isso é que é motivação! Outra motivação é voltar a enxergar meu pinto por baixo da pança. Meu banheiro tá todo mijado…

     

    Prontos para a nossa primeira iluminação do ano? Estendam o tapetinho e deitem de costas. Relaxem. Respirem calmamente. Entoem o mantra “MAROMBA!” e façam uma série de 50 abdominais. Mais rápido! Vamos tirar essa gordurinha porque lá vem o carnaval.

     

    Uma raposa, morta de fome, avistou penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras maduras. Não pensou duas vezes e resolveu colher seu alimento. Para isso não poupou esforços. E usando os seus dotes, conhecimentos e artifícios resolveu pegá-las. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu alcançar o cacho.

    Uma gralha que a tudo assistia, pousou na videira e, com seu bico afiado, cortou um cacho de uva. A raposa, animada gritou: “Gralha, jogue um cacho para mim. Estou faminta”. Ao que gralha respondeu: “Vá se fuder, raposa!”

    A Raposa desolada, cansada, faminta e frustrada, suspirando, deu de ombros, e finalmente disse: “Enfia no cu essa merda! Eu nem queria mesmo…”

     

    Iluminação do dia: gralhas são seres filhos da puta!

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/iluminacao-com-baba-11/"]

    iluminação com baba (especial de natal)

    Por Baba Nabaatha

     

    Namastê!

    Passei aqui hoje rapidinho, apenas para desejar um feliz natal. Hoje não tem iluminação. Apenas se divirta, encontre a família e encha o rabo de comida. Semana que vem a gente volta a falar bobagens.

    iluminação com baba (especial de natal)

    Por Baba Nabaatha

     

    Namastê!

    Passei aqui hoje rapidinho, apenas para desejar um feliz natal. Hoje não tem iluminação. Apenas se divirta, encontre a família e encha o rabo de comida. Semana que vem a gente volta a falar bobagens.

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    iluminação com baba (especial de natal)

    Por Baba Nabaatha

     

    Namastê!

    Passei aqui hoje rapidinho, apenas para desejar um feliz natal. Hoje não tem iluminação. Apenas se divirta, encontre a família e encha o rabo de comida. Semana que vem a gente volta a falar bobagens.

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    Iluminação com Baba (10)

    Por Baba Nabaatha

    Jabaculê. O corrupto que em mim habita, saúda o corrupto que habita em você.

    E então é natal. E o que você fez? Eu fui pro shopping. Sim. Fui tentar aplacar minhas angústias, que aparecem sempre nessa época do ano. Questões que, no fundo, incomodam muita gente: Simone ou Lennon? Anitta ou professora que pegou fogo? Pablo Vittar ou um pato asmático?

    Apenas uma pessoa poderia me aliviar das minhas dúvidas: meu mestre iluminado Sai Baba (o outro). Nessa época do ano, ele certamente estaria em seu habitat natural: o Shopping Center do Itaim Bibi.

    Encontrei-o sentado no colo do Papai Noel. Uma cena linda! Sua aura envolvia a do bom velhinho e irradiava para nós em forma de pisca-pisca. Acima dos dois, um arco-iris, bem de acordo com os novos tempos. Duas anãs, vestidas de duende, cantavam My sweet Lord enquanto dançavem em volta do trono. Quatro renas, sendo uma com nariz vermelho porcamente pintado com batom, defecavam na neve falsa. Lindo! Meu mestre estava explicando o quanto ele foi bom durante o ano, e que merecia sim um unicórnio de presente. Mas era apenas uma estratégia de distração. Enquanto o velhinho ouvia e fazia ho-ho-hos, ele surrupiava sua carteira. Foi nesse momento que ele me viu. Se levantou, pegou as anãs e veio em minha direção. Colocou a mão em minha cabeça. Sem que ele dissesse uma só palavara, eu senti a iluminação invadir meu corpo. Em um instante, não havia mais dúvidas: Lennon! Anitta! Pato Asmático!

    Ainda tonto pela esperiência, vi meu mestre indo embora com as duas anãs. Uma em cada mão. Como um pedófilo carinhoso. Caí sentado no banco da praça de alimentação, sentindo um vazio enorme do lado esquerdo do peito. Ele levou minha carteira.

    Prontos para a nossa iluminação do dia? Estendam seus tapetinho e ajoelhem-se em direção a Meca. Agora gritem Allahu Akbar e puxer a cordinha. Opa! Livro errado. Não puxem a cordinha! Não puxem a cordinha!!!!

    Um pequeno ratinho ousou invadir o território de um leão um dia. Sem muita dificuldade, o felino abocanhou o pequeno roedor. Ele estava prestes a mata-lo quando o ratinho suplicou: “se você me deixar viver tenho certeza que um dia poderei retribuir seu gesto de bondade”. O leão riu, pois tinha certeza que jamais precisaria de um rato, mas como não tinha nada a perder decidiu aceitar a proposta. Porém, um dia o leão caiu em uma armadilha e adivinhe quem apareceu para salvá-lo? Ninguém. O rato tentou passar essa conversa mole na cobra, que não caiu nela e o devorou.

    Iluminação do dia: se você é um leão e ainda cai em conversa de rato, tem mais é que se fuder.

    Iluminação com Baba (10)

    Por Baba Nabaatha

    Jabaculê. O corrupto que em mim habita, saúda o corrupto que habita em você.

    E então é natal. E o que você fez? Eu fui pro shopping. Sim. Fui tentar aplacar minhas angústias, que aparecem sempre nessa época do ano. Questões que, no fundo, incomodam muita gente: Simone ou Lennon? Anitta ou professora que pegou fogo? Pablo Vittar ou um pato asmático?

    Apenas uma pessoa poderia me aliviar das minhas dúvidas: meu mestre iluminado Sai Baba (o outro). Nessa época do ano, ele certamente estaria em seu habitat natural: o Shopping Center do Itaim Bibi.

    Encontrei-o sentado no colo do Papai Noel. Uma cena linda! Sua aura envolvia a do bom velhinho e irradiava para nós em forma de pisca-pisca. Acima dos dois, um arco-iris, bem de acordo com os novos tempos. Duas anãs, vestidas de duende, cantavam My sweet Lord enquanto dançavem em volta do trono. Quatro renas, sendo uma com nariz vermelho porcamente pintado com batom, defecavam na neve falsa. Lindo! Meu mestre estava explicando o quanto ele foi bom durante o ano, e que merecia sim um unicórnio de presente. Mas era apenas uma estratégia de distração. Enquanto o velhinho ouvia e fazia ho-ho-hos, ele surrupiava sua carteira. Foi nesse momento que ele me viu. Se levantou, pegou as anãs e veio em minha direção. Colocou a mão em minha cabeça. Sem que ele dissesse uma só palavara, eu senti a iluminação invadir meu corpo. Em um instante, não havia mais dúvidas: Lennon! Anitta! Pato Asmático!

    Ainda tonto pela esperiência, vi meu mestre indo embora com as duas anãs. Uma em cada mão. Como um pedófilo carinhoso. Caí sentado no banco da praça de alimentação, sentindo um vazio enorme do lado esquerdo do peito. Ele levou minha carteira.

    Prontos para a nossa iluminação do dia? Estendam seus tapetinho e ajoelhem-se em direção a Meca. Agora gritem Allahu Akbar e puxer a cordinha. Opa! Livro errado. Não puxem a cordinha! Não puxem a cordinha!!!!

    Um pequeno ratinho ousou invadir o território de um leão um dia. Sem muita dificuldade, o felino abocanhou o pequeno roedor. Ele estava prestes a mata-lo quando o ratinho suplicou: “se você me deixar viver tenho certeza que um dia poderei retribuir seu gesto de bondade”. O leão riu, pois tinha certeza que jamais precisaria de um rato, mas como não tinha nada a perder decidiu aceitar a proposta. Porém, um dia o leão caiu em uma armadilha e adivinhe quem apareceu para salvá-lo? Ninguém. O rato tentou passar essa conversa mole na cobra, que não caiu nela e o devorou.

    Iluminação do dia: se você é um leão e ainda cai em conversa de rato, tem mais é que se fuder.

    [ssba]

    Iluminação com Baba (10)

    Iluminação com Baba (10)

    Por Baba Nabaatha

    Jabaculê. O corrupto que em mim habita, saúda o corrupto que habita em você.

    E então é natal. E o que você fez? Eu fui pro shopping. Sim. Fui tentar aplacar minhas angústias, que aparecem sempre nessa época do ano. Questões que, no fundo, incomodam muita gente: Simone ou Lennon? Anitta ou professora que pegou fogo? Pablo Vittar ou um pato asmático?

    Apenas uma pessoa poderia me aliviar das minhas dúvidas: meu mestre iluminado Sai Baba (o outro). Nessa época do ano, ele certamente estaria em seu habitat natural: o Shopping Center do Itaim Bibi.

    Encontrei-o sentado no colo do Papai Noel. Uma cena linda! Sua aura envolvia a do bom velhinho e irradiava para nós em forma de pisca-pisca. Acima dos dois, um arco-iris, bem de acordo com os novos tempos. Duas anãs, vestidas de duende, cantavam My sweet Lord enquanto dançavem em volta do trono. Quatro renas, sendo uma com nariz vermelho porcamente pintado com batom, defecavam na neve falsa. Lindo! Meu mestre estava explicando o quanto ele foi bom durante o ano, e que merecia sim um unicórnio de presente. Mas era apenas uma estratégia de distração. Enquanto o velhinho ouvia e fazia ho-ho-hos, ele surrupiava sua carteira. Foi nesse momento que ele me viu. Se levantou, pegou as anãs e veio em minha direção. Colocou a mão em minha cabeça. Sem que ele dissesse uma só palavara, eu senti a iluminação invadir meu corpo. Em um instante, não havia mais dúvidas: Lennon! Anitta! Pato Asmático!

    Ainda tonto pela esperiência, vi meu mestre indo embora com as duas anãs. Uma em cada mão. Como um pedófilo carinhoso. Caí sentado no banco da praça de alimentação, sentindo um vazio enorme do lado esquerdo do peito. Ele levou minha carteira.

    Prontos para a nossa iluminação do dia? Estendam seus tapetinho e ajoelhem-se em direção a Meca. Agora gritem Allahu Akbar e puxer a cordinha. Opa! Livro errado. Não puxem a cordinha! Não puxem a cordinha!!!!

    Um pequeno ratinho ousou invadir o território de um leão um dia. Sem muita dificuldade, o felino abocanhou o pequeno roedor. Ele estava prestes a mata-lo quando o ratinho suplicou: “se você me deixar viver tenho certeza que um dia poderei retribuir seu gesto de bondade”. O leão riu, pois tinha certeza que jamais precisaria de um rato, mas como não tinha nada a perder decidiu aceitar a proposta. Porém, um dia o leão caiu em uma armadilha e adivinhe quem apareceu para salvá-lo? Ninguém. O rato tentou passar essa conversa mole na cobra, que não caiu nela e o devorou.

    Iluminação do dia: se você é um leão e ainda cai em conversa de rato, tem mais é que se fuder.

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    Iluminação com Baba (9)

    Por Baba Nabaatha

     

    Aserehê. A ragatanga que em mim habita, saúda a ragatanga que habita em você.

     

    É dura a vida na dureza. O natal está chegando e eu tenho dois problemas: primeiro, já gastei todo o meu décimo terceiro. Segundo, eu não tenho emprego. Minha namorada, Pravda Burana (metade indiana, metade eslava, metade teutônica), já deixou bem claro que, se eu quiser atingir o nirvana de novo, vai ter que rolar um presentinho. E nada de incenso ou sandália de couro trançado. Tem que ser um presente bom ou nada de massagens tântricas para mim. Malditos capitalistas!

    Resolvi me aconselhar com meu mestre Sai Baba (o outro), e parti rumo ao shopping do Itaim Bibi. Encontrei-o na seção de luminárias da Tok & Stok. Achei que era um sinal. Ele estava mostrando os bíceps para uma vendedora, que não parecia muito impressionada, quando me viu. A paz transbordava de seu ser. Contei meu dilema. Ele fechou os olhos por um instante, respirou fundo e disse:

    – Veja essa luminária. Ficaria ótima na sala lá de casa, mas o preço é muito salgado. Porém, se você se concentrar bem e olhar na etiqueta, vai descobrir que eles dividem em três vezes.

    Caralho! Isso é que é sabedoria. Fiquei até arrepiado. Enquanto ainda estava em êxtase total, vi meu mestre no caixa. Pagando pela luminária. Com o meu cartão. Fiquei sem limite de novo. Pravda Burana vai ter que se contentar com um frasco de essência de patchouli caseira. E eu, certamente, vou ficar como a deusa Durga: só mão…

     

    E agora, nossa iluminação do dia. Hoje vou ensinar a vocês um novo mantra, feito só com consoantes. Repitam: RCXHTTKFF. RCXHTTKFF. Opa! Invoquei o demônio sem querer. Todo mundo pra dentro do círculo de sal! Rápido!

    Uma criança ia sempre à sua aula toda suja e mal arrumada. Seu professor, vendo a aluna naquelas condições, decide dar a ela um vestido azul. Ao chegar em casa, sua mãe, ao ver o vestido, decide, finalmente, dar banho na criança. A menina ficou linda, arrumada e limpa. Dias depois, seu pai foi preso por pedofilia.

    Iluminação do dia: Cuide da sua vida!

    Iluminação com Baba (9)

    Por Baba Nabaatha

     

    Aserehê. A ragatanga que em mim habita, saúda a ragatanga que habita em você.

     

    É dura a vida na dureza. O natal está chegando e eu tenho dois problemas: primeiro, já gastei todo o meu décimo terceiro. Segundo, eu não tenho emprego. Minha namorada, Pravda Burana (metade indiana, metade eslava, metade teutônica), já deixou bem claro que, se eu quiser atingir o nirvana de novo, vai ter que rolar um presentinho. E nada de incenso ou sandália de couro trançado. Tem que ser um presente bom ou nada de massagens tântricas para mim. Malditos capitalistas!

    Resolvi me aconselhar com meu mestre Sai Baba (o outro), e parti rumo ao shopping do Itaim Bibi. Encontrei-o na seção de luminárias da Tok & Stok. Achei que era um sinal. Ele estava mostrando os bíceps para uma vendedora, que não parecia muito impressionada, quando me viu. A paz transbordava de seu ser. Contei meu dilema. Ele fechou os olhos por um instante, respirou fundo e disse:

    – Veja essa luminária. Ficaria ótima na sala lá de casa, mas o preço é muito salgado. Porém, se você se concentrar bem e olhar na etiqueta, vai descobrir que eles dividem em três vezes.

    Caralho! Isso é que é sabedoria. Fiquei até arrepiado. Enquanto ainda estava em êxtase total, vi meu mestre no caixa. Pagando pela luminária. Com o meu cartão. Fiquei sem limite de novo. Pravda Burana vai ter que se contentar com um frasco de essência de patchouli caseira. E eu, certamente, vou ficar como a deusa Durga: só mão…

     

    E agora, nossa iluminação do dia. Hoje vou ensinar a vocês um novo mantra, feito só com consoantes. Repitam: RCXHTTKFF. RCXHTTKFF. Opa! Invoquei o demônio sem querer. Todo mundo pra dentro do círculo de sal! Rápido!

    Uma criança ia sempre à sua aula toda suja e mal arrumada. Seu professor, vendo a aluna naquelas condições, decide dar a ela um vestido azul. Ao chegar em casa, sua mãe, ao ver o vestido, decide, finalmente, dar banho na criança. A menina ficou linda, arrumada e limpa. Dias depois, seu pai foi preso por pedofilia.

    Iluminação do dia: Cuide da sua vida!

    [ssba]

    Iluminação com Baba (9)

    Iluminação com Baba (9)

    Por Baba Nabaatha

     

    Aserehê. A ragatanga que em mim habita, saúda a ragatanga que habita em você.

     

    É dura a vida na dureza. O natal está chegando e eu tenho dois problemas: primeiro, já gastei todo o meu décimo terceiro. Segundo, eu não tenho emprego. Minha namorada, Pravda Burana (metade indiana, metade eslava, metade teutônica), já deixou bem claro que, se eu quiser atingir o nirvana de novo, vai ter que rolar um presentinho. E nada de incenso ou sandália de couro trançado. Tem que ser um presente bom ou nada de massagens tântricas para mim. Malditos capitalistas!

    Resolvi me aconselhar com meu mestre Sai Baba (o outro), e parti rumo ao shopping do Itaim Bibi. Encontrei-o na seção de luminárias da Tok & Stok. Achei que era um sinal. Ele estava mostrando os bíceps para uma vendedora, que não parecia muito impressionada, quando me viu. A paz transbordava de seu ser. Contei meu dilema. Ele fechou os olhos por um instante, respirou fundo e disse:

    – Veja essa luminária. Ficaria ótima na sala lá de casa, mas o preço é muito salgado. Porém, se você se concentrar bem e olhar na etiqueta, vai descobrir que eles dividem em três vezes.

    Caralho! Isso é que é sabedoria. Fiquei até arrepiado. Enquanto ainda estava em êxtase total, vi meu mestre no caixa. Pagando pela luminária. Com o meu cartão. Fiquei sem limite de novo. Pravda Burana vai ter que se contentar com um frasco de essência de patchouli caseira. E eu, certamente, vou ficar como a deusa Durga: só mão…

     

    E agora, nossa iluminação do dia. Hoje vou ensinar a vocês um novo mantra, feito só com consoantes. Repitam: RCXHTTKFF. RCXHTTKFF. Opa! Invoquei o demônio sem querer. Todo mundo pra dentro do círculo de sal! Rápido!

    Uma criança ia sempre à sua aula toda suja e mal arrumada. Seu professor, vendo a aluna naquelas condições, decide dar a ela um vestido azul. Ao chegar em casa, sua mãe, ao ver o vestido, decide, finalmente, dar banho na criança. A menina ficou linda, arrumada e limpa. Dias depois, seu pai foi preso por pedofilia.

    Iluminação do dia: Cuide da sua vida!

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    Iluminação com Baba (8)

    Por Baba Nabaatha

     

    Sifudê. O pagador de impostos que em mim habita, saúda o pagador de impostos que habita em você.

     

    Nem só de luz vive o homem. Depois de bastante tempo sem comer, resolvi que era hora de ir pra balada tentar comer uma mulher. Vesti minha bata de domingo, meti umas sandálias de couro nos pés, afivelei o cinto que comprei do meu mestre Sai Baba (não é aquele, já disse) e partiu balada!

    Fiquei sabendo que ia acontecer um flash mob de meditação conjunta, um flash imob na verdade, e fui correndo pro local, já que eu não tinha dinheiro pro taxi. Cheguei um pouco atrasado. Uma multidão (coisa de 15 pessoas, o que pra nós, seres iluminados, já é uma multidão) já estava entrando em estado intermediário de meditação. Um frisson tomada conta do ambiente. Vários mantras eram entoados ao mesmo tempo. A vibração era tanta que dava pra sentir no ar. Peguei meu colchãozinho de meditação e me ajeitei perto de uma morena ajeitada. Vi que ela me olhou com canto dos seus grandes olhos verdes. Provavelmente porque pisei no seu pé. Estendi meu colchãozinho e assumi a posição da ‘melancia partida errado’. Vi que a morena se impressionou. Logo estávamos dividindo um mantra.

    Pravda Burana, era seu nome. Uma indiana de origem eslava, com lua em germânia. Convidei-a para ir ao seu apartamento (o meu está sem luz), e fiquei muito animado quando ela aceitou. Depois de três chás de camomila, já estávamos nos atracando. No meio da agitação, nossos corpos suados se esfregando, fiquei intrigado com uma marca redonda que ela tinha no meio da testa. Os indianos chamam de ‘terceiro olho’, ‘Ajna’, ou o ‘sexto chakra’. Ela gemia ‘ohmmm’ de prazer embaixo de mim, e eu sem tirar os olhos daquela bolinha. Não aguentei. Peguei uma moeda e raspei aquilo. Ganhei 300 reais!

     

    Prontos para nossa iluminação do dia? Fechem os olhos e relaxem o máximo que conseguirem. Inclinem-se lentamente para trás e tentem tocar o calcanhar. Opa! Travei! Alguém me ajuda aqui!!!

    A cigarra vivia cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
    – Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar e se divertir!
    – Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. E se você não mudar de vida, cigarra, no inverno há de se arrepender! Vai passar fome e frio.
    Certo dia o inverno chegou. O formigueiro estava bem aquecido e com estoque de alimentos para durar todo o inverno. A formiga, então, se lembrou da cigarra. Com satisfação, supôs que ela devia estar passando muito frio e fome. Foi aí que a cigarra apareceu na MTV, sendo entrevistada em sua mansão na califórnia, cheia de cigarretes semi-nuas na piscina, anunciando seu novo CD e os shows com ingressos esgotados. E a formiga se enforcou.

    Iluminação do dia: Você pode se esforçar, mas, se não tiver talento, vai continuar na merda.

    Iluminação com Baba (8)

    Por Baba Nabaatha

     

    Sifudê. O pagador de impostos que em mim habita, saúda o pagador de impostos que habita em você.

     

    Nem só de luz vive o homem. Depois de bastante tempo sem comer, resolvi que era hora de ir pra balada tentar comer uma mulher. Vesti minha bata de domingo, meti umas sandálias de couro nos pés, afivelei o cinto que comprei do meu mestre Sai Baba (não é aquele, já disse) e partiu balada!

    Fiquei sabendo que ia acontecer um flash mob de meditação conjunta, um flash imob na verdade, e fui correndo pro local, já que eu não tinha dinheiro pro taxi. Cheguei um pouco atrasado. Uma multidão (coisa de 15 pessoas, o que pra nós, seres iluminados, já é uma multidão) já estava entrando em estado intermediário de meditação. Um frisson tomada conta do ambiente. Vários mantras eram entoados ao mesmo tempo. A vibração era tanta que dava pra sentir no ar. Peguei meu colchãozinho de meditação e me ajeitei perto de uma morena ajeitada. Vi que ela me olhou com canto dos seus grandes olhos verdes. Provavelmente porque pisei no seu pé. Estendi meu colchãozinho e assumi a posição da ‘melancia partida errado’. Vi que a morena se impressionou. Logo estávamos dividindo um mantra.

    Pravda Burana, era seu nome. Uma indiana de origem eslava, com lua em germânia. Convidei-a para ir ao seu apartamento (o meu está sem luz), e fiquei muito animado quando ela aceitou. Depois de três chás de camomila, já estávamos nos atracando. No meio da agitação, nossos corpos suados se esfregando, fiquei intrigado com uma marca redonda que ela tinha no meio da testa. Os indianos chamam de ‘terceiro olho’, ‘Ajna’, ou o ‘sexto chakra’. Ela gemia ‘ohmmm’ de prazer embaixo de mim, e eu sem tirar os olhos daquela bolinha. Não aguentei. Peguei uma moeda e raspei aquilo. Ganhei 300 reais!

     

    Prontos para nossa iluminação do dia? Fechem os olhos e relaxem o máximo que conseguirem. Inclinem-se lentamente para trás e tentem tocar o calcanhar. Opa! Travei! Alguém me ajuda aqui!!!

    A cigarra vivia cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
    – Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar e se divertir!
    – Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. E se você não mudar de vida, cigarra, no inverno há de se arrepender! Vai passar fome e frio.
    Certo dia o inverno chegou. O formigueiro estava bem aquecido e com estoque de alimentos para durar todo o inverno. A formiga, então, se lembrou da cigarra. Com satisfação, supôs que ela devia estar passando muito frio e fome. Foi aí que a cigarra apareceu na MTV, sendo entrevistada em sua mansão na califórnia, cheia de cigarretes semi-nuas na piscina, anunciando seu novo CD e os shows com ingressos esgotados. E a formiga se enforcou.

    Iluminação do dia: Você pode se esforçar, mas, se não tiver talento, vai continuar na merda.

    [ssba]

    Iluminação com Baba (8)

    Iluminação com Baba (8)

    Por Baba Nabaatha

     

    Sifudê. O pagador de impostos que em mim habita, saúda o pagador de impostos que habita em você.

     

    Nem só de luz vive o homem. Depois de bastante tempo sem comer, resolvi que era hora de ir pra balada tentar comer uma mulher. Vesti minha bata de domingo, meti umas sandálias de couro nos pés, afivelei o cinto que comprei do meu mestre Sai Baba (não é aquele, já disse) e partiu balada!

    Fiquei sabendo que ia acontecer um flash mob de meditação conjunta, um flash imob na verdade, e fui correndo pro local, já que eu não tinha dinheiro pro taxi. Cheguei um pouco atrasado. Uma multidão (coisa de 15 pessoas, o que pra nós, seres iluminados, já é uma multidão) já estava entrando em estado intermediário de meditação. Um frisson tomada conta do ambiente. Vários mantras eram entoados ao mesmo tempo. A vibração era tanta que dava pra sentir no ar. Peguei meu colchãozinho de meditação e me ajeitei perto de uma morena ajeitada. Vi que ela me olhou com canto dos seus grandes olhos verdes. Provavelmente porque pisei no seu pé. Estendi meu colchãozinho e assumi a posição da ‘melancia partida errado’. Vi que a morena se impressionou. Logo estávamos dividindo um mantra.

    Pravda Burana, era seu nome. Uma indiana de origem eslava, com lua em germânia. Convidei-a para ir ao seu apartamento (o meu está sem luz), e fiquei muito animado quando ela aceitou. Depois de três chás de camomila, já estávamos nos atracando. No meio da agitação, nossos corpos suados se esfregando, fiquei intrigado com uma marca redonda que ela tinha no meio da testa. Os indianos chamam de ‘terceiro olho’, ‘Ajna’, ou o ‘sexto chakra’. Ela gemia ‘ohmmm’ de prazer embaixo de mim, e eu sem tirar os olhos daquela bolinha. Não aguentei. Peguei uma moeda e raspei aquilo. Ganhei 300 reais!

     

    Prontos para nossa iluminação do dia? Fechem os olhos e relaxem o máximo que conseguirem. Inclinem-se lentamente para trás e tentem tocar o calcanhar. Opa! Travei! Alguém me ajuda aqui!!!

    A cigarra vivia cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
    – Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar e se divertir!
    – Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. E se você não mudar de vida, cigarra, no inverno há de se arrepender! Vai passar fome e frio.
    Certo dia o inverno chegou. O formigueiro estava bem aquecido e com estoque de alimentos para durar todo o inverno. A formiga, então, se lembrou da cigarra. Com satisfação, supôs que ela devia estar passando muito frio e fome. Foi aí que a cigarra apareceu na MTV, sendo entrevistada em sua mansão na califórnia, cheia de cigarretes semi-nuas na piscina, anunciando seu novo CD e os shows com ingressos esgotados. E a formiga se enforcou.

    Iluminação do dia: Você pode se esforçar, mas, se não tiver talento, vai continuar na merda.

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    Iluminação com Baba (7)

    Por Baba Nabaatha

     

    Kabenguelê. O negão da picona que em mim habita, saúda o negão da picona que habita em você. Mas bem de longe.

     

    Quem me conhece sabe que não sou um homem de ficar parado. Principalmente quando o senhorio está atrás de mim para cobrar o aluguel. Na minha fuga, digo, caminhada, encontrei um lugar idílico e distante, propício à meditação e bem escondido dos cobradores. Sentei-me à beira do riacho que ali passava, e assumi a posição de ‘lótus com dor’. Não aconselho essa posição aos iniciantes. Apenas os praticantes do terceiro dan conseguem fazê-la sem destroncar o mindinho.

    Depois de me contorcer dolorosamente, cheguei à posição e tentei relaxar ao máximo. Observava calmamento um sofá usado ser levado pelas águas do riacho, acompanhado de uma carcaça de boi. Um achorro latia ao longe. Olhei para o lado, e ele não estava tão longe. Mas estava tão relaxado que nem liguei para as mordidas. Estava já absorto em minha meditação e relaxava mais e mais. Tentei mover meu mindinho. Destronquei. A dor lancinante me levou ao estado meditativo profundo, e uma visão veio a mim. Nela, o meu guro Sai Baba (não é aquele) estava todo de branco. Uma aura fúcsia bem brilhante ao seu redor. Ele estava em pé, no corredor de higiene pessoal do Carrefour do Itaim Bibi. Observava um pacote com três escovas de dentes em suas mãos, olhou profundamente nos meus olhos, e disse:

    – Porque será que pobre adora uma escova de dentes velha?

    Aquilo me atingiu como uma bomba! Realmente, em toda casa de pobre tem sempre uma escova de dentes velha em todo lugar. No banheiro, na pia da cozinha, esquecida no tanque… Mas porquê? Uma questão que, elucidada, certamente me ajudaria a evoluir. Vou me ocupar disso mais tarde. Agora tenho que me preocupar em como vou sair dessa posição e colocar o mindinho no lugar.

     

    E agora, nossa iluminação diária. Todos prontos? Inspirem. Expirem. Inspirem. Expirem. Bate na palma da mão! Desce quicando até o chão! Vai bumbum tantam! Epa! Quem trocou a música?!?!

    Um burro, que morava em Brasília, encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de fazer discursos e textões na internet. Muitos animais ficavam embevecidos com o palavreado. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada acreditando nele que não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa virou-se e se aproximou do burro rindo:

    – Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse acreditado. Mas aquele zurro estragou tudo!

     

    Iluminação do dia: Algo me diz que ainda teremos saudades da Dilma.

    Iluminação com Baba (7)

    Por Baba Nabaatha

     

    Kabenguelê. O negão da picona que em mim habita, saúda o negão da picona que habita em você. Mas bem de longe.

     

    Quem me conhece sabe que não sou um homem de ficar parado. Principalmente quando o senhorio está atrás de mim para cobrar o aluguel. Na minha fuga, digo, caminhada, encontrei um lugar idílico e distante, propício à meditação e bem escondido dos cobradores. Sentei-me à beira do riacho que ali passava, e assumi a posição de ‘lótus com dor’. Não aconselho essa posição aos iniciantes. Apenas os praticantes do terceiro dan conseguem fazê-la sem destroncar o mindinho.

    Depois de me contorcer dolorosamente, cheguei à posição e tentei relaxar ao máximo. Observava calmamento um sofá usado ser levado pelas águas do riacho, acompanhado de uma carcaça de boi. Um achorro latia ao longe. Olhei para o lado, e ele não estava tão longe. Mas estava tão relaxado que nem liguei para as mordidas. Estava já absorto em minha meditação e relaxava mais e mais. Tentei mover meu mindinho. Destronquei. A dor lancinante me levou ao estado meditativo profundo, e uma visão veio a mim. Nela, o meu guro Sai Baba (não é aquele) estava todo de branco. Uma aura fúcsia bem brilhante ao seu redor. Ele estava em pé, no corredor de higiene pessoal do Carrefour do Itaim Bibi. Observava um pacote com três escovas de dentes em suas mãos, olhou profundamente nos meus olhos, e disse:

    – Porque será que pobre adora uma escova de dentes velha?

    Aquilo me atingiu como uma bomba! Realmente, em toda casa de pobre tem sempre uma escova de dentes velha em todo lugar. No banheiro, na pia da cozinha, esquecida no tanque… Mas porquê? Uma questão que, elucidada, certamente me ajudaria a evoluir. Vou me ocupar disso mais tarde. Agora tenho que me preocupar em como vou sair dessa posição e colocar o mindinho no lugar.

     

    E agora, nossa iluminação diária. Todos prontos? Inspirem. Expirem. Inspirem. Expirem. Bate na palma da mão! Desce quicando até o chão! Vai bumbum tantam! Epa! Quem trocou a música?!?!

    Um burro, que morava em Brasília, encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de fazer discursos e textões na internet. Muitos animais ficavam embevecidos com o palavreado. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada acreditando nele que não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa virou-se e se aproximou do burro rindo:

    – Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse acreditado. Mas aquele zurro estragou tudo!

     

    Iluminação do dia: Algo me diz que ainda teremos saudades da Dilma.

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    Iluminação com Baba (7)

    Iluminação com Baba (7)

    Por Baba Nabaatha

     

    Kabenguelê. O negão da picona que em mim habita, saúda o negão da picona que habita em você. Mas bem de longe.

     

    Quem me conhece sabe que não sou um homem de ficar parado. Principalmente quando o senhorio está atrás de mim para cobrar o aluguel. Na minha fuga, digo, caminhada, encontrei um lugar idílico e distante, propício à meditação e bem escondido dos cobradores. Sentei-me à beira do riacho que ali passava, e assumi a posição de ‘lótus com dor’. Não aconselho essa posição aos iniciantes. Apenas os praticantes do terceiro dan conseguem fazê-la sem destroncar o mindinho.

    Depois de me contorcer dolorosamente, cheguei à posição e tentei relaxar ao máximo. Observava calmamento um sofá usado ser levado pelas águas do riacho, acompanhado de uma carcaça de boi. Um achorro latia ao longe. Olhei para o lado, e ele não estava tão longe. Mas estava tão relaxado que nem liguei para as mordidas. Estava já absorto em minha meditação e relaxava mais e mais. Tentei mover meu mindinho. Destronquei. A dor lancinante me levou ao estado meditativo profundo, e uma visão veio a mim. Nela, o meu guro Sai Baba (não é aquele) estava todo de branco. Uma aura fúcsia bem brilhante ao seu redor. Ele estava em pé, no corredor de higiene pessoal do Carrefour do Itaim Bibi. Observava um pacote com três escovas de dentes em suas mãos, olhou profundamente nos meus olhos, e disse:

    – Porque será que pobre adora uma escova de dentes velha?

    Aquilo me atingiu como uma bomba! Realmente, em toda casa de pobre tem sempre uma escova de dentes velha em todo lugar. No banheiro, na pia da cozinha, esquecida no tanque… Mas porquê? Uma questão que, elucidada, certamente me ajudaria a evoluir. Vou me ocupar disso mais tarde. Agora tenho que me preocupar em como vou sair dessa posição e colocar o mindinho no lugar.

     

    E agora, nossa iluminação diária. Todos prontos? Inspirem. Expirem. Inspirem. Expirem. Bate na palma da mão! Desce quicando até o chão! Vai bumbum tantam! Epa! Quem trocou a música?!?!

    Um burro, que morava em Brasília, encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de fazer discursos e textões na internet. Muitos animais ficavam embevecidos com o palavreado. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada acreditando nele que não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa virou-se e se aproximou do burro rindo:

    – Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse acreditado. Mas aquele zurro estragou tudo!

     

    Iluminação do dia: Algo me diz que ainda teremos saudades da Dilma.

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    Iluminação com Baba (6)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaiscrer. O ateu que em mim habita, saúda o ateu que habita em você.

    Desculpem a demora. Já estou sem iluminação há duas semanas. Cortaram a luz lá de casa. Com a luz cortada fica tudo mais difícil. A carne apodreceu na geladeira. Aproveitei para fazer o bem e doei tudo pro mendigo leproso que fica na esquina. Sem ter como consevar os alimentos, e sem dinheiro para comprar outros novos, estou tendo que, paradoxalmente (!), viver de luz. Foi por isso que resolvi caminhar até o shopping de Itaim Bibi. Aproveito para pegar um pouco de sol e fazer um lanchinho.

    Lá estava ele. Sim! Meu guia iluminado Sai Baba (o outro). Ele estava no McDonalds, comendo um quarteirão com queijo. Ele já estava no terceiro refil de Coca Cola quando me viu e indicou o banco da frente para que eu me sentasse. Embasbacado pela sua aura, sentei-me e imediatamente avancei em uma batatinha. Com um tapa bem dado, ele afastou minha mão.

    – Sai Baba, meu guia, eu estou com fome.

    – Vá plantar batatas!

    Mais uma vez, aquelas palavras me iluminaram. Entendi e agradeci a lição dada. Se você der um peixe a um homem, ele comerá naqule dia. Mas se você ensiná-lo a pescar… esqueci o resto. A fome turva meus pensamentos. Meti a mão no saquinho de batatas e saí correndo. Sai Baba viado!

     

    E agora, algo completamente diferente: nossa iluminação do dia. Respirem cachorrinho. Ô! Não faz xixi aí! Já falei pra fazer no jornal, cacete!

    Um ratinho vivia em Brasília com sua mãe, depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    – Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Eram bonitos e delicados, tinham um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas.

    – Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esses são políticos. Eles parecem bonitinhos e inofensivos, mas só te fodem. Retardado!

     

    Iluminação do dia: Estando em Brasília, ande com a bunda encostada na parede.

    Iluminação com Baba (6)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaiscrer. O ateu que em mim habita, saúda o ateu que habita em você.

    Desculpem a demora. Já estou sem iluminação há duas semanas. Cortaram a luz lá de casa. Com a luz cortada fica tudo mais difícil. A carne apodreceu na geladeira. Aproveitei para fazer o bem e doei tudo pro mendigo leproso que fica na esquina. Sem ter como consevar os alimentos, e sem dinheiro para comprar outros novos, estou tendo que, paradoxalmente (!), viver de luz. Foi por isso que resolvi caminhar até o shopping de Itaim Bibi. Aproveito para pegar um pouco de sol e fazer um lanchinho.

    Lá estava ele. Sim! Meu guia iluminado Sai Baba (o outro). Ele estava no McDonalds, comendo um quarteirão com queijo. Ele já estava no terceiro refil de Coca Cola quando me viu e indicou o banco da frente para que eu me sentasse. Embasbacado pela sua aura, sentei-me e imediatamente avancei em uma batatinha. Com um tapa bem dado, ele afastou minha mão.

    – Sai Baba, meu guia, eu estou com fome.

    – Vá plantar batatas!

    Mais uma vez, aquelas palavras me iluminaram. Entendi e agradeci a lição dada. Se você der um peixe a um homem, ele comerá naqule dia. Mas se você ensiná-lo a pescar… esqueci o resto. A fome turva meus pensamentos. Meti a mão no saquinho de batatas e saí correndo. Sai Baba viado!

     

    E agora, algo completamente diferente: nossa iluminação do dia. Respirem cachorrinho. Ô! Não faz xixi aí! Já falei pra fazer no jornal, cacete!

    Um ratinho vivia em Brasília com sua mãe, depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    – Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Eram bonitos e delicados, tinham um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas.

    – Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esses são políticos. Eles parecem bonitinhos e inofensivos, mas só te fodem. Retardado!

     

    Iluminação do dia: Estando em Brasília, ande com a bunda encostada na parede.

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    Iluminação com Baba (6)

    Iluminação com Baba (6)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaiscrer. O ateu que em mim habita, saúda o ateu que habita em você.

    Desculpem a demora. Já estou sem iluminação há duas semanas. Cortaram a luz lá de casa. Com a luz cortada fica tudo mais difícil. A carne apodreceu na geladeira. Aproveitei para fazer o bem e doei tudo pro mendigo leproso que fica na esquina. Sem ter como consevar os alimentos, e sem dinheiro para comprar outros novos, estou tendo que, paradoxalmente (!), viver de luz. Foi por isso que resolvi caminhar até o shopping de Itaim Bibi. Aproveito para pegar um pouco de sol e fazer um lanchinho.

    Lá estava ele. Sim! Meu guia iluminado Sai Baba (o outro). Ele estava no McDonalds, comendo um quarteirão com queijo. Ele já estava no terceiro refil de Coca Cola quando me viu e indicou o banco da frente para que eu me sentasse. Embasbacado pela sua aura, sentei-me e imediatamente avancei em uma batatinha. Com um tapa bem dado, ele afastou minha mão.

    – Sai Baba, meu guia, eu estou com fome.

    – Vá plantar batatas!

    Mais uma vez, aquelas palavras me iluminaram. Entendi e agradeci a lição dada. Se você der um peixe a um homem, ele comerá naqule dia. Mas se você ensiná-lo a pescar… esqueci o resto. A fome turva meus pensamentos. Meti a mão no saquinho de batatas e saí correndo. Sai Baba viado!

     

    E agora, algo completamente diferente: nossa iluminação do dia. Respirem cachorrinho. Ô! Não faz xixi aí! Já falei pra fazer no jornal, cacete!

    Um ratinho vivia em Brasília com sua mãe, depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    – Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Eram bonitos e delicados, tinham um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas.

    – Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esses são políticos. Eles parecem bonitinhos e inofensivos, mas só te fodem. Retardado!

     

    Iluminação do dia: Estando em Brasília, ande com a bunda encostada na parede.

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    Iluminação com Baba (5)

    Por Baba Nabaatha

    Fenemê. A empoderada que em mim habita, saúda a empoderada que habita em você.

     

    Me lembro como se fosse ontem. Hoje de manhã, encontrei meu guru Sai Baba (o outro), como de costume, no shopping do Itaim Bibi. Ele estava tomando um sorvete de casquinha do McDonalds. Misto.

    Como de costume, me ajoelhei diante de seus pés. Olhava aquele rosto abençoado com admiração. As luzes de neon de uma loja formavam um halo em cima de sua cabeça. Seria a imagem de um verdadeiro santo, não fosse o resto das luz neon, em forma de seta, escrito ‘SALE’ dentro, que piscava apontando para ele. Uma gota de sorvete cai na minha testa.

    Aquele geladinho gosmento escorreu até o canto do meu olho esquerdo provocando um frenesi e me forçando a fechar aquele olho. Imediatamente, levantei minha mão, afim de limpar a gosma. Com um gesto brusco, meu mestre deu um tapa na minha mão, impedindo meu ato. Sem dizer nada. Apenas olhou para mim e deu um sorriso com o canto da boca. Não entendi, mas obedeci. Segui meu caminho com um dos olhos fechados, tentando entender aquela lição. No caminho, topei com um neo nazista que confundiu minha bata com um vestido, e minhas piscadelas com uma cantada. Apanhei. Mas entendi a lição.

     

    Prontos para nossa iluminação de hoje? Em silêncio profundo, fechem um dos olhos. Agora, fechem o outro. Ê cacêta! Chutei a quina da mesa.

     

    Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

    – Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

    Ouvindo aquilo, o corvo comeu o queijo e disse:

    – Tá bêbada, raposa? Que diabos de cores você está vendo? Eu sou corvo! Sou preto! Vá encher o saco de outro.

     

    Iluminação do dia: Quando quiser roubar o queijo de um corvo, não tome LSD.

    Iluminação com Baba (5)

    Por Baba Nabaatha

    Fenemê. A empoderada que em mim habita, saúda a empoderada que habita em você.

     

    Me lembro como se fosse ontem. Hoje de manhã, encontrei meu guru Sai Baba (o outro), como de costume, no shopping do Itaim Bibi. Ele estava tomando um sorvete de casquinha do McDonalds. Misto.

    Como de costume, me ajoelhei diante de seus pés. Olhava aquele rosto abençoado com admiração. As luzes de neon de uma loja formavam um halo em cima de sua cabeça. Seria a imagem de um verdadeiro santo, não fosse o resto das luz neon, em forma de seta, escrito ‘SALE’ dentro, que piscava apontando para ele. Uma gota de sorvete cai na minha testa.

    Aquele geladinho gosmento escorreu até o canto do meu olho esquerdo provocando um frenesi e me forçando a fechar aquele olho. Imediatamente, levantei minha mão, afim de limpar a gosma. Com um gesto brusco, meu mestre deu um tapa na minha mão, impedindo meu ato. Sem dizer nada. Apenas olhou para mim e deu um sorriso com o canto da boca. Não entendi, mas obedeci. Segui meu caminho com um dos olhos fechados, tentando entender aquela lição. No caminho, topei com um neo nazista que confundiu minha bata com um vestido, e minhas piscadelas com uma cantada. Apanhei. Mas entendi a lição.

     

    Prontos para nossa iluminação de hoje? Em silêncio profundo, fechem um dos olhos. Agora, fechem o outro. Ê cacêta! Chutei a quina da mesa.

     

    Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

    – Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

    Ouvindo aquilo, o corvo comeu o queijo e disse:

    – Tá bêbada, raposa? Que diabos de cores você está vendo? Eu sou corvo! Sou preto! Vá encher o saco de outro.

     

    Iluminação do dia: Quando quiser roubar o queijo de um corvo, não tome LSD.

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    Iluminação com Baba (5)

    Iluminação com Baba (5)

    Por Baba Nabaatha

    Fenemê. A empoderada que em mim habita, saúda a empoderada que habita em você.

     

    Me lembro como se fosse ontem. Hoje de manhã, encontrei meu guru Sai Baba (o outro), como de costume, no shopping do Itaim Bibi. Ele estava tomando um sorvete de casquinha do McDonalds. Misto.

    Como de costume, me ajoelhei diante de seus pés. Olhava aquele rosto abençoado com admiração. As luzes de neon de uma loja formavam um halo em cima de sua cabeça. Seria a imagem de um verdadeiro santo, não fosse o resto das luz neon, em forma de seta, escrito ‘SALE’ dentro, que piscava apontando para ele. Uma gota de sorvete cai na minha testa.

    Aquele geladinho gosmento escorreu até o canto do meu olho esquerdo provocando um frenesi e me forçando a fechar aquele olho. Imediatamente, levantei minha mão, afim de limpar a gosma. Com um gesto brusco, meu mestre deu um tapa na minha mão, impedindo meu ato. Sem dizer nada. Apenas olhou para mim e deu um sorriso com o canto da boca. Não entendi, mas obedeci. Segui meu caminho com um dos olhos fechados, tentando entender aquela lição. No caminho, topei com um neo nazista que confundiu minha bata com um vestido, e minhas piscadelas com uma cantada. Apanhei. Mas entendi a lição.

     

    Prontos para nossa iluminação de hoje? Em silêncio profundo, fechem um dos olhos. Agora, fechem o outro. Ê cacêta! Chutei a quina da mesa.

     

    Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

    – Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

    Ouvindo aquilo, o corvo comeu o queijo e disse:

    – Tá bêbada, raposa? Que diabos de cores você está vendo? Eu sou corvo! Sou preto! Vá encher o saco de outro.

     

    Iluminação do dia: Quando quiser roubar o queijo de um corvo, não tome LSD.

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    Iluminação com Baba (4)

    Por Baba Nabaatha

    ABC. O Pelé que em mim habita, saúda o Pelé que habita em você.

    Cortaram minha luz. Fui consultar meu guru Sai Baba (esse é outro) para ver se conseguia uma palavra de sabedoria. Encontrei-o trançando tiras de couro para fazer um cinto. Ele vende esses objetos na feira de artesanato de Itaim Bibi. É uma feira como muitas outras. Mas essa é muito, Muito chique!

    Ajoelhei-me diante dele, imediatamente assumindo a posição do “aprendiz claudicante”. É uma posição muito difícil, que só quem já está no terceiro dan consegue fazer. Enfim, contei para ele o meu problema e aguardei pacientemente que ele me dissesse algo, o que demorou mais de 20 minutos. Ele não quis parar de trançar as tiras de couro porque podia perder o fio da meada.

    Finalmente, ele encaixou a fivela, colocou o cinto estendido no chão, olhou para mim e disse:

    – Gafanhoto, o que você vê?

    – Vejo um cinto, mestre. E muito bonito por sinal. Quanto é?

    – Duzentos reais. Divido no cartão.

    Foi o suficiente para mim. Entendi o que o meu sábio mestre quis dizer. Devo ligar pra concessionária de energia e dividir o atrasado no cartão. Gênio!

    Quando já estava me levantando, vi que ele, de alguma forma, tinha pegado o meu cartão e passado na maquininha. Fiquei sem limite. Mas agora tenho um cinto lindão!

    E agora, nossa iluminação diária: ponha a cabeça para trás, relaxe, revire os olhos, tente não rir.

    Conta-se que, certa vez, um homem chegara em casa e encontrara sua esposa arfando na cama. Aflito, pois sabia dos fortíssimos ataques de asma que sua querida esposa costumava ter, correu até o armário para pegar o remédio. Quando abriu a porta do armário, o homem ficou surpreso ao encontrar o marcineiro. Sem roupas. O marcineiro falou que estava dando uns retoques na parte do fundo e, como o calor era forte, acabou por tirar suas vestes.

    Possesso, o homem tentou jogar o marceneiro pela janela do 14º andar, mas foi contido por sua mulher que, àquela altura, já tinha se curado da asma. Ela se postou no caminho da janela e, gritando como quem quer acordar o Senhor, disse que era o marceneiro quem pagava a faculdade dos gêmeos. Ciente do valor cobrado hoje em dia, o homem serviu um cafezinho.

    Iluminação do dia: Se você não tiver certeza de como suas contas são pagas, é melhor aprender a fazer café.

    Iluminação com Baba (4)

    Por Baba Nabaatha

    ABC. O Pelé que em mim habita, saúda o Pelé que habita em você.

    Cortaram minha luz. Fui consultar meu guru Sai Baba (esse é outro) para ver se conseguia uma palavra de sabedoria. Encontrei-o trançando tiras de couro para fazer um cinto. Ele vende esses objetos na feira de artesanato de Itaim Bibi. É uma feira como muitas outras. Mas essa é muito, Muito chique!

    Ajoelhei-me diante dele, imediatamente assumindo a posição do “aprendiz claudicante”. É uma posição muito difícil, que só quem já está no terceiro dan consegue fazer. Enfim, contei para ele o meu problema e aguardei pacientemente que ele me dissesse algo, o que demorou mais de 20 minutos. Ele não quis parar de trançar as tiras de couro porque podia perder o fio da meada.

    Finalmente, ele encaixou a fivela, colocou o cinto estendido no chão, olhou para mim e disse:

    – Gafanhoto, o que você vê?

    – Vejo um cinto, mestre. E muito bonito por sinal. Quanto é?

    – Duzentos reais. Divido no cartão.

    Foi o suficiente para mim. Entendi o que o meu sábio mestre quis dizer. Devo ligar pra concessionária de energia e dividir o atrasado no cartão. Gênio!

    Quando já estava me levantando, vi que ele, de alguma forma, tinha pegado o meu cartão e passado na maquininha. Fiquei sem limite. Mas agora tenho um cinto lindão!

    E agora, nossa iluminação diária: ponha a cabeça para trás, relaxe, revire os olhos, tente não rir.

    Conta-se que, certa vez, um homem chegara em casa e encontrara sua esposa arfando na cama. Aflito, pois sabia dos fortíssimos ataques de asma que sua querida esposa costumava ter, correu até o armário para pegar o remédio. Quando abriu a porta do armário, o homem ficou surpreso ao encontrar o marcineiro. Sem roupas. O marcineiro falou que estava dando uns retoques na parte do fundo e, como o calor era forte, acabou por tirar suas vestes.

    Possesso, o homem tentou jogar o marceneiro pela janela do 14º andar, mas foi contido por sua mulher que, àquela altura, já tinha se curado da asma. Ela se postou no caminho da janela e, gritando como quem quer acordar o Senhor, disse que era o marceneiro quem pagava a faculdade dos gêmeos. Ciente do valor cobrado hoje em dia, o homem serviu um cafezinho.

    Iluminação do dia: Se você não tiver certeza de como suas contas são pagas, é melhor aprender a fazer café.

    [ssba]
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    Iluminação com Baba (4)

    Iluminação com Baba (4)

    Por Baba Nabaatha

    ABC. O Pelé que em mim habita, saúda o Pelé que habita em você.

    Cortaram minha luz. Fui consultar meu guru Sai Baba (esse é outro) para ver se conseguia uma palavra de sabedoria. Encontrei-o trançando tiras de couro para fazer um cinto. Ele vende esses objetos na feira de artesanato de Itaim Bibi. É uma feira como muitas outras. Mas essa é muito, Muito chique!

    Ajoelhei-me diante dele, imediatamente assumindo a posição do “aprendiz claudicante”. É uma posição muito difícil, que só quem já está no terceiro dan consegue fazer. Enfim, contei para ele o meu problema e aguardei pacientemente que ele me dissesse algo, o que demorou mais de 20 minutos. Ele não quis parar de trançar as tiras de couro porque podia perder o fio da meada.

    Finalmente, ele encaixou a fivela, colocou o cinto estendido no chão, olhou para mim e disse:

    – Gafanhoto, o que você vê?

    – Vejo um cinto, mestre. E muito bonito por sinal. Quanto é?

    – Duzentos reais. Divido no cartão.

    Foi o suficiente para mim. Entendi o que o meu sábio mestre quis dizer. Devo ligar pra concessionária de energia e dividir o atrasado no cartão. Gênio!

    Quando já estava me levantando, vi que ele, de alguma forma, tinha pegado o meu cartão e passado na maquininha. Fiquei sem limite. Mas agora tenho um cinto lindão!

    E agora, nossa iluminação diária: ponha a cabeça para trás, relaxe, revire os olhos, tente não rir.

    Conta-se que, certa vez, um homem chegara em casa e encontrara sua esposa arfando na cama. Aflito, pois sabia dos fortíssimos ataques de asma que sua querida esposa costumava ter, correu até o armário para pegar o remédio. Quando abriu a porta do armário, o homem ficou surpreso ao encontrar o marcineiro. Sem roupas. O marcineiro falou que estava dando uns retoques na parte do fundo e, como o calor era forte, acabou por tirar suas vestes.

    Possesso, o homem tentou jogar o marceneiro pela janela do 14º andar, mas foi contido por sua mulher que, àquela altura, já tinha se curado da asma. Ela se postou no caminho da janela e, gritando como quem quer acordar o Senhor, disse que era o marceneiro quem pagava a faculdade dos gêmeos. Ciente do valor cobrado hoje em dia, o homem serviu um cafezinho.

    Iluminação do dia: Se você não tiver certeza de como suas contas são pagas, é melhor aprender a fazer café.

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    Iluminação com Baba (3)

    Por Baba Nabaatha

    Pererê. O saci que habita em mim, saúda o saci que habita em você.

    Conheci meu guru Sai Baba (esse é outro) no shopping de Itaim Bibi, numa quarta a tarde. Ele vestia apenas sua túnica branca e uma sandália de couro um tanto gasta, mas ainda assim impressionante em sua simplicidade. Uma luz azul muito bonita emanava daquela figura etérea enquanto ele comprava um saco de pipocas. Com o canto dos olhos, ele me notou ali parado e pediu o sal.

    De imediato reconheci nele a pessoa que a partir dali me guiaria no meu caminho espiritual. Embasbacado pela sua presença, balbuciei “mestre” e esperei por uma palavra, uma migalha que fosse de sua sabedoria. E foi então que ele me olhou direto nos meus olhos e disse aquela frase que nunca mais esquecerei:

    – É uma merda ir ao cinema quando você brilha azul.

    Lindo…

    Prontos para nossa iluminação? Inspire… Expire… Inspire… Expire…

    Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.

    – Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.

    Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.

    – Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer! E eu só dou depois do terceiro encontro. Sou uma cabra de família!

    Iluminação do dia: Não caia em qualquer cantada barata. Verifique antes se o lobo tem pelo menos um fusca e uma poupança da Caixa.

    Iluminação com Baba (3)

    Por Baba Nabaatha

    Pererê. O saci que habita em mim, saúda o saci que habita em você.

    Conheci meu guru Sai Baba (esse é outro) no shopping de Itaim Bibi, numa quarta a tarde. Ele vestia apenas sua túnica branca e uma sandália de couro um tanto gasta, mas ainda assim impressionante em sua simplicidade. Uma luz azul muito bonita emanava daquela figura etérea enquanto ele comprava um saco de pipocas. Com o canto dos olhos, ele me notou ali parado e pediu o sal.

    De imediato reconheci nele a pessoa que a partir dali me guiaria no meu caminho espiritual. Embasbacado pela sua presença, balbuciei “mestre” e esperei por uma palavra, uma migalha que fosse de sua sabedoria. E foi então que ele me olhou direto nos meus olhos e disse aquela frase que nunca mais esquecerei:

    – É uma merda ir ao cinema quando você brilha azul.

    Lindo…

    Prontos para nossa iluminação? Inspire… Expire… Inspire… Expire…

    Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.

    – Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.

    Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.

    – Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer! E eu só dou depois do terceiro encontro. Sou uma cabra de família!

    Iluminação do dia: Não caia em qualquer cantada barata. Verifique antes se o lobo tem pelo menos um fusca e uma poupança da Caixa.

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    Iluminação com Baba (3)

    Iluminação com Baba (3)

    Por Baba Nabaatha

    Pererê. O saci que habita em mim, saúda o saci que habita em você.

    Conheci meu guru Sai Baba (esse é outro) no shopping de Itaim Bibi, numa quarta a tarde. Ele vestia apenas sua túnica branca e uma sandália de couro um tanto gasta, mas ainda assim impressionante em sua simplicidade. Uma luz azul muito bonita emanava daquela figura etérea enquanto ele comprava um saco de pipocas. Com o canto dos olhos, ele me notou ali parado e pediu o sal.

    De imediato reconheci nele a pessoa que a partir dali me guiaria no meu caminho espiritual. Embasbacado pela sua presença, balbuciei “mestre” e esperei por uma palavra, uma migalha que fosse de sua sabedoria. E foi então que ele me olhou direto nos meus olhos e disse aquela frase que nunca mais esquecerei:

    – É uma merda ir ao cinema quando você brilha azul.

    Lindo…

    Prontos para nossa iluminação? Inspire… Expire… Inspire… Expire…

    Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.

    – Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.

    Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.

    – Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer! E eu só dou depois do terceiro encontro. Sou uma cabra de família!

    Iluminação do dia: Não caia em qualquer cantada barata. Verifique antes se o lobo tem pelo menos um fusca e uma poupança da Caixa.

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    Iluminação com Baba (2)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaistê. O mendigo que habita em mim, saúda o mendigo que habita em você.

    Desde o nosso último encontro, descobri algumas coisas. Uma é que, apesar de agora fazer jornada dupla, vou continuar não recebendo. Mas ganhei um aumento na ração diária de banana. Recebo duas bananas e meia agora, o que causou certa inveja. Ainda não sei como pagar a conta de luz. Por enquanto, nossa iluminação vai à vela mesmo.

    Agora respire fundo, relaxe, entoe o mantra “tofu, tofu, tofu…” e vamos à nossa iluminação do dia:

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
    Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
    Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

    Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
    Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

    Nisso apareceu o ratinho, filho duma égua. que riu pra cacete do leão e juntou os outros ratos para fazer uma festa em volta do seu corpo.

    Iluminação do dia: sempre que você pegar um rato, coma-o e deixe os seus restos espetados em uma estaca para servir de exemplo aos outros.

    Iluminação com Baba (2)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaistê. O mendigo que habita em mim, saúda o mendigo que habita em você.

    Desde o nosso último encontro, descobri algumas coisas. Uma é que, apesar de agora fazer jornada dupla, vou continuar não recebendo. Mas ganhei um aumento na ração diária de banana. Recebo duas bananas e meia agora, o que causou certa inveja. Ainda não sei como pagar a conta de luz. Por enquanto, nossa iluminação vai à vela mesmo.

    Agora respire fundo, relaxe, entoe o mantra “tofu, tofu, tofu…” e vamos à nossa iluminação do dia:

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
    Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
    Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

    Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
    Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

    Nisso apareceu o ratinho, filho duma égua. que riu pra cacete do leão e juntou os outros ratos para fazer uma festa em volta do seu corpo.

    Iluminação do dia: sempre que você pegar um rato, coma-o e deixe os seus restos espetados em uma estaca para servir de exemplo aos outros.

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    Iluminação com Baba (2)

    Iluminação com Baba (2)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaistê. O mendigo que habita em mim, saúda o mendigo que habita em você.

    Desde o nosso último encontro, descobri algumas coisas. Uma é que, apesar de agora fazer jornada dupla, vou continuar não recebendo. Mas ganhei um aumento na ração diária de banana. Recebo duas bananas e meia agora, o que causou certa inveja. Ainda não sei como pagar a conta de luz. Por enquanto, nossa iluminação vai à vela mesmo.

    Agora respire fundo, relaxe, entoe o mantra “tofu, tofu, tofu…” e vamos à nossa iluminação do dia:

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
    Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
    Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

    Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
    Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

    Nisso apareceu o ratinho, filho duma égua. que riu pra cacete do leão e juntou os outros ratos para fazer uma festa em volta do seu corpo.

    Iluminação do dia: sempre que você pegar um rato, coma-o e deixe os seus restos espetados em uma estaca para servir de exemplo aos outros.

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    Iluminação com Baba (1)

    Por Baba Nabaatha

    Namastê. A Lombriga que em mim habita, saúda a lombriga que habita em você.

    Olá. Meu nome é Túlio Andrade. Você deve se lembrar de mim em textos como “10 Posições Eróticas Recomendadas para Cléo Pires”  e “Cinco Poemas Revisitados Pelo Drummond de Bronze” .

    Apesar de trabalhar aqui no RdB, sempre me interessei pela meditação e pelo misticismo. Mas só comecei meus estudos com seriedade quando encontrei meu guru, Sai Baba (esse é outro), em um shopping no Itaim Bibi. Ele havia encontrado a iluminação depois de ouvir a música “Baba O’Riley” continua e ininterruptamente por 14 dias, enquanto meditava e jejuava. Consumia apenas gotas de LSD ministradas regularmente. Passei então a segui-lo – o que é difícil pois o véio anda pra cacete – assumi que sou indiano e adotei o nome de Baba Nabaatha.

    Eu ainda não atingi a iluminação. Desconfio que cortaram. Meu caminho é longo, eu sei. De qualquer forma, recebi a missão de guiar os nossos leitores, todos os seis, no caminho da iluminação. “Desse jeito – disse o Aran, nosso chefe – talvez eles parem de nos xingar na área de comentários.” Apesar de não compartilhar essa visão romântica, resolvi aceitar o desafio, porque tenho contas a pagar. Inclusive a de luz. Então aqui vai o meu primeiro ensinamento:

    Uma formiga que morde o dedo pequeno do pé, pode facilmente morder outra área mais sensível. Conta-se que o homem, cansado das atribulações da vida moderna, sentiu necessidade de tirar umas férias e entrar em harmonia com a natureza. O homem, então, foi para as montanhas inabitadas de Petrópolis, desnudou-se e lambuzou a piroca com o mais puro mel. Então, ele tentou fazer amor com um formigueiro. Hoje ele se chama Samantha.

    Iluminação do dia: nunca enfie sua piroca lambuzada de mel em um formigueiro. Você não vai alcançar a paz e ainda vai dar um trabalhão para mudar seus documentos.

    Iluminação com Baba (1)

    Por Baba Nabaatha

    Namastê. A Lombriga que em mim habita, saúda a lombriga que habita em você.

    Olá. Meu nome é Túlio Andrade. Você deve se lembrar de mim em textos como “10 Posições Eróticas Recomendadas para Cléo Pires”  e “Cinco Poemas Revisitados Pelo Drummond de Bronze” .

    Apesar de trabalhar aqui no RdB, sempre me interessei pela meditação e pelo misticismo. Mas só comecei meus estudos com seriedade quando encontrei meu guru, Sai Baba (esse é outro), em um shopping no Itaim Bibi. Ele havia encontrado a iluminação depois de ouvir a música “Baba O’Riley” continua e ininterruptamente por 14 dias, enquanto meditava e jejuava. Consumia apenas gotas de LSD ministradas regularmente. Passei então a segui-lo – o que é difícil pois o véio anda pra cacete – assumi que sou indiano e adotei o nome de Baba Nabaatha.

    Eu ainda não atingi a iluminação. Desconfio que cortaram. Meu caminho é longo, eu sei. De qualquer forma, recebi a missão de guiar os nossos leitores, todos os seis, no caminho da iluminação. “Desse jeito – disse o Aran, nosso chefe – talvez eles parem de nos xingar na área de comentários.” Apesar de não compartilhar essa visão romântica, resolvi aceitar o desafio, porque tenho contas a pagar. Inclusive a de luz. Então aqui vai o meu primeiro ensinamento:

    Uma formiga que morde o dedo pequeno do pé, pode facilmente morder outra área mais sensível. Conta-se que o homem, cansado das atribulações da vida moderna, sentiu necessidade de tirar umas férias e entrar em harmonia com a natureza. O homem, então, foi para as montanhas inabitadas de Petrópolis, desnudou-se e lambuzou a piroca com o mais puro mel. Então, ele tentou fazer amor com um formigueiro. Hoje ele se chama Samantha.

    Iluminação do dia: nunca enfie sua piroca lambuzada de mel em um formigueiro. Você não vai alcançar a paz e ainda vai dar um trabalhão para mudar seus documentos.

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    Iluminação com Baba (1)

    Iluminação com Baba (1)

    Por Baba Nabaatha

    Namastê. A Lombriga que em mim habita, saúda a lombriga que habita em você.

    Olá. Meu nome é Túlio Andrade. Você deve se lembrar de mim em textos como “10 Posições Eróticas Recomendadas para Cléo Pires”  e “Cinco Poemas Revisitados Pelo Drummond de Bronze” .

    Apesar de trabalhar aqui no RdB, sempre me interessei pela meditação e pelo misticismo. Mas só comecei meus estudos com seriedade quando encontrei meu guru, Sai Baba (esse é outro), em um shopping no Itaim Bibi. Ele havia encontrado a iluminação depois de ouvir a música “Baba O’Riley” continua e ininterruptamente por 14 dias, enquanto meditava e jejuava. Consumia apenas gotas de LSD ministradas regularmente. Passei então a segui-lo – o que é difícil pois o véio anda pra cacete – assumi que sou indiano e adotei o nome de Baba Nabaatha.

    Eu ainda não atingi a iluminação. Desconfio que cortaram. Meu caminho é longo, eu sei. De qualquer forma, recebi a missão de guiar os nossos leitores, todos os seis, no caminho da iluminação. “Desse jeito – disse o Aran, nosso chefe – talvez eles parem de nos xingar na área de comentários.” Apesar de não compartilhar essa visão romântica, resolvi aceitar o desafio, porque tenho contas a pagar. Inclusive a de luz. Então aqui vai o meu primeiro ensinamento:

    Uma formiga que morde o dedo pequeno do pé, pode facilmente morder outra área mais sensível. Conta-se que o homem, cansado das atribulações da vida moderna, sentiu necessidade de tirar umas férias e entrar em harmonia com a natureza. O homem, então, foi para as montanhas inabitadas de Petrópolis, desnudou-se e lambuzou a piroca com o mais puro mel. Então, ele tentou fazer amor com um formigueiro. Hoje ele se chama Samantha.

    Iluminação do dia: nunca enfie sua piroca lambuzada de mel em um formigueiro. Você não vai alcançar a paz e ainda vai dar um trabalhão para mudar seus documentos.

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