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  • CASA GRANDE VIBROU COM ATO PRA DEIXAR LULA FORA DA LEI!

    Terça-feira, 16 de janeiro

    Foi um sucesso a reunião de artistas e intelectuais na Casa Grande do Leblon para manter o glorioso Lula longe do alcance da lei.

    Teve sapateado, trenzinho de conga, pagode, striptease, discurso inflamado, gente prendendo a respiração até ficar roxa, bateria de escola de samba, madrinha de bateria, destaque, carro alegórico, artista da Globo Golpista, malabarista, humorista, trapezista, rentista, anão, oração, pregação, canto, dança, rebolado, ameaça e o melhor do carnaval.

    Entusiasmado, lancei o grito de guerra “Lula! Tesão! Bonito e gostosão!“, que deve embalar a campanha judicial-eleitoral de 2018.

    Saíamos da Casa Grande do Leblon confiantes de que #GolpistasNãoPassarão – a não ser que aceitem coligação com Lula na cabeça de chapa.

     

    Quarta-feira, 16 de janeiro

    O Brasil jamais será vermelho, mas já está amarelo de febre. Já é alguma coisa.

     

    CASA GRANDE VIBROU COM ATO PRA DEIXAR LULA FORA DA LEI!

    Terça-feira, 16 de janeiro

    Foi um sucesso a reunião de artistas e intelectuais na Casa Grande do Leblon para manter o glorioso Lula longe do alcance da lei.

    Teve sapateado, trenzinho de conga, pagode, striptease, discurso inflamado, gente prendendo a respiração até ficar roxa, bateria de escola de samba, madrinha de bateria, destaque, carro alegórico, artista da Globo Golpista, malabarista, humorista, trapezista, rentista, anão, oração, pregação, canto, dança, rebolado, ameaça e o melhor do carnaval.

    Entusiasmado, lancei o grito de guerra “Lula! Tesão! Bonito e gostosão!“, que deve embalar a campanha judicial-eleitoral de 2018.

    Saíamos da Casa Grande do Leblon confiantes de que #GolpistasNãoPassarão – a não ser que aceitem coligação com Lula na cabeça de chapa.

     

    Quarta-feira, 16 de janeiro

    O Brasil jamais será vermelho, mas já está amarelo de febre. Já é alguma coisa.

     

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    CASA GRANDE VIBROU COM ATO PRA DEIXAR LULA FORA DA LEI!

    Terça-feira, 16 de janeiro

    Foi um sucesso a reunião de artistas e intelectuais na Casa Grande do Leblon para manter o glorioso Lula longe do alcance da lei.

    Teve sapateado, trenzinho de conga, pagode, striptease, discurso inflamado, gente prendendo a respiração até ficar roxa, bateria de escola de samba, madrinha de bateria, destaque, carro alegórico, artista da Globo Golpista, malabarista, humorista, trapezista, rentista, anão, oração, pregação, canto, dança, rebolado, ameaça e o melhor do carnaval.

    Entusiasmado, lancei o grito de guerra “Lula! Tesão! Bonito e gostosão!“, que deve embalar a campanha judicial-eleitoral de 2018.

    Saíamos da Casa Grande do Leblon confiantes de que #GolpistasNãoPassarão – a não ser que aceitem coligação com Lula na cabeça de chapa.

     

    Quarta-feira, 16 de janeiro

    O Brasil jamais será vermelho, mas já está amarelo de febre. Já é alguma coisa.

     

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    9 GATOS (MAIS UM) DO RONALD SEARLE

    O cartunista britânico Ronald Searle é um os maiores satiristas do século 20. Colaborou para as principais revistas do mundo e, durante anos, publicou suas charges na seção de opinião do jornal “Le Monde“. Nos seus 90 anos de vida (morreu em 2011), produziu dezenas de livros como autor ou ilustrador. Também fez pôsteres de cinema, propaganda e animação. Mas o que Searle gostava mesmo era de desenhar gatos. Desenhou centenas. Aí estão nove deles (mais um no destaque). Para saber mais de Ronald Searle, visite o blog em homenagem a ele clicando aqui.

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    9 GATOS (MAIS UM) DO RONALD SEARLE

    O cartunista britânico Ronald Searle é um os maiores satiristas do século 20. Colaborou para as principais revistas do mundo e, durante anos, publicou suas charges na seção de opinião do jornal “Le Monde“. Nos seus 90 anos de vida (morreu em 2011), produziu dezenas de livros como autor ou ilustrador. Também fez pôsteres de cinema, propaganda e animação. Mas o que Searle gostava mesmo era de desenhar gatos. Desenhou centenas. Aí estão nove deles (mais um no destaque). Para saber mais de Ronald Searle, visite o blog em homenagem a ele clicando aqui.

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    9 GATOS (MAIS UM) DO RONALD SEARLE

    O cartunista britânico Ronald Searle é um os maiores satiristas do século 20. Colaborou para as principais revistas do mundo e, durante anos, publicou suas charges na seção de opinião do jornal “Le Monde“. Nos seus 90 anos de vida (morreu em 2011), produziu dezenas de livros como autor ou ilustrador. Também fez pôsteres de cinema, propaganda e animação. Mas o que Searle gostava mesmo era de desenhar gatos. Desenhou centenas. Aí estão nove deles (mais um no destaque). Para saber mais de Ronald Searle, visite o blog em homenagem a ele clicando aqui.

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    UNIDOS DO MASTRUÇO VEM COM SAMBA DE FORTE CONTEÚDO SOCIAL E O MELHOR DO CARNAVAL

    Domingo, 14 de janeiro

    Ensaio na sede da Unidos do Mastruço, minha escola do coração, onde saio na Velha Guarda e, a depender do porre, de madrinha de bateria. Este ano nosso samba-enredo foi composto por Tonho do Marafo, Chico das Candongas e o meu mano Maluco Maquinado.

    Eu fiquei de longe e só sugeri algumas rimas. Uma contribuição mínima, apenas para acrescentar certo verniz intelectual ao samba.  Rimei “Anhembi” com “o samba hoje é aqui” e “hoje é carnaval” com “Pega no meu pau”.

    Nosso samba traz muitas críticas sociais e políticas e há quem acredite que o governo deve cair já na quarta-feira de cinzas – se alguém tiver voltado pra Brasília, é claro.

    O nome do samba é “O reino encantado de Arssubanipal, hoje é dia da Assíria brincar no nosso carnaval, agora pega no meu pau”. A última frase fui eu quem sugeriu.

     

    Segunda, 15 de janeiro

    Aziz Ansari, aquele indiano fofinho de “Master of None“, aquele ursinho panda, aquele poodle do humor, aquele cara incapaz de fazer uma piada ofensiva, aquele comediante tão doce que dá enjoo até em pote de açúcar… pois é, aquele carinha gente boa, bonitinho e inofensivo, aquele cara nota dez foi acusado de assédio sexual por uma fotógrafa. Os dois se conheceram no Emmy, marcaram um jantar, rolou um transa, ele achou que tinha sido bom, mas ela não gostou. Agora a denúncia.

    Se até o Aziz Ansari, tão bonitinho, tão minoria, tão “do Bem”, pode se revelar um tarado psicótico insensível, fico só imaginando o que pode acontecer com quem faz humor pra valer.

    Sarah Silverman, se liga. Qualquer coisa, eu conto tudo.

    UNIDOS DO MASTRUÇO VEM COM SAMBA DE FORTE CONTEÚDO SOCIAL E O MELHOR DO CARNAVAL

    Domingo, 14 de janeiro

    Ensaio na sede da Unidos do Mastruço, minha escola do coração, onde saio na Velha Guarda e, a depender do porre, de madrinha de bateria. Este ano nosso samba-enredo foi composto por Tonho do Marafo, Chico das Candongas e o meu mano Maluco Maquinado.

    Eu fiquei de longe e só sugeri algumas rimas. Uma contribuição mínima, apenas para acrescentar certo verniz intelectual ao samba.  Rimei “Anhembi” com “o samba hoje é aqui” e “hoje é carnaval” com “Pega no meu pau”.

    Nosso samba traz muitas críticas sociais e políticas e há quem acredite que o governo deve cair já na quarta-feira de cinzas – se alguém tiver voltado pra Brasília, é claro.

    O nome do samba é “O reino encantado de Arssubanipal, hoje é dia da Assíria brincar no nosso carnaval, agora pega no meu pau”. A última frase fui eu quem sugeriu.

     

    Segunda, 15 de janeiro

    Aziz Ansari, aquele indiano fofinho de “Master of None“, aquele ursinho panda, aquele poodle do humor, aquele cara incapaz de fazer uma piada ofensiva, aquele comediante tão doce que dá enjoo até em pote de açúcar… pois é, aquele carinha gente boa, bonitinho e inofensivo, aquele cara nota dez foi acusado de assédio sexual por uma fotógrafa. Os dois se conheceram no Emmy, marcaram um jantar, rolou um transa, ele achou que tinha sido bom, mas ela não gostou. Agora a denúncia.

    Se até o Aziz Ansari, tão bonitinho, tão minoria, tão “do Bem”, pode se revelar um tarado psicótico insensível, fico só imaginando o que pode acontecer com quem faz humor pra valer.

    Sarah Silverman, se liga. Qualquer coisa, eu conto tudo.

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    UNIDOS DO MASTRUÇO VEM COM SAMBA DE FORTE CONTEÚDO SOCIAL E O MELHOR DO CARNAVAL

    Domingo, 14 de janeiro

    Ensaio na sede da Unidos do Mastruço, minha escola do coração, onde saio na Velha Guarda e, a depender do porre, de madrinha de bateria. Este ano nosso samba-enredo foi composto por Tonho do Marafo, Chico das Candongas e o meu mano Maluco Maquinado.

    Eu fiquei de longe e só sugeri algumas rimas. Uma contribuição mínima, apenas para acrescentar certo verniz intelectual ao samba.  Rimei “Anhembi” com “o samba hoje é aqui” e “hoje é carnaval” com “Pega no meu pau”.

    Nosso samba traz muitas críticas sociais e políticas e há quem acredite que o governo deve cair já na quarta-feira de cinzas – se alguém tiver voltado pra Brasília, é claro.

    O nome do samba é “O reino encantado de Arssubanipal, hoje é dia da Assíria brincar no nosso carnaval, agora pega no meu pau”. A última frase fui eu quem sugeriu.

     

    Segunda, 15 de janeiro

    Aziz Ansari, aquele indiano fofinho de “Master of None“, aquele ursinho panda, aquele poodle do humor, aquele cara incapaz de fazer uma piada ofensiva, aquele comediante tão doce que dá enjoo até em pote de açúcar… pois é, aquele carinha gente boa, bonitinho e inofensivo, aquele cara nota dez foi acusado de assédio sexual por uma fotógrafa. Os dois se conheceram no Emmy, marcaram um jantar, rolou um transa, ele achou que tinha sido bom, mas ela não gostou. Agora a denúncia.

    Se até o Aziz Ansari, tão bonitinho, tão minoria, tão “do Bem”, pode se revelar um tarado psicótico insensível, fico só imaginando o que pode acontecer com quem faz humor pra valer.

    Sarah Silverman, se liga. Qualquer coisa, eu conto tudo.

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    10 CARTUNS GENIAIS DE SAUL STEINBERG

    Millôr, Ziraldo, Caulos, Borjalo… todos os grandes cartunistas brasileiros queriam ser Saul Steinberg quando crescessem. O traço de linha clara, elegante, e as ideias sempre precisas fazem do artista um dos gigantes do humor de todos os tempos. Segue aí uma pequena seleção de cartuns de Steinberg, mas faça também uma visita à Saul Steinberg Foundation clicando aqui.

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    10 CARTUNS GENIAIS DE SAUL STEINBERG

    Millôr, Ziraldo, Caulos, Borjalo… todos os grandes cartunistas brasileiros queriam ser Saul Steinberg quando crescessem. O traço de linha clara, elegante, e as ideias sempre precisas fazem do artista um dos gigantes do humor de todos os tempos. Segue aí uma pequena seleção de cartuns de Steinberg, mas faça também uma visita à Saul Steinberg Foundation clicando aqui.

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    10 CARTUNS GENIAIS DE SAUL STEINBERG

    Millôr, Ziraldo, Caulos, Borjalo… todos os grandes cartunistas brasileiros queriam ser Saul Steinberg quando crescessem. O traço de linha clara, elegante, e as ideias sempre precisas fazem do artista um dos gigantes do humor de todos os tempos. Segue aí uma pequena seleção de cartuns de Steinberg, mas faça também uma visita à Saul Steinberg Foundation clicando aqui.

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    RIO DE JANEIRO ESTÁ SOB O DOMÍNIO PURITANO DO ‘CREIXO’, A SOMA DO CRIVELLA COM O FREIXO

    Quinta-feira, 11 de janeiro

    O Rio da Janeiro lança moda outra vez.

    O governador Pezão (nenhum parentesco com o abominável “Abaporu“), o governo Pezão, eu dizia, sancionou lei que proíbe propaganda de cerveja com mulher gostosa.

    Mulher gostosa, agora, só na praia. Mas nem tente convidar a moça pra tomar um chopinho, porque a Polícia dos Costumes Carioca (PCC) vai te encher de porrada.

    Ainda estou esperando que os mesmos artistas que protestaram contra a censura nas artes se manifestem agora contra esse novo avanço do puritanismo. Infelizmente, parece que ninguém acordou ainda. Deve ser ressaca do revéillon.

    O Rio é o bumbo do Brasil. A batucada do Leblon é ouvida até em Roraima. E o que vem acontecendo no estado é uma pororoca de puritanismo, o encontro de dois conservadorismos, um de Direita outro de Esquerda. Se é que ainda há diferença entre os dois fundamentalismos.

    Eles começam botando burca na Globeleza e vão censurando e andando, andando e censurando.

    O Rio é a terra do CREIXO, a mistura do Crivella com o Freixo. Lembre-se: tudo que dé errado no Brasil, dá errado primeiro no Rio.

     

     

    Sexta-feira, 12 de fevereiro

    No meu modo de ver, a coisa toda é culpa do Abraão.

    Você está lá no deserto, cuidando das cabras, e escuta uma voz incorpórea  falando “E aí, Abraão, beleza? Seguinte, tenho uma proposta da hora pra ti: sabe o teu filho? Pois é, pega ele e mata. Fui!”

    Se fosse a Sarah, ela ia virar pra voz incorpórea e responder “De jeito nenhum! O Isaac vai ser médico!”

    Já o Abraão, aquela besta, em vez de procurar psiquiatra, como qualquer pessoa normal faria, pegou a faca na cozinha e chamou o filho para dar uma volta.

    Ah, fala sério!

    Eu só dou atenção pra voz incorpórea quando estou no aeroporto. Mas no geral ela só diz “Senhor Edson Aran, compareça ao portão sete” .

    As vozes incorpóreas não são mais as mesmas. Graças a Deus!

     

    RIO DE JANEIRO ESTÁ SOB O DOMÍNIO PURITANO DO ‘CREIXO’, A SOMA DO CRIVELLA COM O FREIXO

    Quinta-feira, 11 de janeiro

    O Rio da Janeiro lança moda outra vez.

    O governador Pezão (nenhum parentesco com o abominável “Abaporu“), o governo Pezão, eu dizia, sancionou lei que proíbe propaganda de cerveja com mulher gostosa.

    Mulher gostosa, agora, só na praia. Mas nem tente convidar a moça pra tomar um chopinho, porque a Polícia dos Costumes Carioca (PCC) vai te encher de porrada.

    Ainda estou esperando que os mesmos artistas que protestaram contra a censura nas artes se manifestem agora contra esse novo avanço do puritanismo. Infelizmente, parece que ninguém acordou ainda. Deve ser ressaca do revéillon.

    O Rio é o bumbo do Brasil. A batucada do Leblon é ouvida até em Roraima. E o que vem acontecendo no estado é uma pororoca de puritanismo, o encontro de dois conservadorismos, um de Direita outro de Esquerda. Se é que ainda há diferença entre os dois fundamentalismos.

    Eles começam botando burca na Globeleza e vão censurando e andando, andando e censurando.

    O Rio é a terra do CREIXO, a mistura do Crivella com o Freixo. Lembre-se: tudo que dé errado no Brasil, dá errado primeiro no Rio.

     

     

    Sexta-feira, 12 de fevereiro

    No meu modo de ver, a coisa toda é culpa do Abraão.

    Você está lá no deserto, cuidando das cabras, e escuta uma voz incorpórea  falando “E aí, Abraão, beleza? Seguinte, tenho uma proposta da hora pra ti: sabe o teu filho? Pois é, pega ele e mata. Fui!”

    Se fosse a Sarah, ela ia virar pra voz incorpórea e responder “De jeito nenhum! O Isaac vai ser médico!”

    Já o Abraão, aquela besta, em vez de procurar psiquiatra, como qualquer pessoa normal faria, pegou a faca na cozinha e chamou o filho para dar uma volta.

    Ah, fala sério!

    Eu só dou atenção pra voz incorpórea quando estou no aeroporto. Mas no geral ela só diz “Senhor Edson Aran, compareça ao portão sete” .

    As vozes incorpóreas não são mais as mesmas. Graças a Deus!

     

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    RIO DE JANEIRO ESTÁ SOB O DOMÍNIO PURITANO DO ‘CREIXO’, A SOMA DO CRIVELLA COM O FREIXO

    Quinta-feira, 11 de janeiro

    O Rio da Janeiro lança moda outra vez.

    O governador Pezão (nenhum parentesco com o abominável “Abaporu“), o governo Pezão, eu dizia, sancionou lei que proíbe propaganda de cerveja com mulher gostosa.

    Mulher gostosa, agora, só na praia. Mas nem tente convidar a moça pra tomar um chopinho, porque a Polícia dos Costumes Carioca (PCC) vai te encher de porrada.

    Ainda estou esperando que os mesmos artistas que protestaram contra a censura nas artes se manifestem agora contra esse novo avanço do puritanismo. Infelizmente, parece que ninguém acordou ainda. Deve ser ressaca do revéillon.

    O Rio é o bumbo do Brasil. A batucada do Leblon é ouvida até em Roraima. E o que vem acontecendo no estado é uma pororoca de puritanismo, o encontro de dois conservadorismos, um de Direita outro de Esquerda. Se é que ainda há diferença entre os dois fundamentalismos.

    Eles começam botando burca na Globeleza e vão censurando e andando, andando e censurando.

    O Rio é a terra do CREIXO, a mistura do Crivella com o Freixo. Lembre-se: tudo que dé errado no Brasil, dá errado primeiro no Rio.

     

     

    Sexta-feira, 12 de fevereiro

    No meu modo de ver, a coisa toda é culpa do Abraão.

    Você está lá no deserto, cuidando das cabras, e escuta uma voz incorpórea  falando “E aí, Abraão, beleza? Seguinte, tenho uma proposta da hora pra ti: sabe o teu filho? Pois é, pega ele e mata. Fui!”

    Se fosse a Sarah, ela ia virar pra voz incorpórea e responder “De jeito nenhum! O Isaac vai ser médico!”

    Já o Abraão, aquela besta, em vez de procurar psiquiatra, como qualquer pessoa normal faria, pegou a faca na cozinha e chamou o filho para dar uma volta.

    Ah, fala sério!

    Eu só dou atenção pra voz incorpórea quando estou no aeroporto. Mas no geral ela só diz “Senhor Edson Aran, compareça ao portão sete” .

    As vozes incorpóreas não são mais as mesmas. Graças a Deus!

     

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    16 FRASES MATADORAS DE JOSEPH HELLER, AUTOR DE “ARDIL 22”

    Semana passada, o ex-chanceler Celso Amorim deu entrevista pro UOL pra falar mal do satanista Michel Temer e elogiar o amigo Lula. Até aí, tudo bem. É do jogo.

    Mas lá pelas tantas, o Amorim pegou uma frase do Joseph Heller e atribuiu ao Millôr, ofendendo os dois escritores ao enfia-los no lodaçal político brasileiro.

    Joseph Heller é o autor de “Ardil 22”, o melhor livro anti-guerra já escrito e um clássico do humor. O REPÚBLICA DOS BANANAS fez uma seleta das melhores frases do Joseph Heller pro pessoal citar corretamente da próxima vez.

    (more…)

    16 FRASES MATADORAS DE JOSEPH HELLER, AUTOR DE “ARDIL 22”

    Semana passada, o ex-chanceler Celso Amorim deu entrevista pro UOL pra falar mal do satanista Michel Temer e elogiar o amigo Lula. Até aí, tudo bem. É do jogo.

    Mas lá pelas tantas, o Amorim pegou uma frase do Joseph Heller e atribuiu ao Millôr, ofendendo os dois escritores ao enfia-los no lodaçal político brasileiro.

    Joseph Heller é o autor de “Ardil 22”, o melhor livro anti-guerra já escrito e um clássico do humor. O REPÚBLICA DOS BANANAS fez uma seleta das melhores frases do Joseph Heller pro pessoal citar corretamente da próxima vez.

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    16 FRASES MATADORAS DE JOSEPH HELLER, AUTOR DE “ARDIL 22”

    Semana passada, o ex-chanceler Celso Amorim deu entrevista pro UOL pra falar mal do satanista Michel Temer e elogiar o amigo Lula. Até aí, tudo bem. É do jogo.

    Mas lá pelas tantas, o Amorim pegou uma frase do Joseph Heller e atribuiu ao Millôr, ofendendo os dois escritores ao enfia-los no lodaçal político brasileiro.

    Joseph Heller é o autor de “Ardil 22”, o melhor livro anti-guerra já escrito e um clássico do humor. O REPÚBLICA DOS BANANAS fez uma seleta das melhores frases do Joseph Heller pro pessoal citar corretamente da próxima vez.

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    COM OPRAH E HUCK NA PRESIDÊNCIA, CONFLITOS SERÃO RESOLVIDOS COM LUTA DE COTONETES GIGANTES

    Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

    Em Los Angeles com a Oprah Winfrey para ajudar na fulgurante candidatura dela à Casa Branca. A apresentadora descobriu que eu sou o intelectual progressista mais prafrentex do sul do mundo e pediu um help. De cara, sugeri a Hermione na Casa Civil. Oprah não se convenceu de primeira, mas expliquei a ela que Casa Civil precisa de gente “pé no saco” pra funcionar.

    Naturalmente, me desculpei pelo uso da expressão “pé no saco”, que é odiosamente machista. E obviamente nem dá pra comparar com a dor da milenar opressão patriarcal sobre as belas atrizes da Califórnia. Eu acho. Para demonstrar meu arrependimento, esmurrei meu saco em penitência. Doeu, claro, mas cólica menstrual é muito pior. Eu acho.

     

    Quarta-feira, 10 de janeiro

    Oprah e Huck na presidência: é disso que o mundo precisa. Quando cada país for governado por um apresentador de TV,  não haverá mais conflitos, apenas guerras por audiência.

    Se houver algum desentendimento entre nações, a coisa será resolvida numa luta com cotonetes gigantes. E narração do Faustão, é claro: “Ô louco, meu, o glorioso Trump acertou o cotonete na moleira do Kim Jong-Un tanto no pessoal quanto no professional! Quem sabe faz ao vivo!”

    Guy Debord, aquele francês pernóstico que influenciou maio de 68, não escreveu que vivemos numa ‘Sociedade do Espetáculo’? Poisentão. Nada mais justo que os artistas administrem o circo.

    Falar em francês, Catherine Deneuve deu uma bela traulitada no puritanismo neofeminista. Acho pouco e bom. Essa TPM permanente já virou mesmo um pé no saco.

    Ai, cacete, escrevi “TPM”, caralho! Ih, escrevi “caralho”, que porra! Saco, escrevi “porra”! Vixi! Escrevi “saco”! Eu me rendo! Sou um macho heterossexual patriarcal com pênis e mereço morrer!

    Ou virar trans e tentar carreira de cantora. Não decidi ainda.

     

     

     

    COM OPRAH E HUCK NA PRESIDÊNCIA, CONFLITOS SERÃO RESOLVIDOS COM LUTA DE COTONETES GIGANTES

    Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

    Em Los Angeles com a Oprah Winfrey para ajudar na fulgurante candidatura dela à Casa Branca. A apresentadora descobriu que eu sou o intelectual progressista mais prafrentex do sul do mundo e pediu um help. De cara, sugeri a Hermione na Casa Civil. Oprah não se convenceu de primeira, mas expliquei a ela que Casa Civil precisa de gente “pé no saco” pra funcionar.

    Naturalmente, me desculpei pelo uso da expressão “pé no saco”, que é odiosamente machista. E obviamente nem dá pra comparar com a dor da milenar opressão patriarcal sobre as belas atrizes da Califórnia. Eu acho. Para demonstrar meu arrependimento, esmurrei meu saco em penitência. Doeu, claro, mas cólica menstrual é muito pior. Eu acho.

     

    Quarta-feira, 10 de janeiro

    Oprah e Huck na presidência: é disso que o mundo precisa. Quando cada país for governado por um apresentador de TV,  não haverá mais conflitos, apenas guerras por audiência.

    Se houver algum desentendimento entre nações, a coisa será resolvida numa luta com cotonetes gigantes. E narração do Faustão, é claro: “Ô louco, meu, o glorioso Trump acertou o cotonete na moleira do Kim Jong-Un tanto no pessoal quanto no professional! Quem sabe faz ao vivo!”

    Guy Debord, aquele francês pernóstico que influenciou maio de 68, não escreveu que vivemos numa ‘Sociedade do Espetáculo’? Poisentão. Nada mais justo que os artistas administrem o circo.

    Falar em francês, Catherine Deneuve deu uma bela traulitada no puritanismo neofeminista. Acho pouco e bom. Essa TPM permanente já virou mesmo um pé no saco.

    Ai, cacete, escrevi “TPM”, caralho! Ih, escrevi “caralho”, que porra! Saco, escrevi “porra”! Vixi! Escrevi “saco”! Eu me rendo! Sou um macho heterossexual patriarcal com pênis e mereço morrer!

    Ou virar trans e tentar carreira de cantora. Não decidi ainda.

     

     

     

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    COM OPRAH E HUCK NA PRESIDÊNCIA, CONFLITOS SERÃO RESOLVIDOS COM LUTA DE COTONETES GIGANTES

    Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

    Em Los Angeles com a Oprah Winfrey para ajudar na fulgurante candidatura dela à Casa Branca. A apresentadora descobriu que eu sou o intelectual progressista mais prafrentex do sul do mundo e pediu um help. De cara, sugeri a Hermione na Casa Civil. Oprah não se convenceu de primeira, mas expliquei a ela que Casa Civil precisa de gente “pé no saco” pra funcionar.

    Naturalmente, me desculpei pelo uso da expressão “pé no saco”, que é odiosamente machista. E obviamente nem dá pra comparar com a dor da milenar opressão patriarcal sobre as belas atrizes da Califórnia. Eu acho. Para demonstrar meu arrependimento, esmurrei meu saco em penitência. Doeu, claro, mas cólica menstrual é muito pior. Eu acho.

     

    Quarta-feira, 10 de janeiro

    Oprah e Huck na presidência: é disso que o mundo precisa. Quando cada país for governado por um apresentador de TV,  não haverá mais conflitos, apenas guerras por audiência.

    Se houver algum desentendimento entre nações, a coisa será resolvida numa luta com cotonetes gigantes. E narração do Faustão, é claro: “Ô louco, meu, o glorioso Trump acertou o cotonete na moleira do Kim Jong-Un tanto no pessoal quanto no professional! Quem sabe faz ao vivo!”

    Guy Debord, aquele francês pernóstico que influenciou maio de 68, não escreveu que vivemos numa ‘Sociedade do Espetáculo’? Poisentão. Nada mais justo que os artistas administrem o circo.

    Falar em francês, Catherine Deneuve deu uma bela traulitada no puritanismo neofeminista. Acho pouco e bom. Essa TPM permanente já virou mesmo um pé no saco.

    Ai, cacete, escrevi “TPM”, caralho! Ih, escrevi “caralho”, que porra! Saco, escrevi “porra”! Vixi! Escrevi “saco”! Eu me rendo! Sou um macho heterossexual patriarcal com pênis e mereço morrer!

    Ou virar trans e tentar carreira de cantora. Não decidi ainda.

     

     

     

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    CRISTIANE BRASIL, NOVA MINISTRA DO TRABALHO, COM SEUS PAIS BOB JEFF E INÊS BRASIL

    O ano novo chegou e o mundo inteiro se enche de alegria e preguiça. Quem lê tanta notícia? MARCHA DA HISTÓRIA lê! Nossos estagiários chineses mal pagos investigam milhões de arquivos em todo o mundo para trazer para você, querido leitor, as notícias mais recentes do passado distante. Veja o que aconteceu na história.

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    CRISTIANE BRASIL, NOVA MINISTRA DO TRABALHO, COM SEUS PAIS BOB JEFF E INÊS BRASIL

    O ano novo chegou e o mundo inteiro se enche de alegria e preguiça. Quem lê tanta notícia? MARCHA DA HISTÓRIA lê! Nossos estagiários chineses mal pagos investigam milhões de arquivos em todo o mundo para trazer para você, querido leitor, as notícias mais recentes do passado distante. Veja o que aconteceu na história.

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    CRISTIANE BRASIL, NOVA MINISTRA DO TRABALHO, COM SEUS PAIS BOB JEFF E INÊS BRASIL

    O ano novo chegou e o mundo inteiro se enche de alegria e preguiça. Quem lê tanta notícia? MARCHA DA HISTÓRIA lê! Nossos estagiários chineses mal pagos investigam milhões de arquivos em todo o mundo para trazer para você, querido leitor, as notícias mais recentes do passado distante. Veja o que aconteceu na história.

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    O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É O PHOTOSHOP. ENTENDA.

    Quarta, 20 de dezembro

    Na condição de intelectual progressista mais sexy da América Latina, frequentemente ouço a pergunta: “No meio dessa desgraceira de populismo, corrupção e febre amarela, qual é o maior problema do Brasil, hein, seu Aran?”.

    Nessas ocasiões, coloco as mãos na cintura feito um bule, ergo o queixo em direção ao porvir e respondo: “o Photoshop!”

    Não é uma opinião original. Dez entre dez empoderadas falam a mesma coisa em simpósios e sites de fofocas. No dia em que pararem de remover celulite de fotografia, o patriarcado ruirá e com ele o capitalismo, levando a um mundo socialista e matriarcal, onde todos nós seremos felizes como a platéia do “Eishquenta”. Certo? Errado.

    As fotografias retocadas começaram  junto com a invenção da… bem, da fotografia. Retratos eram  pintados, já que o processo de registar imagens em película era demorado e frequentemente o modelo se mexia, fechava o olho, bocejava, essas coisas. Apagar defeitos das imagens em busca de uma perfeição estética sempre foi normal.

    O Joseph Stálin, por exemplo. Ele vivia apagando desafetos de fotografias. Falava mal dele, ficava mal na foto e sumia da imagem. Sumia da vida real também, inclusive. No entanto, veja bem, Joseph Stálin nunca usou Photoshop para seus retoques! Afinal, ele era socialista, portanto um sujeito lacrador e sangue-bom, certo? Errado.

    E quando a imagem não tem retoques, mas é falsa?  Uma das fotografias mais famosas da história é aquela dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima depois de conquistar a ilha dos japoneses na Segunda Guerra Mundial. A foto de Joe Rosenthal é épica e serviu de inspiração para esculturas e monumentos. No entanto, veja você, a foto foi encenada. Cada soldado foi cuidadosamente colocado na posição certa e o click aconteceu muito tempo depois da ação acabar. Não tem Photoshop, mas também é falsa, certo? Errado.

    O making of não importa um cazzo, mas sim a composição e a concepção da imagem, que mesmo falsa, se torna verdadeira, já que está imbuída de simbolismo.

    Transformar retoque de bunda em questão política é… bem, uma coisa muito bunda, embora seja a cara do país em 2017. O Brasil sempre faz cara de bunda pra tudo. Exceto, claro, para problemas extremamente sérios. Tipo o Photoshop, certo?

    O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É O PHOTOSHOP. ENTENDA.

    Quarta, 20 de dezembro

    Na condição de intelectual progressista mais sexy da América Latina, frequentemente ouço a pergunta: “No meio dessa desgraceira de populismo, corrupção e febre amarela, qual é o maior problema do Brasil, hein, seu Aran?”.

    Nessas ocasiões, coloco as mãos na cintura feito um bule, ergo o queixo em direção ao porvir e respondo: “o Photoshop!”

    Não é uma opinião original. Dez entre dez empoderadas falam a mesma coisa em simpósios e sites de fofocas. No dia em que pararem de remover celulite de fotografia, o patriarcado ruirá e com ele o capitalismo, levando a um mundo socialista e matriarcal, onde todos nós seremos felizes como a platéia do “Eishquenta”. Certo? Errado.

    As fotografias retocadas começaram  junto com a invenção da… bem, da fotografia. Retratos eram  pintados, já que o processo de registar imagens em película era demorado e frequentemente o modelo se mexia, fechava o olho, bocejava, essas coisas. Apagar defeitos das imagens em busca de uma perfeição estética sempre foi normal.

    O Joseph Stálin, por exemplo. Ele vivia apagando desafetos de fotografias. Falava mal dele, ficava mal na foto e sumia da imagem. Sumia da vida real também, inclusive. No entanto, veja bem, Joseph Stálin nunca usou Photoshop para seus retoques! Afinal, ele era socialista, portanto um sujeito lacrador e sangue-bom, certo? Errado.

    E quando a imagem não tem retoques, mas é falsa?  Uma das fotografias mais famosas da história é aquela dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima depois de conquistar a ilha dos japoneses na Segunda Guerra Mundial. A foto de Joe Rosenthal é épica e serviu de inspiração para esculturas e monumentos. No entanto, veja você, a foto foi encenada. Cada soldado foi cuidadosamente colocado na posição certa e o click aconteceu muito tempo depois da ação acabar. Não tem Photoshop, mas também é falsa, certo? Errado.

    O making of não importa um cazzo, mas sim a composição e a concepção da imagem, que mesmo falsa, se torna verdadeira, já que está imbuída de simbolismo.

    Transformar retoque de bunda em questão política é… bem, uma coisa muito bunda, embora seja a cara do país em 2017. O Brasil sempre faz cara de bunda pra tudo. Exceto, claro, para problemas extremamente sérios. Tipo o Photoshop, certo?

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    O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É O PHOTOSHOP. ENTENDA.

    Quarta, 20 de dezembro

    Na condição de intelectual progressista mais sexy da América Latina, frequentemente ouço a pergunta: “No meio dessa desgraceira de populismo, corrupção e febre amarela, qual é o maior problema do Brasil, hein, seu Aran?”.

    Nessas ocasiões, coloco as mãos na cintura feito um bule, ergo o queixo em direção ao porvir e respondo: “o Photoshop!”

    Não é uma opinião original. Dez entre dez empoderadas falam a mesma coisa em simpósios e sites de fofocas. No dia em que pararem de remover celulite de fotografia, o patriarcado ruirá e com ele o capitalismo, levando a um mundo socialista e matriarcal, onde todos nós seremos felizes como a platéia do “Eishquenta”. Certo? Errado.

    As fotografias retocadas começaram  junto com a invenção da… bem, da fotografia. Retratos eram  pintados, já que o processo de registar imagens em película era demorado e frequentemente o modelo se mexia, fechava o olho, bocejava, essas coisas. Apagar defeitos das imagens em busca de uma perfeição estética sempre foi normal.

    O Joseph Stálin, por exemplo. Ele vivia apagando desafetos de fotografias. Falava mal dele, ficava mal na foto e sumia da imagem. Sumia da vida real também, inclusive. No entanto, veja bem, Joseph Stálin nunca usou Photoshop para seus retoques! Afinal, ele era socialista, portanto um sujeito lacrador e sangue-bom, certo? Errado.

    E quando a imagem não tem retoques, mas é falsa?  Uma das fotografias mais famosas da história é aquela dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima depois de conquistar a ilha dos japoneses na Segunda Guerra Mundial. A foto de Joe Rosenthal é épica e serviu de inspiração para esculturas e monumentos. No entanto, veja você, a foto foi encenada. Cada soldado foi cuidadosamente colocado na posição certa e o click aconteceu muito tempo depois da ação acabar. Não tem Photoshop, mas também é falsa, certo? Errado.

    O making of não importa um cazzo, mas sim a composição e a concepção da imagem, que mesmo falsa, se torna verdadeira, já que está imbuída de simbolismo.

    Transformar retoque de bunda em questão política é… bem, uma coisa muito bunda, embora seja a cara do país em 2017. O Brasil sempre faz cara de bunda pra tudo. Exceto, claro, para problemas extremamente sérios. Tipo o Photoshop, certo?

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    THE VERY BEST OF MYSELF

    Terça, 19 de dezembro

    Foi um “Annus Horribilis”!

    Mas convém alertar os lacradores que essa é apenas uma expressão em latim para “ano horroroso” e não uma condenação moralista a métodos alternativos de reprodução.

    2017 começou muito ruim e foi piorando mês a mês, como sabem os milhares de leitores do REPÚBLICA DOS BANANAS. Por isso, é chegado o momento de olhar para trás e dizer: “Pô, Brasil, vai encoxar tua mãe, cacete!”

    Os DIÁRIOS DO ARAN começaram em janeiro como um registro da vida e das opiniões de um intelectual parrudo, progressista e prafrentex. Eu. Meu titânico objetivo era documentar esse incrível período da nossa história pátria, quando demos adeus ao Terceiro Mundo e fomos todos pro Quinto Mundo, onde o aluguel é mais barato.

    No entanto, não me limitei a falar apenas do Brasil, mas também me envolvi com o mundo civilizado, analisando a ascensão de El Trumpo e do populismo da parte de cima do quintal e também o engajado rebolado da Beyoncé, a Anitta metida a besta.

    Selecionei um texto de cada mês para quem não tem saco de procurar no site. Ano que vem o site ganha um desenho novo e essas coisas vão ficar mais fáceis, garante o nosso webmala.

     

    JANEIRO

    Fugindo da polícia, Eike Batista se escondeu no quarto da Odisséia, a moça que veio do Norte para trabalhar aqui em casa. O problema é que o ex-bilionário botou coleira em todo mundo, incluindo eu e o cachorro.

     

    FEVEREIRO

    A absoluta ausência de problemas, faz o Brasil se dedicar a bobagens do tipo “quem é que pode usar turbante”. Minha colega Eliane Brum, consultora de moda do El País, escreveu a respeito, mas deixou muitas dúvidas. Eu fiz as perguntas que ninguém ousou fazer.

     

    MARÇO

    A pedido da Marcela Temer, a espevitada Mamá, fui caçar fantasmas no Palácio do Alvorada que não deixavam o marido dela dormir direito. O cara só é satanista até dar de cara com uma assombração.

     

    ABRIL

    Nascer no Acre e querer sumir é normal. Mas o “Menino do Acre” transformou êxodo rural em arte e durante uns dois dias só se falava em Giordano Bruno na Internet. Intelectual progressista e responsável que sou, decidi explicar quem é o Brunão.

     

    MAIO

    Para lutar contra o arbítrio que insiste em processar gente que rouba, fui até Curitiba participar do depoimento-comício do glorioso Predestinado. Joguei palitinho com o Emir Sader e o João Pedro Stálin e aproveitei a ocasião para visitar o grande escritor Jorge Lukacs, o famoso Tarado de Curitiba 

     

    JUNHO

    Fernando Henrique Cardoso me convidou para tomar chá no “The Arrogant Elitist“, em Higienópolis, e me convencer a assumir a presidência no lugar do Michel Temer, torpedeado pela dupla sertaneja Wesley e Sueslley.Só existem três intelectuais confiáveis no Brasil“, ele disse.  “Você, o Thammy Gretchen e o Tico Santa-Cruz“.

     

    JULHO

    Eu e o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo fomos à FLIP polemizar com feministas, pedir autógrafo pro Lázaro Ramos e protestar contra o biscoito Globo. 

     

    AGOSTO

    Elvis não morreu, ele mudou para o Brasil nos anos 90 e hoje tem uma hamburgueria gourmet no Itaim, em São Paulo. Nos 40 anos da “morte” do Rei, eu fui até lá comer um Double Extra Crispy Bacon Cheese Burger with Peanut Butter. 

     

    SETEMBRO

    Influenciada pela novela da Glória Perez, ,minha emprega Odisséia entrou numas e decidiu virar homem. Durante meses fui obrigado a aguentar um macho heteronormativo, desagradável e chulezento na minha casa. Até pensei em botar o cara na rua, mas fiquei com receio de ser acusado de ‘novelofóbico’.

     

    OUTUBRO

    O consevadorismo kim-kataguirizento decide censurar exposições de arte . Visceralmente a favor da liberdade de expressão, mesmo de quem não sabe se expressar, eu expliquei porque todo artista tem o direito sagrado de ser ridículo em público. 

     

    NOVEMBRO

    Luciano Huck pensa em virar presidente e me chama para trocar umas ideias. Explico pra ele que o Brasil só terá justiça social quando todo cidadão, independente de credo, cor ou origem, virar artista da Globo. Menos o pessoal do SBT, claro. Governo precisa de inimigos.

     

    DEZEMBRO

    Uma espetacular retrospectiva de mim mesmo é organizada num dos últimos DIÁRIOS do ano, mas  eu convido a gatíssima leitora a fuçar mais no site porque tem muito mais coisa legal. O leitor eu quero mais é que se exploda. Passar bem.

     

    THE VERY BEST OF MYSELF

    Terça, 19 de dezembro

    Foi um “Annus Horribilis”!

    Mas convém alertar os lacradores que essa é apenas uma expressão em latim para “ano horroroso” e não uma condenação moralista a métodos alternativos de reprodução.

    2017 começou muito ruim e foi piorando mês a mês, como sabem os milhares de leitores do REPÚBLICA DOS BANANAS. Por isso, é chegado o momento de olhar para trás e dizer: “Pô, Brasil, vai encoxar tua mãe, cacete!”

    Os DIÁRIOS DO ARAN começaram em janeiro como um registro da vida e das opiniões de um intelectual parrudo, progressista e prafrentex. Eu. Meu titânico objetivo era documentar esse incrível período da nossa história pátria, quando demos adeus ao Terceiro Mundo e fomos todos pro Quinto Mundo, onde o aluguel é mais barato.

    No entanto, não me limitei a falar apenas do Brasil, mas também me envolvi com o mundo civilizado, analisando a ascensão de El Trumpo e do populismo da parte de cima do quintal e também o engajado rebolado da Beyoncé, a Anitta metida a besta.

    Selecionei um texto de cada mês para quem não tem saco de procurar no site. Ano que vem o site ganha um desenho novo e essas coisas vão ficar mais fáceis, garante o nosso webmala.

     

    JANEIRO

    Fugindo da polícia, Eike Batista se escondeu no quarto da Odisséia, a moça que veio do Norte para trabalhar aqui em casa. O problema é que o ex-bilionário botou coleira em todo mundo, incluindo eu e o cachorro.

     

    FEVEREIRO

    A absoluta ausência de problemas, faz o Brasil se dedicar a bobagens do tipo “quem é que pode usar turbante”. Minha colega Eliane Brum, consultora de moda do El País, escreveu a respeito, mas deixou muitas dúvidas. Eu fiz as perguntas que ninguém ousou fazer.

     

    MARÇO

    A pedido da Marcela Temer, a espevitada Mamá, fui caçar fantasmas no Palácio do Alvorada que não deixavam o marido dela dormir direito. O cara só é satanista até dar de cara com uma assombração.

     

    ABRIL

    Nascer no Acre e querer sumir é normal. Mas o “Menino do Acre” transformou êxodo rural em arte e durante uns dois dias só se falava em Giordano Bruno na Internet. Intelectual progressista e responsável que sou, decidi explicar quem é o Brunão.

     

    MAIO

    Para lutar contra o arbítrio que insiste em processar gente que rouba, fui até Curitiba participar do depoimento-comício do glorioso Predestinado. Joguei palitinho com o Emir Sader e o João Pedro Stálin e aproveitei a ocasião para visitar o grande escritor Jorge Lukacs, o famoso Tarado de Curitiba 

     

    JUNHO

    Fernando Henrique Cardoso me convidou para tomar chá no “The Arrogant Elitist“, em Higienópolis, e me convencer a assumir a presidência no lugar do Michel Temer, torpedeado pela dupla sertaneja Wesley e Sueslley.Só existem três intelectuais confiáveis no Brasil“, ele disse.  “Você, o Thammy Gretchen e o Tico Santa-Cruz“.

     

    JULHO

    Eu e o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo fomos à FLIP polemizar com feministas, pedir autógrafo pro Lázaro Ramos e protestar contra o biscoito Globo. 

     

    AGOSTO

    Elvis não morreu, ele mudou para o Brasil nos anos 90 e hoje tem uma hamburgueria gourmet no Itaim, em São Paulo. Nos 40 anos da “morte” do Rei, eu fui até lá comer um Double Extra Crispy Bacon Cheese Burger with Peanut Butter. 

     

    SETEMBRO

    Influenciada pela novela da Glória Perez, ,minha emprega Odisséia entrou numas e decidiu virar homem. Durante meses fui obrigado a aguentar um macho heteronormativo, desagradável e chulezento na minha casa. Até pensei em botar o cara na rua, mas fiquei com receio de ser acusado de ‘novelofóbico’.

     

    OUTUBRO

    O consevadorismo kim-kataguirizento decide censurar exposições de arte . Visceralmente a favor da liberdade de expressão, mesmo de quem não sabe se expressar, eu expliquei porque todo artista tem o direito sagrado de ser ridículo em público. 

     

    NOVEMBRO

    Luciano Huck pensa em virar presidente e me chama para trocar umas ideias. Explico pra ele que o Brasil só terá justiça social quando todo cidadão, independente de credo, cor ou origem, virar artista da Globo. Menos o pessoal do SBT, claro. Governo precisa de inimigos.

     

    DEZEMBRO

    Uma espetacular retrospectiva de mim mesmo é organizada num dos últimos DIÁRIOS do ano, mas  eu convido a gatíssima leitora a fuçar mais no site porque tem muito mais coisa legal. O leitor eu quero mais é que se exploda. Passar bem.

     

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    THE VERY BEST OF MYSELF

    THE VERY BEST OF MYSELF

    Terça, 19 de dezembro

    Foi um “Annus Horribilis”!

    Mas convém alertar os lacradores que essa é apenas uma expressão em latim para “ano horroroso” e não uma condenação moralista a métodos alternativos de reprodução.

    2017 começou muito ruim e foi piorando mês a mês, como sabem os milhares de leitores do REPÚBLICA DOS BANANAS. Por isso, é chegado o momento de olhar para trás e dizer: “Pô, Brasil, vai encoxar tua mãe, cacete!”

    Os DIÁRIOS DO ARAN começaram em janeiro como um registro da vida e das opiniões de um intelectual parrudo, progressista e prafrentex. Eu. Meu titânico objetivo era documentar esse incrível período da nossa história pátria, quando demos adeus ao Terceiro Mundo e fomos todos pro Quinto Mundo, onde o aluguel é mais barato.

    No entanto, não me limitei a falar apenas do Brasil, mas também me envolvi com o mundo civilizado, analisando a ascensão de El Trumpo e do populismo da parte de cima do quintal e também o engajado rebolado da Beyoncé, a Anitta metida a besta.

    Selecionei um texto de cada mês para quem não tem saco de procurar no site. Ano que vem o site ganha um desenho novo e essas coisas vão ficar mais fáceis, garante o nosso webmala.

     

    JANEIRO

    Fugindo da polícia, Eike Batista se escondeu no quarto da Odisséia, a moça que veio do Norte para trabalhar aqui em casa. O problema é que o ex-bilionário botou coleira em todo mundo, incluindo eu e o cachorro.

     

    FEVEREIRO

    A absoluta ausência de problemas, faz o Brasil se dedicar a bobagens do tipo “quem é que pode usar turbante”. Minha colega Eliane Brum, consultora de moda do El País, escreveu a respeito, mas deixou muitas dúvidas. Eu fiz as perguntas que ninguém ousou fazer.

     

    MARÇO

    A pedido da Marcela Temer, a espevitada Mamá, fui caçar fantasmas no Palácio do Alvorada que não deixavam o marido dela dormir direito. O cara só é satanista até dar de cara com uma assombração.

     

    ABRIL

    Nascer no Acre e querer sumir é normal. Mas o “Menino do Acre” transformou êxodo rural em arte e durante uns dois dias só se falava em Giordano Bruno na Internet. Intelectual progressista e responsável que sou, decidi explicar quem é o Brunão.

     

    MAIO

    Para lutar contra o arbítrio que insiste em processar gente que rouba, fui até Curitiba participar do depoimento-comício do glorioso Predestinado. Joguei palitinho com o Emir Sader e o João Pedro Stálin e aproveitei a ocasião para visitar o grande escritor Jorge Lukacs, o famoso Tarado de Curitiba 

     

    JUNHO

    Fernando Henrique Cardoso me convidou para tomar chá no “The Arrogant Elitist“, em Higienópolis, e me convencer a assumir a presidência no lugar do Michel Temer, torpedeado pela dupla sertaneja Wesley e Sueslley.Só existem três intelectuais confiáveis no Brasil“, ele disse.  “Você, o Thammy Gretchen e o Tico Santa-Cruz“.

     

    JULHO

    Eu e o poeta concreto Oraldo Grunhevaldo fomos à FLIP polemizar com feministas, pedir autógrafo pro Lázaro Ramos e protestar contra o biscoito Globo. 

     

    AGOSTO

    Elvis não morreu, ele mudou para o Brasil nos anos 90 e hoje tem uma hamburgueria gourmet no Itaim, em São Paulo. Nos 40 anos da “morte” do Rei, eu fui até lá comer um Double Extra Crispy Bacon Cheese Burger with Peanut Butter. 

     

    SETEMBRO

    Influenciada pela novela da Glória Perez, ,minha emprega Odisséia entrou numas e decidiu virar homem. Durante meses fui obrigado a aguentar um macho heteronormativo, desagradável e chulezento na minha casa. Até pensei em botar o cara na rua, mas fiquei com receio de ser acusado de ‘novelofóbico’.

     

    OUTUBRO

    O consevadorismo kim-kataguirizento decide censurar exposições de arte . Visceralmente a favor da liberdade de expressão, mesmo de quem não sabe se expressar, eu expliquei porque todo artista tem o direito sagrado de ser ridículo em público. 

     

    NOVEMBRO

    Luciano Huck pensa em virar presidente e me chama para trocar umas ideias. Explico pra ele que o Brasil só terá justiça social quando todo cidadão, independente de credo, cor ou origem, virar artista da Globo. Menos o pessoal do SBT, claro. Governo precisa de inimigos.

     

    DEZEMBRO

    Uma espetacular retrospectiva de mim mesmo é organizada num dos últimos DIÁRIOS do ano, mas  eu convido a gatíssima leitora a fuçar mais no site porque tem muito mais coisa legal. O leitor eu quero mais é que se exploda. Passar bem.

     

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    “STAR WARS” E A INEVITÁVEL MARCHA DA HISTÓRIA

    Sexta, 16 de dezembro

    Meu vizinho Irso, o Energúmeno, acordou feliz como um wookie no cio.

    “Vi o novo ‘Star Wars’ ontem, mano. Agora a casa cai, tá ligado? O capitalismo está com os dias contados!”, festeja ele empunhando um sabre de luz imaginário.

    Faz tempo que o Olavão de Carvalho e sua trupe alertam que o mundo inteiro – menos eles – trabalham pelo “globalismo” e pela subversão mundial. Até a nefanda Disney, claro. Sempre achei isso um exagero, mas se Irso está falando, eu acredito.

    “E o filme não faz isso de forma sutil, mano”, prossegue o Irso. “Joga na cara de todo mundo como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso, tá ligado?!”

    Pensei em explicar pra Irso, o energúmeno, que elite sem-noção praticando vilania aparece em 90% dos filmes americanos. Só pra ficar em ficção-científica:  “Avatar”, “O destino de Júpiter”, “Blade Runner” (o bom e o ruim) e “Alien”. E nem me deixe falar nos westerns. A lista é grande. “Era uma vez no oeste”, “O cavaleiro solitário”, “O pequeno grande homem” e “Quando explode a vingança”. Aliás, o western spaghetti, que sempre foi meio eurocomunista, produziu algumas pérolas do gênero bang-bang-engajè. Quase recomendei pro Irso “Uma bala para o general”, de Damiano Damiani, sobre um bandido que ganha consciência social durante a revolução mexicana, mas deixei pra lá.

    O que George Lucas faz, na fase pré-Disney, é mostrar como líderes “predestinados” se corrompem com enorme facilidade e também como a fé pode ser cega. Tipo a manezada jedi que deixa o Palpatine tomar conta de tudo enquanto ficam naquele blablablá de Força isso e Força aquilo.

    Mas eu não quis estragar a felicidade do Irso.

    Nesse mundo cruel e sem sentido em que vivemos é bom acreditar em alguma coisa, mesmo que seja em ewoks comunas.

    Enquanto isso, a Disney vá lá e, ó, cráu, arremata a Fox por 50 bilhões. Nada mal para uma empresa empenhada em destruir o capitalismo.

    Que a Força esteja com você, jovem padawan. Você vai precisar dela pra aguentar tanta bobagem.

     

     

     

    “STAR WARS” E A INEVITÁVEL MARCHA DA HISTÓRIA

    Sexta, 16 de dezembro

    Meu vizinho Irso, o Energúmeno, acordou feliz como um wookie no cio.

    “Vi o novo ‘Star Wars’ ontem, mano. Agora a casa cai, tá ligado? O capitalismo está com os dias contados!”, festeja ele empunhando um sabre de luz imaginário.

    Faz tempo que o Olavão de Carvalho e sua trupe alertam que o mundo inteiro – menos eles – trabalham pelo “globalismo” e pela subversão mundial. Até a nefanda Disney, claro. Sempre achei isso um exagero, mas se Irso está falando, eu acredito.

    “E o filme não faz isso de forma sutil, mano”, prossegue o Irso. “Joga na cara de todo mundo como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso, tá ligado?!”

    Pensei em explicar pra Irso, o energúmeno, que elite sem-noção praticando vilania aparece em 90% dos filmes americanos. Só pra ficar em ficção-científica:  “Avatar”, “O destino de Júpiter”, “Blade Runner” (o bom e o ruim) e “Alien”. E nem me deixe falar nos westerns. A lista é grande. “Era uma vez no oeste”, “O cavaleiro solitário”, “O pequeno grande homem” e “Quando explode a vingança”. Aliás, o western spaghetti, que sempre foi meio eurocomunista, produziu algumas pérolas do gênero bang-bang-engajè. Quase recomendei pro Irso “Uma bala para o general”, de Damiano Damiani, sobre um bandido que ganha consciência social durante a revolução mexicana, mas deixei pra lá.

    O que George Lucas faz, na fase pré-Disney, é mostrar como líderes “predestinados” se corrompem com enorme facilidade e também como a fé pode ser cega. Tipo a manezada jedi que deixa o Palpatine tomar conta de tudo enquanto ficam naquele blablablá de Força isso e Força aquilo.

    Mas eu não quis estragar a felicidade do Irso.

    Nesse mundo cruel e sem sentido em que vivemos é bom acreditar em alguma coisa, mesmo que seja em ewoks comunas.

    Enquanto isso, a Disney vá lá e, ó, cráu, arremata a Fox por 50 bilhões. Nada mal para uma empresa empenhada em destruir o capitalismo.

    Que a Força esteja com você, jovem padawan. Você vai precisar dela pra aguentar tanta bobagem.

     

     

     

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    “STAR WARS” E A INEVITÁVEL MARCHA DA HISTÓRIA

    Sexta, 16 de dezembro

    Meu vizinho Irso, o Energúmeno, acordou feliz como um wookie no cio.

    “Vi o novo ‘Star Wars’ ontem, mano. Agora a casa cai, tá ligado? O capitalismo está com os dias contados!”, festeja ele empunhando um sabre de luz imaginário.

    Faz tempo que o Olavão de Carvalho e sua trupe alertam que o mundo inteiro – menos eles – trabalham pelo “globalismo” e pela subversão mundial. Até a nefanda Disney, claro. Sempre achei isso um exagero, mas se Irso está falando, eu acredito.

    “E o filme não faz isso de forma sutil, mano”, prossegue o Irso. “Joga na cara de todo mundo como a elite econômica é sociopata e o capitalismo é perverso, tá ligado?!”

    Pensei em explicar pra Irso, o energúmeno, que elite sem-noção praticando vilania aparece em 90% dos filmes americanos. Só pra ficar em ficção-científica:  “Avatar”, “O destino de Júpiter”, “Blade Runner” (o bom e o ruim) e “Alien”. E nem me deixe falar nos westerns. A lista é grande. “Era uma vez no oeste”, “O cavaleiro solitário”, “O pequeno grande homem” e “Quando explode a vingança”. Aliás, o western spaghetti, que sempre foi meio eurocomunista, produziu algumas pérolas do gênero bang-bang-engajè. Quase recomendei pro Irso “Uma bala para o general”, de Damiano Damiani, sobre um bandido que ganha consciência social durante a revolução mexicana, mas deixei pra lá.

    O que George Lucas faz, na fase pré-Disney, é mostrar como líderes “predestinados” se corrompem com enorme facilidade e também como a fé pode ser cega. Tipo a manezada jedi que deixa o Palpatine tomar conta de tudo enquanto ficam naquele blablablá de Força isso e Força aquilo.

    Mas eu não quis estragar a felicidade do Irso.

    Nesse mundo cruel e sem sentido em que vivemos é bom acreditar em alguma coisa, mesmo que seja em ewoks comunas.

    Enquanto isso, a Disney vá lá e, ó, cráu, arremata a Fox por 50 bilhões. Nada mal para uma empresa empenhada em destruir o capitalismo.

    Que a Força esteja com você, jovem padawan. Você vai precisar dela pra aguentar tanta bobagem.

     

     

     

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    PENSAR VEM DE ‘PEN’, CANETA, E ‘SARE’, QUE É TORNAR SÃO

    Terça-feira, 12 de dezembro

    Estava tomando um puro malte com meu grande amigo filósofo-palestrante e escritor best-seller Mário Sérgio  Karnal Knowledge no pub “The Cunt of the Countess” (Rua Shangrilá, 203, Vila Madalena).

    Karnal Knowledge me explicava com sua voz de barítono que a “filosofia, em termos puramente filosofais, é, segundo os platônicos das platitudes, uma espécie de auto-ajuda, no sentido de ‘auto’, que quer dizer automóvel, e ‘ajuda’, que é o ato de ligar pro seguro”.

    Mas tive que interromper a profunda profusão professoral porque o celular tocou. Era o Predestinado. Puto. Muito puto.

    “Companheiro Aran, os golpistas lá de Curitiba tão de sacanagem comigo! Eles marcaram o julgamento do recurso pra janeiro! Janeiro!”

    Tentei acalmar o glorioso: “Mas, guia genial, o recurso não é pra rever a sentença satânica do Moro maldito?”, eu falei. “Quanto mais cedo o julgamento, melhor, uai…”

    “Você é um intelectual progressista, mas não entende porra nenhuma do parangolé da política, companheiro Aran! Isso é uma artimanha da Globo golpista! Eles querem mudar o fim da novela!”, respondeu o farol do proletariado. Pelo tom, percebi que ele já passava da segunda garrafa. Quase dava pra sentir o bafo no telefone. Argumentar nessas condições é difícil, por isso soltei um “amanhã te ligo, estadista” e interrompi a ligação pra evitar chateação.

    Só que não.

    Meu amigo Mário Sérgio continuava sua preleção sobre o pensamento

    “Do latim ‘pensare’, que vem de ‘pen’, caneta, e ‘sare’, que é tornar são, sanare”.

    É por isso que eu bebo.

    PENSAR VEM DE ‘PEN’, CANETA, E ‘SARE’, QUE É TORNAR SÃO

    Terça-feira, 12 de dezembro

    Estava tomando um puro malte com meu grande amigo filósofo-palestrante e escritor best-seller Mário Sérgio  Karnal Knowledge no pub “The Cunt of the Countess” (Rua Shangrilá, 203, Vila Madalena).

    Karnal Knowledge me explicava com sua voz de barítono que a “filosofia, em termos puramente filosofais, é, segundo os platônicos das platitudes, uma espécie de auto-ajuda, no sentido de ‘auto’, que quer dizer automóvel, e ‘ajuda’, que é o ato de ligar pro seguro”.

    Mas tive que interromper a profunda profusão professoral porque o celular tocou. Era o Predestinado. Puto. Muito puto.

    “Companheiro Aran, os golpistas lá de Curitiba tão de sacanagem comigo! Eles marcaram o julgamento do recurso pra janeiro! Janeiro!”

    Tentei acalmar o glorioso: “Mas, guia genial, o recurso não é pra rever a sentença satânica do Moro maldito?”, eu falei. “Quanto mais cedo o julgamento, melhor, uai…”

    “Você é um intelectual progressista, mas não entende porra nenhuma do parangolé da política, companheiro Aran! Isso é uma artimanha da Globo golpista! Eles querem mudar o fim da novela!”, respondeu o farol do proletariado. Pelo tom, percebi que ele já passava da segunda garrafa. Quase dava pra sentir o bafo no telefone. Argumentar nessas condições é difícil, por isso soltei um “amanhã te ligo, estadista” e interrompi a ligação pra evitar chateação.

    Só que não.

    Meu amigo Mário Sérgio continuava sua preleção sobre o pensamento

    “Do latim ‘pensare’, que vem de ‘pen’, caneta, e ‘sare’, que é tornar são, sanare”.

    É por isso que eu bebo.

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    PENSAR VEM DE ‘PEN’, CANETA, E ‘SARE’, QUE É TORNAR SÃO

    Terça-feira, 12 de dezembro

    Estava tomando um puro malte com meu grande amigo filósofo-palestrante e escritor best-seller Mário Sérgio  Karnal Knowledge no pub “The Cunt of the Countess” (Rua Shangrilá, 203, Vila Madalena).

    Karnal Knowledge me explicava com sua voz de barítono que a “filosofia, em termos puramente filosofais, é, segundo os platônicos das platitudes, uma espécie de auto-ajuda, no sentido de ‘auto’, que quer dizer automóvel, e ‘ajuda’, que é o ato de ligar pro seguro”.

    Mas tive que interromper a profunda profusão professoral porque o celular tocou. Era o Predestinado. Puto. Muito puto.

    “Companheiro Aran, os golpistas lá de Curitiba tão de sacanagem comigo! Eles marcaram o julgamento do recurso pra janeiro! Janeiro!”

    Tentei acalmar o glorioso: “Mas, guia genial, o recurso não é pra rever a sentença satânica do Moro maldito?”, eu falei. “Quanto mais cedo o julgamento, melhor, uai…”

    “Você é um intelectual progressista, mas não entende porra nenhuma do parangolé da política, companheiro Aran! Isso é uma artimanha da Globo golpista! Eles querem mudar o fim da novela!”, respondeu o farol do proletariado. Pelo tom, percebi que ele já passava da segunda garrafa. Quase dava pra sentir o bafo no telefone. Argumentar nessas condições é difícil, por isso soltei um “amanhã te ligo, estadista” e interrompi a ligação pra evitar chateação.

    Só que não.

    Meu amigo Mário Sérgio continuava sua preleção sobre o pensamento

    “Do latim ‘pensare’, que vem de ‘pen’, caneta, e ‘sare’, que é tornar são, sanare”.

    É por isso que eu bebo.

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