• Categories
  • Guerra Fria nas Estrelas

    Deve ser muito ruim ser de direita e curtir Star Wars apenas para ver o filme jogando na sua cara como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso. E não, o filme nem faz isso de forma sutil. É uma mensagem clara de Os Últimos Jedi.

    Pablo Villaça

    Para quem ainda não viu Star Wars: Os Últimos Jedi, explico: em meio a uma sangrenta batalha, Luke Skywalker levanta-se e, de punho cerrado para o alto, começa a cantar “A Intergaláctica” (“de pé ó vítimas do Império, de pé, de pé não mais mestres Sith”) para, logo depois, fazer um comovente discurso contra a exploração dos droids pelos droids. Na cena seguinte, Rey e Finn invadem uma fazenda de umidade em Tatooine e distribuem leite azul para os jawas…

    Obviamente isso nunca aconteceu. Os Últimos Jedi não é um filme do realismo soviética. Céus, ele não é sequer um desses filmes ruins nacionais, onde todos os pobres sabem decor a cartilha de revolução leninista,  e o cobrador de ônibus, ao ser interpelado sobre preço da passagem, começa a fazer um discurso sobre sua condição social…

    Os Últimos Jedi não faz isso porque não quer fazer proselitismo, quer vender brinquedo para nerd. É um ótimo filme — talvez o melhor da série desde os originais –, mas, infelizmente, não causará a chegada da vindoura utopia socialista.

    Depois que seu tweet viralizou, Villaça defendeu-se da única maneira possível no Brasil: esperneando, xingando e chamando os outros de burros. É curioso como essa característica perpassa todos os setores da nossa sociedade, tingindo as mais diversas colorações ideológicas. Discordou de mim? É ignorante, não leu, tem que estudar história, etc, etc. Quando lhe apontaram o óbvio: um filme da Disney feito por bilhões de dólares não pode ser antiestablishment, ele se ressentiu. Disse que ninguém tinha lido Teoria do Meios. O velho argumento da autoridade, último refúgio dos canalhas.

    Villaça finge esquecer que, ainda que o filme tenha uma mensagem “anticapitalista” (há uma cena, não por acaso deslocada, em que se discute a elite econômica do Império), esta mensagem, em Star Wars, é apenas o capitalismo te jogando um osso. É a camiseta do Guevara da Forever 21. É o universitário de 21 anos que sonha em fugir pro mato e iniciar a luta armada, mas vive com os pais e não sabe nem fazer nem um hot pocket.

    Quer criticar o capitalismo? O faça de maneira inteligente. Diga que hoje o sistema está tão azeitado que até o comunismo tornou-se commoditie, e a revolução é rotulada, precificada e vendida numa Lojas Americanas ao lado de palmilhas para os pés. Villaça, claro, não consegue fazer essa crítica, por ele também é um revolucionário de butique. Seus tweets — sua vida — estão inseridos nessa lógica. Villaça paga 40 reais para ver um filme produzido por bilhões de dólares — no qual provavelmente boa parte do “chão de fábrica” foi pago com mariolas e cigarros Yolanda — e tweeta que a fita é “anticapitalista”. Depois compra uma camiseta de Os Últimos Jedi fabricada por criancinhas famélicas em Bangladesh e acha tudo isso lindo. Afinal, no filme as criancinhas famélicas estão sendo empoderadas. No filme há esperança, e ele comprou esta esperança. Não percebe que se ele comprou, alguém vendeu.

    Mas no fundo tudo isso pouco importa. Para mim o mais impressionante que alguém saia do ótimo Os Últimos Jedi pensando em socialismo. É preciso estar muito armado, ou ser dodói da cabeça. Ou os dois.

    Jotapê Jorge não tem procuração para defender o capitalismo, mas acha que com tweet idiota a tolerância é zero. Ele, aliás, escreve um monte de tweets idiotas.

    Guerra Fria nas Estrelas

    Deve ser muito ruim ser de direita e curtir Star Wars apenas para ver o filme jogando na sua cara como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso. E não, o filme nem faz isso de forma sutil. É uma mensagem clara de Os Últimos Jedi.

    Pablo Villaça

    Para quem ainda não viu Star Wars: Os Últimos Jedi, explico: em meio a uma sangrenta batalha, Luke Skywalker levanta-se e, de punho cerrado para o alto, começa a cantar “A Intergaláctica” (“de pé ó vítimas do Império, de pé, de pé não mais mestres Sith”) para, logo depois, fazer um comovente discurso contra a exploração dos droids pelos droids. Na cena seguinte, Rey e Finn invadem uma fazenda de umidade em Tatooine e distribuem leite azul para os jawas…

    Obviamente isso nunca aconteceu. Os Últimos Jedi não é um filme do realismo soviética. Céus, ele não é sequer um desses filmes ruins nacionais, onde todos os pobres sabem decor a cartilha de revolução leninista,  e o cobrador de ônibus, ao ser interpelado sobre preço da passagem, começa a fazer um discurso sobre sua condição social…

    Os Últimos Jedi não faz isso porque não quer fazer proselitismo, quer vender brinquedo para nerd. É um ótimo filme — talvez o melhor da série desde os originais –, mas, infelizmente, não causará a chegada da vindoura utopia socialista.

    Depois que seu tweet viralizou, Villaça defendeu-se da única maneira possível no Brasil: esperneando, xingando e chamando os outros de burros. É curioso como essa característica perpassa todos os setores da nossa sociedade, tingindo as mais diversas colorações ideológicas. Discordou de mim? É ignorante, não leu, tem que estudar história, etc, etc. Quando lhe apontaram o óbvio: um filme da Disney feito por bilhões de dólares não pode ser antiestablishment, ele se ressentiu. Disse que ninguém tinha lido Teoria do Meios. O velho argumento da autoridade, último refúgio dos canalhas.

    Villaça finge esquecer que, ainda que o filme tenha uma mensagem “anticapitalista” (há uma cena, não por acaso deslocada, em que se discute a elite econômica do Império), esta mensagem, em Star Wars, é apenas o capitalismo te jogando um osso. É a camiseta do Guevara da Forever 21. É o universitário de 21 anos que sonha em fugir pro mato e iniciar a luta armada, mas vive com os pais e não sabe nem fazer nem um hot pocket.

    Quer criticar o capitalismo? O faça de maneira inteligente. Diga que hoje o sistema está tão azeitado que até o comunismo tornou-se commoditie, e a revolução é rotulada, precificada e vendida numa Lojas Americanas ao lado de palmilhas para os pés. Villaça, claro, não consegue fazer essa crítica, por ele também é um revolucionário de butique. Seus tweets — sua vida — estão inseridos nessa lógica. Villaça paga 40 reais para ver um filme produzido por bilhões de dólares — no qual provavelmente boa parte do “chão de fábrica” foi pago com mariolas e cigarros Yolanda — e tweeta que a fita é “anticapitalista”. Depois compra uma camiseta de Os Últimos Jedi fabricada por criancinhas famélicas em Bangladesh e acha tudo isso lindo. Afinal, no filme as criancinhas famélicas estão sendo empoderadas. No filme há esperança, e ele comprou esta esperança. Não percebe que se ele comprou, alguém vendeu.

    Mas no fundo tudo isso pouco importa. Para mim o mais impressionante que alguém saia do ótimo Os Últimos Jedi pensando em socialismo. É preciso estar muito armado, ou ser dodói da cabeça. Ou os dois.

    Jotapê Jorge não tem procuração para defender o capitalismo, mas acha que com tweet idiota a tolerância é zero. Ele, aliás, escreve um monte de tweets idiotas.

    [ssba]

    Guerra Fria nas Estrelas

    Guerra Fria nas Estrelas

    Deve ser muito ruim ser de direita e curtir Star Wars apenas para ver o filme jogando na sua cara como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso. E não, o filme nem faz isso de forma sutil. É uma mensagem clara de Os Últimos Jedi.

    Pablo Villaça

    Para quem ainda não viu Star Wars: Os Últimos Jedi, explico: em meio a uma sangrenta batalha, Luke Skywalker levanta-se e, de punho cerrado para o alto, começa a cantar “A Intergaláctica” (“de pé ó vítimas do Império, de pé, de pé não mais mestres Sith”) para, logo depois, fazer um comovente discurso contra a exploração dos droids pelos droids. Na cena seguinte, Rey e Finn invadem uma fazenda de umidade em Tatooine e distribuem leite azul para os jawas…

    Obviamente isso nunca aconteceu. Os Últimos Jedi não é um filme do realismo soviética. Céus, ele não é sequer um desses filmes ruins nacionais, onde todos os pobres sabem decor a cartilha de revolução leninista,  e o cobrador de ônibus, ao ser interpelado sobre preço da passagem, começa a fazer um discurso sobre sua condição social…

    Os Últimos Jedi não faz isso porque não quer fazer proselitismo, quer vender brinquedo para nerd. É um ótimo filme — talvez o melhor da série desde os originais –, mas, infelizmente, não causará a chegada da vindoura utopia socialista.

    Depois que seu tweet viralizou, Villaça defendeu-se da única maneira possível no Brasil: esperneando, xingando e chamando os outros de burros. É curioso como essa característica perpassa todos os setores da nossa sociedade, tingindo as mais diversas colorações ideológicas. Discordou de mim? É ignorante, não leu, tem que estudar história, etc, etc. Quando lhe apontaram o óbvio: um filme da Disney feito por bilhões de dólares não pode ser antiestablishment, ele se ressentiu. Disse que ninguém tinha lido Teoria do Meios. O velho argumento da autoridade, último refúgio dos canalhas.

    Villaça finge esquecer que, ainda que o filme tenha uma mensagem “anticapitalista” (há uma cena, não por acaso deslocada, em que se discute a elite econômica do Império), esta mensagem, em Star Wars, é apenas o capitalismo te jogando um osso. É a camiseta do Guevara da Forever 21. É o universitário de 21 anos que sonha em fugir pro mato e iniciar a luta armada, mas vive com os pais e não sabe nem fazer nem um hot pocket.

    Quer criticar o capitalismo? O faça de maneira inteligente. Diga que hoje o sistema está tão azeitado que até o comunismo tornou-se commoditie, e a revolução é rotulada, precificada e vendida numa Lojas Americanas ao lado de palmilhas para os pés. Villaça, claro, não consegue fazer essa crítica, por ele também é um revolucionário de butique. Seus tweets — sua vida — estão inseridos nessa lógica. Villaça paga 40 reais para ver um filme produzido por bilhões de dólares — no qual provavelmente boa parte do “chão de fábrica” foi pago com mariolas e cigarros Yolanda — e tweeta que a fita é “anticapitalista”. Depois compra uma camiseta de Os Últimos Jedi fabricada por criancinhas famélicas em Bangladesh e acha tudo isso lindo. Afinal, no filme as criancinhas famélicas estão sendo empoderadas. No filme há esperança, e ele comprou esta esperança. Não percebe que se ele comprou, alguém vendeu.

    Mas no fundo tudo isso pouco importa. Para mim o mais impressionante que alguém saia do ótimo Os Últimos Jedi pensando em socialismo. É preciso estar muito armado, ou ser dodói da cabeça. Ou os dois.

    Jotapê Jorge não tem procuração para defender o capitalismo, mas acha que com tweet idiota a tolerância é zero. Ele, aliás, escreve um monte de tweets idiotas.

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/guerra-fria-nas-estrelas/"]

    As piores bandeiras brasileiras

    O nacionalismo está em moda no Brasil e no mundo. O que é terrível. Não apenas porque este ideário foi responsável por algumas das maiores atrocidades dos séculos 19 e 20. Mas porque, no caso específico do Brasil, a bandeira nacional é muito feia. Os patriotas que não me levem a mal, mas nada que misture azul, verde, amarelo e branco pode ser bonito. Além disso, há um lema na bandeira — e um bem pachola. Bandeiras foram feitas para ficar em mastros. Você já tentou ler algo pendurado num mastro?

    O pior é que as bandeiras estaduais também são uma lástima. É por isso que, num esforço de conscientização,  a JEGUE (Jotapê Estatística Guiada Unificada e Enteligente) preparou um ranking das piores bandeiras dos estados brasileiros. Começando da menos pior até o fundo do poço temos:

    Hors concours-São Paulo

    Não se engane, a bandeira paulistana é uma lástima. Cópia mal ajambrada da dos EUA, feita em cinco cores taciturnas e melancólicas e, mesmo assim, mais cafona que a nacional. Só está nesta categoria porque aparece com proeminência no escudo do glorioso Sport Club Corinthians Paulista. E nada que apareça no escudo do Timão pode ser realmente julgado

    26-Pará

    Talvez a melhor entre as piores. Ao vê-la afloram sentimentos de orgulho, responsabilidade cívica e a memória de Joelma e Ximbinha. Poderia ser adotada por alguma nação. Particularmente uma daquelas falidas do Caribe.

    25-Rondônia

    Eu gosto da bandeira deste estado. Embora siga a tendência do azul, verde, amarelo e branco, é bonita, simples, minimalista. Praticamente um sonho de designer. Como a do Pará, também poderia ser adotada por um país. Um país de terceiro mundo, claro.

    24-Distrito Federal

    Parece o logo de uma empresa estatal daquelas bem corruptas, o que me parece uma excelente analogia para o estado das coisas na nossa capital federal.

    23-Acre

    A bandeira do Acre também é simples, o que sempre ganha pontos entre vexologistas. Além disso, é uma excelente alternativa de bandeira nacional caso a Venezuela nos invada e instale um governo bolivariano em Brasília.

    22-Tocantins

    Poderia ser uma bandeira nacional… Mas parece mais a bandeira de algum partido político demagogo,  de um culto como a cientologia ou, talvez em última hipótese, a de uma empresa de pirâmide.

     

     

    21-Amazonas

    Outra que tenta imitar a dos EUA, mas fica no meio do caminho, o que me parece um bom compromisso. E tem essa miríade de estrelas mal colocadas, como se um bêbado escolhesse aleatoriamente. Nota 4/10.

    20-Bahia

    Esta bandeira parece ter sido feita por uma criança de baixo QI que viu uma foto da bandeira dos EUA uma vez numa foto há muito tempo e não se lembra muito bem.

    19-Paraíba

    Pergunte para qualquer flamenguista: o vermelho e o negro são clássicos desde Standhal. Perde pontos por ter coisas escritas nela. Quado eu era moleque, sempre lia “nêgo”.

    18-Paraná

    Pobre Paraná. Sua bandeira também parece saída do desenho de uma criança, com seu brasãozinho infantil onde lê-se candidamente “Paraná”. Talvez para os outro estados da federação lembrarem que eles existem.

    17-Mato Grosso do Sul

    Outra que poderia até passar como a bandeira de um país em desenvolvimento. Não é terrível. Mas também não é muito bom.

     

    16-Rio Grande do Norte

    Não chega a ser uma bandeira feia, mas esse brasão no centro….

     

    15-Alagoas

    É uma bandeira bem… Meh. Nem bonita, nem feia. Nem chamativa, nem memorável, e neste sentido representa bem seu estado. Perde pontos, no entanto, pelo brasão feio no meio.

    14-Maranhão

    Eu não sei muito bem o que dizer dessa bandeira. Para além da imitação fajuta da bandeira americana, parece que há algo fora de lugar nela… Deixe-me pensar. Ah, sim, claro. São essas listras pretas bizonhas.

    13-Roraima

    Eu não esperava nada do estado de Roraima e o estado de Roraima não me decepcionou.

     

    12-Amapá

    Ganha um dez pela ideia e um 0 redondo pela execução. Nota final: uma bosta.

     

     

    11-Espírito Santo

    Rosa… Rosa? Sério? Quais outras bandeiras você conhece que usam rosa? Rosa está ótimo para o estandarte de uma escola de samba, mas para uma bandeira? Tsc, tsc. E, ainda por cima, tem o pior lema entre os estados, apenas dois verbos sem conexão. Poderia ser “agita e rebola” que faria o mesmo sentido.

    10-Santa Catarina

    A bandeira de Santa Catarina faz duvidar seriamente da sanidade mental de seu autor…

     

    9-Rio de Janeiro

    Parece a bandeira de um iate clube falido em Itanhaém.

     

    8-Rio Grande do Sul

    Os gaúchos deveriam se envergonhar de andar com esta porcaria para baixo e para cima. Para além da terrível combinação de cores — e não me venham dizer que azul, vermelho e amarelo combinam — o pendão riograndense ainda leva um escudo no meio, e circundado por uma bola branca.

    7-Ceará

    Sabe como deixar tenebrosa bandeira nacional ainda mais feia? Simples: basta colocar um brasão horrendo e ilegível no centro da coisa toda. Circundado por uma bola branca!

    6-Mato Grosso

    Poderia ser a bandeira de um estado, poderia ser a do xerife de Nottingham…

     

    5-Minas Gerais

    Para além do lema (impressionante como, num país de analfabetos funcionais, tantas bandeiras decidam usar este subterfúgio) é apenas a droga de um triângulo num fundo branco. Preguiça?

    4 e 3 -Goiás e Sergipe

    Gostaria de colocá-las em posições diferentes, mas, vamos e convenhamos, elas são a mesma bandeira feia. Só não vê quem não quer.

    2-Piauí

    Quase leva o caneco por juntar amarelo, azul, branco e verde, ser a cópia dos EUA e ainda um lema totalmente ilegível. Tá de parabéns!

    1-Pernambuco

    Sério, olhem essa porcaria. Olhem. Essa. Porcaria. A bandeira de Pernambuco foi definitivamente desenhada por uma criança de pré-escola. Uma que tinha acabado de aprender sobre coisas da natureza (leia com voz infantil: estrela, sol, arco-íris) e que, para além de não sabe-los desenhar muito bem, não conseguia se decidir quais colocar em seu projeto de arte. Simplesmente tenebroso.

    Jotapê Jorge nunca dá bandeira. Ele escreve aqui toda a sexta, exceto quando se esquece, e também no twitter

    As piores bandeiras brasileiras

    O nacionalismo está em moda no Brasil e no mundo. O que é terrível. Não apenas porque este ideário foi responsável por algumas das maiores atrocidades dos séculos 19 e 20. Mas porque, no caso específico do Brasil, a bandeira nacional é muito feia. Os patriotas que não me levem a mal, mas nada que misture azul, verde, amarelo e branco pode ser bonito. Além disso, há um lema na bandeira — e um bem pachola. Bandeiras foram feitas para ficar em mastros. Você já tentou ler algo pendurado num mastro?

    O pior é que as bandeiras estaduais também são uma lástima. É por isso que, num esforço de conscientização,  a JEGUE (Jotapê Estatística Guiada Unificada e Enteligente) preparou um ranking das piores bandeiras dos estados brasileiros. Começando da menos pior até o fundo do poço temos:

    Hors concours-São Paulo

    Não se engane, a bandeira paulistana é uma lástima. Cópia mal ajambrada da dos EUA, feita em cinco cores taciturnas e melancólicas e, mesmo assim, mais cafona que a nacional. Só está nesta categoria porque aparece com proeminência no escudo do glorioso Sport Club Corinthians Paulista. E nada que apareça no escudo do Timão pode ser realmente julgado

    26-Pará

    Talvez a melhor entre as piores. Ao vê-la afloram sentimentos de orgulho, responsabilidade cívica e a memória de Joelma e Ximbinha. Poderia ser adotada por alguma nação. Particularmente uma daquelas falidas do Caribe.

    25-Rondônia

    Eu gosto da bandeira deste estado. Embora siga a tendência do azul, verde, amarelo e branco, é bonita, simples, minimalista. Praticamente um sonho de designer. Como a do Pará, também poderia ser adotada por um país. Um país de terceiro mundo, claro.

    24-Distrito Federal

    Parece o logo de uma empresa estatal daquelas bem corruptas, o que me parece uma excelente analogia para o estado das coisas na nossa capital federal.

    23-Acre

    A bandeira do Acre também é simples, o que sempre ganha pontos entre vexologistas. Além disso, é uma excelente alternativa de bandeira nacional caso a Venezuela nos invada e instale um governo bolivariano em Brasília.

    22-Tocantins

    Poderia ser uma bandeira nacional… Mas parece mais a bandeira de algum partido político demagogo,  de um culto como a cientologia ou, talvez em última hipótese, a de uma empresa de pirâmide.

     

     

    21-Amazonas

    Outra que tenta imitar a dos EUA, mas fica no meio do caminho, o que me parece um bom compromisso. E tem essa miríade de estrelas mal colocadas, como se um bêbado escolhesse aleatoriamente. Nota 4/10.

    20-Bahia

    Esta bandeira parece ter sido feita por uma criança de baixo QI que viu uma foto da bandeira dos EUA uma vez numa foto há muito tempo e não se lembra muito bem.

    19-Paraíba

    Pergunte para qualquer flamenguista: o vermelho e o negro são clássicos desde Standhal. Perde pontos por ter coisas escritas nela. Quado eu era moleque, sempre lia “nêgo”.

    18-Paraná

    Pobre Paraná. Sua bandeira também parece saída do desenho de uma criança, com seu brasãozinho infantil onde lê-se candidamente “Paraná”. Talvez para os outro estados da federação lembrarem que eles existem.

    17-Mato Grosso do Sul

    Outra que poderia até passar como a bandeira de um país em desenvolvimento. Não é terrível. Mas também não é muito bom.

     

    16-Rio Grande do Norte

    Não chega a ser uma bandeira feia, mas esse brasão no centro….

     

    15-Alagoas

    É uma bandeira bem… Meh. Nem bonita, nem feia. Nem chamativa, nem memorável, e neste sentido representa bem seu estado. Perde pontos, no entanto, pelo brasão feio no meio.

    14-Maranhão

    Eu não sei muito bem o que dizer dessa bandeira. Para além da imitação fajuta da bandeira americana, parece que há algo fora de lugar nela… Deixe-me pensar. Ah, sim, claro. São essas listras pretas bizonhas.

    13-Roraima

    Eu não esperava nada do estado de Roraima e o estado de Roraima não me decepcionou.

     

    12-Amapá

    Ganha um dez pela ideia e um 0 redondo pela execução. Nota final: uma bosta.

     

     

    11-Espírito Santo

    Rosa… Rosa? Sério? Quais outras bandeiras você conhece que usam rosa? Rosa está ótimo para o estandarte de uma escola de samba, mas para uma bandeira? Tsc, tsc. E, ainda por cima, tem o pior lema entre os estados, apenas dois verbos sem conexão. Poderia ser “agita e rebola” que faria o mesmo sentido.

    10-Santa Catarina

    A bandeira de Santa Catarina faz duvidar seriamente da sanidade mental de seu autor…

     

    9-Rio de Janeiro

    Parece a bandeira de um iate clube falido em Itanhaém.

     

    8-Rio Grande do Sul

    Os gaúchos deveriam se envergonhar de andar com esta porcaria para baixo e para cima. Para além da terrível combinação de cores — e não me venham dizer que azul, vermelho e amarelo combinam — o pendão riograndense ainda leva um escudo no meio, e circundado por uma bola branca.

    7-Ceará

    Sabe como deixar tenebrosa bandeira nacional ainda mais feia? Simples: basta colocar um brasão horrendo e ilegível no centro da coisa toda. Circundado por uma bola branca!

    6-Mato Grosso

    Poderia ser a bandeira de um estado, poderia ser a do xerife de Nottingham…

     

    5-Minas Gerais

    Para além do lema (impressionante como, num país de analfabetos funcionais, tantas bandeiras decidam usar este subterfúgio) é apenas a droga de um triângulo num fundo branco. Preguiça?

    4 e 3 -Goiás e Sergipe

    Gostaria de colocá-las em posições diferentes, mas, vamos e convenhamos, elas são a mesma bandeira feia. Só não vê quem não quer.

    2-Piauí

    Quase leva o caneco por juntar amarelo, azul, branco e verde, ser a cópia dos EUA e ainda um lema totalmente ilegível. Tá de parabéns!

    1-Pernambuco

    Sério, olhem essa porcaria. Olhem. Essa. Porcaria. A bandeira de Pernambuco foi definitivamente desenhada por uma criança de pré-escola. Uma que tinha acabado de aprender sobre coisas da natureza (leia com voz infantil: estrela, sol, arco-íris) e que, para além de não sabe-los desenhar muito bem, não conseguia se decidir quais colocar em seu projeto de arte. Simplesmente tenebroso.

    Jotapê Jorge nunca dá bandeira. Ele escreve aqui toda a sexta, exceto quando se esquece, e também no twitter

    [ssba]

    As piores bandeiras brasileiras

    As piores bandeiras brasileiras

    O nacionalismo está em moda no Brasil e no mundo. O que é terrível. Não apenas porque este ideário foi responsável por algumas das maiores atrocidades dos séculos 19 e 20. Mas porque, no caso específico do Brasil, a bandeira nacional é muito feia. Os patriotas que não me levem a mal, mas nada que misture azul, verde, amarelo e branco pode ser bonito. Além disso, há um lema na bandeira — e um bem pachola. Bandeiras foram feitas para ficar em mastros. Você já tentou ler algo pendurado num mastro?

    O pior é que as bandeiras estaduais também são uma lástima. É por isso que, num esforço de conscientização,  a JEGUE (Jotapê Estatística Guiada Unificada e Enteligente) preparou um ranking das piores bandeiras dos estados brasileiros. Começando da menos pior até o fundo do poço temos:

    Hors concours-São Paulo

    Não se engane, a bandeira paulistana é uma lástima. Cópia mal ajambrada da dos EUA, feita em cinco cores taciturnas e melancólicas e, mesmo assim, mais cafona que a nacional. Só está nesta categoria porque aparece com proeminência no escudo do glorioso Sport Club Corinthians Paulista. E nada que apareça no escudo do Timão pode ser realmente julgado

    26-Pará

    Talvez a melhor entre as piores. Ao vê-la afloram sentimentos de orgulho, responsabilidade cívica e a memória de Joelma e Ximbinha. Poderia ser adotada por alguma nação. Particularmente uma daquelas falidas do Caribe.

    25-Rondônia

    Eu gosto da bandeira deste estado. Embora siga a tendência do azul, verde, amarelo e branco, é bonita, simples, minimalista. Praticamente um sonho de designer. Como a do Pará, também poderia ser adotada por um país. Um país de terceiro mundo, claro.

    24-Distrito Federal

    Parece o logo de uma empresa estatal daquelas bem corruptas, o que me parece uma excelente analogia para o estado das coisas na nossa capital federal.

    23-Acre

    A bandeira do Acre também é simples, o que sempre ganha pontos entre vexologistas. Além disso, é uma excelente alternativa de bandeira nacional caso a Venezuela nos invada e instale um governo bolivariano em Brasília.

    22-Tocantins

    Poderia ser uma bandeira nacional… Mas parece mais a bandeira de algum partido político demagogo,  de um culto como a cientologia ou, talvez em última hipótese, a de uma empresa de pirâmide.

     

     

    21-Amazonas

    Outra que tenta imitar a dos EUA, mas fica no meio do caminho, o que me parece um bom compromisso. E tem essa miríade de estrelas mal colocadas, como se um bêbado escolhesse aleatoriamente. Nota 4/10.

    20-Bahia

    Esta bandeira parece ter sido feita por uma criança de baixo QI que viu uma foto da bandeira dos EUA uma vez numa foto há muito tempo e não se lembra muito bem.

    19-Paraíba

    Pergunte para qualquer flamenguista: o vermelho e o negro são clássicos desde Standhal. Perde pontos por ter coisas escritas nela. Quado eu era moleque, sempre lia “nêgo”.

    18-Paraná

    Pobre Paraná. Sua bandeira também parece saída do desenho de uma criança, com seu brasãozinho infantil onde lê-se candidamente “Paraná”. Talvez para os outro estados da federação lembrarem que eles existem.

    17-Mato Grosso do Sul

    Outra que poderia até passar como a bandeira de um país em desenvolvimento. Não é terrível. Mas também não é muito bom.

     

    16-Rio Grande do Norte

    Não chega a ser uma bandeira feia, mas esse brasão no centro….

     

    15-Alagoas

    É uma bandeira bem… Meh. Nem bonita, nem feia. Nem chamativa, nem memorável, e neste sentido representa bem seu estado. Perde pontos, no entanto, pelo brasão feio no meio.

    14-Maranhão

    Eu não sei muito bem o que dizer dessa bandeira. Para além da imitação fajuta da bandeira americana, parece que há algo fora de lugar nela… Deixe-me pensar. Ah, sim, claro. São essas listras pretas bizonhas.

    13-Roraima

    Eu não esperava nada do estado de Roraima e o estado de Roraima não me decepcionou.

     

    12-Amapá

    Ganha um dez pela ideia e um 0 redondo pela execução. Nota final: uma bosta.

     

     

    11-Espírito Santo

    Rosa… Rosa? Sério? Quais outras bandeiras você conhece que usam rosa? Rosa está ótimo para o estandarte de uma escola de samba, mas para uma bandeira? Tsc, tsc. E, ainda por cima, tem o pior lema entre os estados, apenas dois verbos sem conexão. Poderia ser “agita e rebola” que faria o mesmo sentido.

    10-Santa Catarina

    A bandeira de Santa Catarina faz duvidar seriamente da sanidade mental de seu autor…

     

    9-Rio de Janeiro

    Parece a bandeira de um iate clube falido em Itanhaém.

     

    8-Rio Grande do Sul

    Os gaúchos deveriam se envergonhar de andar com esta porcaria para baixo e para cima. Para além da terrível combinação de cores — e não me venham dizer que azul, vermelho e amarelo combinam — o pendão riograndense ainda leva um escudo no meio, e circundado por uma bola branca.

    7-Ceará

    Sabe como deixar tenebrosa bandeira nacional ainda mais feia? Simples: basta colocar um brasão horrendo e ilegível no centro da coisa toda. Circundado por uma bola branca!

    6-Mato Grosso

    Poderia ser a bandeira de um estado, poderia ser a do xerife de Nottingham…

     

    5-Minas Gerais

    Para além do lema (impressionante como, num país de analfabetos funcionais, tantas bandeiras decidam usar este subterfúgio) é apenas a droga de um triângulo num fundo branco. Preguiça?

    4 e 3 -Goiás e Sergipe

    Gostaria de colocá-las em posições diferentes, mas, vamos e convenhamos, elas são a mesma bandeira feia. Só não vê quem não quer.

    2-Piauí

    Quase leva o caneco por juntar amarelo, azul, branco e verde, ser a cópia dos EUA e ainda um lema totalmente ilegível. Tá de parabéns!

    1-Pernambuco

    Sério, olhem essa porcaria. Olhem. Essa. Porcaria. A bandeira de Pernambuco foi definitivamente desenhada por uma criança de pré-escola. Uma que tinha acabado de aprender sobre coisas da natureza (leia com voz infantil: estrela, sol, arco-íris) e que, para além de não sabe-los desenhar muito bem, não conseguia se decidir quais colocar em seu projeto de arte. Simplesmente tenebroso.

    Jotapê Jorge nunca dá bandeira. Ele escreve aqui toda a sexta, exceto quando se esquece, e também no twitter

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/as-piores-bandeiras-brasileiras/"]

    O feministo vai acabar com o Brasil

    O assunto é velho, mas a tua mãe também. Assim como esta piada, ela não deixa de dar um caldo. Hollywood está em polvorosa com a miríade de escândalos sexuais envolvendo figurões do cinema e estarletes em ascensão, sendo os mais notáveis o produtor Harvey Weinstein e o comediante Louis C.K. O que todos estes dois homens têm em comum? Não, não é o fato de eles serem judeus, seu fascistinha. Os dois eram “feministos”, membros da vanguarda de homens antenados, desconstruídos, que tomam Catuaba no carnaval de saiote havaniano.

    Louis C.K. (porra, Louie!), por exemplo, tornou-se notório por misturar chulices típicas do humor de banheiro com um pensamento empoderado. Era alguém que seria, em outro momento, elogiado por pensadores brasileiro como Gregorio Duvivier e Clara Averbuck por “não apontar o humor na cara de minorias”. Ou seja, era um stand-up comedian que você poderia assistir com a sua namorada.

    Já Harvey Weinstein era ainda pior. Antes de ser acusado de deixar cair o roupão, era o exemplo máximo do homem-engajado-desconstruidão-da-porra. Uma espécie de Xico Sá, mas inteligível (sério, quando vão começar a colocar legendas no Xico Sá?) Como um outro site de humor noticiou:

    “Ele fez levantamento de fundos para políticos como Al Gore, Barbara Boxer, Hillary Clinton, Chuck Schumer, Elizabeth Warren e Barack Obama. Ajudou a criar uma cadeira na Universidade Rutgers no nome da ativista feminista Gloria Steinem. Sua empresa distribuiu The Hunting Ground, um documentário sobre a epidemia de violência sexual nas universidades americanas e o inferno que as vítimas enfrentam quando procuram justiça. Em janeiro deste ano, Weinstein participou da Marcha das Mulheres, em Park City, Utah.

    Uma sugestão aos feministos, homens como eu, jovens que “com a melhor das intenções” gritam aos quatro ventos que “seu corpo, suas regras” e trepam na cadeira para gritar:

    — Eu sou um canalha! Somos todos uns canalhas!! A mulher… Ela é uma flor!

    Amigo, para que está feio. Todo mundo e Deus também sabem que você só está falando esta lorota para comer a moça. Que no íntimo você também pensa nos peitinhos da Rosângela da contabilidade. Que você também olha (e como olha!) para a bunda alheia a passar. Que o Xico Sá te acharia um vacilão.

    E falando no jornalista cabra-da-peste, este ficou tiririca com os ex-companheiros da luta pelo prazer feminino. Em sua coluna (publicada num outro site de humor), disse que nós homens “ainda precisamos percorrer um longo caminho” e que “era só deixar um gravador ligado na mesa do boteco para as mulheres descobrirem que nós somos todos uns canalhas”.

    Que me desculpe o Xico Sá, mas o que tem o cu a ver com as calças? Eu me reservo ao direito de falar sobre peitos (e, diga-se de passagem, que belo par tem a senhorita!), e nem por isso saio para aí apalpando garotas no ônibus. Eu morrerei dando aquela olhadela marota para a bunda alheia (sempre com discrição, é claro), e isso não me torna pior que o Xico Sá. Aliás, poucas coisas são piores que o Xico Sá.

    Jotapê Jorge não escrevia aqui há muito tempo, mas é colunista deste site com muito orgulho, com muito amor. Ele fala muitas outras bobagens em seu twitter

    O feministo vai acabar com o Brasil

    O assunto é velho, mas a tua mãe também. Assim como esta piada, ela não deixa de dar um caldo. Hollywood está em polvorosa com a miríade de escândalos sexuais envolvendo figurões do cinema e estarletes em ascensão, sendo os mais notáveis o produtor Harvey Weinstein e o comediante Louis C.K. O que todos estes dois homens têm em comum? Não, não é o fato de eles serem judeus, seu fascistinha. Os dois eram “feministos”, membros da vanguarda de homens antenados, desconstruídos, que tomam Catuaba no carnaval de saiote havaniano.

    Louis C.K. (porra, Louie!), por exemplo, tornou-se notório por misturar chulices típicas do humor de banheiro com um pensamento empoderado. Era alguém que seria, em outro momento, elogiado por pensadores brasileiro como Gregorio Duvivier e Clara Averbuck por “não apontar o humor na cara de minorias”. Ou seja, era um stand-up comedian que você poderia assistir com a sua namorada.

    Já Harvey Weinstein era ainda pior. Antes de ser acusado de deixar cair o roupão, era o exemplo máximo do homem-engajado-desconstruidão-da-porra. Uma espécie de Xico Sá, mas inteligível (sério, quando vão começar a colocar legendas no Xico Sá?) Como um outro site de humor noticiou:

    “Ele fez levantamento de fundos para políticos como Al Gore, Barbara Boxer, Hillary Clinton, Chuck Schumer, Elizabeth Warren e Barack Obama. Ajudou a criar uma cadeira na Universidade Rutgers no nome da ativista feminista Gloria Steinem. Sua empresa distribuiu The Hunting Ground, um documentário sobre a epidemia de violência sexual nas universidades americanas e o inferno que as vítimas enfrentam quando procuram justiça. Em janeiro deste ano, Weinstein participou da Marcha das Mulheres, em Park City, Utah.

    Uma sugestão aos feministos, homens como eu, jovens que “com a melhor das intenções” gritam aos quatro ventos que “seu corpo, suas regras” e trepam na cadeira para gritar:

    — Eu sou um canalha! Somos todos uns canalhas!! A mulher… Ela é uma flor!

    Amigo, para que está feio. Todo mundo e Deus também sabem que você só está falando esta lorota para comer a moça. Que no íntimo você também pensa nos peitinhos da Rosângela da contabilidade. Que você também olha (e como olha!) para a bunda alheia a passar. Que o Xico Sá te acharia um vacilão.

    E falando no jornalista cabra-da-peste, este ficou tiririca com os ex-companheiros da luta pelo prazer feminino. Em sua coluna (publicada num outro site de humor), disse que nós homens “ainda precisamos percorrer um longo caminho” e que “era só deixar um gravador ligado na mesa do boteco para as mulheres descobrirem que nós somos todos uns canalhas”.

    Que me desculpe o Xico Sá, mas o que tem o cu a ver com as calças? Eu me reservo ao direito de falar sobre peitos (e, diga-se de passagem, que belo par tem a senhorita!), e nem por isso saio para aí apalpando garotas no ônibus. Eu morrerei dando aquela olhadela marota para a bunda alheia (sempre com discrição, é claro), e isso não me torna pior que o Xico Sá. Aliás, poucas coisas são piores que o Xico Sá.

    Jotapê Jorge não escrevia aqui há muito tempo, mas é colunista deste site com muito orgulho, com muito amor. Ele fala muitas outras bobagens em seu twitter

    [ssba]

    O feministo vai acabar com o Brasil

    O feministo vai acabar com o Brasil

    O assunto é velho, mas a tua mãe também. Assim como esta piada, ela não deixa de dar um caldo. Hollywood está em polvorosa com a miríade de escândalos sexuais envolvendo figurões do cinema e estarletes em ascensão, sendo os mais notáveis o produtor Harvey Weinstein e o comediante Louis C.K. O que todos estes dois homens têm em comum? Não, não é o fato de eles serem judeus, seu fascistinha. Os dois eram “feministos”, membros da vanguarda de homens antenados, desconstruídos, que tomam Catuaba no carnaval de saiote havaniano.

    Louis C.K. (porra, Louie!), por exemplo, tornou-se notório por misturar chulices típicas do humor de banheiro com um pensamento empoderado. Era alguém que seria, em outro momento, elogiado por pensadores brasileiro como Gregorio Duvivier e Clara Averbuck por “não apontar o humor na cara de minorias”. Ou seja, era um stand-up comedian que você poderia assistir com a sua namorada.

    Já Harvey Weinstein era ainda pior. Antes de ser acusado de deixar cair o roupão, era o exemplo máximo do homem-engajado-desconstruidão-da-porra. Uma espécie de Xico Sá, mas inteligível (sério, quando vão começar a colocar legendas no Xico Sá?) Como um outro site de humor noticiou:

    “Ele fez levantamento de fundos para políticos como Al Gore, Barbara Boxer, Hillary Clinton, Chuck Schumer, Elizabeth Warren e Barack Obama. Ajudou a criar uma cadeira na Universidade Rutgers no nome da ativista feminista Gloria Steinem. Sua empresa distribuiu The Hunting Ground, um documentário sobre a epidemia de violência sexual nas universidades americanas e o inferno que as vítimas enfrentam quando procuram justiça. Em janeiro deste ano, Weinstein participou da Marcha das Mulheres, em Park City, Utah.

    Uma sugestão aos feministos, homens como eu, jovens que “com a melhor das intenções” gritam aos quatro ventos que “seu corpo, suas regras” e trepam na cadeira para gritar:

    — Eu sou um canalha! Somos todos uns canalhas!! A mulher… Ela é uma flor!

    Amigo, para que está feio. Todo mundo e Deus também sabem que você só está falando esta lorota para comer a moça. Que no íntimo você também pensa nos peitinhos da Rosângela da contabilidade. Que você também olha (e como olha!) para a bunda alheia a passar. Que o Xico Sá te acharia um vacilão.

    E falando no jornalista cabra-da-peste, este ficou tiririca com os ex-companheiros da luta pelo prazer feminino. Em sua coluna (publicada num outro site de humor), disse que nós homens “ainda precisamos percorrer um longo caminho” e que “era só deixar um gravador ligado na mesa do boteco para as mulheres descobrirem que nós somos todos uns canalhas”.

    Que me desculpe o Xico Sá, mas o que tem o cu a ver com as calças? Eu me reservo ao direito de falar sobre peitos (e, diga-se de passagem, que belo par tem a senhorita!), e nem por isso saio para aí apalpando garotas no ônibus. Eu morrerei dando aquela olhadela marota para a bunda alheia (sempre com discrição, é claro), e isso não me torna pior que o Xico Sá. Aliás, poucas coisas são piores que o Xico Sá.

    Jotapê Jorge não escrevia aqui há muito tempo, mas é colunista deste site com muito orgulho, com muito amor. Ele fala muitas outras bobagens em seu twitter

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/o-feministo-vai-acabar-com-o-brasil/"]

    Fechem logo esse Congresso

    Perdemos. A democracia deu errado no Brasil. Sim, foi bom enquanto durou, mas todo mundo sabia que esse negócio de voz popular não daria certo por aqui. Fechemos logo o Congresso. Tentemos de novo em 30 anos.

    Democracia é um negócio difícil, porque infere liberdade de pensamento, de imprensa, de manifestação, coisas que a gente detesta. Basta entrar no Twitter. Nós não conseguimos sequer assistir a um festival de rock sem cagar regra sobre o line-up, que dirá discutir civilizadamente sobre o aborto, por exemplo. O brasileiro adora matraquear aos quatro ventos sua verve democrática (somos, afinal, o país do carnaval), mas basta alguém falar mal de sua diva pop para ele se rasgar em quatro e começa a gritar pelo fechamento do portal G1.

    No fundo todo o brasileiro tem um Médici, um Figueiredo, crescendo dentro dele. É sério. Te dou cinco minutos. Vá ao banheiro e olhe. Mas você vai precisar de um espelhinho. No fundo (lá no fundo) a gente queria mesmo era ser um déspota, queria fazer valer nossa vontade com punho de ferro. Queria pegar o Jean Wyllys/o Bolsonaro/o Lula/o João Dória e arrastá-los em praça pública. Queríamos fuzila-los, dançar nus em chafarizes de sangue e sapatear nas faces pálidas e lacrimosas de seus parentes.

    Mas como nem todo mundo pode ser déspota, a gente se associa a um. Basta ver as intenções de voto: Lula e Bolsonaro lideram. “Mas Jotapê, seu liberal de merda, seu sujo, você está comparando o Lulão da massa com esse nojento do Bolsonaro?”, dirão meus amigos de esquerda. “Mas Jotapê, seu esquerdinha pega na minha, você está comparando o ladrão do Lula com o Bolsomito?”, dirão meus amigos de direita.

    (É neste ponto que eu perco qualquer chance de voltar a ter amigos)

    Sim, eu estou. Os políticos brasileiros, filhos da pátria, são como nós. O sonho de Lula (e de muitos de seus correligionários, diga-se) era botar o juiz Sérgio Moro no cadafalso e transmitir sua execução em cadeira nacional com narração de Galvão Bueno e comentários de Walter Casagrande Jr. (“Casão, mas essa corda não vai arrebentar? Não é possível! A física não permite!”) E o sonho do Bolsonaro… Esse eu até tenho medo de saber.

    Pois se é este nosso destino, que fechemos logo o Congresso. Que se faça em 2018 uma eleição para o ditador perpétuo do Brasil (que assumirá um mandato de quatro anos, evidene). Quem sabe assim a gente pare de discutir groselhas no Facebook.

    Jotapê Jorge gosta de ser polemiquinho . Ele escreve por aqui sempre que não está assistindo BoJack Horseman, no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    Fechem logo esse Congresso

    Perdemos. A democracia deu errado no Brasil. Sim, foi bom enquanto durou, mas todo mundo sabia que esse negócio de voz popular não daria certo por aqui. Fechemos logo o Congresso. Tentemos de novo em 30 anos.

    Democracia é um negócio difícil, porque infere liberdade de pensamento, de imprensa, de manifestação, coisas que a gente detesta. Basta entrar no Twitter. Nós não conseguimos sequer assistir a um festival de rock sem cagar regra sobre o line-up, que dirá discutir civilizadamente sobre o aborto, por exemplo. O brasileiro adora matraquear aos quatro ventos sua verve democrática (somos, afinal, o país do carnaval), mas basta alguém falar mal de sua diva pop para ele se rasgar em quatro e começa a gritar pelo fechamento do portal G1.

    No fundo todo o brasileiro tem um Médici, um Figueiredo, crescendo dentro dele. É sério. Te dou cinco minutos. Vá ao banheiro e olhe. Mas você vai precisar de um espelhinho. No fundo (lá no fundo) a gente queria mesmo era ser um déspota, queria fazer valer nossa vontade com punho de ferro. Queria pegar o Jean Wyllys/o Bolsonaro/o Lula/o João Dória e arrastá-los em praça pública. Queríamos fuzila-los, dançar nus em chafarizes de sangue e sapatear nas faces pálidas e lacrimosas de seus parentes.

    Mas como nem todo mundo pode ser déspota, a gente se associa a um. Basta ver as intenções de voto: Lula e Bolsonaro lideram. “Mas Jotapê, seu liberal de merda, seu sujo, você está comparando o Lulão da massa com esse nojento do Bolsonaro?”, dirão meus amigos de esquerda. “Mas Jotapê, seu esquerdinha pega na minha, você está comparando o ladrão do Lula com o Bolsomito?”, dirão meus amigos de direita.

    (É neste ponto que eu perco qualquer chance de voltar a ter amigos)

    Sim, eu estou. Os políticos brasileiros, filhos da pátria, são como nós. O sonho de Lula (e de muitos de seus correligionários, diga-se) era botar o juiz Sérgio Moro no cadafalso e transmitir sua execução em cadeira nacional com narração de Galvão Bueno e comentários de Walter Casagrande Jr. (“Casão, mas essa corda não vai arrebentar? Não é possível! A física não permite!”) E o sonho do Bolsonaro… Esse eu até tenho medo de saber.

    Pois se é este nosso destino, que fechemos logo o Congresso. Que se faça em 2018 uma eleição para o ditador perpétuo do Brasil (que assumirá um mandato de quatro anos, evidene). Quem sabe assim a gente pare de discutir groselhas no Facebook.

    Jotapê Jorge gosta de ser polemiquinho . Ele escreve por aqui sempre que não está assistindo BoJack Horseman, no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba]
    Leia Mais Comments Off on Fechem logo esse Congresso

    Fechem logo esse Congresso

    Fechem logo esse Congresso

    Perdemos. A democracia deu errado no Brasil. Sim, foi bom enquanto durou, mas todo mundo sabia que esse negócio de voz popular não daria certo por aqui. Fechemos logo o Congresso. Tentemos de novo em 30 anos.

    Democracia é um negócio difícil, porque infere liberdade de pensamento, de imprensa, de manifestação, coisas que a gente detesta. Basta entrar no Twitter. Nós não conseguimos sequer assistir a um festival de rock sem cagar regra sobre o line-up, que dirá discutir civilizadamente sobre o aborto, por exemplo. O brasileiro adora matraquear aos quatro ventos sua verve democrática (somos, afinal, o país do carnaval), mas basta alguém falar mal de sua diva pop para ele se rasgar em quatro e começa a gritar pelo fechamento do portal G1.

    No fundo todo o brasileiro tem um Médici, um Figueiredo, crescendo dentro dele. É sério. Te dou cinco minutos. Vá ao banheiro e olhe. Mas você vai precisar de um espelhinho. No fundo (lá no fundo) a gente queria mesmo era ser um déspota, queria fazer valer nossa vontade com punho de ferro. Queria pegar o Jean Wyllys/o Bolsonaro/o Lula/o João Dória e arrastá-los em praça pública. Queríamos fuzila-los, dançar nus em chafarizes de sangue e sapatear nas faces pálidas e lacrimosas de seus parentes.

    Mas como nem todo mundo pode ser déspota, a gente se associa a um. Basta ver as intenções de voto: Lula e Bolsonaro lideram. “Mas Jotapê, seu liberal de merda, seu sujo, você está comparando o Lulão da massa com esse nojento do Bolsonaro?”, dirão meus amigos de esquerda. “Mas Jotapê, seu esquerdinha pega na minha, você está comparando o ladrão do Lula com o Bolsomito?”, dirão meus amigos de direita.

    (É neste ponto que eu perco qualquer chance de voltar a ter amigos)

    Sim, eu estou. Os políticos brasileiros, filhos da pátria, são como nós. O sonho de Lula (e de muitos de seus correligionários, diga-se) era botar o juiz Sérgio Moro no cadafalso e transmitir sua execução em cadeira nacional com narração de Galvão Bueno e comentários de Walter Casagrande Jr. (“Casão, mas essa corda não vai arrebentar? Não é possível! A física não permite!”) E o sonho do Bolsonaro… Esse eu até tenho medo de saber.

    Pois se é este nosso destino, que fechemos logo o Congresso. Que se faça em 2018 uma eleição para o ditador perpétuo do Brasil (que assumirá um mandato de quatro anos, evidene). Quem sabe assim a gente pare de discutir groselhas no Facebook.

    Jotapê Jorge gosta de ser polemiquinho . Ele escreve por aqui sempre que não está assistindo BoJack Horseman, no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/fechem-logo-esse-congresso/"]
    Leia Mais Comments Off on Fechem logo esse Congresso

    O inferno

    São sempre 18h no inferno, e você está em São Paulo, na baldeação entre as linhas verde e amarela. No inferno todos os homens fazem musculação, tomam Whey Protein, jogam pôquer on-line e se alimentam  de “churras com a carne bem marmorizada, mein”. As mulheres são todas empoderadas. Nenhuma delas leu Simone de Beauvoir. Os livros são sempre textões do Facebook — À la Recherche du Temps Perdu é “Precisamos falar sobre Madeleines”.

    Todas as músicas do inferno são o jingle da Sporting Bet. O único ator é Selton Mello. Todos os filmes são comédias da GloboFilmes e dirigidos por Michael Bay. Apesar disso, nas rodinhas de cinéfilos o comentário é sempre sobre o “tom onírico digno de Fellini”.

    As séries de TV do inferno são sempre The Big Bang Theory, a internet é da Vivo e 0s celulares são todos Tim. No WhatsApp as mensagens são sempre de “Bom Dia. Hoje é mais um dia, então levante e sinta o cheiro do ar. Você pode começar de novo, pois hoje o dia começou mais uma vez”. Nx xnfxrnx txdx mxndx xscrxvx xssxm.

    O futebol do inferno é um eterno 0 a 0. O único time é o Botafogo de Futebol e Regatas. Márcio Araújo é seu titular absoluto e capitão. O único campeonato de futebol do inferno é o Francês.

    No inferno a carne é sempre bem passada, o uísque é sempre nacional, o café é sempre aguado, a cerveja é sempre quente e o bar é sempre o Capivara, ou o Mandíbula, no centro. Na mesa ao lado, estão elogiando o “processo civilizatório sem precedentes perpetuado pela prefeitura do grande Fernando Haddad”. No inferno o broche “Fora, Temer!” e peça indispensável do vestuário — ainda que Temer, amigo do sete-peles, tenha pedido para tirar.

    Não há muita inteligência no inferno. Os articulistas políticos são Gregório Duvivier e Leonardo Sakamoto — Eliane Brum tentou uma vaga, mas nem o inferno a quis. No inferno todos concordam com a mesma opinião, por mais estúpida que ela seja. O presidente do inferno é extremamente popular, e quando algo não sai ao seu agrado, grita “fake news!” Mas a imprensa do inferno, por incrível que pareça, é da melhor qualidade — afinal, todos os jornalistas já estão lá.

    Jotapê Jorge acha que o inferno são os outros. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

    O inferno

    São sempre 18h no inferno, e você está em São Paulo, na baldeação entre as linhas verde e amarela. No inferno todos os homens fazem musculação, tomam Whey Protein, jogam pôquer on-line e se alimentam  de “churras com a carne bem marmorizada, mein”. As mulheres são todas empoderadas. Nenhuma delas leu Simone de Beauvoir. Os livros são sempre textões do Facebook — À la Recherche du Temps Perdu é “Precisamos falar sobre Madeleines”.

    Todas as músicas do inferno são o jingle da Sporting Bet. O único ator é Selton Mello. Todos os filmes são comédias da GloboFilmes e dirigidos por Michael Bay. Apesar disso, nas rodinhas de cinéfilos o comentário é sempre sobre o “tom onírico digno de Fellini”.

    As séries de TV do inferno são sempre The Big Bang Theory, a internet é da Vivo e 0s celulares são todos Tim. No WhatsApp as mensagens são sempre de “Bom Dia. Hoje é mais um dia, então levante e sinta o cheiro do ar. Você pode começar de novo, pois hoje o dia começou mais uma vez”. Nx xnfxrnx txdx mxndx xscrxvx xssxm.

    O futebol do inferno é um eterno 0 a 0. O único time é o Botafogo de Futebol e Regatas. Márcio Araújo é seu titular absoluto e capitão. O único campeonato de futebol do inferno é o Francês.

    No inferno a carne é sempre bem passada, o uísque é sempre nacional, o café é sempre aguado, a cerveja é sempre quente e o bar é sempre o Capivara, ou o Mandíbula, no centro. Na mesa ao lado, estão elogiando o “processo civilizatório sem precedentes perpetuado pela prefeitura do grande Fernando Haddad”. No inferno o broche “Fora, Temer!” e peça indispensável do vestuário — ainda que Temer, amigo do sete-peles, tenha pedido para tirar.

    Não há muita inteligência no inferno. Os articulistas políticos são Gregório Duvivier e Leonardo Sakamoto — Eliane Brum tentou uma vaga, mas nem o inferno a quis. No inferno todos concordam com a mesma opinião, por mais estúpida que ela seja. O presidente do inferno é extremamente popular, e quando algo não sai ao seu agrado, grita “fake news!” Mas a imprensa do inferno, por incrível que pareça, é da melhor qualidade — afinal, todos os jornalistas já estão lá.

    Jotapê Jorge acha que o inferno são os outros. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

    [ssba]
    Leia Mais Comments Off on O inferno

    O inferno

    O inferno

    São sempre 18h no inferno, e você está em São Paulo, na baldeação entre as linhas verde e amarela. No inferno todos os homens fazem musculação, tomam Whey Protein, jogam pôquer on-line e se alimentam  de “churras com a carne bem marmorizada, mein”. As mulheres são todas empoderadas. Nenhuma delas leu Simone de Beauvoir. Os livros são sempre textões do Facebook — À la Recherche du Temps Perdu é “Precisamos falar sobre Madeleines”.

    Todas as músicas do inferno são o jingle da Sporting Bet. O único ator é Selton Mello. Todos os filmes são comédias da GloboFilmes e dirigidos por Michael Bay. Apesar disso, nas rodinhas de cinéfilos o comentário é sempre sobre o “tom onírico digno de Fellini”.

    As séries de TV do inferno são sempre The Big Bang Theory, a internet é da Vivo e 0s celulares são todos Tim. No WhatsApp as mensagens são sempre de “Bom Dia. Hoje é mais um dia, então levante e sinta o cheiro do ar. Você pode começar de novo, pois hoje o dia começou mais uma vez”. Nx xnfxrnx txdx mxndx xscrxvx xssxm.

    O futebol do inferno é um eterno 0 a 0. O único time é o Botafogo de Futebol e Regatas. Márcio Araújo é seu titular absoluto e capitão. O único campeonato de futebol do inferno é o Francês.

    No inferno a carne é sempre bem passada, o uísque é sempre nacional, o café é sempre aguado, a cerveja é sempre quente e o bar é sempre o Capivara, ou o Mandíbula, no centro. Na mesa ao lado, estão elogiando o “processo civilizatório sem precedentes perpetuado pela prefeitura do grande Fernando Haddad”. No inferno o broche “Fora, Temer!” e peça indispensável do vestuário — ainda que Temer, amigo do sete-peles, tenha pedido para tirar.

    Não há muita inteligência no inferno. Os articulistas políticos são Gregório Duvivier e Leonardo Sakamoto — Eliane Brum tentou uma vaga, mas nem o inferno a quis. No inferno todos concordam com a mesma opinião, por mais estúpida que ela seja. O presidente do inferno é extremamente popular, e quando algo não sai ao seu agrado, grita “fake news!” Mas a imprensa do inferno, por incrível que pareça, é da melhor qualidade — afinal, todos os jornalistas já estão lá.

    Jotapê Jorge acha que o inferno são os outros. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/o-inferno/"]
    Leia Mais Comments Off on O inferno

    Esquerda, direita, esquerda

    O mundo está uma porra. Na Europa, amalucados islâmicos transformam carros em armas de destruição em massa. Na Coreia do Norte, amalucados comunistas transformam armas de destruição em massa em, bem, armas de destruição em massa. Nos EUA um amalucado nacionalista fez ressuscitar o nazismo.  E no Brasil… No Brasil a gente discute se o nazismo é de esquerda ou direita.

    Ah! O Brasil…

    O nazismo é de esquerda ou direita? Sério, gente? A maior potência do mundo tem literalmente um nazista no comando (um nazista com armas nucleares), e a gente discutindo se a Dilma Rousseff era Dilmä Hauptscheisse? Pois se existe uma dificuldade muito grande, criamos o JEGUE (Jotapê Entertainment Guia Unificado de Estatísticas) para você compreender a diferença entre a esquerda e a direita — pelo menos no Brasil.

    1) Se é a favor da intromissão do Estado na economia, é direita. Se acredita no uso do BNDS para a criação de “campeãs nacionais”, é de esquerda.

    2) Se acha que a imprensa é golpista, é de esquerda. Se crê que os jornais perseguem o presidente Michel Temer, é de direita.

    3) Se usa cargos e verbas parlamentares para conseguir maioria, é de direita. Se dá uma mesada mensal para parlamentares, é de esquerda.

    4) Se faz carreata em carro aberto com o Marcelo Crivella, é de esquerda. Se anda de mãos dadas com o Silas Malafaia, é de direita.

    5) Se se aliou com o Maluf, é de direita. Se se aliou com o Maluf, é de esquerda.

    6) Se é contra a Lava-Jato, é de esquerda. Se é contra a Lava-Jato, é de direita.

    Foi Millôr Fernandes quem disse: “As ideias, quando ficam velhinhas, vêm sem aposentar no Brasil.” Sem querer discordar do mestre, mas não é exatamente isso. O problema é que o Brasil ainda não conseguiu sair do ano da graça de 1964. Politicamente ainda discutimos se o melhor modelo é trotskista ou stalinista. Nossa “inteligentsia” não passou pela desestalinização. Não dá para levar a sério.

    Mas há uma luz no fim do Túnel. Em 2017 o mundo parece ter regredido para 1945. Não é brincadeira e vou repetir: o presidente dos Estados Unidos é provavelmente um nazista. O maior medo da garotada não é mais o chope quente do Bar Capivara às 3h da manhã, mas literalmente uma guerra nuclear. O Brasil, em 1964, está hoje no futuro. É a nossa sorte. No nosso atraso demos a volta e nos tornamos vanguarda.

    Somos o país do futuro.

    Jotapê Jorge é torto para a esquerda. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

    Esquerda, direita, esquerda

    O mundo está uma porra. Na Europa, amalucados islâmicos transformam carros em armas de destruição em massa. Na Coreia do Norte, amalucados comunistas transformam armas de destruição em massa em, bem, armas de destruição em massa. Nos EUA um amalucado nacionalista fez ressuscitar o nazismo.  E no Brasil… No Brasil a gente discute se o nazismo é de esquerda ou direita.

    Ah! O Brasil…

    O nazismo é de esquerda ou direita? Sério, gente? A maior potência do mundo tem literalmente um nazista no comando (um nazista com armas nucleares), e a gente discutindo se a Dilma Rousseff era Dilmä Hauptscheisse? Pois se existe uma dificuldade muito grande, criamos o JEGUE (Jotapê Entertainment Guia Unificado de Estatísticas) para você compreender a diferença entre a esquerda e a direita — pelo menos no Brasil.

    1) Se é a favor da intromissão do Estado na economia, é direita. Se acredita no uso do BNDS para a criação de “campeãs nacionais”, é de esquerda.

    2) Se acha que a imprensa é golpista, é de esquerda. Se crê que os jornais perseguem o presidente Michel Temer, é de direita.

    3) Se usa cargos e verbas parlamentares para conseguir maioria, é de direita. Se dá uma mesada mensal para parlamentares, é de esquerda.

    4) Se faz carreata em carro aberto com o Marcelo Crivella, é de esquerda. Se anda de mãos dadas com o Silas Malafaia, é de direita.

    5) Se se aliou com o Maluf, é de direita. Se se aliou com o Maluf, é de esquerda.

    6) Se é contra a Lava-Jato, é de esquerda. Se é contra a Lava-Jato, é de direita.

    Foi Millôr Fernandes quem disse: “As ideias, quando ficam velhinhas, vêm sem aposentar no Brasil.” Sem querer discordar do mestre, mas não é exatamente isso. O problema é que o Brasil ainda não conseguiu sair do ano da graça de 1964. Politicamente ainda discutimos se o melhor modelo é trotskista ou stalinista. Nossa “inteligentsia” não passou pela desestalinização. Não dá para levar a sério.

    Mas há uma luz no fim do Túnel. Em 2017 o mundo parece ter regredido para 1945. Não é brincadeira e vou repetir: o presidente dos Estados Unidos é provavelmente um nazista. O maior medo da garotada não é mais o chope quente do Bar Capivara às 3h da manhã, mas literalmente uma guerra nuclear. O Brasil, em 1964, está hoje no futuro. É a nossa sorte. No nosso atraso demos a volta e nos tornamos vanguarda.

    Somos o país do futuro.

    Jotapê Jorge é torto para a esquerda. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

    [ssba]
    Leia Mais Comments Off on Esquerda, direita, esquerda

    Esquerda, direita, esquerda

    Esquerda, direita, esquerda

    O mundo está uma porra. Na Europa, amalucados islâmicos transformam carros em armas de destruição em massa. Na Coreia do Norte, amalucados comunistas transformam armas de destruição em massa em, bem, armas de destruição em massa. Nos EUA um amalucado nacionalista fez ressuscitar o nazismo.  E no Brasil… No Brasil a gente discute se o nazismo é de esquerda ou direita.

    Ah! O Brasil…

    O nazismo é de esquerda ou direita? Sério, gente? A maior potência do mundo tem literalmente um nazista no comando (um nazista com armas nucleares), e a gente discutindo se a Dilma Rousseff era Dilmä Hauptscheisse? Pois se existe uma dificuldade muito grande, criamos o JEGUE (Jotapê Entertainment Guia Unificado de Estatísticas) para você compreender a diferença entre a esquerda e a direita — pelo menos no Brasil.

    1) Se é a favor da intromissão do Estado na economia, é direita. Se acredita no uso do BNDS para a criação de “campeãs nacionais”, é de esquerda.

    2) Se acha que a imprensa é golpista, é de esquerda. Se crê que os jornais perseguem o presidente Michel Temer, é de direita.

    3) Se usa cargos e verbas parlamentares para conseguir maioria, é de direita. Se dá uma mesada mensal para parlamentares, é de esquerda.

    4) Se faz carreata em carro aberto com o Marcelo Crivella, é de esquerda. Se anda de mãos dadas com o Silas Malafaia, é de direita.

    5) Se se aliou com o Maluf, é de direita. Se se aliou com o Maluf, é de esquerda.

    6) Se é contra a Lava-Jato, é de esquerda. Se é contra a Lava-Jato, é de direita.

    Foi Millôr Fernandes quem disse: “As ideias, quando ficam velhinhas, vêm sem aposentar no Brasil.” Sem querer discordar do mestre, mas não é exatamente isso. O problema é que o Brasil ainda não conseguiu sair do ano da graça de 1964. Politicamente ainda discutimos se o melhor modelo é trotskista ou stalinista. Nossa “inteligentsia” não passou pela desestalinização. Não dá para levar a sério.

    Mas há uma luz no fim do Túnel. Em 2017 o mundo parece ter regredido para 1945. Não é brincadeira e vou repetir: o presidente dos Estados Unidos é provavelmente um nazista. O maior medo da garotada não é mais o chope quente do Bar Capivara às 3h da manhã, mas literalmente uma guerra nuclear. O Brasil, em 1964, está hoje no futuro. É a nossa sorte. No nosso atraso demos a volta e nos tornamos vanguarda.

    Somos o país do futuro.

    Jotapê Jorge é torto para a esquerda. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/esquerda-direita-esquerda/"]
    Leia Mais Comments Off on Esquerda, direita, esquerda

    A ovada é a solução para o Brasil

    Dória mereceu a ovada. Assim como a mereceram Serra, Maluf, Covas e Marta. E o ex-premier britânico David Cameron, e presidente da França Emmanuel Macron e até o “governator” Arnold Schwarzenegger. E Lula, se algum dia recebe-las, a merecerá. E Temer, e Cunha, e Sarney. E Alckmin e Pezão. E 99% do Congresso, tirando, talvez, o Suplicy (mas só porque ele é “lentinho”, tadinho). A ovada salva. A ovada é a solução para o Brasil!

    Brasileiro adora político. A gente sempre diz que “são todos uns canalhas”, que “é tudo ladrão”, mas basta aparecer um mais charmosinho que a gente se derrete todo.  No caso da burguesia paulistana esclarecida que fez humanas, este cabra foi o Haddad. No caso da burguesia paulistana esclarecida que fez exatas, este senhor foi o Dória. Daí que toda a gente esclarecida, seja da direita-esquerda doriana, ou da esquerda-direita haddadista, tenha achado “o ó” a ovada que recebeu João Dória na Bahia. A gente gosta tanto de político que, ao ver um ser “ovacionado”, sente nojinho.

    Um blogueiro de esquerda, famoso por seus textinhos para comer mulher, sentenciou:

    Entendo a indignação popular, mas não concordo com esse tipo de ataque.

    E não é desapreço pelo ovo – que, na minha humilde opinião, deveria ter sido saudado no lugar da mandioca. Ovo é vida, já dizia a cartilha que nos alfabetizou, o que, claramente, é muito mais importante do que saber que vovó viu a uva.

    Eu sinceramente não faço a menor ideia do que ele quis dizer. Talvez seja uma analogia entre a tradição cristã do ovo como símbolo do renascimento, ou talvez seja apenas um texto mal escrito. O fato é que, para variar, o blogueiro está equivocado. Nós não deveríamos apenas aplaudir as ovadas, mas incentivá-las. Todo o brasileiro devia andar com um ovo no bolso, para o caso de encontrar algum político pela rua — e os candangos, com dois ovos.

    Não que eu ache que deveríamos resolver todos nossos entreveros na base da artilharia aviária. Se assim fosse, o trânsito de nossas capitais seria uma constante batalha, com “amarelo ovo” sendo escolhido a “cor do ano” para novos bólidos apenas pela praticidade e economia em lava-jatos. Com pessoas normais há salvação pelo diálogo (embora, concedo-lhes, toda vez que alguém grita “Lula, ladrão, roubou meu coração” ou “ele não é político, ou gestor”, tenho vontade de desperdiçar uma dúzia inteira em sua cara). Mas políticos não são pessoas normais. Um político médio é, normalmente, a pior união entre incompetência e egolatria. Se não forem xingados, se não levarem ovadas, se forem apenas adulados, é capaz de acharem que são úteis.

    Mas numa coisa Dória está certo. É sorte a nossa (e, especialmente, a dele) nós não estarmos em uma Venezuela. Por lá, com a crise de abastecimento, na falta de ovos as pessoas jogam merda.

    Jotapê Jorge te tacaria um ovo. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    A ovada é a solução para o Brasil

    Dória mereceu a ovada. Assim como a mereceram Serra, Maluf, Covas e Marta. E o ex-premier britânico David Cameron, e presidente da França Emmanuel Macron e até o “governator” Arnold Schwarzenegger. E Lula, se algum dia recebe-las, a merecerá. E Temer, e Cunha, e Sarney. E Alckmin e Pezão. E 99% do Congresso, tirando, talvez, o Suplicy (mas só porque ele é “lentinho”, tadinho). A ovada salva. A ovada é a solução para o Brasil!

    Brasileiro adora político. A gente sempre diz que “são todos uns canalhas”, que “é tudo ladrão”, mas basta aparecer um mais charmosinho que a gente se derrete todo.  No caso da burguesia paulistana esclarecida que fez humanas, este cabra foi o Haddad. No caso da burguesia paulistana esclarecida que fez exatas, este senhor foi o Dória. Daí que toda a gente esclarecida, seja da direita-esquerda doriana, ou da esquerda-direita haddadista, tenha achado “o ó” a ovada que recebeu João Dória na Bahia. A gente gosta tanto de político que, ao ver um ser “ovacionado”, sente nojinho.

    Um blogueiro de esquerda, famoso por seus textinhos para comer mulher, sentenciou:

    Entendo a indignação popular, mas não concordo com esse tipo de ataque.

    E não é desapreço pelo ovo – que, na minha humilde opinião, deveria ter sido saudado no lugar da mandioca. Ovo é vida, já dizia a cartilha que nos alfabetizou, o que, claramente, é muito mais importante do que saber que vovó viu a uva.

    Eu sinceramente não faço a menor ideia do que ele quis dizer. Talvez seja uma analogia entre a tradição cristã do ovo como símbolo do renascimento, ou talvez seja apenas um texto mal escrito. O fato é que, para variar, o blogueiro está equivocado. Nós não deveríamos apenas aplaudir as ovadas, mas incentivá-las. Todo o brasileiro devia andar com um ovo no bolso, para o caso de encontrar algum político pela rua — e os candangos, com dois ovos.

    Não que eu ache que deveríamos resolver todos nossos entreveros na base da artilharia aviária. Se assim fosse, o trânsito de nossas capitais seria uma constante batalha, com “amarelo ovo” sendo escolhido a “cor do ano” para novos bólidos apenas pela praticidade e economia em lava-jatos. Com pessoas normais há salvação pelo diálogo (embora, concedo-lhes, toda vez que alguém grita “Lula, ladrão, roubou meu coração” ou “ele não é político, ou gestor”, tenho vontade de desperdiçar uma dúzia inteira em sua cara). Mas políticos não são pessoas normais. Um político médio é, normalmente, a pior união entre incompetência e egolatria. Se não forem xingados, se não levarem ovadas, se forem apenas adulados, é capaz de acharem que são úteis.

    Mas numa coisa Dória está certo. É sorte a nossa (e, especialmente, a dele) nós não estarmos em uma Venezuela. Por lá, com a crise de abastecimento, na falta de ovos as pessoas jogam merda.

    Jotapê Jorge te tacaria um ovo. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba]
    Leia Mais Comments Off on A ovada é a solução para o Brasil

    A ovada é a solução para o Brasil

    Dória mereceu a ovada. Assim como a mereceram Serra, Maluf, Covas e Marta. E o ex-premier britânico David Cameron, e presidente da França Emmanuel Macron e até o “governator” Arnold Schwarzenegger. E Lula, se algum dia recebe-las, a merecerá. E Temer, e Cunha, e Sarney. E Alckmin e Pezão. E 99% do Congresso, tirando, talvez, o Suplicy (mas só porque ele é “lentinho”, tadinho). A ovada salva. A ovada é a solução para o Brasil!

    Brasileiro adora político. A gente sempre diz que “são todos uns canalhas”, que “é tudo ladrão”, mas basta aparecer um mais charmosinho que a gente se derrete todo.  No caso da burguesia paulistana esclarecida que fez humanas, este cabra foi o Haddad. No caso da burguesia paulistana esclarecida que fez exatas, este senhor foi o Dória. Daí que toda a gente esclarecida, seja da direita-esquerda doriana, ou da esquerda-direita haddadista, tenha achado “o ó” a ovada que recebeu João Dória na Bahia. A gente gosta tanto de político que, ao ver um ser “ovacionado”, sente nojinho.

    Um blogueiro de esquerda, famoso por seus textinhos para comer mulher, sentenciou:

    Entendo a indignação popular, mas não concordo com esse tipo de ataque.

    E não é desapreço pelo ovo – que, na minha humilde opinião, deveria ter sido saudado no lugar da mandioca. Ovo é vida, já dizia a cartilha que nos alfabetizou, o que, claramente, é muito mais importante do que saber que vovó viu a uva.

    Eu sinceramente não faço a menor ideia do que ele quis dizer. Talvez seja uma analogia entre a tradição cristã do ovo como símbolo do renascimento, ou talvez seja apenas um texto mal escrito. O fato é que, para variar, o blogueiro está equivocado. Nós não deveríamos apenas aplaudir as ovadas, mas incentivá-las. Todo o brasileiro devia andar com um ovo no bolso, para o caso de encontrar algum político pela rua — e os candangos, com dois ovos.

    Não que eu ache que deveríamos resolver todos nossos entreveros na base da artilharia aviária. Se assim fosse, o trânsito de nossas capitais seria uma constante batalha, com “amarelo ovo” sendo escolhido a “cor do ano” para novos bólidos apenas pela praticidade e economia em lava-jatos. Com pessoas normais há salvação pelo diálogo (embora, concedo-lhes, toda vez que alguém grita “Lula, ladrão, roubou meu coração” ou “ele não é político, ou gestor”, tenho vontade de desperdiçar uma dúzia inteira em sua cara). Mas políticos não são pessoas normais. Um político médio é, normalmente, a pior união entre incompetência e egolatria. Se não forem xingados, se não levarem ovadas, se forem apenas adulados, é capaz de acharem que são úteis.

    Mas numa coisa Dória está certo. É sorte a nossa (e, especialmente, a dele) nós não estarmos em uma Venezuela. Por lá, com a crise de abastecimento, na falta de ovos as pessoas jogam merda.

    Jotapê Jorge te tacaria um ovo. Ele escreve por aqui toda a sexta (ou às vezes terça. Ou à vezes quando lhe dá na telha), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/a-ovada-e-a-solucao-para-o-brasil/"]
    Leia Mais Comments Off on A ovada é a solução para o Brasil

    Brasil MUY golpeado

    O golpe é a desculpa da moda. Chegou em casa para lá de Bagdá, cheirando cabaré, com a calça arriada, batom na cueca e uma tatuagem no ombro onde se lê “Temer: a amizade nem mesmo a força do tempo poderá destruir”? Ora, foi golpe! Saiu de carro, bebeu todas, foi pego na blitz, xingou o policial, subiu em cima do capô para tentar fugir dos canas, mas terminou enjaulado numa cela e ganhar o apelido de “Márcia”? Pois, meu amigo, foi golpe! Recebeu o gemidão do Zap no escritório e todo mundo ouviu? Ha-ha! Golpe!

    O golpe está para a esquerda brasileira (doravante grafada apenas como esquerdinha, pois, afinal, é isso o que ela é) como a segunda vinda de Jesus Cristo. Ele é a salvação e a vida, e quem crê nele votará sem culpa em Lula (que, como se sabe, está sentado no trono de Deus pai, onde um dia irá de julgar vivos e mortos, exceto os donos de empreiteira e os açougueiros de Brasília).  O golpe remiu a esquerdinha. O golpe os salvou de um voto horrível.

    Há frases que tornam o interlocutor imediatamente mais inteligente: “desenvolvimento sustentável”, “alternativa de país”, “a poética de Chico Buarque de Holanda” e, desde a metade do ano passado, “foi golpe!”. Nenhuma desculpa é tão perfeita. O golpe nos fez melhores, nos fez mais bonitos quiça. Antes do golpe a esquerdinha era feia, boba, e má. Hoje são, no máximo, uns ex-buchos — e como são espertos! Nada é mais genial do que gritar “golpe!” O golpe é a camiseta “Truffaut & Hitchcock & Fellinni & Almodóvar” do jovem cinéfilo fã de Transformers. É o Grande Sertão: Veredas embaixo do braço estudante de Letras. É o broche “Fora, Temer!” na lapela do publicitário que frequenta o Bar Capivara às 3h da manhã.

    Melhor que o golpe, apenas o adjetivo “golpista”. O carro não funcionou de manhã? Golpista! Levou uma fechada no trânsito? Golpista! Derrubou o controle remoto embaixo do sofá e não consegue mais pegá-lo? Esse controle é golpista! Está com preguiça de lavar a louça? Pois a louça é golpista! Apoiou um regime autocrático, que cerceia a imprensa, causa dor e sofrimento aos seus cidadãos e que está fazendo a toque de caixa uma constituinte…?

    Aí não é golpismo, não. Você é burro? Aí é alternativa democrática de esquerda.

    Jotapê Jorge acha que gritar “golpe” é contra a sua inteligência. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    Brasil MUY golpeado

    O golpe é a desculpa da moda. Chegou em casa para lá de Bagdá, cheirando cabaré, com a calça arriada, batom na cueca e uma tatuagem no ombro onde se lê “Temer: a amizade nem mesmo a força do tempo poderá destruir”? Ora, foi golpe! Saiu de carro, bebeu todas, foi pego na blitz, xingou o policial, subiu em cima do capô para tentar fugir dos canas, mas terminou enjaulado numa cela e ganhar o apelido de “Márcia”? Pois, meu amigo, foi golpe! Recebeu o gemidão do Zap no escritório e todo mundo ouviu? Ha-ha! Golpe!

    O golpe está para a esquerda brasileira (doravante grafada apenas como esquerdinha, pois, afinal, é isso o que ela é) como a segunda vinda de Jesus Cristo. Ele é a salvação e a vida, e quem crê nele votará sem culpa em Lula (que, como se sabe, está sentado no trono de Deus pai, onde um dia irá de julgar vivos e mortos, exceto os donos de empreiteira e os açougueiros de Brasília).  O golpe remiu a esquerdinha. O golpe os salvou de um voto horrível.

    Há frases que tornam o interlocutor imediatamente mais inteligente: “desenvolvimento sustentável”, “alternativa de país”, “a poética de Chico Buarque de Holanda” e, desde a metade do ano passado, “foi golpe!”. Nenhuma desculpa é tão perfeita. O golpe nos fez melhores, nos fez mais bonitos quiça. Antes do golpe a esquerdinha era feia, boba, e má. Hoje são, no máximo, uns ex-buchos — e como são espertos! Nada é mais genial do que gritar “golpe!” O golpe é a camiseta “Truffaut & Hitchcock & Fellinni & Almodóvar” do jovem cinéfilo fã de Transformers. É o Grande Sertão: Veredas embaixo do braço estudante de Letras. É o broche “Fora, Temer!” na lapela do publicitário que frequenta o Bar Capivara às 3h da manhã.

    Melhor que o golpe, apenas o adjetivo “golpista”. O carro não funcionou de manhã? Golpista! Levou uma fechada no trânsito? Golpista! Derrubou o controle remoto embaixo do sofá e não consegue mais pegá-lo? Esse controle é golpista! Está com preguiça de lavar a louça? Pois a louça é golpista! Apoiou um regime autocrático, que cerceia a imprensa, causa dor e sofrimento aos seus cidadãos e que está fazendo a toque de caixa uma constituinte…?

    Aí não é golpismo, não. Você é burro? Aí é alternativa democrática de esquerda.

    Jotapê Jorge acha que gritar “golpe” é contra a sua inteligência. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba]

    Brasil MUY golpeado

    Brasil MUY golpeado

    O golpe é a desculpa da moda. Chegou em casa para lá de Bagdá, cheirando cabaré, com a calça arriada, batom na cueca e uma tatuagem no ombro onde se lê “Temer: a amizade nem mesmo a força do tempo poderá destruir”? Ora, foi golpe! Saiu de carro, bebeu todas, foi pego na blitz, xingou o policial, subiu em cima do capô para tentar fugir dos canas, mas terminou enjaulado numa cela e ganhar o apelido de “Márcia”? Pois, meu amigo, foi golpe! Recebeu o gemidão do Zap no escritório e todo mundo ouviu? Ha-ha! Golpe!

    O golpe está para a esquerda brasileira (doravante grafada apenas como esquerdinha, pois, afinal, é isso o que ela é) como a segunda vinda de Jesus Cristo. Ele é a salvação e a vida, e quem crê nele votará sem culpa em Lula (que, como se sabe, está sentado no trono de Deus pai, onde um dia irá de julgar vivos e mortos, exceto os donos de empreiteira e os açougueiros de Brasília).  O golpe remiu a esquerdinha. O golpe os salvou de um voto horrível.

    Há frases que tornam o interlocutor imediatamente mais inteligente: “desenvolvimento sustentável”, “alternativa de país”, “a poética de Chico Buarque de Holanda” e, desde a metade do ano passado, “foi golpe!”. Nenhuma desculpa é tão perfeita. O golpe nos fez melhores, nos fez mais bonitos quiça. Antes do golpe a esquerdinha era feia, boba, e má. Hoje são, no máximo, uns ex-buchos — e como são espertos! Nada é mais genial do que gritar “golpe!” O golpe é a camiseta “Truffaut & Hitchcock & Fellinni & Almodóvar” do jovem cinéfilo fã de Transformers. É o Grande Sertão: Veredas embaixo do braço estudante de Letras. É o broche “Fora, Temer!” na lapela do publicitário que frequenta o Bar Capivara às 3h da manhã.

    Melhor que o golpe, apenas o adjetivo “golpista”. O carro não funcionou de manhã? Golpista! Levou uma fechada no trânsito? Golpista! Derrubou o controle remoto embaixo do sofá e não consegue mais pegá-lo? Esse controle é golpista! Está com preguiça de lavar a louça? Pois a louça é golpista! Apoiou um regime autocrático, que cerceia a imprensa, causa dor e sofrimento aos seus cidadãos e que está fazendo a toque de caixa uma constituinte…?

    Aí não é golpismo, não. Você é burro? Aí é alternativa democrática de esquerda.

    Jotapê Jorge acha que gritar “golpe” é contra a sua inteligência. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/brasil-muy-golpeado/"]

    Eu já estou de saco cheio dos fãs do Lula

    O Lula foi um péssimo presidente da república. Pronto, que comece o linchamento. Nada é mais perigoso no Brasil do que falar mal de Luís Inácio Lula da Silva. Nosso país vive um estranho caso de amor e ódio com Lula, e mesmo seus detratores se derretem — como um rodriguiano Chicabons ao sol — antes de falar mal do cabra: “Ele pode ser um megalomaníaco, mas como fala bem, o desgraçado!” O Brasil é a mulher de malandro do Lula, que não cansa de passar noites fora, tomar porres homéricos, voltar para casa e pedir perdão. E o pior é que a gente perdoa.

    Nenhuma nação mimou mais um cidadão do que o Brasil faz com Lula. Para Lula tudo é permitido, em Lula tudo é mais bonito. Se o Maluf enriquece ilegalmente, um absurdo. Mas Lula? Lula tudo bem! Se um político qualquer é pego com uma mala cheia de dinheiro, que matem, massacrem, que espanquem seus familiares e o botem na cadeia. Mas Lula e o triplex? “Lula não sabia de nada.” Já repararam como ouvimos isso nos últimos 15 anos? Futuros historiadores da língua portuguesa se perguntarão o porquê de quase toda manchete conter as palavras “Lula não sabia de nada”.

    “Mas Jotapê”, posso ouvi-lo dizer, com seu  broche da estrelinha do PT e uma camiseta retrô escrito “O sonho acabou, quem não acreditou na estrela sequer sonhou”. “Isso que você falou é mentira. Todo mundo sabe que a mídia golpista cometeu com Lula a maior injustiça já perpetrada contra um presidente.” Amigão, vem cá. Você lê jornal? Na moral. Você viu o Jornal Nacional desde que o Temer assumiu? Viu como o Temer é esculachado? Viu? Pois eu duvido muito. Só um idiota que se informa pelo site “O Vermelho” para acreditar que a mídia golpista é a maior culpada pelas agruras do Lula. Aliás, vá assistir o Jornal Nacional do dia da eleição do Lula. Vá ver o William Bonner molhar a calcinha ao anunciar a eleição do primeiro operário presidente.

    Mas não adianta. Ouvir um fã do Lula é quase como ouvir uma mãe falar do filho único. “Ele não fez nada de errado. Ele é perseguido na escola.” “Ele merece ter esse brinquedo caro, mesmo que tenha ido mal neste semestre.” “Ele vai brincar com os seus brinquedos sim, porque eu não vou aguentar adulto babaca fazendo mal pro meu filhinho.”

    Não me levem a mal. Eu já fui fã do Lula. Afinal, broche com a estrelinha do PT é que nem carro a álcool, todo mundo já teve um. Mas eu prefiro o começo de sua carreira. Se Lula fosse uma banda, eu seria um grande fã dos discos “Sindicalista”, “Eleição 89” e “Candidato 2002”. “Presidente 2002-2010” teve seus hits. Mas “Lobista de Empreiteira”, francamente, é uma porcaria.

    Jotapê Jorge não te respeita, e pede para você não ir à sua casa. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    Eu já estou de saco cheio dos fãs do Lula

    O Lula foi um péssimo presidente da república. Pronto, que comece o linchamento. Nada é mais perigoso no Brasil do que falar mal de Luís Inácio Lula da Silva. Nosso país vive um estranho caso de amor e ódio com Lula, e mesmo seus detratores se derretem — como um rodriguiano Chicabons ao sol — antes de falar mal do cabra: “Ele pode ser um megalomaníaco, mas como fala bem, o desgraçado!” O Brasil é a mulher de malandro do Lula, que não cansa de passar noites fora, tomar porres homéricos, voltar para casa e pedir perdão. E o pior é que a gente perdoa.

    Nenhuma nação mimou mais um cidadão do que o Brasil faz com Lula. Para Lula tudo é permitido, em Lula tudo é mais bonito. Se o Maluf enriquece ilegalmente, um absurdo. Mas Lula? Lula tudo bem! Se um político qualquer é pego com uma mala cheia de dinheiro, que matem, massacrem, que espanquem seus familiares e o botem na cadeia. Mas Lula e o triplex? “Lula não sabia de nada.” Já repararam como ouvimos isso nos últimos 15 anos? Futuros historiadores da língua portuguesa se perguntarão o porquê de quase toda manchete conter as palavras “Lula não sabia de nada”.

    “Mas Jotapê”, posso ouvi-lo dizer, com seu  broche da estrelinha do PT e uma camiseta retrô escrito “O sonho acabou, quem não acreditou na estrela sequer sonhou”. “Isso que você falou é mentira. Todo mundo sabe que a mídia golpista cometeu com Lula a maior injustiça já perpetrada contra um presidente.” Amigão, vem cá. Você lê jornal? Na moral. Você viu o Jornal Nacional desde que o Temer assumiu? Viu como o Temer é esculachado? Viu? Pois eu duvido muito. Só um idiota que se informa pelo site “O Vermelho” para acreditar que a mídia golpista é a maior culpada pelas agruras do Lula. Aliás, vá assistir o Jornal Nacional do dia da eleição do Lula. Vá ver o William Bonner molhar a calcinha ao anunciar a eleição do primeiro operário presidente.

    Mas não adianta. Ouvir um fã do Lula é quase como ouvir uma mãe falar do filho único. “Ele não fez nada de errado. Ele é perseguido na escola.” “Ele merece ter esse brinquedo caro, mesmo que tenha ido mal neste semestre.” “Ele vai brincar com os seus brinquedos sim, porque eu não vou aguentar adulto babaca fazendo mal pro meu filhinho.”

    Não me levem a mal. Eu já fui fã do Lula. Afinal, broche com a estrelinha do PT é que nem carro a álcool, todo mundo já teve um. Mas eu prefiro o começo de sua carreira. Se Lula fosse uma banda, eu seria um grande fã dos discos “Sindicalista”, “Eleição 89” e “Candidato 2002”. “Presidente 2002-2010” teve seus hits. Mas “Lobista de Empreiteira”, francamente, é uma porcaria.

    Jotapê Jorge não te respeita, e pede para você não ir à sua casa. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba]

    Eu já estou de saco cheio dos fãs do Lula

    O Lula foi um péssimo presidente da república. Pronto, que comece o linchamento. Nada é mais perigoso no Brasil do que falar mal de Luís Inácio Lula da Silva. Nosso país vive um estranho caso de amor e ódio com Lula, e mesmo seus detratores se derretem — como um rodriguiano Chicabons ao sol — antes de falar mal do cabra: “Ele pode ser um megalomaníaco, mas como fala bem, o desgraçado!” O Brasil é a mulher de malandro do Lula, que não cansa de passar noites fora, tomar porres homéricos, voltar para casa e pedir perdão. E o pior é que a gente perdoa.

    Nenhuma nação mimou mais um cidadão do que o Brasil faz com Lula. Para Lula tudo é permitido, em Lula tudo é mais bonito. Se o Maluf enriquece ilegalmente, um absurdo. Mas Lula? Lula tudo bem! Se um político qualquer é pego com uma mala cheia de dinheiro, que matem, massacrem, que espanquem seus familiares e o botem na cadeia. Mas Lula e o triplex? “Lula não sabia de nada.” Já repararam como ouvimos isso nos últimos 15 anos? Futuros historiadores da língua portuguesa se perguntarão o porquê de quase toda manchete conter as palavras “Lula não sabia de nada”.

    “Mas Jotapê”, posso ouvi-lo dizer, com seu  broche da estrelinha do PT e uma camiseta retrô escrito “O sonho acabou, quem não acreditou na estrela sequer sonhou”. “Isso que você falou é mentira. Todo mundo sabe que a mídia golpista cometeu com Lula a maior injustiça já perpetrada contra um presidente.” Amigão, vem cá. Você lê jornal? Na moral. Você viu o Jornal Nacional desde que o Temer assumiu? Viu como o Temer é esculachado? Viu? Pois eu duvido muito. Só um idiota que se informa pelo site “O Vermelho” para acreditar que a mídia golpista é a maior culpada pelas agruras do Lula. Aliás, vá assistir o Jornal Nacional do dia da eleição do Lula. Vá ver o William Bonner molhar a calcinha ao anunciar a eleição do primeiro operário presidente.

    Mas não adianta. Ouvir um fã do Lula é quase como ouvir uma mãe falar do filho único. “Ele não fez nada de errado. Ele é perseguido na escola.” “Ele merece ter esse brinquedo caro, mesmo que tenha ido mal neste semestre.” “Ele vai brincar com os seus brinquedos sim, porque eu não vou aguentar adulto babaca fazendo mal pro meu filhinho.”

    Não me levem a mal. Eu já fui fã do Lula. Afinal, broche com a estrelinha do PT é que nem carro a álcool, todo mundo já teve um. Mas eu prefiro o começo de sua carreira. Se Lula fosse uma banda, eu seria um grande fã dos discos “Sindicalista”, “Eleição 89” e “Candidato 2002”. “Presidente 2002-2010” teve seus hits. Mas “Lobista de Empreiteira”, francamente, é uma porcaria.

    Jotapê Jorge não te respeita, e pede para você não ir à sua casa. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/eu-ja-estou-de-saco-cheio-dos-fas-do-lula/"]

    Jean Wyllys é o Bolsonaro da esquerda

    Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão e eu sinceramente não vou discutir esta questão. Se quiserem uma opinião embasada, perguntem para algum jurista. Eu no máximo fiz jornalismo.  Dito isto: o deputado Jean Wyllys foi às telas dos computadores justificar a condenação do ex-presidente da república como “ato de perseguição” e o número de anos da pena ao fato de Lula ter nove dedos. Tô falando sério. Depois chamou Moro de “cafona”. Só faltou chamá-lo de cocozento.

    O discurso é histriônico e a argumentação ilógica. No fundo o videozinho é apenas uma grande bobagem, quase uma teoria da conspiração. Parece até um outro deputado histriônico, ilógico, dado a bobagens e teorias da conspiração: Jair Bolsonaro. Se vocês tivessem de escolher entre votar no Bobowyllys, no Bozonaro ou comer uma tigela de porra de búfalo que ficou ao sol por 20 dias, vocês escolheriam temperar a tigela com sal, pimenta ou cominho?

    Não é possível que o movimento gay seja representado por Jean Wyllys. Os gays são melhores do que isso. A dura realidade é que o modus operandi de Bolsonaro e Wyllys é muito parecido: ambos são fascistas. Não se engane. Embora recoberto por um lustre “humanista”, o desejo de Wyllys é mandar. Se Wyllys tivesse a oportunidade, botaria Bolsonaro no paredão. Céus! Se ele tivesse a chance me botaria na guilhotina pelo que estou escrevendo. Jean Wyllys é um Ivan Ilítch Pralinski de Uma História Desagradável. Mentira: Dostoiévski jamais seria capaz de escrever um personagem tão torpe.

    “Mas Jotapê, fascista é você!”, dirá o senhor, com um broche de “Lula, ladrão, roubou meu coração” numa lapela e outro de “Lula: vítima do sistema” para defender um homem branco, hetero e cis que ficou milionário com política na outra. “O Jean Wyllys defende os direitos das minorias. Não é possível que ele seja ruim.” Claro, Jean Wyllys defende os homossexuais,  mas sua atuação parlamentar é tão desastrosa que era melhor que não estivesse lá. Jean Wyllys está para o movimento gay assim como o torcedor organizado está para o futebol: só serve para queimar o filme.

    E mesmo que Jean fosse um baita deputado, mesmo que hoje vivêssemos num país mais tolerante graças aos seus discursos tresloucados botando na Globo a culpa por sua unha encravada, isto não o redimiria de suas falhas. Não o redimiria de sua ignorância política. Não o redimiria de sua intolerância. Não o redimiria de usar suas redes sociais para espalhar boatos e teorias da conspiração. Não o redimiria de ser um grande personagem.

    Pois já faz tempo que Jean Wyllys tornou-se um personagem, e da pior espécie. Arrisco dizer que desde o “golpe”, quando cuspiu na cara de seu alter-ego Bolsonaro. Os dois, aliás, vivem no Congresso Nacional uma relação quase simbiótica. O que seria de Jean Wyllys sem Jair Bolsonaro? O que seria de Jair Bolsonaro sem Jean Wyllys?

    Jotapê Jorge não é gay, mas gostaria de ser para encher o saco de homofóbicos. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

     

     

    Jean Wyllys é o Bolsonaro da esquerda

    Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão e eu sinceramente não vou discutir esta questão. Se quiserem uma opinião embasada, perguntem para algum jurista. Eu no máximo fiz jornalismo.  Dito isto: o deputado Jean Wyllys foi às telas dos computadores justificar a condenação do ex-presidente da república como “ato de perseguição” e o número de anos da pena ao fato de Lula ter nove dedos. Tô falando sério. Depois chamou Moro de “cafona”. Só faltou chamá-lo de cocozento.

    O discurso é histriônico e a argumentação ilógica. No fundo o videozinho é apenas uma grande bobagem, quase uma teoria da conspiração. Parece até um outro deputado histriônico, ilógico, dado a bobagens e teorias da conspiração: Jair Bolsonaro. Se vocês tivessem de escolher entre votar no Bobowyllys, no Bozonaro ou comer uma tigela de porra de búfalo que ficou ao sol por 20 dias, vocês escolheriam temperar a tigela com sal, pimenta ou cominho?

    Não é possível que o movimento gay seja representado por Jean Wyllys. Os gays são melhores do que isso. A dura realidade é que o modus operandi de Bolsonaro e Wyllys é muito parecido: ambos são fascistas. Não se engane. Embora recoberto por um lustre “humanista”, o desejo de Wyllys é mandar. Se Wyllys tivesse a oportunidade, botaria Bolsonaro no paredão. Céus! Se ele tivesse a chance me botaria na guilhotina pelo que estou escrevendo. Jean Wyllys é um Ivan Ilítch Pralinski de Uma História Desagradável. Mentira: Dostoiévski jamais seria capaz de escrever um personagem tão torpe.

    “Mas Jotapê, fascista é você!”, dirá o senhor, com um broche de “Lula, ladrão, roubou meu coração” numa lapela e outro de “Lula: vítima do sistema” para defender um homem branco, hetero e cis que ficou milionário com política na outra. “O Jean Wyllys defende os direitos das minorias. Não é possível que ele seja ruim.” Claro, Jean Wyllys defende os homossexuais,  mas sua atuação parlamentar é tão desastrosa que era melhor que não estivesse lá. Jean Wyllys está para o movimento gay assim como o torcedor organizado está para o futebol: só serve para queimar o filme.

    E mesmo que Jean fosse um baita deputado, mesmo que hoje vivêssemos num país mais tolerante graças aos seus discursos tresloucados botando na Globo a culpa por sua unha encravada, isto não o redimiria de suas falhas. Não o redimiria de sua ignorância política. Não o redimiria de sua intolerância. Não o redimiria de usar suas redes sociais para espalhar boatos e teorias da conspiração. Não o redimiria de ser um grande personagem.

    Pois já faz tempo que Jean Wyllys tornou-se um personagem, e da pior espécie. Arrisco dizer que desde o “golpe”, quando cuspiu na cara de seu alter-ego Bolsonaro. Os dois, aliás, vivem no Congresso Nacional uma relação quase simbiótica. O que seria de Jean Wyllys sem Jair Bolsonaro? O que seria de Jair Bolsonaro sem Jean Wyllys?

    Jotapê Jorge não é gay, mas gostaria de ser para encher o saco de homofóbicos. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

     

     

    [ssba]

    Jean Wyllys é o Bolsonaro da esquerda

    Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão e eu sinceramente não vou discutir esta questão. Se quiserem uma opinião embasada, perguntem para algum jurista. Eu no máximo fiz jornalismo.  Dito isto: o deputado Jean Wyllys foi às telas dos computadores justificar a condenação do ex-presidente da república como “ato de perseguição” e o número de anos da pena ao fato de Lula ter nove dedos. Tô falando sério. Depois chamou Moro de “cafona”. Só faltou chamá-lo de cocozento.

    O discurso é histriônico e a argumentação ilógica. No fundo o videozinho é apenas uma grande bobagem, quase uma teoria da conspiração. Parece até um outro deputado histriônico, ilógico, dado a bobagens e teorias da conspiração: Jair Bolsonaro. Se vocês tivessem de escolher entre votar no Bobowyllys, no Bozonaro ou comer uma tigela de porra de búfalo que ficou ao sol por 20 dias, vocês escolheriam temperar a tigela com sal, pimenta ou cominho?

    Não é possível que o movimento gay seja representado por Jean Wyllys. Os gays são melhores do que isso. A dura realidade é que o modus operandi de Bolsonaro e Wyllys é muito parecido: ambos são fascistas. Não se engane. Embora recoberto por um lustre “humanista”, o desejo de Wyllys é mandar. Se Wyllys tivesse a oportunidade, botaria Bolsonaro no paredão. Céus! Se ele tivesse a chance me botaria na guilhotina pelo que estou escrevendo. Jean Wyllys é um Ivan Ilítch Pralinski de Uma História Desagradável. Mentira: Dostoiévski jamais seria capaz de escrever um personagem tão torpe.

    “Mas Jotapê, fascista é você!”, dirá o senhor, com um broche de “Lula, ladrão, roubou meu coração” numa lapela e outro de “Lula: vítima do sistema” para defender um homem branco, hetero e cis que ficou milionário com política na outra. “O Jean Wyllys defende os direitos das minorias. Não é possível que ele seja ruim.” Claro, Jean Wyllys defende os homossexuais,  mas sua atuação parlamentar é tão desastrosa que era melhor que não estivesse lá. Jean Wyllys está para o movimento gay assim como o torcedor organizado está para o futebol: só serve para queimar o filme.

    E mesmo que Jean fosse um baita deputado, mesmo que hoje vivêssemos num país mais tolerante graças aos seus discursos tresloucados botando na Globo a culpa por sua unha encravada, isto não o redimiria de suas falhas. Não o redimiria de sua ignorância política. Não o redimiria de sua intolerância. Não o redimiria de usar suas redes sociais para espalhar boatos e teorias da conspiração. Não o redimiria de ser um grande personagem.

    Pois já faz tempo que Jean Wyllys tornou-se um personagem, e da pior espécie. Arrisco dizer que desde o “golpe”, quando cuspiu na cara de seu alter-ego Bolsonaro. Os dois, aliás, vivem no Congresso Nacional uma relação quase simbiótica. O que seria de Jean Wyllys sem Jair Bolsonaro? O que seria de Jair Bolsonaro sem Jean Wyllys?

    Jotapê Jorge não é gay, mas gostaria de ser para encher o saco de homofóbicos. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

     

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/jean-wyllys-e-o-bolsonaro-da-esquerda/"]

    Rodrigo Maia tem cara de pum

    Cresce a articulação para que Rodrigo Maia assuma o lugar de Temer na presidência da República. Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio fucking Maia. Sabe como normalmente o filme original é muito bom, a sequência uma porcaria e o terceiro filme enterra a franquia? Pois também é assim na política nacional depois de 2014. Só que o “filme original” já era a droga Dilma Rousseff. Dilma Vana fucking Rousseff. A franquia, é claro, é o Brasil, seu coió. Estamos perdidos.

    Algum idiota fará a comparação entre Rodrigo Maia e Frank Underwood, o personagem principal da série House of Cards. Dirá que, tal qual Underwood, Maia está para virar presidente “sem nenhum voto”. Depois, girando seu whisky aguado na porta do bar Capivara às três da manhã, este imbecil vaticinará que o Brasil do realpolitk  bota House of Cards no chinelo. Pois nada pode ser menos Frank Underwood do que Rodrigo Maia. Para começar: o Rodrigo Maia tem cara de pum. É impossível imaginar um grande estrategista, uma raposa política, segurando eternamente um peido encalacrado. Você consegue visualizar Rodrigo Maia numa mesa redonda planejando o fim do nosso país? Eu não. Quer dizer, Rodrigo Maia deve até participar dessas reuniões (elas acontecem na casa do Sarney às terças), mas com certeza passa o tempo todo pensando no pum que tem preso no meio da bunda.

    Eu sinto pena de Rodrigo Maia. Afinal, todo mundo já quis peidar e não pôde. Vocês conhecem a sensação, aquela de ter vontade de peidar, mas estar num primeiro encontro. Pois Rodrigo Maia sente isso todos os dias, todos os momentos de sua vida: passeando com a família. Numa sorveteria em Copacabana. No cinema. Num estádio de futebol. Mentira. É claro que Rodrigo Maia nunca sentou suas nádegas felpudas num estádio de futebol.

    Para além de seus claros problemas intestinais, Rodrigo Maia é a sintese do moleque de prédio. Posso apostar que ele era o dono da bola, e brigava quando não lhe deixavam jogar no ataque (ainda que fosse um perna de pau). Rodrigo Maia tinha a bicicleta mais legal do bairro, mas não sabia andar (e mesmo assim sua mãe o obrigava a usar capacete, joelheiras e cotoveleiras). Rodrigo Maia  ganhava um saco de mariolas e não dividia com ninguém. O apelido de Rodrigo Maia no colégio podia até ser “Zé Bundinha”, “Cu de Ganso” ou “Meinha”.

    Mas com certeza foi cara de pum.

    Jotapê Jorge acha que a trilogia Brasil precisa de um reboot. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    Rodrigo Maia tem cara de pum

    Cresce a articulação para que Rodrigo Maia assuma o lugar de Temer na presidência da República. Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio fucking Maia. Sabe como normalmente o filme original é muito bom, a sequência uma porcaria e o terceiro filme enterra a franquia? Pois também é assim na política nacional depois de 2014. Só que o “filme original” já era a droga Dilma Rousseff. Dilma Vana fucking Rousseff. A franquia, é claro, é o Brasil, seu coió. Estamos perdidos.

    Algum idiota fará a comparação entre Rodrigo Maia e Frank Underwood, o personagem principal da série House of Cards. Dirá que, tal qual Underwood, Maia está para virar presidente “sem nenhum voto”. Depois, girando seu whisky aguado na porta do bar Capivara às três da manhã, este imbecil vaticinará que o Brasil do realpolitk  bota House of Cards no chinelo. Pois nada pode ser menos Frank Underwood do que Rodrigo Maia. Para começar: o Rodrigo Maia tem cara de pum. É impossível imaginar um grande estrategista, uma raposa política, segurando eternamente um peido encalacrado. Você consegue visualizar Rodrigo Maia numa mesa redonda planejando o fim do nosso país? Eu não. Quer dizer, Rodrigo Maia deve até participar dessas reuniões (elas acontecem na casa do Sarney às terças), mas com certeza passa o tempo todo pensando no pum que tem preso no meio da bunda.

    Eu sinto pena de Rodrigo Maia. Afinal, todo mundo já quis peidar e não pôde. Vocês conhecem a sensação, aquela de ter vontade de peidar, mas estar num primeiro encontro. Pois Rodrigo Maia sente isso todos os dias, todos os momentos de sua vida: passeando com a família. Numa sorveteria em Copacabana. No cinema. Num estádio de futebol. Mentira. É claro que Rodrigo Maia nunca sentou suas nádegas felpudas num estádio de futebol.

    Para além de seus claros problemas intestinais, Rodrigo Maia é a sintese do moleque de prédio. Posso apostar que ele era o dono da bola, e brigava quando não lhe deixavam jogar no ataque (ainda que fosse um perna de pau). Rodrigo Maia tinha a bicicleta mais legal do bairro, mas não sabia andar (e mesmo assim sua mãe o obrigava a usar capacete, joelheiras e cotoveleiras). Rodrigo Maia  ganhava um saco de mariolas e não dividia com ninguém. O apelido de Rodrigo Maia no colégio podia até ser “Zé Bundinha”, “Cu de Ganso” ou “Meinha”.

    Mas com certeza foi cara de pum.

    Jotapê Jorge acha que a trilogia Brasil precisa de um reboot. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba]
    Leia Mais Comments Off on Rodrigo Maia tem cara de pum

    Rodrigo Maia tem cara de pum

    Cresce a articulação para que Rodrigo Maia assuma o lugar de Temer na presidência da República. Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio fucking Maia. Sabe como normalmente o filme original é muito bom, a sequência uma porcaria e o terceiro filme enterra a franquia? Pois também é assim na política nacional depois de 2014. Só que o “filme original” já era a droga Dilma Rousseff. Dilma Vana fucking Rousseff. A franquia, é claro, é o Brasil, seu coió. Estamos perdidos.

    Algum idiota fará a comparação entre Rodrigo Maia e Frank Underwood, o personagem principal da série House of Cards. Dirá que, tal qual Underwood, Maia está para virar presidente “sem nenhum voto”. Depois, girando seu whisky aguado na porta do bar Capivara às três da manhã, este imbecil vaticinará que o Brasil do realpolitk  bota House of Cards no chinelo. Pois nada pode ser menos Frank Underwood do que Rodrigo Maia. Para começar: o Rodrigo Maia tem cara de pum. É impossível imaginar um grande estrategista, uma raposa política, segurando eternamente um peido encalacrado. Você consegue visualizar Rodrigo Maia numa mesa redonda planejando o fim do nosso país? Eu não. Quer dizer, Rodrigo Maia deve até participar dessas reuniões (elas acontecem na casa do Sarney às terças), mas com certeza passa o tempo todo pensando no pum que tem preso no meio da bunda.

    Eu sinto pena de Rodrigo Maia. Afinal, todo mundo já quis peidar e não pôde. Vocês conhecem a sensação, aquela de ter vontade de peidar, mas estar num primeiro encontro. Pois Rodrigo Maia sente isso todos os dias, todos os momentos de sua vida: passeando com a família. Numa sorveteria em Copacabana. No cinema. Num estádio de futebol. Mentira. É claro que Rodrigo Maia nunca sentou suas nádegas felpudas num estádio de futebol.

    Para além de seus claros problemas intestinais, Rodrigo Maia é a sintese do moleque de prédio. Posso apostar que ele era o dono da bola, e brigava quando não lhe deixavam jogar no ataque (ainda que fosse um perna de pau). Rodrigo Maia tinha a bicicleta mais legal do bairro, mas não sabia andar (e mesmo assim sua mãe o obrigava a usar capacete, joelheiras e cotoveleiras). Rodrigo Maia  ganhava um saco de mariolas e não dividia com ninguém. O apelido de Rodrigo Maia no colégio podia até ser “Zé Bundinha”, “Cu de Ganso” ou “Meinha”.

    Mas com certeza foi cara de pum.

    Jotapê Jorge acha que a trilogia Brasil precisa de um reboot. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/rodrigo-maia-tem-cara-de-pum/"]
    Leia Mais Comments Off on Rodrigo Maia tem cara de pum

    É a minha Lua em fod*-se

    Uma praga assola a nação! Não, não estou falando da corrupção. Aliás, o brasileiro pouco se importa com isso. Nosso sonhoé ter um governo corrupto, mas eficiente. Daí o tesão que o povo sente pelo “Lula-ladrão-roubou-meu-coração” (o “rouba, mas faz” mandou lembranças).

    Não. A praga que atravanca nosso crescimento é a fé obtusa que esta geração desenvolveu pela astrologia. A astrologia é a religião dos millenials. É impossível entrar em uma conversa neste ano de 2017, principalmente com alguém ostentando um broche do “Fora, Temer!” no Bar Capivara às 3h da manhã, sem ouvir que mercúrio está retrógrado, ou que a culpa por fulano não ter telefonado no dia seguinte é de sua Lua em escorpião (“eu sou assim mesmo, pego e não me apego, porque meu planeta regente é Vênus, a deusa do amor”).

    Muito conveniente, não?

    Astrologia é um tipo diferente de fé, muito mais irritante. Eu jamais vou discutir com um cristão por ele achar que Deus, com sua voz de trovão, criou o mundo em seis dias (para depois ir tomar uma cervejinha e assistir ao Corinthians líder invicto do Brasileirão. Fun fact: o Corinthians já existia antes da criação do universo). Tampouco vou ficar pistola por alguém crer em Iansã, no grande e poderoso Alá, em Vishnu ou no Monstro do Macarrão. Fé é algo que não se discute.

    Mas quem acredita em horóscopo normalmente tem vergonha de ter fé. Ele é o mesmo que faz piadas sobre o atraso Bíblia, que acha os muçulmanos muito radicais. Que fica bravo como o meu Monstro do Macarrão. Como conciliar, então, sua crença? Como explicar que acredita que planetas a um bilhão e trezentos mil quilômetros da Terra são os responsáveis pelas patadas que dá no amigo? Fácil, basta apelar para a ciência. A ciência tudo resolve, e a pseudo-ciência, então! Pois se a gravidade influencia as marés (durd) e a maré é feita de água (dã), claro que vai influenciar o corpo humano, feito não sei quantos por cento de água (durp)!

    Vem cá, na moral: vocês são burros!?

    Não, amigos. A gravidade não funciona desta forma. De fato, o toilete em que você está sentado e lendo esta coluna exerce maior força gravitacional sobre você do que Netuno. No fim, há tanto de ciência na astrologia quanto é científico usar as mesmas meias desde que o Corinthians parou de perder em março, e toda esta história de Vênus em câncer não passa de mais uma desculpa para você ser um tremendo de um idiota.

    Mas não me peçam para lavar minhas meias da sorte.

    Jotapê Jorge é capricorniano, com ascendente em aquário e lua em gêmeos. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    É a minha Lua em fod*-se

    Uma praga assola a nação! Não, não estou falando da corrupção. Aliás, o brasileiro pouco se importa com isso. Nosso sonhoé ter um governo corrupto, mas eficiente. Daí o tesão que o povo sente pelo “Lula-ladrão-roubou-meu-coração” (o “rouba, mas faz” mandou lembranças).

    Não. A praga que atravanca nosso crescimento é a fé obtusa que esta geração desenvolveu pela astrologia. A astrologia é a religião dos millenials. É impossível entrar em uma conversa neste ano de 2017, principalmente com alguém ostentando um broche do “Fora, Temer!” no Bar Capivara às 3h da manhã, sem ouvir que mercúrio está retrógrado, ou que a culpa por fulano não ter telefonado no dia seguinte é de sua Lua em escorpião (“eu sou assim mesmo, pego e não me apego, porque meu planeta regente é Vênus, a deusa do amor”).

    Muito conveniente, não?

    Astrologia é um tipo diferente de fé, muito mais irritante. Eu jamais vou discutir com um cristão por ele achar que Deus, com sua voz de trovão, criou o mundo em seis dias (para depois ir tomar uma cervejinha e assistir ao Corinthians líder invicto do Brasileirão. Fun fact: o Corinthians já existia antes da criação do universo). Tampouco vou ficar pistola por alguém crer em Iansã, no grande e poderoso Alá, em Vishnu ou no Monstro do Macarrão. Fé é algo que não se discute.

    Mas quem acredita em horóscopo normalmente tem vergonha de ter fé. Ele é o mesmo que faz piadas sobre o atraso Bíblia, que acha os muçulmanos muito radicais. Que fica bravo como o meu Monstro do Macarrão. Como conciliar, então, sua crença? Como explicar que acredita que planetas a um bilhão e trezentos mil quilômetros da Terra são os responsáveis pelas patadas que dá no amigo? Fácil, basta apelar para a ciência. A ciência tudo resolve, e a pseudo-ciência, então! Pois se a gravidade influencia as marés (durd) e a maré é feita de água (dã), claro que vai influenciar o corpo humano, feito não sei quantos por cento de água (durp)!

    Vem cá, na moral: vocês são burros!?

    Não, amigos. A gravidade não funciona desta forma. De fato, o toilete em que você está sentado e lendo esta coluna exerce maior força gravitacional sobre você do que Netuno. No fim, há tanto de ciência na astrologia quanto é científico usar as mesmas meias desde que o Corinthians parou de perder em março, e toda esta história de Vênus em câncer não passa de mais uma desculpa para você ser um tremendo de um idiota.

    Mas não me peçam para lavar minhas meias da sorte.

    Jotapê Jorge é capricorniano, com ascendente em aquário e lua em gêmeos. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba]
    Leia Mais Comments Off on É a minha Lua em fod*-se

    É a minha Lua em fod*-se

    É a minha Lua em fod*-se

    Uma praga assola a nação! Não, não estou falando da corrupção. Aliás, o brasileiro pouco se importa com isso. Nosso sonhoé ter um governo corrupto, mas eficiente. Daí o tesão que o povo sente pelo “Lula-ladrão-roubou-meu-coração” (o “rouba, mas faz” mandou lembranças).

    Não. A praga que atravanca nosso crescimento é a fé obtusa que esta geração desenvolveu pela astrologia. A astrologia é a religião dos millenials. É impossível entrar em uma conversa neste ano de 2017, principalmente com alguém ostentando um broche do “Fora, Temer!” no Bar Capivara às 3h da manhã, sem ouvir que mercúrio está retrógrado, ou que a culpa por fulano não ter telefonado no dia seguinte é de sua Lua em escorpião (“eu sou assim mesmo, pego e não me apego, porque meu planeta regente é Vênus, a deusa do amor”).

    Muito conveniente, não?

    Astrologia é um tipo diferente de fé, muito mais irritante. Eu jamais vou discutir com um cristão por ele achar que Deus, com sua voz de trovão, criou o mundo em seis dias (para depois ir tomar uma cervejinha e assistir ao Corinthians líder invicto do Brasileirão. Fun fact: o Corinthians já existia antes da criação do universo). Tampouco vou ficar pistola por alguém crer em Iansã, no grande e poderoso Alá, em Vishnu ou no Monstro do Macarrão. Fé é algo que não se discute.

    Mas quem acredita em horóscopo normalmente tem vergonha de ter fé. Ele é o mesmo que faz piadas sobre o atraso Bíblia, que acha os muçulmanos muito radicais. Que fica bravo como o meu Monstro do Macarrão. Como conciliar, então, sua crença? Como explicar que acredita que planetas a um bilhão e trezentos mil quilômetros da Terra são os responsáveis pelas patadas que dá no amigo? Fácil, basta apelar para a ciência. A ciência tudo resolve, e a pseudo-ciência, então! Pois se a gravidade influencia as marés (durd) e a maré é feita de água (dã), claro que vai influenciar o corpo humano, feito não sei quantos por cento de água (durp)!

    Vem cá, na moral: vocês são burros!?

    Não, amigos. A gravidade não funciona desta forma. De fato, o toilete em que você está sentado e lendo esta coluna exerce maior força gravitacional sobre você do que Netuno. No fim, há tanto de ciência na astrologia quanto é científico usar as mesmas meias desde que o Corinthians parou de perder em março, e toda esta história de Vênus em câncer não passa de mais uma desculpa para você ser um tremendo de um idiota.

    Mas não me peçam para lavar minhas meias da sorte.

    Jotapê Jorge é capricorniano, com ascendente em aquário e lua em gêmeos. Ele escreve por aqui toda a sexta (quando não esquece), no Twitter todos os dias e tem um livro que você deveria ler.

     

    [ssba url="http://www.republicadosbananas.com.br/e-a-minha-lua-em-fod-se/"]
    Leia Mais Comments Off on É a minha Lua em fod*-se