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  • ILUMINAÇÃO COM BABA

    Iluminação com Baba (7)

    Por Baba Nabaatha

     

    Kabenguelê. O negão da picona que em mim habita, saúda o negão da picona que habita em você. Mas bem de longe.

     

    Quem me conhece sabe que não sou um homem de ficar parado. Principalmente quando o senhorio está atrás de mim para cobrar o aluguel. Na minha fuga, digo, caminhada, encontrei um lugar idílico e distante, propício à meditação e bem escondido dos cobradores. Sentei-me à beira do riacho que ali passava, e assumi a posição de ‘lótus com dor’. Não aconselho essa posição aos iniciantes. Apenas os praticantes do terceiro dan conseguem fazê-la sem destroncar o mindinho.

    Depois de me contorcer dolorosamente, cheguei à posição e tentei relaxar ao máximo. Observava calmamento um sofá usado ser levado pelas águas do riacho, acompanhado de uma carcaça de boi. Um achorro latia ao longe. Olhei para o lado, e ele não estava tão longe. Mas estava tão relaxado que nem liguei para as mordidas. Estava já absorto em minha meditação e relaxava mais e mais. Tentei mover meu mindinho. Destronquei. A dor lancinante me levou ao estado meditativo profundo, e uma visão veio a mim. Nela, o meu guro Sai Baba (não é aquele) estava todo de branco. Uma aura fúcsia bem brilhante ao seu redor. Ele estava em pé, no corredor de higiene pessoal do Carrefour do Itaim Bibi. Observava um pacote com três escovas de dentes em suas mãos, olhou profundamente nos meus olhos, e disse:

    – Porque será que pobre adora uma escova de dentes velha?

    Aquilo me atingiu como uma bomba! Realmente, em toda casa de pobre tem sempre uma escova de dentes velha em todo lugar. No banheiro, na pia da cozinha, esquecida no tanque… Mas porquê? Uma questão que, elucidada, certamente me ajudaria a evoluir. Vou me ocupar disso mais tarde. Agora tenho que me preocupar em como vou sair dessa posição e colocar o mindinho no lugar.

     

    E agora, nossa iluminação diária. Todos prontos? Inspirem. Expirem. Inspirem. Expirem. Bate na palma da mão! Desce quicando até o chão! Vai bumbum tantam! Epa! Quem trocou a música?!?!

    Um burro, que morava em Brasília, encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de fazer discursos e textões na internet. Muitos animais ficavam embevecidos com o palavreado. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada acreditando nele que não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa virou-se e se aproximou do burro rindo:

    – Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse acreditado. Mas aquele zurro estragou tudo!

     

    Iluminação do dia: Algo me diz que ainda teremos saudades da Dilma.

    Iluminação com Baba (7)

    Por Baba Nabaatha

     

    Kabenguelê. O negão da picona que em mim habita, saúda o negão da picona que habita em você. Mas bem de longe.

     

    Quem me conhece sabe que não sou um homem de ficar parado. Principalmente quando o senhorio está atrás de mim para cobrar o aluguel. Na minha fuga, digo, caminhada, encontrei um lugar idílico e distante, propício à meditação e bem escondido dos cobradores. Sentei-me à beira do riacho que ali passava, e assumi a posição de ‘lótus com dor’. Não aconselho essa posição aos iniciantes. Apenas os praticantes do terceiro dan conseguem fazê-la sem destroncar o mindinho.

    Depois de me contorcer dolorosamente, cheguei à posição e tentei relaxar ao máximo. Observava calmamento um sofá usado ser levado pelas águas do riacho, acompanhado de uma carcaça de boi. Um achorro latia ao longe. Olhei para o lado, e ele não estava tão longe. Mas estava tão relaxado que nem liguei para as mordidas. Estava já absorto em minha meditação e relaxava mais e mais. Tentei mover meu mindinho. Destronquei. A dor lancinante me levou ao estado meditativo profundo, e uma visão veio a mim. Nela, o meu guro Sai Baba (não é aquele) estava todo de branco. Uma aura fúcsia bem brilhante ao seu redor. Ele estava em pé, no corredor de higiene pessoal do Carrefour do Itaim Bibi. Observava um pacote com três escovas de dentes em suas mãos, olhou profundamente nos meus olhos, e disse:

    – Porque será que pobre adora uma escova de dentes velha?

    Aquilo me atingiu como uma bomba! Realmente, em toda casa de pobre tem sempre uma escova de dentes velha em todo lugar. No banheiro, na pia da cozinha, esquecida no tanque… Mas porquê? Uma questão que, elucidada, certamente me ajudaria a evoluir. Vou me ocupar disso mais tarde. Agora tenho que me preocupar em como vou sair dessa posição e colocar o mindinho no lugar.

     

    E agora, nossa iluminação diária. Todos prontos? Inspirem. Expirem. Inspirem. Expirem. Bate na palma da mão! Desce quicando até o chão! Vai bumbum tantam! Epa! Quem trocou a música?!?!

    Um burro, que morava em Brasília, encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de fazer discursos e textões na internet. Muitos animais ficavam embevecidos com o palavreado. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada acreditando nele que não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa virou-se e se aproximou do burro rindo:

    – Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse acreditado. Mas aquele zurro estragou tudo!

     

    Iluminação do dia: Algo me diz que ainda teremos saudades da Dilma.

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    Iluminação com Baba (7)

    Iluminação com Baba (7)

    Por Baba Nabaatha

     

    Kabenguelê. O negão da picona que em mim habita, saúda o negão da picona que habita em você. Mas bem de longe.

     

    Quem me conhece sabe que não sou um homem de ficar parado. Principalmente quando o senhorio está atrás de mim para cobrar o aluguel. Na minha fuga, digo, caminhada, encontrei um lugar idílico e distante, propício à meditação e bem escondido dos cobradores. Sentei-me à beira do riacho que ali passava, e assumi a posição de ‘lótus com dor’. Não aconselho essa posição aos iniciantes. Apenas os praticantes do terceiro dan conseguem fazê-la sem destroncar o mindinho.

    Depois de me contorcer dolorosamente, cheguei à posição e tentei relaxar ao máximo. Observava calmamento um sofá usado ser levado pelas águas do riacho, acompanhado de uma carcaça de boi. Um achorro latia ao longe. Olhei para o lado, e ele não estava tão longe. Mas estava tão relaxado que nem liguei para as mordidas. Estava já absorto em minha meditação e relaxava mais e mais. Tentei mover meu mindinho. Destronquei. A dor lancinante me levou ao estado meditativo profundo, e uma visão veio a mim. Nela, o meu guro Sai Baba (não é aquele) estava todo de branco. Uma aura fúcsia bem brilhante ao seu redor. Ele estava em pé, no corredor de higiene pessoal do Carrefour do Itaim Bibi. Observava um pacote com três escovas de dentes em suas mãos, olhou profundamente nos meus olhos, e disse:

    – Porque será que pobre adora uma escova de dentes velha?

    Aquilo me atingiu como uma bomba! Realmente, em toda casa de pobre tem sempre uma escova de dentes velha em todo lugar. No banheiro, na pia da cozinha, esquecida no tanque… Mas porquê? Uma questão que, elucidada, certamente me ajudaria a evoluir. Vou me ocupar disso mais tarde. Agora tenho que me preocupar em como vou sair dessa posição e colocar o mindinho no lugar.

     

    E agora, nossa iluminação diária. Todos prontos? Inspirem. Expirem. Inspirem. Expirem. Bate na palma da mão! Desce quicando até o chão! Vai bumbum tantam! Epa! Quem trocou a música?!?!

    Um burro, que morava em Brasília, encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de fazer discursos e textões na internet. Muitos animais ficavam embevecidos com o palavreado. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada acreditando nele que não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa virou-se e se aproximou do burro rindo:

    – Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse acreditado. Mas aquele zurro estragou tudo!

     

    Iluminação do dia: Algo me diz que ainda teremos saudades da Dilma.

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    Iluminação com Baba (6)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaiscrer. O ateu que em mim habita, saúda o ateu que habita em você.

    Desculpem a demora. Já estou sem iluminação há duas semanas. Cortaram a luz lá de casa. Com a luz cortada fica tudo mais difícil. A carne apodreceu na geladeira. Aproveitei para fazer o bem e doei tudo pro mendigo leproso que fica na esquina. Sem ter como consevar os alimentos, e sem dinheiro para comprar outros novos, estou tendo que, paradoxalmente (!), viver de luz. Foi por isso que resolvi caminhar até o shopping de Itaim Bibi. Aproveito para pegar um pouco de sol e fazer um lanchinho.

    Lá estava ele. Sim! Meu guia iluminado Sai Baba (o outro). Ele estava no McDonalds, comendo um quarteirão com queijo. Ele já estava no terceiro refil de Coca Cola quando me viu e indicou o banco da frente para que eu me sentasse. Embasbacado pela sua aura, sentei-me e imediatamente avancei em uma batatinha. Com um tapa bem dado, ele afastou minha mão.

    – Sai Baba, meu guia, eu estou com fome.

    – Vá plantar batatas!

    Mais uma vez, aquelas palavras me iluminaram. Entendi e agradeci a lição dada. Se você der um peixe a um homem, ele comerá naqule dia. Mas se você ensiná-lo a pescar… esqueci o resto. A fome turva meus pensamentos. Meti a mão no saquinho de batatas e saí correndo. Sai Baba viado!

     

    E agora, algo completamente diferente: nossa iluminação do dia. Respirem cachorrinho. Ô! Não faz xixi aí! Já falei pra fazer no jornal, cacete!

    Um ratinho vivia em Brasília com sua mãe, depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    – Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Eram bonitos e delicados, tinham um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas.

    – Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esses são políticos. Eles parecem bonitinhos e inofensivos, mas só te fodem. Retardado!

     

    Iluminação do dia: Estando em Brasília, ande com a bunda encostada na parede.

    Iluminação com Baba (6)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaiscrer. O ateu que em mim habita, saúda o ateu que habita em você.

    Desculpem a demora. Já estou sem iluminação há duas semanas. Cortaram a luz lá de casa. Com a luz cortada fica tudo mais difícil. A carne apodreceu na geladeira. Aproveitei para fazer o bem e doei tudo pro mendigo leproso que fica na esquina. Sem ter como consevar os alimentos, e sem dinheiro para comprar outros novos, estou tendo que, paradoxalmente (!), viver de luz. Foi por isso que resolvi caminhar até o shopping de Itaim Bibi. Aproveito para pegar um pouco de sol e fazer um lanchinho.

    Lá estava ele. Sim! Meu guia iluminado Sai Baba (o outro). Ele estava no McDonalds, comendo um quarteirão com queijo. Ele já estava no terceiro refil de Coca Cola quando me viu e indicou o banco da frente para que eu me sentasse. Embasbacado pela sua aura, sentei-me e imediatamente avancei em uma batatinha. Com um tapa bem dado, ele afastou minha mão.

    – Sai Baba, meu guia, eu estou com fome.

    – Vá plantar batatas!

    Mais uma vez, aquelas palavras me iluminaram. Entendi e agradeci a lição dada. Se você der um peixe a um homem, ele comerá naqule dia. Mas se você ensiná-lo a pescar… esqueci o resto. A fome turva meus pensamentos. Meti a mão no saquinho de batatas e saí correndo. Sai Baba viado!

     

    E agora, algo completamente diferente: nossa iluminação do dia. Respirem cachorrinho. Ô! Não faz xixi aí! Já falei pra fazer no jornal, cacete!

    Um ratinho vivia em Brasília com sua mãe, depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    – Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Eram bonitos e delicados, tinham um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas.

    – Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esses são políticos. Eles parecem bonitinhos e inofensivos, mas só te fodem. Retardado!

     

    Iluminação do dia: Estando em Brasília, ande com a bunda encostada na parede.

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    Por Baba Nabaatha

    Nãomaiscrer. O ateu que em mim habita, saúda o ateu que habita em você.

    Desculpem a demora. Já estou sem iluminação há duas semanas. Cortaram a luz lá de casa. Com a luz cortada fica tudo mais difícil. A carne apodreceu na geladeira. Aproveitei para fazer o bem e doei tudo pro mendigo leproso que fica na esquina. Sem ter como consevar os alimentos, e sem dinheiro para comprar outros novos, estou tendo que, paradoxalmente (!), viver de luz. Foi por isso que resolvi caminhar até o shopping de Itaim Bibi. Aproveito para pegar um pouco de sol e fazer um lanchinho.

    Lá estava ele. Sim! Meu guia iluminado Sai Baba (o outro). Ele estava no McDonalds, comendo um quarteirão com queijo. Ele já estava no terceiro refil de Coca Cola quando me viu e indicou o banco da frente para que eu me sentasse. Embasbacado pela sua aura, sentei-me e imediatamente avancei em uma batatinha. Com um tapa bem dado, ele afastou minha mão.

    – Sai Baba, meu guia, eu estou com fome.

    – Vá plantar batatas!

    Mais uma vez, aquelas palavras me iluminaram. Entendi e agradeci a lição dada. Se você der um peixe a um homem, ele comerá naqule dia. Mas se você ensiná-lo a pescar… esqueci o resto. A fome turva meus pensamentos. Meti a mão no saquinho de batatas e saí correndo. Sai Baba viado!

     

    E agora, algo completamente diferente: nossa iluminação do dia. Respirem cachorrinho. Ô! Não faz xixi aí! Já falei pra fazer no jornal, cacete!

    Um ratinho vivia em Brasília com sua mãe, depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    – Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Eram bonitos e delicados, tinham um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas.

    – Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esses são políticos. Eles parecem bonitinhos e inofensivos, mas só te fodem. Retardado!

     

    Iluminação do dia: Estando em Brasília, ande com a bunda encostada na parede.

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    Iluminação com Baba (5)

    Por Baba Nabaatha

    Fenemê. A empoderada que em mim habita, saúda a empoderada que habita em você.

     

    Me lembro como se fosse ontem. Hoje de manhã, encontrei meu guru Sai Baba (o outro), como de costume, no shopping do Itaim Bibi. Ele estava tomando um sorvete de casquinha do McDonalds. Misto.

    Como de costume, me ajoelhei diante de seus pés. Olhava aquele rosto abençoado com admiração. As luzes de neon de uma loja formavam um halo em cima de sua cabeça. Seria a imagem de um verdadeiro santo, não fosse o resto das luz neon, em forma de seta, escrito ‘SALE’ dentro, que piscava apontando para ele. Uma gota de sorvete cai na minha testa.

    Aquele geladinho gosmento escorreu até o canto do meu olho esquerdo provocando um frenesi e me forçando a fechar aquele olho. Imediatamente, levantei minha mão, afim de limpar a gosma. Com um gesto brusco, meu mestre deu um tapa na minha mão, impedindo meu ato. Sem dizer nada. Apenas olhou para mim e deu um sorriso com o canto da boca. Não entendi, mas obedeci. Segui meu caminho com um dos olhos fechados, tentando entender aquela lição. No caminho, topei com um neo nazista que confundiu minha bata com um vestido, e minhas piscadelas com uma cantada. Apanhei. Mas entendi a lição.

     

    Prontos para nossa iluminação de hoje? Em silêncio profundo, fechem um dos olhos. Agora, fechem o outro. Ê cacêta! Chutei a quina da mesa.

     

    Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

    – Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

    Ouvindo aquilo, o corvo comeu o queijo e disse:

    – Tá bêbada, raposa? Que diabos de cores você está vendo? Eu sou corvo! Sou preto! Vá encher o saco de outro.

     

    Iluminação do dia: Quando quiser roubar o queijo de um corvo, não tome LSD.

    Iluminação com Baba (5)

    Por Baba Nabaatha

    Fenemê. A empoderada que em mim habita, saúda a empoderada que habita em você.

     

    Me lembro como se fosse ontem. Hoje de manhã, encontrei meu guru Sai Baba (o outro), como de costume, no shopping do Itaim Bibi. Ele estava tomando um sorvete de casquinha do McDonalds. Misto.

    Como de costume, me ajoelhei diante de seus pés. Olhava aquele rosto abençoado com admiração. As luzes de neon de uma loja formavam um halo em cima de sua cabeça. Seria a imagem de um verdadeiro santo, não fosse o resto das luz neon, em forma de seta, escrito ‘SALE’ dentro, que piscava apontando para ele. Uma gota de sorvete cai na minha testa.

    Aquele geladinho gosmento escorreu até o canto do meu olho esquerdo provocando um frenesi e me forçando a fechar aquele olho. Imediatamente, levantei minha mão, afim de limpar a gosma. Com um gesto brusco, meu mestre deu um tapa na minha mão, impedindo meu ato. Sem dizer nada. Apenas olhou para mim e deu um sorriso com o canto da boca. Não entendi, mas obedeci. Segui meu caminho com um dos olhos fechados, tentando entender aquela lição. No caminho, topei com um neo nazista que confundiu minha bata com um vestido, e minhas piscadelas com uma cantada. Apanhei. Mas entendi a lição.

     

    Prontos para nossa iluminação de hoje? Em silêncio profundo, fechem um dos olhos. Agora, fechem o outro. Ê cacêta! Chutei a quina da mesa.

     

    Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

    – Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

    Ouvindo aquilo, o corvo comeu o queijo e disse:

    – Tá bêbada, raposa? Que diabos de cores você está vendo? Eu sou corvo! Sou preto! Vá encher o saco de outro.

     

    Iluminação do dia: Quando quiser roubar o queijo de um corvo, não tome LSD.

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    Iluminação com Baba (5)

    Por Baba Nabaatha

    Fenemê. A empoderada que em mim habita, saúda a empoderada que habita em você.

     

    Me lembro como se fosse ontem. Hoje de manhã, encontrei meu guru Sai Baba (o outro), como de costume, no shopping do Itaim Bibi. Ele estava tomando um sorvete de casquinha do McDonalds. Misto.

    Como de costume, me ajoelhei diante de seus pés. Olhava aquele rosto abençoado com admiração. As luzes de neon de uma loja formavam um halo em cima de sua cabeça. Seria a imagem de um verdadeiro santo, não fosse o resto das luz neon, em forma de seta, escrito ‘SALE’ dentro, que piscava apontando para ele. Uma gota de sorvete cai na minha testa.

    Aquele geladinho gosmento escorreu até o canto do meu olho esquerdo provocando um frenesi e me forçando a fechar aquele olho. Imediatamente, levantei minha mão, afim de limpar a gosma. Com um gesto brusco, meu mestre deu um tapa na minha mão, impedindo meu ato. Sem dizer nada. Apenas olhou para mim e deu um sorriso com o canto da boca. Não entendi, mas obedeci. Segui meu caminho com um dos olhos fechados, tentando entender aquela lição. No caminho, topei com um neo nazista que confundiu minha bata com um vestido, e minhas piscadelas com uma cantada. Apanhei. Mas entendi a lição.

     

    Prontos para nossa iluminação de hoje? Em silêncio profundo, fechem um dos olhos. Agora, fechem o outro. Ê cacêta! Chutei a quina da mesa.

     

    Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

    – Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

    Ouvindo aquilo, o corvo comeu o queijo e disse:

    – Tá bêbada, raposa? Que diabos de cores você está vendo? Eu sou corvo! Sou preto! Vá encher o saco de outro.

     

    Iluminação do dia: Quando quiser roubar o queijo de um corvo, não tome LSD.

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    Iluminação com Baba (4)

    Por Baba Nabaatha

    ABC. O Pelé que em mim habita, saúda o Pelé que habita em você.

    Cortaram minha luz. Fui consultar meu guru Sai Baba (esse é outro) para ver se conseguia uma palavra de sabedoria. Encontrei-o trançando tiras de couro para fazer um cinto. Ele vende esses objetos na feira de artesanato de Itaim Bibi. É uma feira como muitas outras. Mas essa é muito, Muito chique!

    Ajoelhei-me diante dele, imediatamente assumindo a posição do “aprendiz claudicante”. É uma posição muito difícil, que só quem já está no terceiro dan consegue fazer. Enfim, contei para ele o meu problema e aguardei pacientemente que ele me dissesse algo, o que demorou mais de 20 minutos. Ele não quis parar de trançar as tiras de couro porque podia perder o fio da meada.

    Finalmente, ele encaixou a fivela, colocou o cinto estendido no chão, olhou para mim e disse:

    – Gafanhoto, o que você vê?

    – Vejo um cinto, mestre. E muito bonito por sinal. Quanto é?

    – Duzentos reais. Divido no cartão.

    Foi o suficiente para mim. Entendi o que o meu sábio mestre quis dizer. Devo ligar pra concessionária de energia e dividir o atrasado no cartão. Gênio!

    Quando já estava me levantando, vi que ele, de alguma forma, tinha pegado o meu cartão e passado na maquininha. Fiquei sem limite. Mas agora tenho um cinto lindão!

    E agora, nossa iluminação diária: ponha a cabeça para trás, relaxe, revire os olhos, tente não rir.

    Conta-se que, certa vez, um homem chegara em casa e encontrara sua esposa arfando na cama. Aflito, pois sabia dos fortíssimos ataques de asma que sua querida esposa costumava ter, correu até o armário para pegar o remédio. Quando abriu a porta do armário, o homem ficou surpreso ao encontrar o marcineiro. Sem roupas. O marcineiro falou que estava dando uns retoques na parte do fundo e, como o calor era forte, acabou por tirar suas vestes.

    Possesso, o homem tentou jogar o marceneiro pela janela do 14º andar, mas foi contido por sua mulher que, àquela altura, já tinha se curado da asma. Ela se postou no caminho da janela e, gritando como quem quer acordar o Senhor, disse que era o marceneiro quem pagava a faculdade dos gêmeos. Ciente do valor cobrado hoje em dia, o homem serviu um cafezinho.

    Iluminação do dia: Se você não tiver certeza de como suas contas são pagas, é melhor aprender a fazer café.

    Iluminação com Baba (4)

    Por Baba Nabaatha

    ABC. O Pelé que em mim habita, saúda o Pelé que habita em você.

    Cortaram minha luz. Fui consultar meu guru Sai Baba (esse é outro) para ver se conseguia uma palavra de sabedoria. Encontrei-o trançando tiras de couro para fazer um cinto. Ele vende esses objetos na feira de artesanato de Itaim Bibi. É uma feira como muitas outras. Mas essa é muito, Muito chique!

    Ajoelhei-me diante dele, imediatamente assumindo a posição do “aprendiz claudicante”. É uma posição muito difícil, que só quem já está no terceiro dan consegue fazer. Enfim, contei para ele o meu problema e aguardei pacientemente que ele me dissesse algo, o que demorou mais de 20 minutos. Ele não quis parar de trançar as tiras de couro porque podia perder o fio da meada.

    Finalmente, ele encaixou a fivela, colocou o cinto estendido no chão, olhou para mim e disse:

    – Gafanhoto, o que você vê?

    – Vejo um cinto, mestre. E muito bonito por sinal. Quanto é?

    – Duzentos reais. Divido no cartão.

    Foi o suficiente para mim. Entendi o que o meu sábio mestre quis dizer. Devo ligar pra concessionária de energia e dividir o atrasado no cartão. Gênio!

    Quando já estava me levantando, vi que ele, de alguma forma, tinha pegado o meu cartão e passado na maquininha. Fiquei sem limite. Mas agora tenho um cinto lindão!

    E agora, nossa iluminação diária: ponha a cabeça para trás, relaxe, revire os olhos, tente não rir.

    Conta-se que, certa vez, um homem chegara em casa e encontrara sua esposa arfando na cama. Aflito, pois sabia dos fortíssimos ataques de asma que sua querida esposa costumava ter, correu até o armário para pegar o remédio. Quando abriu a porta do armário, o homem ficou surpreso ao encontrar o marcineiro. Sem roupas. O marcineiro falou que estava dando uns retoques na parte do fundo e, como o calor era forte, acabou por tirar suas vestes.

    Possesso, o homem tentou jogar o marceneiro pela janela do 14º andar, mas foi contido por sua mulher que, àquela altura, já tinha se curado da asma. Ela se postou no caminho da janela e, gritando como quem quer acordar o Senhor, disse que era o marceneiro quem pagava a faculdade dos gêmeos. Ciente do valor cobrado hoje em dia, o homem serviu um cafezinho.

    Iluminação do dia: Se você não tiver certeza de como suas contas são pagas, é melhor aprender a fazer café.

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    ABC. O Pelé que em mim habita, saúda o Pelé que habita em você.

    Cortaram minha luz. Fui consultar meu guru Sai Baba (esse é outro) para ver se conseguia uma palavra de sabedoria. Encontrei-o trançando tiras de couro para fazer um cinto. Ele vende esses objetos na feira de artesanato de Itaim Bibi. É uma feira como muitas outras. Mas essa é muito, Muito chique!

    Ajoelhei-me diante dele, imediatamente assumindo a posição do “aprendiz claudicante”. É uma posição muito difícil, que só quem já está no terceiro dan consegue fazer. Enfim, contei para ele o meu problema e aguardei pacientemente que ele me dissesse algo, o que demorou mais de 20 minutos. Ele não quis parar de trançar as tiras de couro porque podia perder o fio da meada.

    Finalmente, ele encaixou a fivela, colocou o cinto estendido no chão, olhou para mim e disse:

    – Gafanhoto, o que você vê?

    – Vejo um cinto, mestre. E muito bonito por sinal. Quanto é?

    – Duzentos reais. Divido no cartão.

    Foi o suficiente para mim. Entendi o que o meu sábio mestre quis dizer. Devo ligar pra concessionária de energia e dividir o atrasado no cartão. Gênio!

    Quando já estava me levantando, vi que ele, de alguma forma, tinha pegado o meu cartão e passado na maquininha. Fiquei sem limite. Mas agora tenho um cinto lindão!

    E agora, nossa iluminação diária: ponha a cabeça para trás, relaxe, revire os olhos, tente não rir.

    Conta-se que, certa vez, um homem chegara em casa e encontrara sua esposa arfando na cama. Aflito, pois sabia dos fortíssimos ataques de asma que sua querida esposa costumava ter, correu até o armário para pegar o remédio. Quando abriu a porta do armário, o homem ficou surpreso ao encontrar o marcineiro. Sem roupas. O marcineiro falou que estava dando uns retoques na parte do fundo e, como o calor era forte, acabou por tirar suas vestes.

    Possesso, o homem tentou jogar o marceneiro pela janela do 14º andar, mas foi contido por sua mulher que, àquela altura, já tinha se curado da asma. Ela se postou no caminho da janela e, gritando como quem quer acordar o Senhor, disse que era o marceneiro quem pagava a faculdade dos gêmeos. Ciente do valor cobrado hoje em dia, o homem serviu um cafezinho.

    Iluminação do dia: Se você não tiver certeza de como suas contas são pagas, é melhor aprender a fazer café.

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    Iluminação com Baba (3)

    Por Baba Nabaatha

    Pererê. O saci que habita em mim, saúda o saci que habita em você.

    Conheci meu guru Sai Baba (esse é outro) no shopping de Itaim Bibi, numa quarta a tarde. Ele vestia apenas sua túnica branca e uma sandália de couro um tanto gasta, mas ainda assim impressionante em sua simplicidade. Uma luz azul muito bonita emanava daquela figura etérea enquanto ele comprava um saco de pipocas. Com o canto dos olhos, ele me notou ali parado e pediu o sal.

    De imediato reconheci nele a pessoa que a partir dali me guiaria no meu caminho espiritual. Embasbacado pela sua presença, balbuciei “mestre” e esperei por uma palavra, uma migalha que fosse de sua sabedoria. E foi então que ele me olhou direto nos meus olhos e disse aquela frase que nunca mais esquecerei:

    – É uma merda ir ao cinema quando você brilha azul.

    Lindo…

    Prontos para nossa iluminação? Inspire… Expire… Inspire… Expire…

    Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.

    – Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.

    Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.

    – Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer! E eu só dou depois do terceiro encontro. Sou uma cabra de família!

    Iluminação do dia: Não caia em qualquer cantada barata. Verifique antes se o lobo tem pelo menos um fusca e uma poupança da Caixa.

    Iluminação com Baba (3)

    Por Baba Nabaatha

    Pererê. O saci que habita em mim, saúda o saci que habita em você.

    Conheci meu guru Sai Baba (esse é outro) no shopping de Itaim Bibi, numa quarta a tarde. Ele vestia apenas sua túnica branca e uma sandália de couro um tanto gasta, mas ainda assim impressionante em sua simplicidade. Uma luz azul muito bonita emanava daquela figura etérea enquanto ele comprava um saco de pipocas. Com o canto dos olhos, ele me notou ali parado e pediu o sal.

    De imediato reconheci nele a pessoa que a partir dali me guiaria no meu caminho espiritual. Embasbacado pela sua presença, balbuciei “mestre” e esperei por uma palavra, uma migalha que fosse de sua sabedoria. E foi então que ele me olhou direto nos meus olhos e disse aquela frase que nunca mais esquecerei:

    – É uma merda ir ao cinema quando você brilha azul.

    Lindo…

    Prontos para nossa iluminação? Inspire… Expire… Inspire… Expire…

    Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.

    – Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.

    Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.

    – Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer! E eu só dou depois do terceiro encontro. Sou uma cabra de família!

    Iluminação do dia: Não caia em qualquer cantada barata. Verifique antes se o lobo tem pelo menos um fusca e uma poupança da Caixa.

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    Iluminação com Baba (3)

    Iluminação com Baba (3)

    Por Baba Nabaatha

    Pererê. O saci que habita em mim, saúda o saci que habita em você.

    Conheci meu guru Sai Baba (esse é outro) no shopping de Itaim Bibi, numa quarta a tarde. Ele vestia apenas sua túnica branca e uma sandália de couro um tanto gasta, mas ainda assim impressionante em sua simplicidade. Uma luz azul muito bonita emanava daquela figura etérea enquanto ele comprava um saco de pipocas. Com o canto dos olhos, ele me notou ali parado e pediu o sal.

    De imediato reconheci nele a pessoa que a partir dali me guiaria no meu caminho espiritual. Embasbacado pela sua presença, balbuciei “mestre” e esperei por uma palavra, uma migalha que fosse de sua sabedoria. E foi então que ele me olhou direto nos meus olhos e disse aquela frase que nunca mais esquecerei:

    – É uma merda ir ao cinema quando você brilha azul.

    Lindo…

    Prontos para nossa iluminação? Inspire… Expire… Inspire… Expire…

    Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.

    – Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.

    Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.

    – Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer! E eu só dou depois do terceiro encontro. Sou uma cabra de família!

    Iluminação do dia: Não caia em qualquer cantada barata. Verifique antes se o lobo tem pelo menos um fusca e uma poupança da Caixa.

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    Iluminação com Baba (2)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaistê. O mendigo que habita em mim, saúda o mendigo que habita em você.

    Desde o nosso último encontro, descobri algumas coisas. Uma é que, apesar de agora fazer jornada dupla, vou continuar não recebendo. Mas ganhei um aumento na ração diária de banana. Recebo duas bananas e meia agora, o que causou certa inveja. Ainda não sei como pagar a conta de luz. Por enquanto, nossa iluminação vai à vela mesmo.

    Agora respire fundo, relaxe, entoe o mantra “tofu, tofu, tofu…” e vamos à nossa iluminação do dia:

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
    Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
    Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

    Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
    Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

    Nisso apareceu o ratinho, filho duma égua. que riu pra cacete do leão e juntou os outros ratos para fazer uma festa em volta do seu corpo.

    Iluminação do dia: sempre que você pegar um rato, coma-o e deixe os seus restos espetados em uma estaca para servir de exemplo aos outros.

    Iluminação com Baba (2)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaistê. O mendigo que habita em mim, saúda o mendigo que habita em você.

    Desde o nosso último encontro, descobri algumas coisas. Uma é que, apesar de agora fazer jornada dupla, vou continuar não recebendo. Mas ganhei um aumento na ração diária de banana. Recebo duas bananas e meia agora, o que causou certa inveja. Ainda não sei como pagar a conta de luz. Por enquanto, nossa iluminação vai à vela mesmo.

    Agora respire fundo, relaxe, entoe o mantra “tofu, tofu, tofu…” e vamos à nossa iluminação do dia:

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
    Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
    Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

    Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
    Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

    Nisso apareceu o ratinho, filho duma égua. que riu pra cacete do leão e juntou os outros ratos para fazer uma festa em volta do seu corpo.

    Iluminação do dia: sempre que você pegar um rato, coma-o e deixe os seus restos espetados em uma estaca para servir de exemplo aos outros.

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    Iluminação com Baba (2)

    Iluminação com Baba (2)

    Por Baba Nabaatha

    Nãomaistê. O mendigo que habita em mim, saúda o mendigo que habita em você.

    Desde o nosso último encontro, descobri algumas coisas. Uma é que, apesar de agora fazer jornada dupla, vou continuar não recebendo. Mas ganhei um aumento na ração diária de banana. Recebo duas bananas e meia agora, o que causou certa inveja. Ainda não sei como pagar a conta de luz. Por enquanto, nossa iluminação vai à vela mesmo.

    Agora respire fundo, relaxe, entoe o mantra “tofu, tofu, tofu…” e vamos à nossa iluminação do dia:

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
    Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
    Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

    Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
    Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

    Nisso apareceu o ratinho, filho duma égua. que riu pra cacete do leão e juntou os outros ratos para fazer uma festa em volta do seu corpo.

    Iluminação do dia: sempre que você pegar um rato, coma-o e deixe os seus restos espetados em uma estaca para servir de exemplo aos outros.

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    Iluminação com Baba (1)

    Por Baba Nabaatha

    Namastê. A Lombriga que em mim habita, saúda a lombriga que habita em você.

    Olá. Meu nome é Túlio Andrade. Você deve se lembrar de mim em textos como “10 Posições Eróticas Recomendadas para Cléo Pires”  e “Cinco Poemas Revisitados Pelo Drummond de Bronze” .

    Apesar de trabalhar aqui no RdB, sempre me interessei pela meditação e pelo misticismo. Mas só comecei meus estudos com seriedade quando encontrei meu guru, Sai Baba (esse é outro), em um shopping no Itaim Bibi. Ele havia encontrado a iluminação depois de ouvir a música “Baba O’Riley” continua e ininterruptamente por 14 dias, enquanto meditava e jejuava. Consumia apenas gotas de LSD ministradas regularmente. Passei então a segui-lo – o que é difícil pois o véio anda pra cacete – assumi que sou indiano e adotei o nome de Baba Nabaatha.

    Eu ainda não atingi a iluminação. Desconfio que cortaram. Meu caminho é longo, eu sei. De qualquer forma, recebi a missão de guiar os nossos leitores, todos os seis, no caminho da iluminação. “Desse jeito – disse o Aran, nosso chefe – talvez eles parem de nos xingar na área de comentários.” Apesar de não compartilhar essa visão romântica, resolvi aceitar o desafio, porque tenho contas a pagar. Inclusive a de luz. Então aqui vai o meu primeiro ensinamento:

    Uma formiga que morde o dedo pequeno do pé, pode facilmente morder outra área mais sensível. Conta-se que o homem, cansado das atribulações da vida moderna, sentiu necessidade de tirar umas férias e entrar em harmonia com a natureza. O homem, então, foi para as montanhas inabitadas de Petrópolis, desnudou-se e lambuzou a piroca com o mais puro mel. Então, ele tentou fazer amor com um formigueiro. Hoje ele se chama Samantha.

    Iluminação do dia: nunca enfie sua piroca lambuzada de mel em um formigueiro. Você não vai alcançar a paz e ainda vai dar um trabalhão para mudar seus documentos.

    Iluminação com Baba (1)

    Por Baba Nabaatha

    Namastê. A Lombriga que em mim habita, saúda a lombriga que habita em você.

    Olá. Meu nome é Túlio Andrade. Você deve se lembrar de mim em textos como “10 Posições Eróticas Recomendadas para Cléo Pires”  e “Cinco Poemas Revisitados Pelo Drummond de Bronze” .

    Apesar de trabalhar aqui no RdB, sempre me interessei pela meditação e pelo misticismo. Mas só comecei meus estudos com seriedade quando encontrei meu guru, Sai Baba (esse é outro), em um shopping no Itaim Bibi. Ele havia encontrado a iluminação depois de ouvir a música “Baba O’Riley” continua e ininterruptamente por 14 dias, enquanto meditava e jejuava. Consumia apenas gotas de LSD ministradas regularmente. Passei então a segui-lo – o que é difícil pois o véio anda pra cacete – assumi que sou indiano e adotei o nome de Baba Nabaatha.

    Eu ainda não atingi a iluminação. Desconfio que cortaram. Meu caminho é longo, eu sei. De qualquer forma, recebi a missão de guiar os nossos leitores, todos os seis, no caminho da iluminação. “Desse jeito – disse o Aran, nosso chefe – talvez eles parem de nos xingar na área de comentários.” Apesar de não compartilhar essa visão romântica, resolvi aceitar o desafio, porque tenho contas a pagar. Inclusive a de luz. Então aqui vai o meu primeiro ensinamento:

    Uma formiga que morde o dedo pequeno do pé, pode facilmente morder outra área mais sensível. Conta-se que o homem, cansado das atribulações da vida moderna, sentiu necessidade de tirar umas férias e entrar em harmonia com a natureza. O homem, então, foi para as montanhas inabitadas de Petrópolis, desnudou-se e lambuzou a piroca com o mais puro mel. Então, ele tentou fazer amor com um formigueiro. Hoje ele se chama Samantha.

    Iluminação do dia: nunca enfie sua piroca lambuzada de mel em um formigueiro. Você não vai alcançar a paz e ainda vai dar um trabalhão para mudar seus documentos.

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    Iluminação com Baba (1)

    Iluminação com Baba (1)

    Por Baba Nabaatha

    Namastê. A Lombriga que em mim habita, saúda a lombriga que habita em você.

    Olá. Meu nome é Túlio Andrade. Você deve se lembrar de mim em textos como “10 Posições Eróticas Recomendadas para Cléo Pires”  e “Cinco Poemas Revisitados Pelo Drummond de Bronze” .

    Apesar de trabalhar aqui no RdB, sempre me interessei pela meditação e pelo misticismo. Mas só comecei meus estudos com seriedade quando encontrei meu guru, Sai Baba (esse é outro), em um shopping no Itaim Bibi. Ele havia encontrado a iluminação depois de ouvir a música “Baba O’Riley” continua e ininterruptamente por 14 dias, enquanto meditava e jejuava. Consumia apenas gotas de LSD ministradas regularmente. Passei então a segui-lo – o que é difícil pois o véio anda pra cacete – assumi que sou indiano e adotei o nome de Baba Nabaatha.

    Eu ainda não atingi a iluminação. Desconfio que cortaram. Meu caminho é longo, eu sei. De qualquer forma, recebi a missão de guiar os nossos leitores, todos os seis, no caminho da iluminação. “Desse jeito – disse o Aran, nosso chefe – talvez eles parem de nos xingar na área de comentários.” Apesar de não compartilhar essa visão romântica, resolvi aceitar o desafio, porque tenho contas a pagar. Inclusive a de luz. Então aqui vai o meu primeiro ensinamento:

    Uma formiga que morde o dedo pequeno do pé, pode facilmente morder outra área mais sensível. Conta-se que o homem, cansado das atribulações da vida moderna, sentiu necessidade de tirar umas férias e entrar em harmonia com a natureza. O homem, então, foi para as montanhas inabitadas de Petrópolis, desnudou-se e lambuzou a piroca com o mais puro mel. Então, ele tentou fazer amor com um formigueiro. Hoje ele se chama Samantha.

    Iluminação do dia: nunca enfie sua piroca lambuzada de mel em um formigueiro. Você não vai alcançar a paz e ainda vai dar um trabalhão para mudar seus documentos.

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