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  • DIÁRIOS DO ARAN

    CASA GRANDE VIBROU COM ATO PRA DEIXAR LULA FORA DA LEI!

    Terça-feira, 16 de janeiro

    Foi um sucesso a reunião de artistas e intelectuais na Casa Grande do Leblon para manter o glorioso Lula longe do alcance da lei.

    Teve sapateado, trenzinho de conga, pagode, striptease, discurso inflamado, gente prendendo a respiração até ficar roxa, bateria de escola de samba, madrinha de bateria, destaque, carro alegórico, artista da Globo Golpista, malabarista, humorista, trapezista, rentista, anão, oração, pregação, canto, dança, rebolado, ameaça e o melhor do carnaval.

    Entusiasmado, lancei o grito de guerra “Lula! Tesão! Bonito e gostosão!“, que deve embalar a campanha judicial-eleitoral de 2018.

    Saíamos da Casa Grande do Leblon confiantes de que #GolpistasNãoPassarão – a não ser que aceitem coligação com Lula na cabeça de chapa.

     

    Quarta-feira, 16 de janeiro

    O Brasil jamais será vermelho, mas já está amarelo de febre. Já é alguma coisa.

     

    CASA GRANDE VIBROU COM ATO PRA DEIXAR LULA FORA DA LEI!

    Terça-feira, 16 de janeiro

    Foi um sucesso a reunião de artistas e intelectuais na Casa Grande do Leblon para manter o glorioso Lula longe do alcance da lei.

    Teve sapateado, trenzinho de conga, pagode, striptease, discurso inflamado, gente prendendo a respiração até ficar roxa, bateria de escola de samba, madrinha de bateria, destaque, carro alegórico, artista da Globo Golpista, malabarista, humorista, trapezista, rentista, anão, oração, pregação, canto, dança, rebolado, ameaça e o melhor do carnaval.

    Entusiasmado, lancei o grito de guerra “Lula! Tesão! Bonito e gostosão!“, que deve embalar a campanha judicial-eleitoral de 2018.

    Saíamos da Casa Grande do Leblon confiantes de que #GolpistasNãoPassarão – a não ser que aceitem coligação com Lula na cabeça de chapa.

     

    Quarta-feira, 16 de janeiro

    O Brasil jamais será vermelho, mas já está amarelo de febre. Já é alguma coisa.

     

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    CASA GRANDE VIBROU COM ATO PRA DEIXAR LULA FORA DA LEI!

    Terça-feira, 16 de janeiro

    Foi um sucesso a reunião de artistas e intelectuais na Casa Grande do Leblon para manter o glorioso Lula longe do alcance da lei.

    Teve sapateado, trenzinho de conga, pagode, striptease, discurso inflamado, gente prendendo a respiração até ficar roxa, bateria de escola de samba, madrinha de bateria, destaque, carro alegórico, artista da Globo Golpista, malabarista, humorista, trapezista, rentista, anão, oração, pregação, canto, dança, rebolado, ameaça e o melhor do carnaval.

    Entusiasmado, lancei o grito de guerra “Lula! Tesão! Bonito e gostosão!“, que deve embalar a campanha judicial-eleitoral de 2018.

    Saíamos da Casa Grande do Leblon confiantes de que #GolpistasNãoPassarão – a não ser que aceitem coligação com Lula na cabeça de chapa.

     

    Quarta-feira, 16 de janeiro

    O Brasil jamais será vermelho, mas já está amarelo de febre. Já é alguma coisa.

     

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    UNIDOS DO MASTRUÇO VEM COM SAMBA DE FORTE CONTEÚDO SOCIAL E O MELHOR DO CARNAVAL

    Domingo, 14 de janeiro

    Ensaio na sede da Unidos do Mastruço, minha escola do coração, onde saio na Velha Guarda e, a depender do porre, de madrinha de bateria. Este ano nosso samba-enredo foi composto por Tonho do Marafo, Chico das Candongas e o meu mano Maluco Maquinado.

    Eu fiquei de longe e só sugeri algumas rimas. Uma contribuição mínima, apenas para acrescentar certo verniz intelectual ao samba.  Rimei “Anhembi” com “o samba hoje é aqui” e “hoje é carnaval” com “Pega no meu pau”.

    Nosso samba traz muitas críticas sociais e políticas e há quem acredite que o governo deve cair já na quarta-feira de cinzas – se alguém tiver voltado pra Brasília, é claro.

    O nome do samba é “O reino encantado de Arssubanipal, hoje é dia da Assíria brincar no nosso carnaval, agora pega no meu pau”. A última frase fui eu quem sugeriu.

     

    Segunda, 15 de janeiro

    Aziz Ansari, aquele indiano fofinho de “Master of None“, aquele ursinho panda, aquele poodle do humor, aquele cara incapaz de fazer uma piada ofensiva, aquele comediante tão doce que dá enjoo até em pote de açúcar… pois é, aquele carinha gente boa, bonitinho e inofensivo, aquele cara nota dez foi acusado de assédio sexual por uma fotógrafa. Os dois se conheceram no Emmy, marcaram um jantar, rolou um transa, ele achou que tinha sido bom, mas ela não gostou. Agora a denúncia.

    Se até o Aziz Ansari, tão bonitinho, tão minoria, tão “do Bem”, pode se revelar um tarado psicótico insensível, fico só imaginando o que pode acontecer com quem faz humor pra valer.

    Sarah Silverman, se liga. Qualquer coisa, eu conto tudo.

    UNIDOS DO MASTRUÇO VEM COM SAMBA DE FORTE CONTEÚDO SOCIAL E O MELHOR DO CARNAVAL

    Domingo, 14 de janeiro

    Ensaio na sede da Unidos do Mastruço, minha escola do coração, onde saio na Velha Guarda e, a depender do porre, de madrinha de bateria. Este ano nosso samba-enredo foi composto por Tonho do Marafo, Chico das Candongas e o meu mano Maluco Maquinado.

    Eu fiquei de longe e só sugeri algumas rimas. Uma contribuição mínima, apenas para acrescentar certo verniz intelectual ao samba.  Rimei “Anhembi” com “o samba hoje é aqui” e “hoje é carnaval” com “Pega no meu pau”.

    Nosso samba traz muitas críticas sociais e políticas e há quem acredite que o governo deve cair já na quarta-feira de cinzas – se alguém tiver voltado pra Brasília, é claro.

    O nome do samba é “O reino encantado de Arssubanipal, hoje é dia da Assíria brincar no nosso carnaval, agora pega no meu pau”. A última frase fui eu quem sugeriu.

     

    Segunda, 15 de janeiro

    Aziz Ansari, aquele indiano fofinho de “Master of None“, aquele ursinho panda, aquele poodle do humor, aquele cara incapaz de fazer uma piada ofensiva, aquele comediante tão doce que dá enjoo até em pote de açúcar… pois é, aquele carinha gente boa, bonitinho e inofensivo, aquele cara nota dez foi acusado de assédio sexual por uma fotógrafa. Os dois se conheceram no Emmy, marcaram um jantar, rolou um transa, ele achou que tinha sido bom, mas ela não gostou. Agora a denúncia.

    Se até o Aziz Ansari, tão bonitinho, tão minoria, tão “do Bem”, pode se revelar um tarado psicótico insensível, fico só imaginando o que pode acontecer com quem faz humor pra valer.

    Sarah Silverman, se liga. Qualquer coisa, eu conto tudo.

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    UNIDOS DO MASTRUÇO VEM COM SAMBA DE FORTE CONTEÚDO SOCIAL E O MELHOR DO CARNAVAL

    Domingo, 14 de janeiro

    Ensaio na sede da Unidos do Mastruço, minha escola do coração, onde saio na Velha Guarda e, a depender do porre, de madrinha de bateria. Este ano nosso samba-enredo foi composto por Tonho do Marafo, Chico das Candongas e o meu mano Maluco Maquinado.

    Eu fiquei de longe e só sugeri algumas rimas. Uma contribuição mínima, apenas para acrescentar certo verniz intelectual ao samba.  Rimei “Anhembi” com “o samba hoje é aqui” e “hoje é carnaval” com “Pega no meu pau”.

    Nosso samba traz muitas críticas sociais e políticas e há quem acredite que o governo deve cair já na quarta-feira de cinzas – se alguém tiver voltado pra Brasília, é claro.

    O nome do samba é “O reino encantado de Arssubanipal, hoje é dia da Assíria brincar no nosso carnaval, agora pega no meu pau”. A última frase fui eu quem sugeriu.

     

    Segunda, 15 de janeiro

    Aziz Ansari, aquele indiano fofinho de “Master of None“, aquele ursinho panda, aquele poodle do humor, aquele cara incapaz de fazer uma piada ofensiva, aquele comediante tão doce que dá enjoo até em pote de açúcar… pois é, aquele carinha gente boa, bonitinho e inofensivo, aquele cara nota dez foi acusado de assédio sexual por uma fotógrafa. Os dois se conheceram no Emmy, marcaram um jantar, rolou um transa, ele achou que tinha sido bom, mas ela não gostou. Agora a denúncia.

    Se até o Aziz Ansari, tão bonitinho, tão minoria, tão “do Bem”, pode se revelar um tarado psicótico insensível, fico só imaginando o que pode acontecer com quem faz humor pra valer.

    Sarah Silverman, se liga. Qualquer coisa, eu conto tudo.

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    RIO DE JANEIRO ESTÁ SOB O DOMÍNIO PURITANO DO ‘CREIXO’, A SOMA DO CRIVELLA COM O FREIXO

    Quinta-feira, 11 de janeiro

    O Rio da Janeiro lança moda outra vez.

    O governador Pezão (nenhum parentesco com o abominável “Abaporu“), o governo Pezão, eu dizia, sancionou lei que proíbe propaganda de cerveja com mulher gostosa.

    Mulher gostosa, agora, só na praia. Mas nem tente convidar a moça pra tomar um chopinho, porque a Polícia dos Costumes Carioca (PCC) vai te encher de porrada.

    Ainda estou esperando que os mesmos artistas que protestaram contra a censura nas artes se manifestem agora contra esse novo avanço do puritanismo. Infelizmente, parece que ninguém acordou ainda. Deve ser ressaca do revéillon.

    O Rio é o bumbo do Brasil. A batucada do Leblon é ouvida até em Roraima. E o que vem acontecendo no estado é uma pororoca de puritanismo, o encontro de dois conservadorismos, um de Direita outro de Esquerda. Se é que ainda há diferença entre os dois fundamentalismos.

    Eles começam botando burca na Globeleza e vão censurando e andando, andando e censurando.

    O Rio é a terra do CREIXO, a mistura do Crivella com o Freixo. Lembre-se: tudo que dé errado no Brasil, dá errado primeiro no Rio.

     

     

    Sexta-feira, 12 de fevereiro

    No meu modo de ver, a coisa toda é culpa do Abraão.

    Você está lá no deserto, cuidando das cabras, e escuta uma voz incorpórea  falando “E aí, Abraão, beleza? Seguinte, tenho uma proposta da hora pra ti: sabe o teu filho? Pois é, pega ele e mata. Fui!”

    Se fosse a Sarah, ela ia virar pra voz incorpórea e responder “De jeito nenhum! O Isaac vai ser médico!”

    Já o Abraão, aquela besta, em vez de procurar psiquiatra, como qualquer pessoa normal faria, pegou a faca na cozinha e chamou o filho para dar uma volta.

    Ah, fala sério!

    Eu só dou atenção pra voz incorpórea quando estou no aeroporto. Mas no geral ela só diz “Senhor Edson Aran, compareça ao portão sete” .

    As vozes incorpóreas não são mais as mesmas. Graças a Deus!

     

    RIO DE JANEIRO ESTÁ SOB O DOMÍNIO PURITANO DO ‘CREIXO’, A SOMA DO CRIVELLA COM O FREIXO

    Quinta-feira, 11 de janeiro

    O Rio da Janeiro lança moda outra vez.

    O governador Pezão (nenhum parentesco com o abominável “Abaporu“), o governo Pezão, eu dizia, sancionou lei que proíbe propaganda de cerveja com mulher gostosa.

    Mulher gostosa, agora, só na praia. Mas nem tente convidar a moça pra tomar um chopinho, porque a Polícia dos Costumes Carioca (PCC) vai te encher de porrada.

    Ainda estou esperando que os mesmos artistas que protestaram contra a censura nas artes se manifestem agora contra esse novo avanço do puritanismo. Infelizmente, parece que ninguém acordou ainda. Deve ser ressaca do revéillon.

    O Rio é o bumbo do Brasil. A batucada do Leblon é ouvida até em Roraima. E o que vem acontecendo no estado é uma pororoca de puritanismo, o encontro de dois conservadorismos, um de Direita outro de Esquerda. Se é que ainda há diferença entre os dois fundamentalismos.

    Eles começam botando burca na Globeleza e vão censurando e andando, andando e censurando.

    O Rio é a terra do CREIXO, a mistura do Crivella com o Freixo. Lembre-se: tudo que dé errado no Brasil, dá errado primeiro no Rio.

     

     

    Sexta-feira, 12 de fevereiro

    No meu modo de ver, a coisa toda é culpa do Abraão.

    Você está lá no deserto, cuidando das cabras, e escuta uma voz incorpórea  falando “E aí, Abraão, beleza? Seguinte, tenho uma proposta da hora pra ti: sabe o teu filho? Pois é, pega ele e mata. Fui!”

    Se fosse a Sarah, ela ia virar pra voz incorpórea e responder “De jeito nenhum! O Isaac vai ser médico!”

    Já o Abraão, aquela besta, em vez de procurar psiquiatra, como qualquer pessoa normal faria, pegou a faca na cozinha e chamou o filho para dar uma volta.

    Ah, fala sério!

    Eu só dou atenção pra voz incorpórea quando estou no aeroporto. Mas no geral ela só diz “Senhor Edson Aran, compareça ao portão sete” .

    As vozes incorpóreas não são mais as mesmas. Graças a Deus!

     

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    RIO DE JANEIRO ESTÁ SOB O DOMÍNIO PURITANO DO ‘CREIXO’, A SOMA DO CRIVELLA COM O FREIXO

    Quinta-feira, 11 de janeiro

    O Rio da Janeiro lança moda outra vez.

    O governador Pezão (nenhum parentesco com o abominável “Abaporu“), o governo Pezão, eu dizia, sancionou lei que proíbe propaganda de cerveja com mulher gostosa.

    Mulher gostosa, agora, só na praia. Mas nem tente convidar a moça pra tomar um chopinho, porque a Polícia dos Costumes Carioca (PCC) vai te encher de porrada.

    Ainda estou esperando que os mesmos artistas que protestaram contra a censura nas artes se manifestem agora contra esse novo avanço do puritanismo. Infelizmente, parece que ninguém acordou ainda. Deve ser ressaca do revéillon.

    O Rio é o bumbo do Brasil. A batucada do Leblon é ouvida até em Roraima. E o que vem acontecendo no estado é uma pororoca de puritanismo, o encontro de dois conservadorismos, um de Direita outro de Esquerda. Se é que ainda há diferença entre os dois fundamentalismos.

    Eles começam botando burca na Globeleza e vão censurando e andando, andando e censurando.

    O Rio é a terra do CREIXO, a mistura do Crivella com o Freixo. Lembre-se: tudo que dé errado no Brasil, dá errado primeiro no Rio.

     

     

    Sexta-feira, 12 de fevereiro

    No meu modo de ver, a coisa toda é culpa do Abraão.

    Você está lá no deserto, cuidando das cabras, e escuta uma voz incorpórea  falando “E aí, Abraão, beleza? Seguinte, tenho uma proposta da hora pra ti: sabe o teu filho? Pois é, pega ele e mata. Fui!”

    Se fosse a Sarah, ela ia virar pra voz incorpórea e responder “De jeito nenhum! O Isaac vai ser médico!”

    Já o Abraão, aquela besta, em vez de procurar psiquiatra, como qualquer pessoa normal faria, pegou a faca na cozinha e chamou o filho para dar uma volta.

    Ah, fala sério!

    Eu só dou atenção pra voz incorpórea quando estou no aeroporto. Mas no geral ela só diz “Senhor Edson Aran, compareça ao portão sete” .

    As vozes incorpóreas não são mais as mesmas. Graças a Deus!

     

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    COM OPRAH E HUCK NA PRESIDÊNCIA, CONFLITOS SERÃO RESOLVIDOS COM LUTA DE COTONETES GIGANTES

    Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

    Em Los Angeles com a Oprah Winfrey para ajudar na fulgurante candidatura dela à Casa Branca. A apresentadora descobriu que eu sou o intelectual progressista mais prafrentex do sul do mundo e pediu um help. De cara, sugeri a Hermione na Casa Civil. Oprah não se convenceu de primeira, mas expliquei a ela que Casa Civil precisa de gente “pé no saco” pra funcionar.

    Naturalmente, me desculpei pelo uso da expressão “pé no saco”, que é odiosamente machista. E obviamente nem dá pra comparar com a dor da milenar opressão patriarcal sobre as belas atrizes da Califórnia. Eu acho. Para demonstrar meu arrependimento, esmurrei meu saco em penitência. Doeu, claro, mas cólica menstrual é muito pior. Eu acho.

     

    Quarta-feira, 10 de janeiro

    Oprah e Huck na presidência: é disso que o mundo precisa. Quando cada país for governado por um apresentador de TV,  não haverá mais conflitos, apenas guerras por audiência.

    Se houver algum desentendimento entre nações, a coisa será resolvida numa luta com cotonetes gigantes. E narração do Faustão, é claro: “Ô louco, meu, o glorioso Trump acertou o cotonete na moleira do Kim Jong-Un tanto no pessoal quanto no professional! Quem sabe faz ao vivo!”

    Guy Debord, aquele francês pernóstico que influenciou maio de 68, não escreveu que vivemos numa ‘Sociedade do Espetáculo’? Poisentão. Nada mais justo que os artistas administrem o circo.

    Falar em francês, Catherine Deneuve deu uma bela traulitada no puritanismo neofeminista. Acho pouco e bom. Essa TPM permanente já virou mesmo um pé no saco.

    Ai, cacete, escrevi “TPM”, caralho! Ih, escrevi “caralho”, que porra! Saco, escrevi “porra”! Vixi! Escrevi “saco”! Eu me rendo! Sou um macho heterossexual patriarcal com pênis e mereço morrer!

    Ou virar trans e tentar carreira de cantora. Não decidi ainda.

     

     

     

    COM OPRAH E HUCK NA PRESIDÊNCIA, CONFLITOS SERÃO RESOLVIDOS COM LUTA DE COTONETES GIGANTES

    Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

    Em Los Angeles com a Oprah Winfrey para ajudar na fulgurante candidatura dela à Casa Branca. A apresentadora descobriu que eu sou o intelectual progressista mais prafrentex do sul do mundo e pediu um help. De cara, sugeri a Hermione na Casa Civil. Oprah não se convenceu de primeira, mas expliquei a ela que Casa Civil precisa de gente “pé no saco” pra funcionar.

    Naturalmente, me desculpei pelo uso da expressão “pé no saco”, que é odiosamente machista. E obviamente nem dá pra comparar com a dor da milenar opressão patriarcal sobre as belas atrizes da Califórnia. Eu acho. Para demonstrar meu arrependimento, esmurrei meu saco em penitência. Doeu, claro, mas cólica menstrual é muito pior. Eu acho.

     

    Quarta-feira, 10 de janeiro

    Oprah e Huck na presidência: é disso que o mundo precisa. Quando cada país for governado por um apresentador de TV,  não haverá mais conflitos, apenas guerras por audiência.

    Se houver algum desentendimento entre nações, a coisa será resolvida numa luta com cotonetes gigantes. E narração do Faustão, é claro: “Ô louco, meu, o glorioso Trump acertou o cotonete na moleira do Kim Jong-Un tanto no pessoal quanto no professional! Quem sabe faz ao vivo!”

    Guy Debord, aquele francês pernóstico que influenciou maio de 68, não escreveu que vivemos numa ‘Sociedade do Espetáculo’? Poisentão. Nada mais justo que os artistas administrem o circo.

    Falar em francês, Catherine Deneuve deu uma bela traulitada no puritanismo neofeminista. Acho pouco e bom. Essa TPM permanente já virou mesmo um pé no saco.

    Ai, cacete, escrevi “TPM”, caralho! Ih, escrevi “caralho”, que porra! Saco, escrevi “porra”! Vixi! Escrevi “saco”! Eu me rendo! Sou um macho heterossexual patriarcal com pênis e mereço morrer!

    Ou virar trans e tentar carreira de cantora. Não decidi ainda.

     

     

     

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    COM OPRAH E HUCK NA PRESIDÊNCIA, CONFLITOS SERÃO RESOLVIDOS COM LUTA DE COTONETES GIGANTES

    Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

    Em Los Angeles com a Oprah Winfrey para ajudar na fulgurante candidatura dela à Casa Branca. A apresentadora descobriu que eu sou o intelectual progressista mais prafrentex do sul do mundo e pediu um help. De cara, sugeri a Hermione na Casa Civil. Oprah não se convenceu de primeira, mas expliquei a ela que Casa Civil precisa de gente “pé no saco” pra funcionar.

    Naturalmente, me desculpei pelo uso da expressão “pé no saco”, que é odiosamente machista. E obviamente nem dá pra comparar com a dor da milenar opressão patriarcal sobre as belas atrizes da Califórnia. Eu acho. Para demonstrar meu arrependimento, esmurrei meu saco em penitência. Doeu, claro, mas cólica menstrual é muito pior. Eu acho.

     

    Quarta-feira, 10 de janeiro

    Oprah e Huck na presidência: é disso que o mundo precisa. Quando cada país for governado por um apresentador de TV,  não haverá mais conflitos, apenas guerras por audiência.

    Se houver algum desentendimento entre nações, a coisa será resolvida numa luta com cotonetes gigantes. E narração do Faustão, é claro: “Ô louco, meu, o glorioso Trump acertou o cotonete na moleira do Kim Jong-Un tanto no pessoal quanto no professional! Quem sabe faz ao vivo!”

    Guy Debord, aquele francês pernóstico que influenciou maio de 68, não escreveu que vivemos numa ‘Sociedade do Espetáculo’? Poisentão. Nada mais justo que os artistas administrem o circo.

    Falar em francês, Catherine Deneuve deu uma bela traulitada no puritanismo neofeminista. Acho pouco e bom. Essa TPM permanente já virou mesmo um pé no saco.

    Ai, cacete, escrevi “TPM”, caralho! Ih, escrevi “caralho”, que porra! Saco, escrevi “porra”! Vixi! Escrevi “saco”! Eu me rendo! Sou um macho heterossexual patriarcal com pênis e mereço morrer!

    Ou virar trans e tentar carreira de cantora. Não decidi ainda.

     

     

     

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    O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É O PHOTOSHOP. ENTENDA.

    Quarta, 20 de dezembro

    Na condição de intelectual progressista mais sexy da América Latina, frequentemente ouço a pergunta: “No meio dessa desgraceira de populismo, corrupção e febre amarela, qual é o maior problema do Brasil, hein, seu Aran?”.

    Nessas ocasiões, coloco as mãos na cintura feito um bule, ergo o queixo em direção ao porvir e respondo: “o Photoshop!”

    Não é uma opinião original. Dez entre dez empoderadas falam a mesma coisa em simpósios e sites de fofocas. No dia em que pararem de remover celulite de fotografia, o patriarcado ruirá e com ele o capitalismo, levando a um mundo socialista e matriarcal, onde todos nós seremos felizes como a platéia do “Eishquenta”. Certo? Errado.

    As fotografias retocadas começaram  junto com a invenção da… bem, da fotografia. Retratos eram  pintados, já que o processo de registar imagens em película era demorado e frequentemente o modelo se mexia, fechava o olho, bocejava, essas coisas. Apagar defeitos das imagens em busca de uma perfeição estética sempre foi normal.

    O Joseph Stálin, por exemplo. Ele vivia apagando desafetos de fotografias. Falava mal dele, ficava mal na foto e sumia da imagem. Sumia da vida real também, inclusive. No entanto, veja bem, Joseph Stálin nunca usou Photoshop para seus retoques! Afinal, ele era socialista, portanto um sujeito lacrador e sangue-bom, certo? Errado.

    E quando a imagem não tem retoques, mas é falsa?  Uma das fotografias mais famosas da história é aquela dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima depois de conquistar a ilha dos japoneses na Segunda Guerra Mundial. A foto de Joe Rosenthal é épica e serviu de inspiração para esculturas e monumentos. No entanto, veja você, a foto foi encenada. Cada soldado foi cuidadosamente colocado na posição certa e o click aconteceu muito tempo depois da ação acabar. Não tem Photoshop, mas também é falsa, certo? Errado.

    O making of não importa um cazzo, mas sim a composição e a concepção da imagem, que mesmo falsa, se torna verdadeira, já que está imbuída de simbolismo.

    Transformar retoque de bunda em questão política é… bem, uma coisa muito bunda, embora seja a cara do país em 2017. O Brasil sempre faz cara de bunda pra tudo. Exceto, claro, para problemas extremamente sérios. Tipo o Photoshop, certo?

    O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É O PHOTOSHOP. ENTENDA.

    Quarta, 20 de dezembro

    Na condição de intelectual progressista mais sexy da América Latina, frequentemente ouço a pergunta: “No meio dessa desgraceira de populismo, corrupção e febre amarela, qual é o maior problema do Brasil, hein, seu Aran?”.

    Nessas ocasiões, coloco as mãos na cintura feito um bule, ergo o queixo em direção ao porvir e respondo: “o Photoshop!”

    Não é uma opinião original. Dez entre dez empoderadas falam a mesma coisa em simpósios e sites de fofocas. No dia em que pararem de remover celulite de fotografia, o patriarcado ruirá e com ele o capitalismo, levando a um mundo socialista e matriarcal, onde todos nós seremos felizes como a platéia do “Eishquenta”. Certo? Errado.

    As fotografias retocadas começaram  junto com a invenção da… bem, da fotografia. Retratos eram  pintados, já que o processo de registar imagens em película era demorado e frequentemente o modelo se mexia, fechava o olho, bocejava, essas coisas. Apagar defeitos das imagens em busca de uma perfeição estética sempre foi normal.

    O Joseph Stálin, por exemplo. Ele vivia apagando desafetos de fotografias. Falava mal dele, ficava mal na foto e sumia da imagem. Sumia da vida real também, inclusive. No entanto, veja bem, Joseph Stálin nunca usou Photoshop para seus retoques! Afinal, ele era socialista, portanto um sujeito lacrador e sangue-bom, certo? Errado.

    E quando a imagem não tem retoques, mas é falsa?  Uma das fotografias mais famosas da história é aquela dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima depois de conquistar a ilha dos japoneses na Segunda Guerra Mundial. A foto de Joe Rosenthal é épica e serviu de inspiração para esculturas e monumentos. No entanto, veja você, a foto foi encenada. Cada soldado foi cuidadosamente colocado na posição certa e o click aconteceu muito tempo depois da ação acabar. Não tem Photoshop, mas também é falsa, certo? Errado.

    O making of não importa um cazzo, mas sim a composição e a concepção da imagem, que mesmo falsa, se torna verdadeira, já que está imbuída de simbolismo.

    Transformar retoque de bunda em questão política é… bem, uma coisa muito bunda, embora seja a cara do país em 2017. O Brasil sempre faz cara de bunda pra tudo. Exceto, claro, para problemas extremamente sérios. Tipo o Photoshop, certo?

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    O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É O PHOTOSHOP. ENTENDA.

    Quarta, 20 de dezembro

    Na condição de intelectual progressista mais sexy da América Latina, frequentemente ouço a pergunta: “No meio dessa desgraceira de populismo, corrupção e febre amarela, qual é o maior problema do Brasil, hein, seu Aran?”.

    Nessas ocasiões, coloco as mãos na cintura feito um bule, ergo o queixo em direção ao porvir e respondo: “o Photoshop!”

    Não é uma opinião original. Dez entre dez empoderadas falam a mesma coisa em simpósios e sites de fofocas. No dia em que pararem de remover celulite de fotografia, o patriarcado ruirá e com ele o capitalismo, levando a um mundo socialista e matriarcal, onde todos nós seremos felizes como a platéia do “Eishquenta”. Certo? Errado.

    As fotografias retocadas começaram  junto com a invenção da… bem, da fotografia. Retratos eram  pintados, já que o processo de registar imagens em película era demorado e frequentemente o modelo se mexia, fechava o olho, bocejava, essas coisas. Apagar defeitos das imagens em busca de uma perfeição estética sempre foi normal.

    O Joseph Stálin, por exemplo. Ele vivia apagando desafetos de fotografias. Falava mal dele, ficava mal na foto e sumia da imagem. Sumia da vida real também, inclusive. No entanto, veja bem, Joseph Stálin nunca usou Photoshop para seus retoques! Afinal, ele era socialista, portanto um sujeito lacrador e sangue-bom, certo? Errado.

    E quando a imagem não tem retoques, mas é falsa?  Uma das fotografias mais famosas da história é aquela dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima depois de conquistar a ilha dos japoneses na Segunda Guerra Mundial. A foto de Joe Rosenthal é épica e serviu de inspiração para esculturas e monumentos. No entanto, veja você, a foto foi encenada. Cada soldado foi cuidadosamente colocado na posição certa e o click aconteceu muito tempo depois da ação acabar. Não tem Photoshop, mas também é falsa, certo? Errado.

    O making of não importa um cazzo, mas sim a composição e a concepção da imagem, que mesmo falsa, se torna verdadeira, já que está imbuída de simbolismo.

    Transformar retoque de bunda em questão política é… bem, uma coisa muito bunda, embora seja a cara do país em 2017. O Brasil sempre faz cara de bunda pra tudo. Exceto, claro, para problemas extremamente sérios. Tipo o Photoshop, certo?

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    THE VERY BEST OF MYSELF

    Terça, 19 de dezembro

    Foi um “Annus Horribilis”!

    Mas convém alertar os lacradores que essa é apenas uma expressão em latim para “ano horroroso” e não uma condenação moralista a métodos alternativos de reprodução.

    2017 começou muito ruim e foi piorando mês a mês, como sabem os milhares de leitores do REPÚBLICA DOS BANANAS. Por isso, é chegado o momento de olhar para trás e dizer: “Pô, Brasil, vai encoxar tua mãe, cacete!”

    Os DIÁRIOS DO ARAN começaram em janeiro como um registro da vida e das opiniões de um intelectual parrudo, progressista e prafrentex. Eu. Meu titânico objetivo era documentar esse incrível período da nossa história pátria, quando demos adeus ao Terceiro Mundo e fomos todos pro Quinto Mundo, onde o aluguel é mais barato.

    No entanto, não me limitei a falar apenas do Brasil, mas também me envolvi com o mundo civilizado, analisando a ascensão de El Trumpo e do populismo da parte de cima do quintal e também o engajado rebolado da Beyoncé, a Anitta metida a besta.

    Selecionei um texto de cada mês para quem não tem saco de procurar no site. Ano que vem o site ganha um desenho novo e essas coisas vão ficar mais fáceis, garante o nosso webmala.

     

    JANEIRO

    Fugindo da polícia, Eike Batista se escondeu no quarto da Odisséia, a moça que veio do Norte para trabalhar aqui em casa. O problema é que o ex-bilionário botou coleira em todo mundo, incluindo eu e o cachorro.

     

    FEVEREIRO

    A absoluta ausência de problemas, faz o Brasil se dedicar a bobagens do tipo “quem é que pode usar turbante”. Minha colega Eliane Brum, consultora de moda do El País, escreveu a respeito, mas deixou muitas dúvidas. Eu fiz as perguntas que ninguém ousou fazer.

     

    MARÇO

    A pedido da Marcela Temer, a espevitada Mamá, fui caçar fantasmas no Palácio do Alvorada que não deixavam o marido dela dormir direito. O cara só é satanista até dar de cara com uma assombração.

     

    ABRIL

    Nascer no Acre e querer sumir é normal. Mas o “Menino do Acre” transformou êxodo rural em arte e durante uns dois dias só se falava em Giordano Bruno na Internet. Intelectual progressista e responsável que sou, decidi explicar quem é o Brunão.

     

    MAIO

    Para lutar contra o arbítrio que insiste em processar gente que rouba, fui até Curitiba participar do depoimento-comício do glorioso Predestinado. Joguei palitinho com o Emir Sader e o João Pedro Stálin e aproveitei a ocasião para visitar o grande escritor Jorge Lukacs, o famoso Tarado de Curitiba 

     

    JUNHO

    Fernando Henrique Cardoso me convidou para tomar chá no “The Arrogant Elitist“, em Higienópolis, e me convencer a assumir a presidência no lugar do Michel Temer, torpedeado pela dupla sertaneja Wesley e Sueslley.Só existem três intelectuais confiáveis no Brasil“, ele disse.  “Você, o Thammy Gretchen e o Tico Santa-Cruz“.

     

    JULHO

    Eu e o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo fomos à FLIP polemizar com feministas, pedir autógrafo pro Lázaro Ramos e protestar contra o biscoito Globo. 

     

    AGOSTO

    Elvis não morreu, ele mudou para o Brasil nos anos 90 e hoje tem uma hamburgueria gourmet no Itaim, em São Paulo. Nos 40 anos da “morte” do Rei, eu fui até lá comer um Double Extra Crispy Bacon Cheese Burger with Peanut Butter. 

     

    SETEMBRO

    Influenciada pela novela da Glória Perez, ,minha emprega Odisséia entrou numas e decidiu virar homem. Durante meses fui obrigado a aguentar um macho heteronormativo, desagradável e chulezento na minha casa. Até pensei em botar o cara na rua, mas fiquei com receio de ser acusado de ‘novelofóbico’.

     

    OUTUBRO

    O consevadorismo kim-kataguirizento decide censurar exposições de arte . Visceralmente a favor da liberdade de expressão, mesmo de quem não sabe se expressar, eu expliquei porque todo artista tem o direito sagrado de ser ridículo em público. 

     

    NOVEMBRO

    Luciano Huck pensa em virar presidente e me chama para trocar umas ideias. Explico pra ele que o Brasil só terá justiça social quando todo cidadão, independente de credo, cor ou origem, virar artista da Globo. Menos o pessoal do SBT, claro. Governo precisa de inimigos.

     

    DEZEMBRO

    Uma espetacular retrospectiva de mim mesmo é organizada num dos últimos DIÁRIOS do ano, mas  eu convido a gatíssima leitora a fuçar mais no site porque tem muito mais coisa legal. O leitor eu quero mais é que se exploda. Passar bem.

     

    THE VERY BEST OF MYSELF

    Terça, 19 de dezembro

    Foi um “Annus Horribilis”!

    Mas convém alertar os lacradores que essa é apenas uma expressão em latim para “ano horroroso” e não uma condenação moralista a métodos alternativos de reprodução.

    2017 começou muito ruim e foi piorando mês a mês, como sabem os milhares de leitores do REPÚBLICA DOS BANANAS. Por isso, é chegado o momento de olhar para trás e dizer: “Pô, Brasil, vai encoxar tua mãe, cacete!”

    Os DIÁRIOS DO ARAN começaram em janeiro como um registro da vida e das opiniões de um intelectual parrudo, progressista e prafrentex. Eu. Meu titânico objetivo era documentar esse incrível período da nossa história pátria, quando demos adeus ao Terceiro Mundo e fomos todos pro Quinto Mundo, onde o aluguel é mais barato.

    No entanto, não me limitei a falar apenas do Brasil, mas também me envolvi com o mundo civilizado, analisando a ascensão de El Trumpo e do populismo da parte de cima do quintal e também o engajado rebolado da Beyoncé, a Anitta metida a besta.

    Selecionei um texto de cada mês para quem não tem saco de procurar no site. Ano que vem o site ganha um desenho novo e essas coisas vão ficar mais fáceis, garante o nosso webmala.

     

    JANEIRO

    Fugindo da polícia, Eike Batista se escondeu no quarto da Odisséia, a moça que veio do Norte para trabalhar aqui em casa. O problema é que o ex-bilionário botou coleira em todo mundo, incluindo eu e o cachorro.

     

    FEVEREIRO

    A absoluta ausência de problemas, faz o Brasil se dedicar a bobagens do tipo “quem é que pode usar turbante”. Minha colega Eliane Brum, consultora de moda do El País, escreveu a respeito, mas deixou muitas dúvidas. Eu fiz as perguntas que ninguém ousou fazer.

     

    MARÇO

    A pedido da Marcela Temer, a espevitada Mamá, fui caçar fantasmas no Palácio do Alvorada que não deixavam o marido dela dormir direito. O cara só é satanista até dar de cara com uma assombração.

     

    ABRIL

    Nascer no Acre e querer sumir é normal. Mas o “Menino do Acre” transformou êxodo rural em arte e durante uns dois dias só se falava em Giordano Bruno na Internet. Intelectual progressista e responsável que sou, decidi explicar quem é o Brunão.

     

    MAIO

    Para lutar contra o arbítrio que insiste em processar gente que rouba, fui até Curitiba participar do depoimento-comício do glorioso Predestinado. Joguei palitinho com o Emir Sader e o João Pedro Stálin e aproveitei a ocasião para visitar o grande escritor Jorge Lukacs, o famoso Tarado de Curitiba 

     

    JUNHO

    Fernando Henrique Cardoso me convidou para tomar chá no “The Arrogant Elitist“, em Higienópolis, e me convencer a assumir a presidência no lugar do Michel Temer, torpedeado pela dupla sertaneja Wesley e Sueslley.Só existem três intelectuais confiáveis no Brasil“, ele disse.  “Você, o Thammy Gretchen e o Tico Santa-Cruz“.

     

    JULHO

    Eu e o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo fomos à FLIP polemizar com feministas, pedir autógrafo pro Lázaro Ramos e protestar contra o biscoito Globo. 

     

    AGOSTO

    Elvis não morreu, ele mudou para o Brasil nos anos 90 e hoje tem uma hamburgueria gourmet no Itaim, em São Paulo. Nos 40 anos da “morte” do Rei, eu fui até lá comer um Double Extra Crispy Bacon Cheese Burger with Peanut Butter. 

     

    SETEMBRO

    Influenciada pela novela da Glória Perez, ,minha emprega Odisséia entrou numas e decidiu virar homem. Durante meses fui obrigado a aguentar um macho heteronormativo, desagradável e chulezento na minha casa. Até pensei em botar o cara na rua, mas fiquei com receio de ser acusado de ‘novelofóbico’.

     

    OUTUBRO

    O consevadorismo kim-kataguirizento decide censurar exposições de arte . Visceralmente a favor da liberdade de expressão, mesmo de quem não sabe se expressar, eu expliquei porque todo artista tem o direito sagrado de ser ridículo em público. 

     

    NOVEMBRO

    Luciano Huck pensa em virar presidente e me chama para trocar umas ideias. Explico pra ele que o Brasil só terá justiça social quando todo cidadão, independente de credo, cor ou origem, virar artista da Globo. Menos o pessoal do SBT, claro. Governo precisa de inimigos.

     

    DEZEMBRO

    Uma espetacular retrospectiva de mim mesmo é organizada num dos últimos DIÁRIOS do ano, mas  eu convido a gatíssima leitora a fuçar mais no site porque tem muito mais coisa legal. O leitor eu quero mais é que se exploda. Passar bem.

     

    [ssba]

    THE VERY BEST OF MYSELF

    THE VERY BEST OF MYSELF

    Terça, 19 de dezembro

    Foi um “Annus Horribilis”!

    Mas convém alertar os lacradores que essa é apenas uma expressão em latim para “ano horroroso” e não uma condenação moralista a métodos alternativos de reprodução.

    2017 começou muito ruim e foi piorando mês a mês, como sabem os milhares de leitores do REPÚBLICA DOS BANANAS. Por isso, é chegado o momento de olhar para trás e dizer: “Pô, Brasil, vai encoxar tua mãe, cacete!”

    Os DIÁRIOS DO ARAN começaram em janeiro como um registro da vida e das opiniões de um intelectual parrudo, progressista e prafrentex. Eu. Meu titânico objetivo era documentar esse incrível período da nossa história pátria, quando demos adeus ao Terceiro Mundo e fomos todos pro Quinto Mundo, onde o aluguel é mais barato.

    No entanto, não me limitei a falar apenas do Brasil, mas também me envolvi com o mundo civilizado, analisando a ascensão de El Trumpo e do populismo da parte de cima do quintal e também o engajado rebolado da Beyoncé, a Anitta metida a besta.

    Selecionei um texto de cada mês para quem não tem saco de procurar no site. Ano que vem o site ganha um desenho novo e essas coisas vão ficar mais fáceis, garante o nosso webmala.

     

    JANEIRO

    Fugindo da polícia, Eike Batista se escondeu no quarto da Odisséia, a moça que veio do Norte para trabalhar aqui em casa. O problema é que o ex-bilionário botou coleira em todo mundo, incluindo eu e o cachorro.

     

    FEVEREIRO

    A absoluta ausência de problemas, faz o Brasil se dedicar a bobagens do tipo “quem é que pode usar turbante”. Minha colega Eliane Brum, consultora de moda do El País, escreveu a respeito, mas deixou muitas dúvidas. Eu fiz as perguntas que ninguém ousou fazer.

     

    MARÇO

    A pedido da Marcela Temer, a espevitada Mamá, fui caçar fantasmas no Palácio do Alvorada que não deixavam o marido dela dormir direito. O cara só é satanista até dar de cara com uma assombração.

     

    ABRIL

    Nascer no Acre e querer sumir é normal. Mas o “Menino do Acre” transformou êxodo rural em arte e durante uns dois dias só se falava em Giordano Bruno na Internet. Intelectual progressista e responsável que sou, decidi explicar quem é o Brunão.

     

    MAIO

    Para lutar contra o arbítrio que insiste em processar gente que rouba, fui até Curitiba participar do depoimento-comício do glorioso Predestinado. Joguei palitinho com o Emir Sader e o João Pedro Stálin e aproveitei a ocasião para visitar o grande escritor Jorge Lukacs, o famoso Tarado de Curitiba 

     

    JUNHO

    Fernando Henrique Cardoso me convidou para tomar chá no “The Arrogant Elitist“, em Higienópolis, e me convencer a assumir a presidência no lugar do Michel Temer, torpedeado pela dupla sertaneja Wesley e Sueslley.Só existem três intelectuais confiáveis no Brasil“, ele disse.  “Você, o Thammy Gretchen e o Tico Santa-Cruz“.

     

    JULHO

    Eu e o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo fomos à FLIP polemizar com feministas, pedir autógrafo pro Lázaro Ramos e protestar contra o biscoito Globo. 

     

    AGOSTO

    Elvis não morreu, ele mudou para o Brasil nos anos 90 e hoje tem uma hamburgueria gourmet no Itaim, em São Paulo. Nos 40 anos da “morte” do Rei, eu fui até lá comer um Double Extra Crispy Bacon Cheese Burger with Peanut Butter. 

     

    SETEMBRO

    Influenciada pela novela da Glória Perez, ,minha emprega Odisséia entrou numas e decidiu virar homem. Durante meses fui obrigado a aguentar um macho heteronormativo, desagradável e chulezento na minha casa. Até pensei em botar o cara na rua, mas fiquei com receio de ser acusado de ‘novelofóbico’.

     

    OUTUBRO

    O consevadorismo kim-kataguirizento decide censurar exposições de arte . Visceralmente a favor da liberdade de expressão, mesmo de quem não sabe se expressar, eu expliquei porque todo artista tem o direito sagrado de ser ridículo em público. 

     

    NOVEMBRO

    Luciano Huck pensa em virar presidente e me chama para trocar umas ideias. Explico pra ele que o Brasil só terá justiça social quando todo cidadão, independente de credo, cor ou origem, virar artista da Globo. Menos o pessoal do SBT, claro. Governo precisa de inimigos.

     

    DEZEMBRO

    Uma espetacular retrospectiva de mim mesmo é organizada num dos últimos DIÁRIOS do ano, mas  eu convido a gatíssima leitora a fuçar mais no site porque tem muito mais coisa legal. O leitor eu quero mais é que se exploda. Passar bem.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/the-very-best-of-myself/"]

    “STAR WARS” E A INEVITÁVEL MARCHA DA HISTÓRIA

    Sexta, 16 de dezembro

    Meu vizinho Irso, o Energúmeno, acordou feliz como um wookie no cio.

    “Vi o novo ‘Star Wars’ ontem, mano. Agora a casa cai, tá ligado? O capitalismo está com os dias contados!”, festeja ele empunhando um sabre de luz imaginário.

    Faz tempo que o Olavão de Carvalho e sua trupe alertam que o mundo inteiro – menos eles – trabalham pelo “globalismo” e pela subversão mundial. Até a nefanda Disney, claro. Sempre achei isso um exagero, mas se Irso está falando, eu acredito.

    “E o filme não faz isso de forma sutil, mano”, prossegue o Irso. “Joga na cara de todo mundo como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso, tá ligado?!”

    Pensei em explicar pra Irso, o energúmeno, que elite sem-noção praticando vilania aparece em 90% dos filmes americanos. Só pra ficar em ficção-científica:  “Avatar”, “O destino de Júpiter”, “Blade Runner” (o bom e o ruim) e “Alien”. E nem me deixe falar nos westerns. A lista é grande. “Era uma vez no oeste”, “O cavaleiro solitário”, “O pequeno grande homem” e “Quando explode a vingança”. Aliás, o western spaghetti, que sempre foi meio eurocomunista, produziu algumas pérolas do gênero bang-bang-engajè. Quase recomendei pro Irso “Uma bala para o general”, de Damiano Damiani, sobre um bandido que ganha consciência social durante a revolução mexicana, mas deixei pra lá.

    O que George Lucas faz, na fase pré-Disney, é mostrar como líderes “predestinados” se corrompem com enorme facilidade e também como a fé pode ser cega. Tipo a manezada jedi que deixa o Palpatine tomar conta de tudo enquanto ficam naquele blablablá de Força isso e Força aquilo.

    Mas eu não quis estragar a felicidade do Irso.

    Nesse mundo cruel e sem sentido em que vivemos é bom acreditar em alguma coisa, mesmo que seja em ewoks comunas.

    Enquanto isso, a Disney vá lá e, ó, cráu, arremata a Fox por 50 bilhões. Nada mal para uma empresa empenhada em destruir o capitalismo.

    Que a Força esteja com você, jovem padawan. Você vai precisar dela pra aguentar tanta bobagem.

     

     

     

    “STAR WARS” E A INEVITÁVEL MARCHA DA HISTÓRIA

    Sexta, 16 de dezembro

    Meu vizinho Irso, o Energúmeno, acordou feliz como um wookie no cio.

    “Vi o novo ‘Star Wars’ ontem, mano. Agora a casa cai, tá ligado? O capitalismo está com os dias contados!”, festeja ele empunhando um sabre de luz imaginário.

    Faz tempo que o Olavão de Carvalho e sua trupe alertam que o mundo inteiro – menos eles – trabalham pelo “globalismo” e pela subversão mundial. Até a nefanda Disney, claro. Sempre achei isso um exagero, mas se Irso está falando, eu acredito.

    “E o filme não faz isso de forma sutil, mano”, prossegue o Irso. “Joga na cara de todo mundo como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso, tá ligado?!”

    Pensei em explicar pra Irso, o energúmeno, que elite sem-noção praticando vilania aparece em 90% dos filmes americanos. Só pra ficar em ficção-científica:  “Avatar”, “O destino de Júpiter”, “Blade Runner” (o bom e o ruim) e “Alien”. E nem me deixe falar nos westerns. A lista é grande. “Era uma vez no oeste”, “O cavaleiro solitário”, “O pequeno grande homem” e “Quando explode a vingança”. Aliás, o western spaghetti, que sempre foi meio eurocomunista, produziu algumas pérolas do gênero bang-bang-engajè. Quase recomendei pro Irso “Uma bala para o general”, de Damiano Damiani, sobre um bandido que ganha consciência social durante a revolução mexicana, mas deixei pra lá.

    O que George Lucas faz, na fase pré-Disney, é mostrar como líderes “predestinados” se corrompem com enorme facilidade e também como a fé pode ser cega. Tipo a manezada jedi que deixa o Palpatine tomar conta de tudo enquanto ficam naquele blablablá de Força isso e Força aquilo.

    Mas eu não quis estragar a felicidade do Irso.

    Nesse mundo cruel e sem sentido em que vivemos é bom acreditar em alguma coisa, mesmo que seja em ewoks comunas.

    Enquanto isso, a Disney vá lá e, ó, cráu, arremata a Fox por 50 bilhões. Nada mal para uma empresa empenhada em destruir o capitalismo.

    Que a Força esteja com você, jovem padawan. Você vai precisar dela pra aguentar tanta bobagem.

     

     

     

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    “STAR WARS” E A INEVITÁVEL MARCHA DA HISTÓRIA

    Sexta, 16 de dezembro

    Meu vizinho Irso, o Energúmeno, acordou feliz como um wookie no cio.

    “Vi o novo ‘Star Wars’ ontem, mano. Agora a casa cai, tá ligado? O capitalismo está com os dias contados!”, festeja ele empunhando um sabre de luz imaginário.

    Faz tempo que o Olavão de Carvalho e sua trupe alertam que o mundo inteiro – menos eles – trabalham pelo “globalismo” e pela subversão mundial. Até a nefanda Disney, claro. Sempre achei isso um exagero, mas se Irso está falando, eu acredito.

    “E o filme não faz isso de forma sutil, mano”, prossegue o Irso. “Joga na cara de todo mundo como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso, tá ligado?!”

    Pensei em explicar pra Irso, o energúmeno, que elite sem-noção praticando vilania aparece em 90% dos filmes americanos. Só pra ficar em ficção-científica:  “Avatar”, “O destino de Júpiter”, “Blade Runner” (o bom e o ruim) e “Alien”. E nem me deixe falar nos westerns. A lista é grande. “Era uma vez no oeste”, “O cavaleiro solitário”, “O pequeno grande homem” e “Quando explode a vingança”. Aliás, o western spaghetti, que sempre foi meio eurocomunista, produziu algumas pérolas do gênero bang-bang-engajè. Quase recomendei pro Irso “Uma bala para o general”, de Damiano Damiani, sobre um bandido que ganha consciência social durante a revolução mexicana, mas deixei pra lá.

    O que George Lucas faz, na fase pré-Disney, é mostrar como líderes “predestinados” se corrompem com enorme facilidade e também como a fé pode ser cega. Tipo a manezada jedi que deixa o Palpatine tomar conta de tudo enquanto ficam naquele blablablá de Força isso e Força aquilo.

    Mas eu não quis estragar a felicidade do Irso.

    Nesse mundo cruel e sem sentido em que vivemos é bom acreditar em alguma coisa, mesmo que seja em ewoks comunas.

    Enquanto isso, a Disney vá lá e, ó, cráu, arremata a Fox por 50 bilhões. Nada mal para uma empresa empenhada em destruir o capitalismo.

    Que a Força esteja com você, jovem padawan. Você vai precisar dela pra aguentar tanta bobagem.

     

     

     

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    PENSAR VEM DE ‘PEN’, CANETA, E ‘SARE’, QUE É TORNAR SÃO

    Terça-feira, 12 de dezembro

    Estava tomando um puro malte com meu grande amigo filósofo-palestrante e escritor best-seller Mário Sérgio  Karnal Knowledge no pub “The Cunt of the Countess” (Rua Shangrilá, 203, Vila Madalena).

    Karnal Knowledge me explicava com sua voz de barítono que a “filosofia, em termos puramente filosofais, é, segundo os platônicos das platitudes, uma espécie de auto-ajuda, no sentido de ‘auto’, que quer dizer automóvel, e ‘ajuda’, que é o ato de ligar pro seguro”.

    Mas tive que interromper a profunda profusão professoral porque o celular tocou. Era o Predestinado. Puto. Muito puto.

    “Companheiro Aran, os golpistas lá de Curitiba tão de sacanagem comigo! Eles marcaram o julgamento do recurso pra janeiro! Janeiro!”

    Tentei acalmar o glorioso: “Mas, guia genial, o recurso não é pra rever a sentença satânica do Moro maldito?”, eu falei. “Quanto mais cedo o julgamento, melhor, uai…”

    “Você é um intelectual progressista, mas não entende porra nenhuma do parangolé da política, companheiro Aran! Isso é uma artimanha da Globo golpista! Eles querem mudar o fim da novela!”, respondeu o farol do proletariado. Pelo tom, percebi que ele já passava da segunda garrafa. Quase dava pra sentir o bafo no telefone. Argumentar nessas condições é difícil, por isso soltei um “amanhã te ligo, estadista” e interrompi a ligação pra evitar chateação.

    Só que não.

    Meu amigo Mário Sérgio continuava sua preleção sobre o pensamento

    “Do latim ‘pensare’, que vem de ‘pen’, caneta, e ‘sare’, que é tornar são, sanare”.

    É por isso que eu bebo.

    PENSAR VEM DE ‘PEN’, CANETA, E ‘SARE’, QUE É TORNAR SÃO

    Terça-feira, 12 de dezembro

    Estava tomando um puro malte com meu grande amigo filósofo-palestrante e escritor best-seller Mário Sérgio  Karnal Knowledge no pub “The Cunt of the Countess” (Rua Shangrilá, 203, Vila Madalena).

    Karnal Knowledge me explicava com sua voz de barítono que a “filosofia, em termos puramente filosofais, é, segundo os platônicos das platitudes, uma espécie de auto-ajuda, no sentido de ‘auto’, que quer dizer automóvel, e ‘ajuda’, que é o ato de ligar pro seguro”.

    Mas tive que interromper a profunda profusão professoral porque o celular tocou. Era o Predestinado. Puto. Muito puto.

    “Companheiro Aran, os golpistas lá de Curitiba tão de sacanagem comigo! Eles marcaram o julgamento do recurso pra janeiro! Janeiro!”

    Tentei acalmar o glorioso: “Mas, guia genial, o recurso não é pra rever a sentença satânica do Moro maldito?”, eu falei. “Quanto mais cedo o julgamento, melhor, uai…”

    “Você é um intelectual progressista, mas não entende porra nenhuma do parangolé da política, companheiro Aran! Isso é uma artimanha da Globo golpista! Eles querem mudar o fim da novela!”, respondeu o farol do proletariado. Pelo tom, percebi que ele já passava da segunda garrafa. Quase dava pra sentir o bafo no telefone. Argumentar nessas condições é difícil, por isso soltei um “amanhã te ligo, estadista” e interrompi a ligação pra evitar chateação.

    Só que não.

    Meu amigo Mário Sérgio continuava sua preleção sobre o pensamento

    “Do latim ‘pensare’, que vem de ‘pen’, caneta, e ‘sare’, que é tornar são, sanare”.

    É por isso que eu bebo.

    [ssba]

    PENSAR VEM DE ‘PEN’, CANETA, E ‘SARE’, QUE É TORNAR SÃO

    Terça-feira, 12 de dezembro

    Estava tomando um puro malte com meu grande amigo filósofo-palestrante e escritor best-seller Mário Sérgio  Karnal Knowledge no pub “The Cunt of the Countess” (Rua Shangrilá, 203, Vila Madalena).

    Karnal Knowledge me explicava com sua voz de barítono que a “filosofia, em termos puramente filosofais, é, segundo os platônicos das platitudes, uma espécie de auto-ajuda, no sentido de ‘auto’, que quer dizer automóvel, e ‘ajuda’, que é o ato de ligar pro seguro”.

    Mas tive que interromper a profunda profusão professoral porque o celular tocou. Era o Predestinado. Puto. Muito puto.

    “Companheiro Aran, os golpistas lá de Curitiba tão de sacanagem comigo! Eles marcaram o julgamento do recurso pra janeiro! Janeiro!”

    Tentei acalmar o glorioso: “Mas, guia genial, o recurso não é pra rever a sentença satânica do Moro maldito?”, eu falei. “Quanto mais cedo o julgamento, melhor, uai…”

    “Você é um intelectual progressista, mas não entende porra nenhuma do parangolé da política, companheiro Aran! Isso é uma artimanha da Globo golpista! Eles querem mudar o fim da novela!”, respondeu o farol do proletariado. Pelo tom, percebi que ele já passava da segunda garrafa. Quase dava pra sentir o bafo no telefone. Argumentar nessas condições é difícil, por isso soltei um “amanhã te ligo, estadista” e interrompi a ligação pra evitar chateação.

    Só que não.

    Meu amigo Mário Sérgio continuava sua preleção sobre o pensamento

    “Do latim ‘pensare’, que vem de ‘pen’, caneta, e ‘sare’, que é tornar são, sanare”.

    É por isso que eu bebo.

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    JERUSALÉM TEM QUE VOLTAR A SER MEROVÍNGIA. ENTENDA.

    Quarta, 6 de dezembro

    Meus milhões de leitores sabem que, além de ser o intelectual progressista mais prafrentex do Brasil, também sou um especialista em conspirações. Planos macabros de dominação mundial, organizações secretas que agem nas sombras, a inacreditável conexão entre o Brasil e o Egito que faz você se ferrar bonito – eu sei tudo.

    Justamente por causa disso eu tenho a solução perfeita para o Problema Jerusalém.

    “Acuma?”, pergunta o leitor desinformado que não tem a mínima ideia do que eu estou falando. É o seguinte: El Trumpo, o Bolsonauro-Rex do Norte, disse que os Estados Unidos vão mudar a embaixada americana em Israel de Tel-Aviv pra Jerusalém.

    “E daí?“, diz o mesmo leitor . “Joga tudo no caminhão da Granero e pronto!”

    Não, não é tão simples, cabeção. Judeus e palestinos – ou árabes e israelenses, porque até a nomenclatura muda a depender do observador – Judeus e palestinos, eu dizia, querem  Jerusalém como capital. Quando El Trumpo muda a embaixada de lugar, ele está tomando partido na briga.

    Vai ter treta.

    Prevejo tempo instável com ataques terroristas e chuva de mísseis ao final do período.

    No entanto – no entanto – tudo isso pode ser evitado se alguém me ouvir e devolver Jerusalém a quem ela de fato pertence. Os reis merovíngios.

    “Acuma?”

    Os merovíngios foram os primeiros reis da França depois que o império romano foi varrido do mapa. No mundo conspiranóico, eles são reis-sacerdotes cheios de poderes místicos e, o mais importante, são descendentes de Maria Madalena e dele, o primeiro, o único, o Rei dos Reis… JC.

    Essa teoria conspiratória intrincada diz que tudo o que aconteceu nos últimos dois mil anos é resultado de uma guerra subterrânea entre os merovíngios e o Vaticano.

    As cruzadas, por exemplo, só existiram para restituir Jerusalém aos seus legítimos donos – os descendentes dos merovíngios, de JC e, portanto, do rei Davi. Aquele, o pai do Salomão. O da lojinha.

    É só devolver a cidade e acabou a treta.

    Mas cadê os merovíngios, pergunta você? Bem, você sabe como é realeza, né? Eles só se reproduzem entre eles. Assim, o sangue merovíngio, hoje em dia, é identificado com a casa real dos Habsburgos que são, inclusive, aparentados com os Orleans de Bragança.

    Pronto: bota o Dom Luís Gastão lá e não se fala mais nisso.

    Próximo item da pauta, por favor.

     

     

     

    JERUSALÉM TEM QUE VOLTAR A SER MEROVÍNGIA. ENTENDA.

    Quarta, 6 de dezembro

    Meus milhões de leitores sabem que, além de ser o intelectual progressista mais prafrentex do Brasil, também sou um especialista em conspirações. Planos macabros de dominação mundial, organizações secretas que agem nas sombras, a inacreditável conexão entre o Brasil e o Egito que faz você se ferrar bonito – eu sei tudo.

    Justamente por causa disso eu tenho a solução perfeita para o Problema Jerusalém.

    “Acuma?”, pergunta o leitor desinformado que não tem a mínima ideia do que eu estou falando. É o seguinte: El Trumpo, o Bolsonauro-Rex do Norte, disse que os Estados Unidos vão mudar a embaixada americana em Israel de Tel-Aviv pra Jerusalém.

    “E daí?“, diz o mesmo leitor . “Joga tudo no caminhão da Granero e pronto!”

    Não, não é tão simples, cabeção. Judeus e palestinos – ou árabes e israelenses, porque até a nomenclatura muda a depender do observador – Judeus e palestinos, eu dizia, querem  Jerusalém como capital. Quando El Trumpo muda a embaixada de lugar, ele está tomando partido na briga.

    Vai ter treta.

    Prevejo tempo instável com ataques terroristas e chuva de mísseis ao final do período.

    No entanto – no entanto – tudo isso pode ser evitado se alguém me ouvir e devolver Jerusalém a quem ela de fato pertence. Os reis merovíngios.

    “Acuma?”

    Os merovíngios foram os primeiros reis da França depois que o império romano foi varrido do mapa. No mundo conspiranóico, eles são reis-sacerdotes cheios de poderes místicos e, o mais importante, são descendentes de Maria Madalena e dele, o primeiro, o único, o Rei dos Reis… JC.

    Essa teoria conspiratória intrincada diz que tudo o que aconteceu nos últimos dois mil anos é resultado de uma guerra subterrânea entre os merovíngios e o Vaticano.

    As cruzadas, por exemplo, só existiram para restituir Jerusalém aos seus legítimos donos – os descendentes dos merovíngios, de JC e, portanto, do rei Davi. Aquele, o pai do Salomão. O da lojinha.

    É só devolver a cidade e acabou a treta.

    Mas cadê os merovíngios, pergunta você? Bem, você sabe como é realeza, né? Eles só se reproduzem entre eles. Assim, o sangue merovíngio, hoje em dia, é identificado com a casa real dos Habsburgos que são, inclusive, aparentados com os Orleans de Bragança.

    Pronto: bota o Dom Luís Gastão lá e não se fala mais nisso.

    Próximo item da pauta, por favor.

     

     

     

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    JERUSALÉM TEM QUE VOLTAR A SER MEROVÍNGIA. ENTENDA.

    Quarta, 6 de dezembro

    Meus milhões de leitores sabem que, além de ser o intelectual progressista mais prafrentex do Brasil, também sou um especialista em conspirações. Planos macabros de dominação mundial, organizações secretas que agem nas sombras, a inacreditável conexão entre o Brasil e o Egito que faz você se ferrar bonito – eu sei tudo.

    Justamente por causa disso eu tenho a solução perfeita para o Problema Jerusalém.

    “Acuma?”, pergunta o leitor desinformado que não tem a mínima ideia do que eu estou falando. É o seguinte: El Trumpo, o Bolsonauro-Rex do Norte, disse que os Estados Unidos vão mudar a embaixada americana em Israel de Tel-Aviv pra Jerusalém.

    “E daí?“, diz o mesmo leitor . “Joga tudo no caminhão da Granero e pronto!”

    Não, não é tão simples, cabeção. Judeus e palestinos – ou árabes e israelenses, porque até a nomenclatura muda a depender do observador – Judeus e palestinos, eu dizia, querem  Jerusalém como capital. Quando El Trumpo muda a embaixada de lugar, ele está tomando partido na briga.

    Vai ter treta.

    Prevejo tempo instável com ataques terroristas e chuva de mísseis ao final do período.

    No entanto – no entanto – tudo isso pode ser evitado se alguém me ouvir e devolver Jerusalém a quem ela de fato pertence. Os reis merovíngios.

    “Acuma?”

    Os merovíngios foram os primeiros reis da França depois que o império romano foi varrido do mapa. No mundo conspiranóico, eles são reis-sacerdotes cheios de poderes místicos e, o mais importante, são descendentes de Maria Madalena e dele, o primeiro, o único, o Rei dos Reis… JC.

    Essa teoria conspiratória intrincada diz que tudo o que aconteceu nos últimos dois mil anos é resultado de uma guerra subterrânea entre os merovíngios e o Vaticano.

    As cruzadas, por exemplo, só existiram para restituir Jerusalém aos seus legítimos donos – os descendentes dos merovíngios, de JC e, portanto, do rei Davi. Aquele, o pai do Salomão. O da lojinha.

    É só devolver a cidade e acabou a treta.

    Mas cadê os merovíngios, pergunta você? Bem, você sabe como é realeza, né? Eles só se reproduzem entre eles. Assim, o sangue merovíngio, hoje em dia, é identificado com a casa real dos Habsburgos que são, inclusive, aparentados com os Orleans de Bragança.

    Pronto: bota o Dom Luís Gastão lá e não se fala mais nisso.

    Próximo item da pauta, por favor.

     

     

     

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    HISTÓRIA: NEANDERTAIS ERAM BOLSONAROS TOSCOS QUE DOMINARAM A EUROPA ATÉ O HOMO SAPIENS CHEGAR

    Domingo, 3 de dezembro

    Vi documentário no History sobre o apocalipse dos neandertais.

    O neandertal era um humanóide tosco feito um bolsonaro que dominava a Europa inteira há 400 mil anos. Eles ficaram numa boa até que o homo sapiens emigrou da África e deu um pau neles. Teve uns cruzamentos interespécies e certamente muito Romeu e Julieta pré-histórico. Se você quiser viver com aquele neandertal imprestável, pega sua lança e cai fora, Anelisa. Mas deixa o fogo aí! O vagabundo que aprenda a fazer o dele!

    Só que no geral foi extermínio mesmo. Nós, primatas pretensiosos, brigamos por território. A gente diz que luta por ideologia, religião, política, direitos, mas é tudo mentira. É só território.

    O documentário também diz que alguns traços raciais são uma herança neandertal: cabelo liso e pele branca, por exemplo. Enquanto traços como pele negra e cabelo pixaim é coisa do homo sapiens. Tomou, papudo?

    Isso significa que o casamento do príncipe Harry com a gata da Meghan Markle vai deixar a realeza britânica menos neandertal, o que é bem bacaninha.

    A não ser que você acredite, como eu,  que todo mundo na família real britânica é alienígena reptiliano transmorfo da Constelação do Dragão. Eu tenho certeza que é.

     

    Segunda, 4 de dezembro

    O Predestinado me ligou feliz da vida com a pesquisa do DataFolha. Me prometeu o Itamaraty.

    “Mas tem que falar ingrês. Você fala ingrês, Aran?”

    Respondi que dou minhas cacetadas, mas que prefiro o ministério da pesca, que é meu sonho desde sempre. Ou então uma estatal qualquer, mas sem agência reguladora enchendo o saco. O Predestinado ficou de pensar.

    Claro que eu estou com Jorge Maykon, o único candidato capaz de mudar o Brasil, mas vou continuar fazendo jogo duplo igual a todo mundo.

    Em política, ganha quem engana mais gente durante mais tempo.

    HISTÓRIA: NEANDERTAIS ERAM BOLSONAROS TOSCOS QUE DOMINARAM A EUROPA ATÉ O HOMO SAPIENS CHEGAR

    Domingo, 3 de dezembro

    Vi documentário no History sobre o apocalipse dos neandertais.

    O neandertal era um humanóide tosco feito um bolsonaro que dominava a Europa inteira há 400 mil anos. Eles ficaram numa boa até que o homo sapiens emigrou da África e deu um pau neles. Teve uns cruzamentos interespécies e certamente muito Romeu e Julieta pré-histórico. Se você quiser viver com aquele neandertal imprestável, pega sua lança e cai fora, Anelisa. Mas deixa o fogo aí! O vagabundo que aprenda a fazer o dele!

    Só que no geral foi extermínio mesmo. Nós, primatas pretensiosos, brigamos por território. A gente diz que luta por ideologia, religião, política, direitos, mas é tudo mentira. É só território.

    O documentário também diz que alguns traços raciais são uma herança neandertal: cabelo liso e pele branca, por exemplo. Enquanto traços como pele negra e cabelo pixaim é coisa do homo sapiens. Tomou, papudo?

    Isso significa que o casamento do príncipe Harry com a gata da Meghan Markle vai deixar a realeza britânica menos neandertal, o que é bem bacaninha.

    A não ser que você acredite, como eu,  que todo mundo na família real britânica é alienígena reptiliano transmorfo da Constelação do Dragão. Eu tenho certeza que é.

     

    Segunda, 4 de dezembro

    O Predestinado me ligou feliz da vida com a pesquisa do DataFolha. Me prometeu o Itamaraty.

    “Mas tem que falar ingrês. Você fala ingrês, Aran?”

    Respondi que dou minhas cacetadas, mas que prefiro o ministério da pesca, que é meu sonho desde sempre. Ou então uma estatal qualquer, mas sem agência reguladora enchendo o saco. O Predestinado ficou de pensar.

    Claro que eu estou com Jorge Maykon, o único candidato capaz de mudar o Brasil, mas vou continuar fazendo jogo duplo igual a todo mundo.

    Em política, ganha quem engana mais gente durante mais tempo.

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    HISTÓRIA: NEANDERTAIS ERAM BOLSONAROS TOSCOS QUE DOMINARAM A EUROPA ATÉ O HOMO SAPIENS CHEGAR

    Domingo, 3 de dezembro

    Vi documentário no History sobre o apocalipse dos neandertais.

    O neandertal era um humanóide tosco feito um bolsonaro que dominava a Europa inteira há 400 mil anos. Eles ficaram numa boa até que o homo sapiens emigrou da África e deu um pau neles. Teve uns cruzamentos interespécies e certamente muito Romeu e Julieta pré-histórico. Se você quiser viver com aquele neandertal imprestável, pega sua lança e cai fora, Anelisa. Mas deixa o fogo aí! O vagabundo que aprenda a fazer o dele!

    Só que no geral foi extermínio mesmo. Nós, primatas pretensiosos, brigamos por território. A gente diz que luta por ideologia, religião, política, direitos, mas é tudo mentira. É só território.

    O documentário também diz que alguns traços raciais são uma herança neandertal: cabelo liso e pele branca, por exemplo. Enquanto traços como pele negra e cabelo pixaim é coisa do homo sapiens. Tomou, papudo?

    Isso significa que o casamento do príncipe Harry com a gata da Meghan Markle vai deixar a realeza britânica menos neandertal, o que é bem bacaninha.

    A não ser que você acredite, como eu,  que todo mundo na família real britânica é alienígena reptiliano transmorfo da Constelação do Dragão. Eu tenho certeza que é.

     

    Segunda, 4 de dezembro

    O Predestinado me ligou feliz da vida com a pesquisa do DataFolha. Me prometeu o Itamaraty.

    “Mas tem que falar ingrês. Você fala ingrês, Aran?”

    Respondi que dou minhas cacetadas, mas que prefiro o ministério da pesca, que é meu sonho desde sempre. Ou então uma estatal qualquer, mas sem agência reguladora enchendo o saco. O Predestinado ficou de pensar.

    Claro que eu estou com Jorge Maykon, o único candidato capaz de mudar o Brasil, mas vou continuar fazendo jogo duplo igual a todo mundo.

    Em política, ganha quem engana mais gente durante mais tempo.

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    JORGE MAYKON NÃO É DE CENTRO, É MACUMBEIRO, MAS VAI UNIR O BRASIL MESMO ASSIM

    Quarta, 29 de novembro

    Com a falência da política tradicional, assolada por denúncias de corrupção, devassidão e  escrotidão, vários nomes alternativos têm surgido, como Luciano Huck, Batoré e Caçulinha. Nenhum deles, no entanto, tem a capilaridade de Jorge Maykon com sua vasta cabeleira negra e bigodes vistosos.

    Brasileiro típico – daí o nome “Maikon“, um sucesso absoluto na Classe C – , Jorge tem empolgado o país de Ponta Porã a Ponta Grossa. Mas quem é ele? Onde ele vive? Como se reproduz? Para responder a essas questões, o REPÚBLICA DOS BANANAS fez uma entrevista exclusiva com o homem que quer mudar o Brasil.

     REPÚBLICA DOS BANANAS: O Luciano Huck fugiu do pau. O senhor vai fazer o mesmo?

    JORGE MAYKON: Veja bem, o Luciano Huck e é casado com a apresentadora Angélica. Já eu sou casado com uma deliciosa mulher trans chamada Veruska Suellen Pintusgrandus. Eu não fujo do pau.

    RdB: Você é o candidato do centro de que tanto falam?

    JM: Eu nunca foi de centro. Já fui macumbeiro, católico, crente e satanista, mas centro mesmo eu nunca frequentei.

    RdB: Lula e Bolsonaro, os dois candidatos já declarados, estão em polos totalmente opostos. E você?

    JM: Eu não estou em polo nenhum, mas penso que, pelo bem do Brasil, Lula e Bolsonaro devem mesmo continuar em polos opostos. Um no Polo Norte e outro no Polo Sul.

    RdB: O que você pensa da economia?

    JM: Sou contra. Não adianta economizar, a gente vai morrer mesmo.

    RdB: Você vai continuar as reformas?

    JM: Não sei, porque pedreiro é um bicho folgado e enrolado. Eles atrasam a reforma e ficam jogando a culpa no material “Faltou areia, patrão…”. Aí você compra areia e ele diz que é pedra brita. Pedra brita… isso nem existe.

    RdB: Você acredita que sua candidatura pode pacificar e unir o Brasil?

    JM: Sim, por vários motivos. O primeiro é que eu não sou um político profissional, sou um político amador que não sabe o que está fazendo, exatamente como o país quer. O segundo é que eu não divido opiniões porque não divido nada com ninguém. O terceiro é que eu não sou de esquerda e nem de direita, sou apenas uma mulher presa no corpo de um homem e cheia de desejos inconfessáveis.

    RdB: Obrigado, Jorge Maykon.

    JM: Obrigado, nada, são mil reais. Pode pagar pro meu assessor de campanha ali na porta.

     

    JORGE MAYKON NÃO É DE CENTRO, É MACUMBEIRO, MAS VAI UNIR O BRASIL MESMO ASSIM

    Quarta, 29 de novembro

    Com a falência da política tradicional, assolada por denúncias de corrupção, devassidão e  escrotidão, vários nomes alternativos têm surgido, como Luciano Huck, Batoré e Caçulinha. Nenhum deles, no entanto, tem a capilaridade de Jorge Maykon com sua vasta cabeleira negra e bigodes vistosos.

    Brasileiro típico – daí o nome “Maikon“, um sucesso absoluto na Classe C – , Jorge tem empolgado o país de Ponta Porã a Ponta Grossa. Mas quem é ele? Onde ele vive? Como se reproduz? Para responder a essas questões, o REPÚBLICA DOS BANANAS fez uma entrevista exclusiva com o homem que quer mudar o Brasil.

     REPÚBLICA DOS BANANAS: O Luciano Huck fugiu do pau. O senhor vai fazer o mesmo?

    JORGE MAYKON: Veja bem, o Luciano Huck e é casado com a apresentadora Angélica. Já eu sou casado com uma deliciosa mulher trans chamada Veruska Suellen Pintusgrandus. Eu não fujo do pau.

    RdB: Você é o candidato do centro de que tanto falam?

    JM: Eu nunca foi de centro. Já fui macumbeiro, católico, crente e satanista, mas centro mesmo eu nunca frequentei.

    RdB: Lula e Bolsonaro, os dois candidatos já declarados, estão em polos totalmente opostos. E você?

    JM: Eu não estou em polo nenhum, mas penso que, pelo bem do Brasil, Lula e Bolsonaro devem mesmo continuar em polos opostos. Um no Polo Norte e outro no Polo Sul.

    RdB: O que você pensa da economia?

    JM: Sou contra. Não adianta economizar, a gente vai morrer mesmo.

    RdB: Você vai continuar as reformas?

    JM: Não sei, porque pedreiro é um bicho folgado e enrolado. Eles atrasam a reforma e ficam jogando a culpa no material “Faltou areia, patrão…”. Aí você compra areia e ele diz que é pedra brita. Pedra brita… isso nem existe.

    RdB: Você acredita que sua candidatura pode pacificar e unir o Brasil?

    JM: Sim, por vários motivos. O primeiro é que eu não sou um político profissional, sou um político amador que não sabe o que está fazendo, exatamente como o país quer. O segundo é que eu não divido opiniões porque não divido nada com ninguém. O terceiro é que eu não sou de esquerda e nem de direita, sou apenas uma mulher presa no corpo de um homem e cheia de desejos inconfessáveis.

    RdB: Obrigado, Jorge Maykon.

    JM: Obrigado, nada, são mil reais. Pode pagar pro meu assessor de campanha ali na porta.

     

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    JORGE MAYKON NÃO É DE CENTRO, É MACUMBEIRO, MAS VAI UNIR O BRASIL MESMO ASSIM

    Quarta, 29 de novembro

    Com a falência da política tradicional, assolada por denúncias de corrupção, devassidão e  escrotidão, vários nomes alternativos têm surgido, como Luciano Huck, Batoré e Caçulinha. Nenhum deles, no entanto, tem a capilaridade de Jorge Maykon com sua vasta cabeleira negra e bigodes vistosos.

    Brasileiro típico – daí o nome “Maikon“, um sucesso absoluto na Classe C – , Jorge tem empolgado o país de Ponta Porã a Ponta Grossa. Mas quem é ele? Onde ele vive? Como se reproduz? Para responder a essas questões, o REPÚBLICA DOS BANANAS fez uma entrevista exclusiva com o homem que quer mudar o Brasil.

     REPÚBLICA DOS BANANAS: O Luciano Huck fugiu do pau. O senhor vai fazer o mesmo?

    JORGE MAYKON: Veja bem, o Luciano Huck e é casado com a apresentadora Angélica. Já eu sou casado com uma deliciosa mulher trans chamada Veruska Suellen Pintusgrandus. Eu não fujo do pau.

    RdB: Você é o candidato do centro de que tanto falam?

    JM: Eu nunca foi de centro. Já fui macumbeiro, católico, crente e satanista, mas centro mesmo eu nunca frequentei.

    RdB: Lula e Bolsonaro, os dois candidatos já declarados, estão em polos totalmente opostos. E você?

    JM: Eu não estou em polo nenhum, mas penso que, pelo bem do Brasil, Lula e Bolsonaro devem mesmo continuar em polos opostos. Um no Polo Norte e outro no Polo Sul.

    RdB: O que você pensa da economia?

    JM: Sou contra. Não adianta economizar, a gente vai morrer mesmo.

    RdB: Você vai continuar as reformas?

    JM: Não sei, porque pedreiro é um bicho folgado e enrolado. Eles atrasam a reforma e ficam jogando a culpa no material “Faltou areia, patrão…”. Aí você compra areia e ele diz que é pedra brita. Pedra brita… isso nem existe.

    RdB: Você acredita que sua candidatura pode pacificar e unir o Brasil?

    JM: Sim, por vários motivos. O primeiro é que eu não sou um político profissional, sou um político amador que não sabe o que está fazendo, exatamente como o país quer. O segundo é que eu não divido opiniões porque não divido nada com ninguém. O terceiro é que eu não sou de esquerda e nem de direita, sou apenas uma mulher presa no corpo de um homem e cheia de desejos inconfessáveis.

    RdB: Obrigado, Jorge Maykon.

    JM: Obrigado, nada, são mil reais. Pode pagar pro meu assessor de campanha ali na porta.

     

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    SEM HUCK, CHAPA CARLOS ALBERTO-BATORÉ VAI SALVAR O PAÍS DE SI MESMO

    Domingo, 26 de novembro

    Depois de meses revirando sebos achei um exemplar de A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Sandy, do Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

    O livro não chega a ser tão brilhante quanto o apoteótico best-seller (inédito) “As Incríveis Aventuras Sexuais de Jesus Cristo“, mas segura a onda.

    Sterne é um escritor de humor, que é o gênero mais inútil de toda a literatura. As pessoas querem ter certezas e por isso lêem livros que digam que o que elas devem pensar e fazer, como se fosse o Twitter.

    Já o barato do humor é contestar verdades absolutas, mostrar o ridículo de tudo e escancarar a abissal ignorância do homem. E da mulher, claro. Não quero ser acusado de discriminar idiotices.

    É por isso que humor não vende. Só no Brasil é que humorista sai pregando e andando, como se fosse um Antônio Conselheiro. Isso tem a ver com nossas raízes jesuítas, tipo mandioca, que cresce pra baixo.

    Mas estou fugindo do assunto como se fosse um Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

     

    Segunda, 27 de novembro

    Loucura, loucura, loucura. Luciano Huck desistiu da candidatura e, olhando aqui da ponte, parece que a eleição vai ser disputada entre o Abastado e o Abestado. O primeiro é o predestinado Lula Targaryen, o governante mais fenomenal e inocente da história do homo sapiens. O outro é o ante-diluviano Bolsonauro Rex, o mais extraordinário defensor de torturadores da história dos neandertais.

    Tenho esperança, no entanto, que alguém lance uma chapa Carlos Alberto-Batoré para  salvar o país de si mesmo.

     

    Terça, 28 de novembro

    Descobri, diante do espelho, qual é o problema do Brasil.

    Mas aí minha mulher falou para eu parar de delirar e terminar logo de aparar a barba.

    Ando lendo demais o tal do Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

     

    SEM HUCK, CHAPA CARLOS ALBERTO-BATORÉ VAI SALVAR O PAÍS DE SI MESMO

    Domingo, 26 de novembro

    Depois de meses revirando sebos achei um exemplar de A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Sandy, do Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

    O livro não chega a ser tão brilhante quanto o apoteótico best-seller (inédito) “As Incríveis Aventuras Sexuais de Jesus Cristo“, mas segura a onda.

    Sterne é um escritor de humor, que é o gênero mais inútil de toda a literatura. As pessoas querem ter certezas e por isso lêem livros que digam que o que elas devem pensar e fazer, como se fosse o Twitter.

    Já o barato do humor é contestar verdades absolutas, mostrar o ridículo de tudo e escancarar a abissal ignorância do homem. E da mulher, claro. Não quero ser acusado de discriminar idiotices.

    É por isso que humor não vende. Só no Brasil é que humorista sai pregando e andando, como se fosse um Antônio Conselheiro. Isso tem a ver com nossas raízes jesuítas, tipo mandioca, que cresce pra baixo.

    Mas estou fugindo do assunto como se fosse um Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

     

    Segunda, 27 de novembro

    Loucura, loucura, loucura. Luciano Huck desistiu da candidatura e, olhando aqui da ponte, parece que a eleição vai ser disputada entre o Abastado e o Abestado. O primeiro é o predestinado Lula Targaryen, o governante mais fenomenal e inocente da história do homo sapiens. O outro é o ante-diluviano Bolsonauro Rex, o mais extraordinário defensor de torturadores da história dos neandertais.

    Tenho esperança, no entanto, que alguém lance uma chapa Carlos Alberto-Batoré para  salvar o país de si mesmo.

     

    Terça, 28 de novembro

    Descobri, diante do espelho, qual é o problema do Brasil.

    Mas aí minha mulher falou para eu parar de delirar e terminar logo de aparar a barba.

    Ando lendo demais o tal do Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

     

    [ssba]

    SEM HUCK, CHAPA CARLOS ALBERTO-BATORÉ VAI SALVAR O PAÍS DE SI MESMO

    Domingo, 26 de novembro

    Depois de meses revirando sebos achei um exemplar de A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Sandy, do Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

    O livro não chega a ser tão brilhante quanto o apoteótico best-seller (inédito) “As Incríveis Aventuras Sexuais de Jesus Cristo“, mas segura a onda.

    Sterne é um escritor de humor, que é o gênero mais inútil de toda a literatura. As pessoas querem ter certezas e por isso lêem livros que digam que o que elas devem pensar e fazer, como se fosse o Twitter.

    Já o barato do humor é contestar verdades absolutas, mostrar o ridículo de tudo e escancarar a abissal ignorância do homem. E da mulher, claro. Não quero ser acusado de discriminar idiotices.

    É por isso que humor não vende. Só no Brasil é que humorista sai pregando e andando, como se fosse um Antônio Conselheiro. Isso tem a ver com nossas raízes jesuítas, tipo mandioca, que cresce pra baixo.

    Mas estou fugindo do assunto como se fosse um Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

     

    Segunda, 27 de novembro

    Loucura, loucura, loucura. Luciano Huck desistiu da candidatura e, olhando aqui da ponte, parece que a eleição vai ser disputada entre o Abastado e o Abestado. O primeiro é o predestinado Lula Targaryen, o governante mais fenomenal e inocente da história do homo sapiens. O outro é o ante-diluviano Bolsonauro Rex, o mais extraordinário defensor de torturadores da história dos neandertais.

    Tenho esperança, no entanto, que alguém lance uma chapa Carlos Alberto-Batoré para  salvar o país de si mesmo.

     

    Terça, 28 de novembro

    Descobri, diante do espelho, qual é o problema do Brasil.

    Mas aí minha mulher falou para eu parar de delirar e terminar logo de aparar a barba.

    Ando lendo demais o tal do Laurence Sterne. Vocês não conhecem.

     

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